Radiesse hiperdiluído: diluição e técnica
Bioestimuladores de colágeno

Radiesse hiperdiluído: diluição e técnica

O mesmo frasco de hidroxiapatita de cálcio que projeta uma mandíbula pode, misturado com soro, ser espalhado em fios finos pelo colo para estimular colágeno sem acrescentar volume. A diferença está na proporção, no plano e na mão que distribui — e, dessas proporções, a bula declara uma só.

Hiperdiluir o Radiesse é trocar de ferramenta sem trocar de seringa. Puro, o gel de hidroxiapatita de cálcio (CaHA) é um preenchedor firme, que sustenta e projeta. Misturado com duas ou mais partes de soro, deixa de funcionar como preenchedor e passa a trabalhar como bioestimulador de superfície: espalhado em fios finos no plano subdérmico, induz colágeno numa área grande sem acrescentar volume. A bula da Merz declara uma única diluição — 1:2, para o colo —, e o resto do que se faz com o produto hiperdiluído vem de consenso e de estudo clínico. Saber de onde vem cada número é metade da técnica.

O que a bula da Merz declara

O Radiesse é hidroxiapatita de cálcio em microesferas (cerca de 30%) suspensas num gel carreador de carboximetilcelulose (cerca de 70%), fabricado pela Merz Aesthetics. Nas bulas do fabricante, a diluição aparece em um só lugar: o colo (décolleté).

Radiesse no colo — o que dizem as bulas da Merz

As duas versões são documentos diferentes e não se misturam: quem segue a bula americana usa o esquema de 6 em 6 semanas; quem segue a global, o de 16 semanas. Para face e mãos, a bula global recomenda no máximo 10 mL de Radiesse por ano (dose que ela admite adaptar à indicação e ao tecido), com intervalo mínimo de 4 semanas no mesmo local da face e de 6 meses na mesma mão; a mistura que a bula descreve é com anestésico — 0,2 mL de lidocaína 2% com 1,3 mL de Radiesse —, não com soro. Duas armadilhas de leitura: a Merz não declara diluição 1:1 para nenhuma região, e o “1:1” que aparece na bula do Radiesse (+) é fator de correção (corrigir na medida, sem sobrecorrigir), não diluição. E o pescoço não está entre as indicações das bulas: o protocolo cervical vem de consenso e de estudo, e o consenso global de 2018 descreve a bioestimulação com Radiesse diluído na face e no corpo como uso off-label. No Brasil, vale a bula vigente do produto registrado na Anvisa.

Diluído, hiperdiluído: o que a proporção quer dizer

A proporção se lê como partes de Radiesse para partes de diluente, em volume. O consenso global de Goldie e colaboradores (2018, Dermatol Surg), elaborado por um painel internacional de médicos injetores, chamou de diluído o Radiesse a 1:1 e de hiperdiluído o de 1:2 em diante, e listou como áreas tratadas para flacidez e qualidade de pele o médio e o terço inferior da face, o pescoço, o colo, a parte superior dos braços, o abdome, as coxas e o glúteo.

A conta da seringa de 1,5 mL

1:1 → 1,5 mL de Radiesse + 1,5 mL de diluente = 3,0 mL.

1:2 → 1,5 mL + 3,0 mL = 4,5 mL (a diluição da bula, no colo).

1:4 → 1,5 mL + 6,0 mL = 7,5 mL.

1:6 → 1,5 mL + 9,0 mL = 10,5 mL.

A 1:2, o produto é um terço do volume final; como as microesferas são cerca de 30% do produto, elas passam a ocupar perto de 10% do que está na seringa. A 1:4, o produto é um quinto do volume, e as microesferas, perto de 6%.

A dose de bioestímulo é a quantidade de Radiesse que você distribui, não o volume total que sai da seringa. Um estudo em pele de porco mostra isso com clareza. Botsali e colaboradores (2023, Dermatol Surg) fizeram dois experimentos. Com o mesmo volume injetado em todos os grupos, a contagem de fibroblastos caiu à medida que a diluição passou de 1:3 para 1:19 — e ainda assim ficou acima do controle —, e a densidade de colágeno do produto concentrado foi semelhante à da diluição 1:3. Com a mesma quantidade de CaHA em todos os grupos (0,2 mL do produto), a densidade de colágeno não diferiu entre as diluições. No modelo, diluir não mudou o estímulo de uma dada quantidade de produto: espalha esse estímulo por mais área, com menos produto por ponto.

