Fotona SmoothLiftin: técnica intraoral
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Fotona SmoothLiftin: técnica intraoral

O SmoothLiftin trata o sulco nasolabial por onde o paciente menos espera: de dentro da boca. Sem tocar a pele, o laser aquece a mucosa que reveste a região — e quase tudo o que dá certo ou errado depende de expor bem essa mucosa, conduzir a ponteira sem contato e saber o que o paciente vai, ou não, perceber no espelho.

O SmoothLiftin é o Er:YAG de 2.940 nm no modo SMOOTH, não ablativo, disparado sobre a mucosa de dentro da boca para aquecer o tecido que fica por trás do sulco nasolabial e da região perioral, sem tocar a pele. A técnica se resume a quatro decisões: quem é candidato, como expor a mucosa, como conduzir a ponteira sem contato e quando parar. Os estudos da via intraoral usaram séries de sessões espaçadas e medem o resultado meses depois; os estudos do mesmo modo SMOOTH aplicado em outra mucosa da boca, no tratamento do ronco, mostram que o procedimento costuma ser tolerado sem anestesia. No Fotona 4D, é a primeira das quatro etapas; na clínica INTI, a plataforma é o SP Dynamis.

O nome aparece escrito de dois jeitos: SmoothLifting, como no estudo de Burmann citado na página do Fotona 4D, e SmoothLiftin, como circula no Brasil. É a mesma etapa. Esta página não repete o protocolo de quatro etapas: fica só na parte que acontece dentro da boca.

O que o modo SMOOTH faz na mucosa

O Er:YAG é absorvido pela água com avidez. Com pulso curto e energia suficiente, vaporiza uma lâmina fina de tecido; no modo SMOOTH, a energia chega em pulsos que aquecem sem remover o epitélio. Na mucosa do lábio e da bochecha, que não tem a camada córnea da pele, esse calor alcança o tecido logo abaixo do epitélio. Dois estudos ajudam a imaginar o que acontece ali, ambos fora da face:

Nenhum dos dois é estudo de rejuvenescimento facial, e os números não se transferem para a boca de um paciente. O que eles mostram é o tipo de resposta: contração térmica imediata e remodelação que leva semanas — e é por isso que a avaliação do resultado intraoral se faz meses depois da última sessão.

SmoothLiftin — musculatura perioral em vista frontal — Dr. Thiago Perfeito
Terço inferior de frente: o orbicular da boca e os elevadores aparecem em cinza; o depressor do ângulo da boca, nas laterais, e o mentual, no queixo, em destaque. A mucosa que o SmoothLiftin aquece reveste por dentro essa região — lábios, comissuras e a face interna das bochechas.

O que a via intraoral mostrou no sulco nasolabial

Os dois estudos de rejuvenescimento por dentro da boca estão descritos com detalhe na página do Fotona 4D. Para a técnica, interessam três lições do desenho deles:

A via intraoral também tem sido descrita para outras queixas do terço inferior: Miron e colaboradores (2026, J Cosmet Dermatol) publicaram casos e a metodologia de um protocolo de laser intraoral para sulco nasolabial, linhas de marionete e papada lateral (os jowls).

A boca tolera o modo SMOOTH: o que o ronco ensina

A maior parte dos dados de segurança do Er:YAG SMOOTH dentro da boca vem de outra indicação: o tratamento do ronco, em que o laser aquece o palato mole e a úvula. É outra região e outro objetivo, mas é a mesma mucosa oral e o mesmo modo de pulso — e o que esses estudos medem é justamente o que o médico quer saber antes da primeira sessão intraoral: dói, precisa de anestesia, dá complicação?

Er:YAG modo SMOOTH intraoral — gráfico de escore de ronco antes e 3 meses depois — Dr. Thiago Perfeito
Escore médio do questionário de ronco (SOS) nos grupos placebo e laser, antes e 3 meses depois: 32,2 e 32,1 no placebo; 33,7 e 56,2 no grupo tratado com Er:YAG no modo SMOOTH. Fig. 1 de Picavet VA et al., Eur Arch Otorhinolaryngol 2023 (PMID 35867153), reproduzida sob licença CC BY.

