Preenchimento de orelha (lóbulo): técnica e limites
Preenchimento

Preenchimento de orelha (lóbulo)

Lóbulo murcho, plano e cheio de pregas é indicação de ácido hialurônico; lóbulo comprido ou rasgado é indicação de outra ferramenta. Antes da seringa vem a régua: medir os dois segmentos do lóbulo, separar volume de comprimento e saber que a orelha divide uma rede arterial que já produziu casos de cegueira.

No lóbulo, o alongamento e a ptose envolvem o tecido fibrogorduroso, sem cartilagem, e o ácido hialurônico melhora contorno e volume de forma temporária, sem regenerar cartilagem; nas séries publicadas, recebe volumes pequenos e devolve forma com efeitos adversos leves. O que decide o resultado não é a seringa, é o diagnóstico: lóbulo murcho e enrugado é indicação de preenchedor; lóbulo alongado, rasgado ou com furo alargado é indicação de cirurgia. E a orelha divide uma rede arterial que já produziu casos de cegueira, e o injetor trabalha sabendo disso.

O que muda no lóbulo com a idade

A revisão narrativa de Yi (2026, Aesthetic Plastic Surgery) separa bem as duas metades da orelha. No pavilhão, o envelhecimento passa pela cartilagem, que perde matriz e células e muda de propriedades mecânicas; no lóbulo, o alongamento e a ptose envolvem principalmente o tecido fibrogorduroso sem cartilagem. O mesmo texto lembra que o ácido hialurônico pode melhorar de forma temporária deficiências de contorno ou de volume, mas não regenera cartilagem. Para o injetor, a tradução é direta: no lóbulo, o gel repõe um tecido que de fato murchou; no restante da orelha, ele tenta imitar uma estrutura que não substitui.

Wollina e colaboradores (2025, J Cutan Aesthet Surg), numa revisão de opções estéticas e reconstrutivas, listam as alterações principais: alongamento e ptose, perda e atrofia de partes moles, rugas e as deformidades produzidas por brincos, piercings, alargadores e procedimentos cirúrgicos. A mensagem central da revisão é que o diagnóstico correto da alteração define o tratamento, ou a combinação de tratamentos.

Como medir antes de indicar

A classificação usada nos estudos de lóbulo é a de Mowlavi e colaboradores; no trabalho de 2004 (Plast Reconstr Surg), eles a aplicaram dividindo o lóbulo em dois segmentos, usando três marcos: a incisura intertrágica, o otobásio inferior (o ponto mais baixo em que o lóbulo se prende à pele da face) e o subaurale (o ponto mais baixo da borda livre).

Nos 44 pacientes que procuravam rejuvenescimento facial, o segmento livre aumentou com a idade, década a década, e o segmento aderido não. Só 22,2% dos lóbulos estavam na faixa ideal, 12,3% tinham pseudoptose, e apenas 37,8% dos pacientes tinham o segmento livre igual nas duas orelhas. Três consequências práticas para a consulta: medir as duas orelhas separadamente, mostrar a assimetria ao paciente antes de tratar e registrar as medidas na foto de base.

Modelo · Lóbulo: preencher ou operar

  1. Lóbulo murcho, plano, com rugas e pregas, comprimento dentro do aceitável — território do preenchedor.
  2. Lóbulo alongado (segmento livre longo ou pseudoptose) — volume não encurta; o caminho é a redução cirúrgica.
  3. Lóbulo rasgado, fendido ou com furo alargado por alargador — reparo cirúrgico (lobuloplastia).

A revisão sistemática de Nassar e colaboradores (2025, Plast Reconstr Surg Glob Open) reuniu 13 artigos sobre redução cirúrgica do lóbulo alongado, agrupou as técnicas em três famílias (excisão da margem inferior, ressecção anterior e outras) e propôs um algoritmo de escolha. O Dr. Thiago realiza a lobuloplastia, tanto o reparo do lóbulo rasgado quanto a redução do lóbulo.

Antes e depois de lobuloplastia em lóbulo alargado em Brasília — Dr. Thiago Perfeito
Cada caso é individual e os resultados variam de pessoa para pessoa.

A imagem acima é de cirurgia, não de preenchimento: o furo alargado por alargador foi reconstruído. Serve para fixar o limite da seringa. Nenhum volume de gel fecha um lóbulo aberto.