O que a diluição muda de fato é o comportamento físico do gel. McCarthy e colaboradores (2024, J Cosmet Dermatol), em estudo de bancada com autores da Merz, mediram queda significativa do módulo elástico (G′) e da viscosidade complexa à medida que a diluição aumenta, e uma queda drástica da coesividade. Os autores correlacionam esse comportamento com dados anteriores: acima de 1:2, o perfil é regenerativo; diluído ou pouco diluído, o produto ainda preenche, além de estimular. É a base física da regra prática: Radiesse puro ou pouco diluído para contorno em plano profundo; hiperdiluído para pele, em plano superficial.

Depósito de preenchedor em plano profundo, em bloco de tecido em camadas — Dr. Thiago Perfeito
Bloco de tecido em camadas com um depósito de preenchedor (em dourado) no plano profundo. É onde trabalha o Radiesse puro ou pouco diluído, quando o objetivo é sustentação e contorno. O hiperdiluído faz o caminho oposto: sobe para o plano subdérmico, logo abaixo da derme, e se espalha em fios finos.

Que diluição para que pele

A espessura da pele decide a diluição: quanto mais fina a pele, mais diluído o produto. Um estudo amarrou a diluição ao tipo de pele de forma explícita: o de Yutskovskaya e Kogan (2017, J Drugs Dermatol), com 20 pacientes tratados no pescoço e no colo: 1:2 para pele normal, 1:4 para pele fina e 1:6 para pele atrófica, em injeções lineares subdérmicas no início e aos 4 meses. A biópsia mostrou aumento significativo de colágeno tipo I aos 4 e aos 7 meses, de colágeno tipo III aos 4 meses e de elastina e angiogênese nos dois tempos, acompanhado de ganho de espessura da derme ao ultrassom e de elasticidade à cutometria.

No pescoço, Trindade de Almeida e colaboradores (2023, Clin Cosmet Investig Dermatol) usaram 1:4 em 22 mulheres com flacidez cervical leve a moderada, em duas sessões subdérmicas (dia 0 e dia 45). No dia 120, 82% tinham melhorado pelo menos um grau na escala de flacidez do pescoço e 86% na de linhas horizontais; a espessura da derme aumentou, em média, 15%, sem evento adverso grave. Dois autores declaram vínculo com a Merz.

No colo, onde a diluição é de bula, há ensaio randomizado e ensaio com grupo sem tratamento. Pavicic e colaboradores (2024, J Drugs Dermatol) trataram o colo com Radiesse 1:2 em até três ciclos com 8 semanas de intervalo ou dois ciclos com 16 semanas: 16 semanas depois da última sessão, 73,5% das pacientes melhoraram pelo menos 1 ponto na escala de rugas do colo. Fabi e colaboradores (2026, Aesthet Surg J), com a mesma diluição 1:2, compararam pacientes tratadas com um grupo sem tratamento: na semana 24, a resposta foi de 71,2% contra 6,3%, e a revisão dos exames radiográficos de mama feitos depois do tratamento não mostrou interferência do produto. O ensaio de Fabi tem autores da Merz.