Para o rejuvenescimento, a lição é dupla: a mucosa tolera o aquecimento sem anestesia na maioria dos pacientes, e o efeito de aquecimento não ablativo de mucosa tende a diminuir com o tempo, o que torna a manutenção uma conversa honesta desde o início.

Técnica, passo a passo

Os passos abaixo descrevem o raciocínio da via intraoral. Fluência, frequência e número de passadas dependem do aparelho, da ponteira e da resposta do paciente; os únicos parâmetros numéricos publicados nos resumos lidos para esta página são os do estudo em ratos, que não se aplicam à face humana.

  1. Indicação. Queixa no sulco nasolabial, na região perioral ou nas comissuras, com pele que ainda tem elasticidade. Sulco profundo por perda de volume ou queda do coxim malar pede outra ferramenta, e o laser entra como complemento.
  2. Exame da boca. Mucosa sem lesão ativa; afta, lesão herpética ou ferida adiam a sessão. O que fica na boca e atrapalha a exposição sai antes.
  3. Proteção ocular. Óculos adequados ao comprimento de onda para o paciente e para todos na sala. Na revisão sistemática de Biswas e Kaliyadan (2026, Indian Dermatol Online J), com 24 relatos e séries de casos, houve lesão ocular também em quem operava o laser, muitas vezes por acidente.
  4. Exposição. Com a mão enluvada, o lábio e a bochecha são afastados até a mucosa vestibular que fica atrás da área a tratar ficar visível e esticada.
  5. Ponteira sem contato. O feixe é conduzido sobre a mucosa em linhas, cobrindo a projeção interna do sulco nasolabial, da região perioral e da comissura, sem empilhar disparos no mesmo ponto.
  6. Ponto de parada. Calor percebido e tolerável. Dor que sobe muito é sinal para reduzir energia ou dar intervalo à área, não para insistir.
  7. Registro. Aparelho, ponteira, modo, passadas e áreas cobertas — sem isso, a terceira sessão não tem com o que ser comparada.
Er:YAG intraoral — feixes de laser alcançando profundidades diferentes — Dr. Thiago Perfeito
Corte da pele com três feixes de laser parando em profundidades diferentes: um vaso superficial, uma glândula na derme e, em destaque, o bulbo do folículo na gordura. O Er:YAG age ainda mais perto da superfície do que o feixe mais raso do desenho; na via intraoral, essa superfície é a mucosa.

Onde a etapa intraoral entra no plano

No 4D, a etapa intraoral abre a sessão e as outras três trabalham a pele por fora. Fora do protocolo completo, ela pode entrar sozinha em quem quer tratar o sulco sem recuperação aparente, ou somada a injetáveis. Volume perdido continua sendo trabalho do preenchedor; o laser trata a qualidade do tecido. Quando o plano inclui preenchedor ou bioestimulador, a conduta do Dr. Thiago Perfeito é deixar de 2 a 4 semanas entre o injetável e a sessão do aparelho. A lógica de cada combinação está na página sobre tecnologia e injetável.

Modelo · Cinco perguntas antes da via intraoral

  1. A queixa é de tecido ou de volume? Tecido responde ao calor; volume perdido pede preenchedor.
  2. A mucosa está íntegra? Lesão ativa adia a sessão.
  3. O paciente aceita uma série? Os estudos usaram de 5 a 6 sessões, com resultado avaliado meses depois.
  4. O paciente sabe o que vai perceber? A medida da derme pode melhorar mais do que o espelho mostra.
  5. Há injetável recente ou programado? O intervalo entra na agenda antes de marcar o laser.

O SmoothLiftin na Pós Prática

Na formação do Dr. Thiago Perfeito, médico de Medicina Estética e Regenerativa com CRM-DF 23199, o Fotona é uma das sete tecnologias da clínica INTI apresentadas no bloco dedicado do Módulo B2: o que cada aparelho faz, em que camada age, em que momento entra no protocolo e o que se oferece quando ele não está na clínica do aluno. O B2 é um sábado presencial, com no máximo 8 médicos, e exige o pré-work gravado, onde fica a física das tecnologias. No sábado, a demonstração comentada compõe a teoria; na prática, cada aluno executa, supervisionado e em paciente modelo, os procedimentos injetáveis do módulo, como bioestimulador e skinbooster. Os outros três módulos estão em /cursos/.