Indicação: o que o preenchedor entrega

As séries de casos publicadas descrevem o mesmo perfil de bom candidato: lóbulo com perda de volume, pregas e rugas finas, sem alongamento importante. Arora e Arora (2022, J Cosmet Dermatol), numa revisão com a experiência própria, descrevem que o preenchedor atua no déficit de volume, no número e na profundidade das pregas e nas rugas finas — parâmetros que a correção cirúrgica pode não resolver — e que também pode ser usado em pacientes mais jovens que vão usar brincos pesados, como preparo do lóbulo.

Di Gregorio e D'Arpa (2019, J Cosmet Dermatol) restringiram de propósito a indicação: trataram 16 pacientes com ptose graus I e II de Mowlavi, em que o problema era o esvaziamento por atrofia de gordura, com injeção de ácido hialurônico seguida de modelagem do lóbulo. A correção durou, em média, 14 meses, e 5 pacientes precisaram de retoque entre 4 e 6 meses para melhorar o resultado. O recorte do estudo é a própria regra: graus mais altos ficaram fora.

Técnica: volume pequeno, pressão baixa

O lóbulo é um espaço fechado e pequeno. Qian e colaboradores (2017, Aesthetic Plastic Surgery) trataram 19 pacientes (38 orelhas), chineses que buscavam lóbulo maior (o lóbulo grande é valorizado culturalmente), com ácido hialurônico e usaram de 0,3 a 0,5 mL por orelha. O efeito durou de 6 a 9 meses. Três orelhas, em 2 pacientes, tiveram equimose leve, resolvida em 7 dias; não houve embolia vascular, infecção, nódulo nem granuloma. O volume de referência do lóbulo vem desses estudos: as bulas dos preenchedores organizam volume por região da face, e o lóbulo não está entre elas.

Sobre pressão de injeção, Monteiro (2006, Skinmed) observa que a maioria dos preenchedores vem com agulha fina e que uma agulha de calibre maior permite introduzir o produto com menos pressão, o que facilita preencher áreas tensas. No lóbulo, onde o tecido oferece resistência e o espaço é limitado, a ideia vale como princípio: gel entrando devagar, sem força no êmbolo.

Cânula de ponta romba afastando um vaso e bisel de agulha — Dr. Thiago Perfeito
Ponta romba da cânula afastando um vaso, ao lado do bisel da agulha. No protocolo de Adel e Stankovic, a cânula entra no plano de volume e a agulha fina no refinamento.

O protocolo mais detalhado é o de Adel e Stankovic (2025, Plast Reconstr Surg Glob Open), uma série prospectiva de 30 mulheres de 40 a 65 anos com lóbulos moderadamente envelhecidos, em três passos:

  1. Volume profundo com ácido hialurônico reticulado, por cânula 22G.
  2. Camada superficial com skinbooster de baixa viscosidade, por agulha 30G.
  3. Refinamento opcional com ácido hialurônico de G' alto, por agulha 27G.

Em 3 meses, a hidratação medida por corneômetro subiu de 45,2% para 54,5% e a satisfação, numa escala de 5 pontos, de 2,3 para 4,7. A dor média na escala visual analógica foi de 2,4. Os eventos adversos ficaram em edema leve (15%) e equimose (10%). Os produtos usados são de uma única linha comercial, nomeada no título do artigo; os autores declaram não ter interesse financeiro relacionado. O seguimento curto, de 3 meses, é o limite do estudo para falar de duração.

Na conduta do Dr. Thiago, preenchedor se aplica com aspiração antes de injetar, sempre — por mais tempo quando o calibre é fino. A discussão sobre o que a aspiração detecta e o que ela não garante está em Aspiração antes de injetar. A lógica de calibre e comprimento de cânula está em Como escolher a cânula.

Pele fina e gel superficial

A pele do lóbulo é fina, e gel de partícula ou coesividade alta colocado logo abaixo dela pode aparecer como azulado ou como relevo. É por isso que o protocolo de Adel separa produto de volume (no plano profundo do lóbulo) e produto de baixa viscosidade (na superfície). O raciocínio sobre qual gel serve a cada plano está em Reologia do ácido hialurônico.