Técnica: plano, instrumento e distribuição

  1. Prepare a mistura homogênea. Diluente da bula: soro fisiológico estéril 0,9%. A mistura entre duas seringas conectadas precisa sair uniforme, sem fase de gel separada do soro.
  2. Marque a área e os pontos de entrada. No colo, o triângulo da bula, longe do tecido mamário. Na face e no pescoço, a marcação respeita o mapa vascular da região — o texto sobre zonas de risco vascular da face resume onde ficam as artérias que importam.
  3. Entre no plano subdérmico. É o plano declarado pela bula global no colo e o usado nos estudos de pescoço e colo citados aqui. Nem intradérmico, onde o depósito fica visível e palpável, nem profundo, onde o produto diluído perde o alvo, que é a derme.
  4. Distribua em fios finos, em retroinjeção. No colo, a bula global fala em 0,1 a 0,25 mL por fio. Leque a partir de cada entrada, sem parar a cânula num ponto e sem acumular produto.
  5. Aspire antes de injetar. É a conduta do Dr. Thiago Perfeito com bioestimulador, inclusive com cânula — e cânula 22G é o instrumento que ele usa na maior parte dessas aplicações.
  6. Palpe a área ao terminar. O produto deve estar distribuído por igual, sem cordão nem ponto endurecido sob a pele.
Cânula de ponta romba afastando um vaso, ao lado de agulha com bisel cortante — Dr. Thiago Perfeito
À esquerda, o bisel da agulha corta o tecido e pode atravessar a parede do vaso; à direita, a ponta romba da cânula empurra o vaso para o lado. Para espalhar Radiesse hiperdiluído em leque por uma área grande, a cânula percorre o plano subdérmico com poucas entradas e com a ponta romba, que afasta o vaso em vez de cortá-lo.

Combinação com aparelho entra no plano, mas com intervalo. Na conduta do Dr. Thiago, bioestimulador e sessão de aparelho de energia — ultrassom microfocado, radiofrequência microagulhada e similares — ficam separados por 2 a 4 semanas.

Segurança vascular: o que a diluição muda

Hiperdiluir reduz o tamanho dos êmbolos e, em modelo de laboratório, eliminou a capacidade do produto de ocluir a artéria facial na porção proximal — mas não o transforma em produto inerte. Soares e colaboradores (2025, Aesthet Surg J) injetaram Radiesse em diferentes diluições num modelo pulsátil que reproduz a artéria facial proximal e seus ramos. O produto puro, muito coeso, tendeu a ocluir a porção proximal do sistema. Com a diluição, o tamanho médio das partículas embólicas caiu de forma significativa, e as misturas hiperdiluídas — nesse estudo, 1:1 e 1:2 — perderam por completo a capacidade de oclusão proximal. Na revisão da literatura feita no mesmo trabalho, as lesões isquêmicas confirmadas com Radiesse hiperdiluído responderam por apenas 3% dos casos publicados, a maioria com evolução autolimitada.

Tempo de oclusão total, oclusão de ramo e ausência de oclusão por diluição do Radiesse em modelo arterial — Dr. Thiago Perfeito
Primeiro minuto depois da injeção no modelo arterial, em três fluxos (L, M e H = baixo, médio e alto). Preto: oclusão total do sistema; azul-escuro: oclusão de ramo; azul-claro: sem oclusão. O produto puro manteve o sistema ocluído, total ou parcialmente, durante quase todo o minuto; a 1:0,5 ainda houve oclusão de ramo; a 1:1 e a 1:2, nenhuma oclusão. Figure 6 de Soares DJ et al., Aesthet Surg J 2025 (PMID 39969285), reproduzida sob licença CC BY.

O mesmo estudo mostra o outro lado: o produto que embolizou se fragmentou numa mistura de partículas de tamanhos variados, com predomínio de micropartículas. Partícula pequena não fecha a artéria facial na origem, mas pode seguir adiante. Por isso a diluição soma-se, e não substitui, ao que protege a paciente: anatomia vascular, plano certo, cânula, aspiração e volume pequeno por passada.

Fragmentos embólicos do Radiesse puro e diluído a 1:0,5, 1:1 e 1:2 em três fluxos — Dr. Thiago Perfeito
Fragmentos recolhidos depois da injeção no modelo, do produto puro (em cima) às diluições 1:0,5, 1:1 e 1:2 (embaixo), em fluxo baixo, médio e alto. Quanto maior a diluição, menores os fragmentos — que continuam lá, como poeira fina. Figure 4 de Soares DJ et al., Aesthet Surg J 2025 (PMID 39969285), reproduzida sob licença CC BY.

