Anafilaxia no consultório: protocolo
Anafilaxia no consultório se conduz com uma ordem que não muda: suspender o que estava sendo aplicado, chamar o socorro, aplicar adrenalina por via intramuscular na face anterolateral da coxa, posicionar o paciente conforme o quadro, oferecer oxigênio a quem tem desconforto respiratório e observar até a transferência. As diretrizes da World Allergy Organization (WAO, 2020), da EAACI (2021) e o parâmetro prático norte-americano de 2023 concordam no ponto central: a adrenalina intramuscular é a primeira linha, e anti-histamínico ou corticoide não a substituem. Em procedimento estético a reação é rara, e é exatamente por isso que o protocolo precisa estar impresso, o kit conferido e a equipe treinada antes de acontecer.
Rara no consultório estético, mas descrita com os produtos da sala
O médico que injeta pode passar anos sem ver um caso, mas há relatos com cada classe de produto que passa pela bandeja.
- Toxina botulínica. Moon e colaboradores (2017, Clin Exp Dermatol) descreveram uma mulher de 35 anos que fez angioedema e anafilaxia cerca de 5 minutos depois da aplicação no masseter, com o mesmo produto que já tinha recebido sem intercorrência; o quadro foi tratado com adrenalina intramuscular. Na base europeia de farmacovigilância, Liguori e colaboradores (2025, Aesthetic Plast Surg) reuniram 86 notificações de anafilaxia com a toxina tipo A: 89,5% em mulheres, a maior parte entre 18 e 64 anos, com evolução mais frequente para recuperação. Os autores pedem monitorização antes, durante e depois da aplicação. Li e colaboradores (2005, J Forensic Sci) relataram uma morte após mistura de toxina com lidocaína aplicada para dor cervical e lombar, sem poder atribuí-la só à toxina.
- Preenchedor. Kato e Inoue (2022, J Cosmet Laser Ther) relataram uma paciente de 63 anos com urticária no corpo todo e sintomas gastrointestinais depois de ácido hialurônico aplicado junto com colágeno humano, e concluem que quem injeta precisa estar treinado para conduzir uma anafilaxia.
- Anestésico local. A alergia verdadeira é rara. Gall e colaboradores (1996, J Allergy Clin Immunol) investigaram 197 reações em 177 pacientes: todos os testes cutâneos com anestésico foram negativos, só três pacientes reagiram na provocação subcutânea, e apenas um caso teve alergia comprovada, do tipo tardio. Num centro de alergia turco, Yıldırım e colaboradores (2026) avaliaram 149 pacientes encaminhados com suspeita e não confirmaram nenhuma alergia mediada por IgE; a lidocaína foi o agente seguro identificado com mais frequência (63,8%). A revisão de Jiang e Tang (2023, Clin Rev Allergy Immunol) estima a alergia verdadeira em menos de 1% das reações a anestésico local e lembra que a maioria não é alérgica ou se deve a conservantes e excipientes.
- Hialuronidase. A reação à enzima e quem deve ser avaliado antes do uso eletivo estão em teste de alergia à hialuronidase: fazer ou não.
O recado prático: a anafilaxia na sala estética não tem cara de paciente alérgico conhecido. Pode surgir com um produto que a paciente já tinha recebido sem problema, minutos depois da agulha, ainda na maca.
Reconhecer: critérios clínicos, não um sinal isolado
A anafilaxia é diagnóstico clínico, feito à beira da maca, e a pele pode faltar. A diretriz da WAO considera o quadro altamente provável em duas situações. Na primeira, há início agudo, de minutos a horas, com acometimento da pele ou das mucosas (urticária generalizada, prurido, rubor, inchaço de lábios, língua ou úvula) somado a pelo menos um destes: comprometimento respiratório (dispneia, sibilância, estridor, hipoxemia), queda da pressão ou sinais de disfunção de órgão (hipotonia, síncope, incontinência) ou sintomas gastrointestinais intensos. Na segunda, há queda da pressão, broncoespasmo ou acometimento laríngeo logo após a exposição a um alérgeno conhecido ou muito provável para aquele paciente, mesmo sem sinais na pele.
A segunda situação é a que engana: a paciente pálida, hipotensa e rouca logo depois da aplicação pode não ter nenhuma placa de urticária e ainda assim preencher o critério. A diretriz da EAACI (Muraro e colaboradores, 2022, Allergy) também recomenda o uso de critérios clínicos para identificar o quadro e sugere coletar sangue para a dosagem posterior de triptase, que ajuda o alergista a confirmar o diagnóstico depois.