Gel superficial logo abaixo da epiderme dispersando a luz — efeito Tyndall — Dr. Thiago Perfeito
Depósito de gel superficial logo abaixo da epiderme, com a luz incidente se dispersando em halo azulado. Em pele fina como a do lóbulo, o plano errado aparece.

Se o tom azulado aparecer, a conduta é a do efeito Tyndall em qualquer região — ver Efeito Tyndall.

Anestesia

A sensibilidade do lóbulo vem do nervo auricular magno. A revisão sistemática com metanálise de Niemczyk e colaboradores (2025, Folia Morphol), com 745 nervos dissecados ou observados em cirurgia, descreve ramos para a região mastóidea, os dois terços posteriores do pavilhão, o lóbulo, a parótida e a pele sobrejacente. A formação do Dr. Thiago ensina bloqueios anestésicos da face na parte prática.

Wu e colaboradores (2026, Aesthetic Plastic Surgery) testaram o bloqueio guiado por ultrassom desse nervo em 20 voluntários saudáveis, com o lado contralateral recebendo soro como controle. O bloqueio anestesiou o lóbulo, o sulco retroauricular e os dois terços inferiores da face posterior da orelha, poupando a concha e a hélice superior. Na injeção simulada, a dor média foi de 1,15 no lado bloqueado contra 4,1 no controle, e o bloqueio durou em média 4,47 horas, sem complicações. É um estudo piloto em voluntários, não em pacientes tratados com preenchedor.

Risco vascular: o que os casos de orelha ensinam

As séries de lóbulo citadas acima não registraram oclusão. Nos relatos citados aqui, o único local descrito no resumo é a fossa triangular (Deng); os casos de Huang são discutidos no contexto da correção de orelha deitada, e o de Dong não detalha o ponto. A rede arterial é a mesma da orelha inteira.

Chen e colaboradores (2026, Aesthetic Plastic Surgery) perfundiram 30 cadáveres com látex e reconstruíram as artérias em tomografia. Encontraram comunicação extensa entre a artéria auricular posterior e a artéria temporal superficial; a auricular posterior dava de 3 a 4 ramos retroauriculares, com ramos secundários em direção à hélice, e alguns ramos entravam no crânio perto do nervo facial pelo forame estilomastóideo. Os autores propõem que o preenchedor da orelha pode embolizar a artéria oftálmica pelos ramos comunicantes da artéria auricular superior e das artérias da região temporal, e propõem também embolia por ramos secundários da auricular posterior, com necrose de pele, e compressão ou embolia relacionadas ao nervo facial como causa de paralisia.

Artéria temporal superficial subindo diante do trago com ramos frontal e parietal — Dr. Thiago Perfeito
Perfil da cabeça com a artéria temporal superficial em destaque: sobe diante do trago, cruza o arco zigomático e se divide em ramos frontal e parietal. É com esse sistema que as artérias da orelha se comunicam.

Três regras saem daí para o lóbulo: volume pequeno, pressão baixa e atenção à dor ou à mudança de cor da pele durante a injeção. Os sinais de alerta estão em Sinais de alerta de oclusão, o protocolo em Oclusão vascular por ácido hialurônico e a dose de hialuronidase em Dose de hialuronidase por cenário. Hialuronidase disponível na sala é o princípio de qualquer preenchimento, e a orelha não é exceção.

Gordura como alternativa

Di Gregorio e D'Arpa lembram que o esvaziamento do lóbulo costuma ser tratado com enxertia de gordura, sobretudo junto do lifting facial. Pi e colaboradores (2016, Aesthet Surg J) avaliaram 40 lóbulos de 20 pacientes (idade média de 63 anos), seguidos em média por 26 meses. Houve melhora significativa da deficiência de volume e do número de rugas finas; número e profundidade das pregas e altura do lóbulo melhoraram, mas sem significância estatística. Não houve complicação no lóbulo. O dado confirma o padrão: volume e textura respondem a preenchimento; comprimento, não.

Erros comuns

  1. Preencher lóbulo alongado. Volume deixa o lóbulo mais pesado e não encurta o segmento livre.
  2. Tentar fechar furo alargado com gel. Fenda e furo aberto são cirúrgicos.
  3. Não medir as duas orelhas. A assimetria de base é a regra, e o paciente vai notá-la depois do tratamento se ninguém mostrar antes.
  4. Escolher o produto pela seringa que sobrou. Gel de volume na superfície da pele fina do lóbulo aparece.
  5. Estender a técnica do lóbulo para o pavilhão sem estudar a anatomia. O único local descrito nos relatos citados é a fossa triangular.