Sobre vínculos: o Dr. Thiago Perfeito não recebe nada de fabricante de laser algum.

Perguntas frequentes

O que é o SmoothLiftin do Fotona?

É o Er:YAG de 2.940 nm no modo SMOOTH, não ablativo, aplicado sobre a mucosa de dentro da boca para aquecer o tecido do sulco nasolabial e da região perioral sem tocar a pele. No Fotona 4D, é a primeira das quatro etapas; a grafia SmoothLifting aparece em estudo publicado.

O SmoothLiftin precisa de anestesia?

Nos estudos do mesmo modo SMOOTH dentro da boca, para ronco, ninguém precisou de anestesia local e a dor média foi 3,0 numa escala de 10 num ensaio randomizado. Na via intraoral para o sulco nasolabial, o estudo de 20 pacientes descreveu o procedimento como indolor.

Quantas sessões de laser intraoral os estudos usaram?

Seis sessões a cada 2 semanas num estudo e cinco sessões mensais em outro, com o resultado avaliado 4 a 6 meses depois da última sessão.

O paciente percebe o resultado do laser intraoral?

Num ensaio em hemiface, o lado tratado por dentro da boca teve maior espessura de derme medida por tomografia de coerência óptica, mas a satisfação das pacientes foi maior do lado tratado pela pele. Vale combinar a expectativa antes e considerar a combinação com etapas por fora.

O laser intraoral substitui o preenchimento do sulco nasolabial?

Não. O laser trata a qualidade do tecido; volume perdido é trabalho do preenchedor. Quando os dois entram no plano, a conduta do Dr. Thiago Perfeito é deixar de 2 a 4 semanas entre o injetável e a sessão de aparelho.

Quem não deve fazer SmoothLiftin naquele dia?

Quem está com lesão ativa na boca, como afta, lesão herpética ou ferida. A sessão é adiada até a mucosa estar íntegra.

Referências

  1. Ebrahim HM, Gharib K. Correction of nasolabial folds wrinkle using intraoral non-ablative Er:YAG laser. J Cosmet Laser Ther. 2018;20(6):364-368. · PMID 29482388 · DOI 10.1080/14764172.2018.1439964
  2. Moftah N, Samy N, Allam RSHM, et al. Optical coherence tomographic (OCT) evaluation of intraoral non-ablative erbium: YAG laser (SMOOTH mode) in rejuvenation of nasolabial folds; A prospective randomized split face comparative pilot study. Skin Res Technol. 2020;26(3):405-412. · PMID 31794102 · DOI 10.1111/srt.12816
  3. Miron RJ, McGilvray E, Paz AG, Ahmad P. Intra-Oral Lasering for the Treatment of Nasolabial Folds, Marionette Lines, and Jowls: Case Examples and Protocol Methodology. J Cosmet Dermatol. 2026;25(5):e70890. · PMID 42087409 · DOI 10.1111/jocd.70890
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  6. Dembicka-Mączka D, Gryka-Deszczyńska M, Sitkiewicz J, et al. Effectiveness of the Er:YAG Laser in Snoring Treatment Based on Systematic Review and Meta-Analysis Results. J Clin Med. 2025;14(12):4371. · PMID 40566115 · DOI 10.3390/jcm14124371
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  8. Gaspar A, Silva J, Calderon A, Di Placido V, Vizintin Z. Histological findings after non-ablative Er:YAG laser therapy in women with severe vaginal atrophy. Climacteric. 2020;23(sup1):S11-S13. · PMID 33124455 · DOI 10.1080/13697137.2020.1764525
  9. Biswas K, Kaliyadan F. Ocular Complications of Cosmetic Laser Use in Patients and Treating Doctors/Estheticians: A Systematic Review of Case Reports and Case Series. Indian Dermatol Online J. 2026;17(3):340-346. · PMID 41854432 · DOI 10.4103/idoj.idoj_26_25
Dr. Thiago Perfeito, CRM-DF 23199
Dr. Thiago Perfeito · CRM-DF 23199
Medicina estética e regenerativa, Brasília–DF. Anatomia aplicada, complicações em injetáveis e medicina regenerativa.

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