Os diagnósticos que a WAO lista como diferenciais incluem a síncope, a crise de ansiedade ou pânico, a asma aguda e o angioedema localizado. No consultório estético, a confusão mais comum é com a reação vasovagal da agulha. Na dúvida entre as duas, vale a orientação da WAO: a suspeita precoce de anafilaxia deve levar ao tratamento imediato.
Adrenalina intramuscular: a primeira e mais importante medida
As três diretrizes põem a adrenalina intramuscular como primeira linha, e a WAO registra que o uso dela continua abaixo do ideal. A WAO afirma isso no próprio resumo; a EAACI recomenda o uso imediato por via intramuscular como manejo inicial; o parâmetro prático norte-americano de 2023 (Golden e colaboradores, Ann Allergy Asthma Immunol) mantém a adrenalina no centro e acrescenta orientação sobre triptase e sobre o paciente que usa betabloqueador.
- Onde aplicar: no músculo vasto lateral, na face anterolateral do meio da coxa. A WAO indica esse ponto no texto completo, e o guia canadense de imunização (Dayneka e colaboradores, 2020) acrescenta que nem o deltoide nem o glúteo devem ser usados para essa aplicação.
- Qual apresentação: a solução de 1 mg/mL (1:1000), a mesma que o guia canadense usa na tabela de dose intramuscular.
- Quanto: dose por peso conforme a diretriz de anafilaxia vigente que o consultório adotou, com a tabela impressa dentro do kit, para ninguém calcular de cabeça no meio da crise.
- Se não melhorar: a WAO orienta repetir a dose intramuscular quando os sintomas persistem e reserva a via intravenosa para pacientes monitorizados, por equipe experiente, pelo risco de arritmia grave com o bolus venoso.
O que fica em segundo plano também está escrito nas diretrizes. A WAO descreve o anti-histamínico como de papel limitado, útil para os sintomas de pele, e o uso rotineiro de corticoide como cada vez mais controverso. O guia canadense, revisado a partir das recomendações da WAO, deixou de recomendar a difenidramina como tratamento adjuvante da anafilaxia fora do hospital: o papel de quem está no local é aplicar a adrenalina e monitorizar até o socorro chegar. Para quem usa betabloqueador e não responde bem à adrenalina, a WAO cita o glucagon parenteral, com a ressalva de que os dados que o apoiam são escassos.

Posição: deitado, e nunca de pé de repente
A WAO recomenda deitar a maioria dos pacientes em decúbito dorsal. A exceção é o desconforto respiratório, em que sentar pode facilitar a respiração. A gestante fica semirreclinada sobre o lado esquerdo, e o paciente inconsciente vai para a posição lateral de segurança. Sobre elevar as pernas, as fontes divergem: a WAO considera o benefício controverso, e o guia canadense recomenda decúbito dorsal com membros inferiores elevados.
Num ponto as duas concordam. O guia canadense explica que o paciente deve permanecer deitado até a reação estar controlada, porque levantar ou sentar de repente pode esvaziar o retorno venoso e levar à morte em pouco tempo. Na prática do consultório, isso significa que a paciente que reage na maca não é levada de pé até outra sala, nem caminha até o carro do socorro.
Oxigênio, acesso e o chamado do socorro
O socorro é chamado ao mesmo tempo que a adrenalina é preparada, e não depois. A sequência da WAO coloca lado a lado retirar o desencadeante, avaliar vias aéreas, respiração, circulação, estado mental e pele, chamar o serviço de emergência e aplicar a adrenalina. A mesma diretriz descreve o que continua a partir daí, no ambiente de atendimento e já na ambulância:
- oxigênio em alto fluxo para quem tem desconforto respiratório e para quem precisou de mais de uma dose de adrenalina;
- acesso venoso e reposição de volume para quem tem instabilidade cardiovascular;
- broncodilatador inalatório para o broncoespasmo, sem que ele substitua a nova dose intramuscular de adrenalina quando os sintomas persistem;
- reavaliação frequente de pressão, frequência cardíaca, perfusão, respiração e consciência;
- reanimação cardiopulmonar quando indicada.
No consultório, essas medidas servem para estabilizar e entregar o paciente a uma equipe de urgência.