Uma nota de transparência: o Dr. Thiago não tem relação comercial com nenhum fabricante de preenchedor. Os produtos citados aparecem como dado dos estudos, não como recomendação de marca.

Onde isso se treina

Lóbulo é uma região pequena, mas carrega as mesmas decisões de qualquer preenchimento: diagnóstico antes da seringa, escolha do gel pelo plano e respeito à rede vascular. O módulo de Toxina e Preenchimento da Pós Prática do Dr. Thiago Perfeito trabalha reologia do ácido hialurônico, mapa arterial, mecanismos de oclusão, hialuronidase e intercorrências como Tyndall e nódulo, num sábado presencial com pré-work gravado obrigatório e turma de até 8 médicos. Na parte teórica há demonstração comentada; na prática, o aluno executa sob supervisão em paciente modelo. Os outros módulos estão em /cursos/.

Perguntas frequentes

Qual volume de ácido hialurônico se usa no lóbulo?

O volume de referência vem dos estudos, não de bula. Na série de Qian e colaboradores (2017), com 19 pacientes e 38 orelhas, foram usados de 0,3 a 0,5 mL por orelha. O lóbulo é um espaço pequeno: volume baixo e injeção lenta, sem pressão no êmbolo.

Quanto tempo dura o preenchimento do lóbulo?

Depende do estudo e do produto. Qian e colaboradores (2017) relataram 6 a 9 meses; Di Gregorio e D'Arpa (2019) relataram correção que durou, em média, 14 meses, com retoque em 5 de 16 pacientes entre 4 e 6 meses. Cada caso é individual.

Dá para corrigir lóbulo rasgado ou furo alargado com preenchedor?

Não. Lóbulo fendido, rasgado ou com furo alargado por alargador é indicação de reparo cirúrgico (lobuloplastia). O preenchedor trata perda de volume, pregas e rugas finas do lóbulo íntegro.

Preenchedor resolve lóbulo comprido?

Não encurta. Mowlavi e colaboradores (2004) mostraram que o segmento livre do lóbulo aumenta com a idade; quando a queixa é comprimento ou pseudoptose, o caminho é a redução cirúrgica. Volume deixa um lóbulo alongado mais pesado.

Preenchimento de orelha pode causar cegueira?

Há casos publicados de oclusão da artéria central da retina após ácido hialurônico na orelha. Nos relatos citados aqui, o único local descrito no resumo é a fossa triangular (Deng); os casos de Huang são discutidos no contexto da correção de orelha deitada, e o de Dong não detalha o ponto. As séries de lóbulo citadas não registraram oclusão, mas a rede arterial da orelha se comunica com a temporal superficial — volume pequeno, pressão baixa e hialuronidase disponível valem também no lóbulo.

Como anestesiar o lóbulo para o preenchimento?

O lóbulo é inervado pelo nervo auricular magno. Um estudo piloto de Wu e colaboradores (2026), em 20 voluntários, mostrou que o bloqueio desse nervo guiado por ultrassom anestesiou o lóbulo e que a dor da injeção simulada foi de 1,15 no lado bloqueado contra 4,1 no lado controle, na escala visual analógica.