Nódulo: onde ele aparece e como se desfaz

No Radiesse hiperdiluído, o nódulo é descrito como o evento adverso mais comum, e ele aparece sobretudo em pele fina sobre área que se mexe. O relato de Kang e colaboradores (2025, J Cosmet Dermatol) descreve uma paciente de 72 anos que fez três sessões no pescoço e desenvolveu nódulos firmes depois da terceira — justamente a que veio após um intervalo maior desde a última aplicação de toxina botulínica. Os autores atribuem o nódulo, na maioria das vezes, à agregação do produto, sobretudo em áreas dinâmicas de pele fina, e listam a prevenção: diluições maiores, evitar áreas de alto risco, profundidade correta e, no pescoço, a toxina limitando o movimento. O tratamento que funcionou foi soro injetado no nódulo com ruptura mecânica por cânula 22G: cinco sessões até a resolução completa, sem recidiva em mais de 2 anos.

Pelo consenso de Goldie, o tipo de pele também pesa: fina e mais escura, ela tolera mal o Radiesse pouco diluído posto superficial demais, que gera mais eventos adversos. Os eventos que o consenso atribui à própria injeção são equimose, edema, dor leve e endurecimento. A conclusão prática é a mesma da tabela de Yutskovskaya: pele fina pede mais soro, e o plano subdérmico não se negocia.

Erros comuns com Radiesse hiperdiluído

O Dr. Thiago Perfeito declara não ter relação comercial com a Merz nem com nenhum outro fabricante de bioestimulador.

Do papel para a cânula

A conta da diluição cabe numa linha; distribuir 4,5 mL em fios finos e uniformes por um colo inteiro, sem acumular, exige mão treinada. O Dr. Thiago Perfeito, médico (CRM-DF 23199) que atua em Medicina Estética e Regenerativa, ensina reconstituição, diluição e hiperdiluição de bioestimuladores — com Radiesse no centro do bloco de hidroxiapatita de cálcio — no Módulo B2 da Pós Prática, que também cobre face por terços, pescoço, colo e mãos e a prevenção de nódulos. O formato é um sábado presencial na INTI, em Brasília, depois de um pré-work gravado obrigatório, com no máximo oito médicos por turma e aplicação em paciente modelo. Bioestimulador no corpo e no glúteo tem texto próprio, sobre curso de bioestimulador corporal e glúteo; os demais módulos estão em /cursos/ e a Biblioteca completa em /cursos/blog/.

Perguntas frequentes

Qual a diluição do Radiesse hiperdiluído?

Pelo consenso global de Goldie e colaboradores (2018), diluído é 1:1 e hiperdiluído é de 1:2 em diante (partes de Radiesse para partes de diluente). A única diluição declarada na bula da Merz é 1:2 no colo: 1,5 mL de Radiesse com 3,0 mL de soro fisiológico estéril 0,9%, somando 4,5 mL.

Qual diluente usar no Radiesse hiperdiluído?

O diluente declarado na bula do colo é soro fisiológico estéril 0,9%. A mistura com lidocaína descrita na bula para face e mãos (0,2 mL de lidocaína 2% com 1,3 mL de Radiesse) é para anestesia, não para hiperdiluição.

Como escolher entre 1:2, 1:4 e 1:6?

Pela espessura da pele. No estudo de Yutskovskaya e Kogan (2017), no pescoço e no colo, a regra foi 1:2 para pele normal, 1:4 para pele fina e 1:6 para pele atrófica. Quanto mais fina a pele, mais diluído o produto e mais rigoroso o plano subdérmico.

Em que plano se injeta o Radiesse hiperdiluído?

No plano subdérmico, em fios lineares de retroinjeção — no colo, a bula global fala em 0,1 a 0,25 mL por fio. O Radiesse puro ou pouco diluído, quando o objetivo é contorno, vai em plano profundo.

Diluir o Radiesse diminui o efeito de bioestímulo?

Num modelo em pele de porco, não para a mesma quantidade de produto. No estudo de Botsali e colaboradores (2023), com a mesma quantidade de CaHA a densidade de colágeno não diferiu entre as diluições. A diluição espalha o estímulo por mais área, com menos produto por ponto, e reduz a capacidade de preencher.