Depois da crise: observação, triptase e encaminhamento
A melhora depois da adrenalina não encerra o caso. A WAO pede observação, sobretudo nas reações graves e nas que precisaram de várias doses, e reconhece que não existe consenso sobre quanto tempo ela deve durar. A mesma diretriz descreve reações bifásicas, com retorno dos sintomas horas depois. O parâmetro prático de 2023 admite que nem toda reação tratada prontamente fora do hospital exige transporte, mas essa orientação aparece no aconselhamento de pacientes e cuidadores sobre o uso do autoinjetor. Diante de uma reação nova no consultório, a sequência da WAO inclui chamar o serviço de emergência.
Duas providências fecham o atendimento: registrar no prontuário produto, lote, horário da reação, sinais e cada dose de adrenalina com o horário; e encaminhar ao alergista, porque a WAO recomenda que todo paciente com anafilaxia seja encaminhado para investigar a causa e aprender a prevenir recidivas. Na auditoria de Elshehawy e colaboradores (2025), a triptase foi dosada em 45% dos pacientes, e o encaminhamento ao alergista variou de 67% em um hospital a 3% no outro.
O kit e o carrinho do consultório
O kit é pequeno e deve ser montado para quem vai usá-lo sob estresse. A tabela reúne os itens que as diretrizes citadas pedem ou pressupõem; o conteúdo exato depende do serviço e das exigências locais.
| Item | Para quê | Base |
|---|---|---|
| Adrenalina 1 mg/mL (1:1000), dentro da validade | Primeira linha, via intramuscular | WAO, EAACI, guia canadense |
| Seringas e agulhas para aplicação intramuscular na coxa | Aplicar no vasto lateral, longe do deltoide e do glúteo | WAO, guia canadense |
| Protocolo impresso com a tabela de dose por peso da diretriz adotada | Tirar o cálculo da memória de quem está sob estresse | EAACI (recursos visuais para profissionais) |
| Oxigênio com máscara | Desconforto respiratório e doses repetidas | WAO |
| Oxímetro, esfigmomanômetro e relógio visível | Reavaliar e registrar o horário de cada dose | WAO |
| Material de acesso venoso e soro | Instabilidade cardiovascular | WAO |
| Broncodilatador inalatório | Broncoespasmo, como complemento | WAO |
| Maca que deita o paciente por completo | Posição recomendada sem precisar transferir | WAO, guia canadense |
| Tubo para coleta de sangue | Triptase dosada depois, pelo laboratório | EAACI, parâmetro de 2023 |
A norma brasileira trata disso pelo lado da fiscalização. A Resolução CFM nº 2.153/2016, que alterou a Resolução CFM nº 2.056/2013, determina que o termo de notificação seja entregue junto com o termo de vistoria quando o fiscal constatar ausência ou funcionamento inadequado de equipamentos ou insumos de suporte à vida, e aprovou a nova redação do manual de vistoria e fiscalização da medicina, cujos roteiros de vistoria o CFM atualiza periodicamente. A organização física da sala está em como montar o consultório para injetáveis, e a lista completa de materiais de procedimento, em tabela de materiais para preenchimento e toxina.
A equipe precisa ter ensaiado
O kit só funciona se alguém souber usá-lo sem procurar o protocolo pela primeira vez durante a crise. Os estudos sobre conhecimento de profissionais mostram a distância entre saber que a adrenalina existe e saber usá-la. Em um questionário com 1.013 profissionais de saúde, González-Díaz e colaboradores (2021, World Allergy Organ J) encontraram aprovação geral de 28,7%; alergistas acertaram mais do que médicos generalistas (62,9% contra 25%). No Brasil, Figueira e colaboradores (2024, Rev Paul Pediatr) avaliaram 1.645 pediatras: 48,5% tiveram conhecimento satisfatório, e a escolha do medicamento e da via de administração foram os pontos de maior erro.

A EAACI sugere treino por simulação e recursos visuais. No consultório, isso vira três papéis definidos com antecedência (quem aplica a adrenalina, quem chama o socorro e anota os horários, quem traz o oxigênio) e um ensaio periódico, que também mostra se a caixa está onde todos acham e se a ampola está na validade.
Antes de aplicar: o que perguntar
A anamnese não prevê toda reação (o caso de Moon já tinha recebido o mesmo produto), mas separa quem precisa de cuidado adicional. Vale perguntar por reação anterior a qualquer injetável ou anestésico, anafilaxia por qualquer causa, alergia a picada de vespa ou abelha (que pesa na decisão sobre a hialuronidase) e uso de betabloqueador. Diante de um relato de "alergia à lidocaína", a pergunta é o que exatamente aconteceu; pela literatura citada acima, a maioria não se confirma, mas quem investiga é o alergista. Os critérios gerais de quando não aplicar estão em quando não aplicar injetável.