Referências

  1. Mowlavi A, Meldrum DG, Wilhelmi BJ, Zook EG. Incidence of earlobe ptosis and pseudoptosis in patients seeking facial rejuvenation surgery and effects of aging. Plast Reconstr Surg. 2004;113(2):712-717. · PMID 14758240 · DOI 10.1097/01.PRS.0000101505.66716.DF
  2. Yi KH. Multifactorial Structural Aging of the Nose and Ear: Cartilage Senescence and Soft-Tissue Remodeling. Aesthetic Plast Surg. 2026 (online ahead of print). · PMID 42961480 · DOI 10.1007/s00266-026-06296-y
  3. Wollina U, Goldman A, Machado Luz P, Guindani Marson V. Esthetic and reconstructive options for earlobe deformities. J Cutan Aesthet Surg. 2025;18(1):7-15. · PMID 40027536 · DOI 10.25259/JCAS_122_2024
  4. Nassar A, Nassar C, Kassouf E, et al. Addressing Earlobe Elongation: A Systematic Review of Surgical Reduction Techniques in the Aging Population. Plast Reconstr Surg Glob Open. 2025;13(2):e6547. · PMID 39967920 · DOI 10.1097/GOX.0000000000006547
  5. Arora G, Arora S. Rejuvenating earlobe esthetics with dermal fillers. J Cosmet Dermatol. 2022;21(7):2788-2792. · PMID 34687587 · DOI 10.1111/jocd.14552
  6. Di Gregorio C, D'Arpa S. Nonsurgical treatment of earlobe aging in Mowlavi stages I and II earlobe ptosis with Hyaluronic acid fillers. J Cosmet Dermatol. 2019;18(2):508-510. · PMID 29992721 · DOI 10.1111/jocd.12688
  7. Qian W, Zhang YK, Cao Q, et al. Clinical Application of Earlobe Augmentation with Hyaluronic Acid Filler in the Chinese Population. Aesthetic Plast Surg. 2017;41(1):185-190. · PMID 28032177 · DOI 10.1007/s00266-016-0742-6
  8. de Oliveira Monteiro E. Hyaluronic acid for restoring earlobe volume. Skinmed. 2006;5(6):293-294. · PMID 17085997
  9. Adel N, Stankovic N. Dual-plane Product Technique for Earlobe Rejuvenation: Apriline Hyaluronic Acid Filler and Apriline Skin Booster Injection. Plast Reconstr Surg Glob Open. 2025;13(11):e7294. · PMID 41255743 · DOI 10.1097/GOX.0000000000007294
  10. Niemczyk WA, Duchniewicz MA, Porzycka KI, et al. The anatomy of the cutaneous branches of the cervical plexus and its clinical significance - The Great Auricular Nerve. A systematic review with meta-analysis. Folia Morphol (Warsz). 2025 (online ahead of print). · PMID 41257499 · DOI 10.5603/fm.108874
  11. Wu L, Li H, Tian R, et al. Ultrasound-Guided Greater Auricular Nerve Block: A Pilot Study for Pain Management in Post-Auricular Injection. Aesthetic Plast Surg. 2026;50(18):7639-7646. · PMID 42545492 · DOI 10.1007/s00266-026-06198-z
  12. Chen CL, Dong C, Sun ZS, et al. Mechanisms of Complications from Ear Filler Injections: A Cadaver Imaging and Anatomical Study. Aesthetic Plast Surg. 2026;50(3):1385-1391. · PMID 40493063 · DOI 10.1007/s00266-025-04971-0
  13. Dong C, Chen CL, Wang HB. Monocular Vision Loss After Ear Filler Injection. Aesthetic Plast Surg. 2025;49(5):1592-1594. · PMID 38388798 · DOI 10.1007/s00266-024-03903-8
  14. Deng Y, Chen W, Zhu Y, et al. Embolization of Ophthalmic Artery Induced By Ear Hyaluronic Acid Injection. Aesthetic Plast Surg. 2025;49(11):3266-3269. · PMID 39174801 · DOI 10.1007/s00266-024-04327-0
  15. Huang L, Luo ST, Xie GH, et al. Permanent Vision Loss Due to Vascular Variation After Ear Hyaluronic Acid Injection: Two Case Reports and Literature Reviews. Aesthetic Plast Surg. 2025;49(14):3968-3975. · PMID 40346341 · DOI 10.1007/s00266-025-04881-1
  16. Pi H, Kurlander DE, Guyuron B. Earlobe Rejuvenation: A Fat Grafting Technique. Aesthet Surg J. 2016;36(8):872-876. · PMID 26979453 · DOI 10.1093/asj/sjw031
Dr. Thiago Perfeito, CRM-DF 23199
Dr. Thiago Perfeito · CRM-DF 23199
Medicina estética e regenerativa, Brasília–DF. Anatomia aplicada, complicações em injetáveis e medicina regenerativa.

Pós Prática em Medicina Estética Avançada

Formação médico-exclusiva: anatomia, ultrassom, complicações e prática supervisionada — sem atalhos.

Conhecer a formação →