Radiesse hiperdiluído tem risco de oclusão vascular?

O risco cai, mas não desaparece. Num modelo arterial, Soares e colaboradores (2025) viram as misturas hiperdiluídas perderem a capacidade de ocluir a artéria proximal, mas o produto ainda se fragmentou em micropartículas que podem seguir adiante. Anatomia, cânula, aspiração e volume pequeno por passada continuam obrigatórios.

Quantas sessões de Radiesse hiperdiluído no colo?

Depende da bula seguida. A americana prevê sessões no dia 1, na semana 6 e na semana 12, com retratamento opcional na semana 36. A global recomenda retratamento na semana 16, até três vezes em 16 semanas, com teto de 13,5 mL do produto diluído por ano.

Como tratar nódulo de Radiesse hiperdiluído?

No relato de Kang e colaboradores (2025), nódulos no pescoço se resolveram com soro injetado no nódulo e ruptura mecânica com cânula 22G, em cinco sessões, sem recidiva em mais de 2 anos. A prevenção vem antes: diluição maior em pele fina, plano subdérmico e distribuição sem acúmulo.

Referências

  1. Goldie K, Peeters W, Alghoul M, et al. Global Consensus Guidelines for the Injection of Diluted and Hyperdiluted Calcium Hydroxylapatite for Skin Tightening. Dermatol Surg. 2018;44 Suppl 1:S32-S41. · PMID 30358631 · DOI 10.1097/DSS.0000000000001685
  2. McCarthy AD, Soares DJ, Chandawarkar A, et al. Dilutional rheology of Radiesse: Implications for regeneration and vascular safety. J Cosmet Dermatol. 2024;23(6):1973-1984. · PMID 38357772 · DOI 10.1111/jocd.16216
  3. Botsali A, Erbil H, Eşme P, et al. The Comparative Dermal Stimulation Potential of Constant-Volume and Constant-Amount Diluted Calcium Hydroxylapatite Injections Versus the Concentrated Form. Dermatol Surg. 2023;49(9):871-876. · PMID 37399137 · DOI 10.1097/DSS.0000000000003874
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  5. Trindade de Almeida AR, Marques ERMC, Contin LA, et al. Efficacy and Tolerability of Hyperdiluted Calcium Hydroxylapatite (Radiesse) for Neck Rejuvenation: Clinical and Ultrasonographic Assessment. Clin Cosmet Investig Dermatol. 2023;16:1341-1349. · PMID 37255625 · DOI 10.2147/CCID.S407561
  6. Pavicic T, Kerscher M, Kuhne U, et al. A Prospective, Multicenter, Evaluator-Blinded, Randomized Study of Diluted Calcium Hydroxylapatite to Treat Decollete Wrinkles. J Drugs Dermatol. 2024;23(7):551-556. · PMID 38954627 · DOI 10.36849/JDD.8261
  7. Fabi S, Moradi A, Hill D, et al. Diluted Calcium Hydroxylapatite Carboxymethylcellulose (Radiesse) for Décolleté Wrinkles: Safety and Effectiveness in Adult Females. Aesthet Surg J. 2026; sjag142. · PMID 42424535 · DOI 10.1093/asj/sjag142
  8. Soares DJ, Fedorova J, Zhang Y, et al. Arterioembolic Characteristics of Differentially Diluted CaHA-CMC Gels Within An Artificial Macrovascular Perfusion Model. Aesthet Surg J. 2025;45(6):645-653. · PMID 39969285 · DOI 10.1093/asj/sjaf028
  9. Kang BY, Fabi SG, Hoss E. Prevention of Calcium Hydroxyapatite Nodules in the Neck With Use of Botulinum Toxin: A Case Report and Review of Anatomy and Pathophysiology. J Cosmet Dermatol. 2025;24(8):e70385. · PMID 40781936 · DOI 10.1111/jocd.70385
Dr. Thiago Perfeito, CRM-DF 23199
Dr. Thiago Perfeito · CRM-DF 23199
Medicina estética e regenerativa, Brasília–DF. Anatomia aplicada, complicações em injetáveis e medicina regenerativa.

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