Na formação do Dr. Thiago
A Pós Prática do Dr. Thiago Perfeito (médico, CRM-DF 23199, Medicina Estética e Regenerativa) é dividida em quatro módulos independentes, cada um com um sábado presencial em Brasília e pré-work gravado obrigatório, para turmas de até oito médicos. Cada módulo carrega as intercorrências da própria técnica, e o sábado inclui a conduta de intercorrência ao vivo. No módulo B1 · Toxina e Preenchimento Essencial, o bloco central é a segurança vascular (mapa arterial, oclusão, comprometimento visual, hialuronidase), e as intercorrências trabalhadas são as da técnica: ptose, nódulo, Tyndall, assimetria e sobrecorreção. No sábado, a demonstração comentada é a parte teórica, e a execução supervisionada em paciente modelo é a parte prática. O plano de anafilaxia, por sua vez, pertence ao consultório: uma diretriz adotada, o kit conferido e a equipe que ensaiou junto.
Em resumo
A anafilaxia em procedimento estético é rara, aparece com toxina, preenchedor e, raramente, com anestésico, e pode vir sem sinais na pele. A conduta é a mesma em qualquer cenário: suspender a aplicação, chamar o socorro, aplicar adrenalina intramuscular na coxa com a dose por peso da diretriz adotada, deitar o paciente (ou sentá-lo, se faltar ar), oferecer oxigênio e reavaliar até a transferência. Anti-histamínico e corticoide não substituem a adrenalina. Depois vêm o registro, a triptase e o encaminhamento ao alergista. Mais textos técnicos estão na Biblioteca.
Perguntas frequentes
Qual é a primeira medicação na anafilaxia durante um procedimento estético?
Adrenalina por via intramuscular, no vasto lateral da coxa. É a primeira linha nas diretrizes da WAO (2020), da EAACI (2021) e no parâmetro prático norte-americano de 2023. A dose é calculada por peso conforme a diretriz de anafilaxia vigente adotada pelo consultório, com a tabela impressa dentro do kit.
Por que a adrenalina vai na coxa e não no braço?
Porque as diretrizes indicam o vasto lateral, na face anterolateral do meio da coxa. O guia canadense de imunização (Dayneka e colaboradores, 2020) acrescenta que nem o deltoide nem o glúteo devem ser usados para essa aplicação.
Anti-histamínico e corticoide resolvem a anafilaxia?
Não substituem a adrenalina. A WAO descreve o anti-histamínico como de papel limitado, útil para os sintomas de pele, e o uso rotineiro de corticoide como cada vez mais controverso. O guia canadense deixou de recomendar a difenidramina como adjuvante fora do hospital.
Toda anafilaxia tem urticária ou vermelhidão na pele?
Não. Pelos critérios da WAO, queda da pressão, broncoespasmo ou acometimento da laringe logo após a exposição a um alérgeno conhecido ou muito provável bastam para o diagnóstico, mesmo sem sinais na pele.
Em que posição deixar o paciente com anafilaxia?
Deitado de costas, na maioria dos casos. Com desconforto respiratório, sentado; a gestante, semirreclinada sobre o lado esquerdo; o inconsciente, em posição lateral de segurança (WAO). O guia canadense alerta que levantar ou sentar de repente durante a reação pode ser fatal.
Existe anafilaxia por toxina botulínica?
Existe, e é rara. Moon e colaboradores (2017) relataram anafilaxia cerca de 5 minutos após aplicação no masseter, tratada com adrenalina intramuscular, numa paciente que já tinha recebido o mesmo produto. Liguori e colaboradores (2025) reuniram 86 notificações de anafilaxia com a toxina tipo A na farmacovigilância europeia.
O paciente diz que tem alergia à lidocaína. O que fazer?
Perguntar o que aconteceu e, se a história sugerir alergia, encaminhar ao alergista. A alergia verdadeira a anestésico local é rara: Gall e colaboradores (1996) comprovaram um caso, do tipo tardio, entre 197 reações investigadas, e Yıldırım e colaboradores (2026) não confirmaram nenhuma alergia mediada por IgE entre 149 pacientes encaminhados.
Depois que o paciente melhora com a adrenalina, ele pode ir para casa?
Não direto do consultório. A WAO pede observação, principalmente nas reações graves e nas que exigiram mais de uma dose, descreve reações bifásicas e recomenda encaminhar todo paciente com anafilaxia ao alergista. A sequência da WAO inclui chamar o serviço de emergência desde o início.
Referências
- Cardona V, Ansotegui IJ, Ebisawa M, et al. World allergy organization anaphylaxis guidance 2020. World Allergy Organ J. 2020;13(10):100472 · PMID 33204386 · DOI 10.1016/j.waojou.2020.100472
- Muraro A, Worm M, Alviani C, et al. EAACI guidelines: Anaphylaxis (2021 update). Allergy. 2022;77(2):357-377 · PMID 34343358 · DOI 10.1111/all.15032
- Golden DBK, Wang J, Waserman S, et al. Anaphylaxis: A 2023 practice parameter update. Ann Allergy Asthma Immunol. 2024;132(2):124-176 · PMID 38108678 · DOI 10.1016/j.anai.2023.09.015
- Dayneka N, Jensen C, Hildebrand K. Canadian Immunization Guide: "Anaphylaxis and other acute reactions following vaccination" chapter update. Can Commun Dis Rep. 2020;46(1112):384-386 · PMID 33447159 · DOI 10.14745/ccdr.v46i1112a04
- Elshehawy M, Kadambi M, Hughes D, et al. Emergency management of anaphylaxis and the impact of the new UK advanced life support guidelines. Clin Med (Lond). 2025;25(6):100519 · PMID 41038449 · DOI 10.1016/j.clinme.2025.100519
- González-Díaz SN, Villarreal-González RV, Fuentes-Lara EI, et al. Knowledge of healthcare providers in the management of anaphylaxis. World Allergy Organ J. 2021;14(11):100599 · PMID 34820048 · DOI 10.1016/j.waojou.2021.100599
- Figueira MCBDS, Lira GVAG, Silva GAPD, et al. Anaphylaxis management: knowledge of Brazilian pediatricians. Rev Paul Pediatr. 2024;43:e2024087 · PMID 39775607 · DOI 10.1590/1984-0462/2025/43/2024087
- Liguori V, Anatriello A, Cantone A, et al. The Use of Botulinum Toxin Type A and the Occurrence of Anaphylaxis: A Descriptive Analysis of Data from the European Spontaneous Reporting System. Aesthetic Plast Surg. 2025;49(7):2032-2039 · PMID 39638899 · DOI 10.1007/s00266-024-04564-3
- Moon IJ, Chang SE, Kim SD. First case of anaphylaxis after botulinum toxin type A injection. Clin Exp Dermatol. 2017;42(7):760-762 · PMID 28639343 · DOI 10.1111/ced.13108
- Li M, Goldberger BA, Hopkins C. Fatal case of BOTOX-related anaphylaxis?. J Forensic Sci. 2005;50(1):169-72 · PMID 15831014
- Kato K, Inoue E. An anaphylactic reaction after simultaneous injection of hyaluronic acid fillers and human collagen. J Cosmet Laser Ther. 2022;24(1-5):60-62 · PMID 35880635 · DOI 10.1080/14764172.2022.2099899
- Gall H, Kaufmann R, Kalveram CM. Adverse reactions to local anesthetics: analysis of 197 cases. J Allergy Clin Immunol. 1996;97(4):933-7 · PMID 8655888 · DOI 10.1016/s0091-6749(96)80067-4
- Yıldırım N, Demirkol MA, Katran ZY, et al. Is local anaesthetic drug allergy really common? A 10-year single-centre retrospective analysis. Allergol Immunopathol (Madr). 2026;54(4):81-86 · PMID 42433054 · DOI 10.15586/aei.v54i4.1661
- Jiang S, Tang M. Allergy to Local Anesthetics is a Rarity: Review of Diagnostics and Strategies for Clinical Management. Clin Rev Allergy Immunol. 2023;64(2):193-205 · PMID 35482282 · DOI 10.1007/s12016-022-08937-x
- Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 2.153/2016: altera o anexo I da Resolução CFM nº 2.056/2013 e dispõe sobre a nova redação do manual de vistoria e fiscalização da medicina no Brasil. DOU 18 set 2017, Seção I, p. 87
Pós Prática em Medicina Estética Avançada
Formação médico-exclusiva: anatomia, ultrassom, complicações e prática supervisionada — sem atalhos.
Conhecer a formação →