Como criar um protocolo próprio na clínica: a ficha que transforma procedimento em plano
Dois médicos da mesma clínica atendem a mesma queixa: um propõe "umas sessões e a gente vê", o outro desenha um plano que só existe na cabeça dele. Quem comprou sessão avulsa faz o procedimento e some.
A resposta direta: um protocolo próprio existe quando está escrito numa ficha de 8 campos: 1 nome, 2 para quem é indicado e para quem não é, 3 etapas com intervalos definidos pelo médico, 4 o que está incluso, 5 o que não está incluso, 6 pontos de reavaliação, 7 critério de ajuste do plano e 8 documento que o paciente recebe. O conteúdo clínico é preenchido pelo médico responsável, e a ficha só entra na tabela depois de assinada por ele e pelos médicos que vão aplicá-la. O nome descreve indicação e formato, não resultado. Quem indica o protocolo é o médico, na avaliação. O campo 7 publica antes da venda o que acontece quando o paciente quer adiantar etapa, atrasa, sai no meio ou tem o plano ajustado pelo médico.
Em que estágio da clínica este tema pesa
- 0Improvisar
- 1Monetizar
- 2Atrair
- 3Estabilizar
- 4Priorizar
- 5Produtizar
- 6Otimizar
- 7Organizar
- 8Especializar
- 9Capitalizar
Estágio 5 · Produtizar
Trazer paciente novo ficou caro. O crescimento passa a vir do paciente que já confia em você: retorno, manutenção, plano de tratamento.
- Seu papel
- Diretor
- Equipe
- 10 a 19 pessoas
- O gargalo
- Pouco faturamento por paciente: ele faz um procedimento e some
- Você sai quando
- Existe um segundo produto que o mesmo paciente compra: protocolo, retorno, plano
Protocolo de cabeça: o mesmo nome, um plano diferente a cada paciente
Quando o protocolo mora na memória de cada médico, a clínica vende coisas diferentes com o mesmo nome, e quem interrompe no meio discute sem regra quanto volta. Vender sessão solta deixa com o paciente a decisão de continuar, refeita a cada retorno; o protocolo escrito a antecipa: o plano é aceito uma vez, com a saída já escrita no campo 7.
O que faz o protocolo existir: 8 campos escritos antes da primeira venda
O protocolo não é técnica nova nem método: organiza e entrega um cuidado que o médico já indica. O que ele pode garantir é processo — etapas e reavaliações oferecidas como escritas, documento entregue, uma função definida respondendo à dúvida entre etapas —, nunca resultado.
Quando o nome aparece ao público — site, redes, material divulgado —, entra no objeto da Resolução CFM 2.336/2023, a comunicação ao público (art. 1º). O art. 11 veda ao médico e, naquilo que couber, às pessoas jurídicas "garantir, prometer ou insinuar bons resultados do tratamento" (inciso XII) e "divulgar, quando não especialista, que trata de sistemas orgânicos, órgãos ou doenças específicas, por induzir à confusão com a divulgação de especialidades" (inciso I) e "portar-se de forma sensacionalista ou autopromocional" (inciso XVI); o § 3º entende por promocional "referir-se a si próprio, a serviço onde atue ou a técnicas e procedimentos de modo a conferir-se propriedades e qualidades privilegiadas". Por isso o nome publicado descreve indicação e formato sem adjetivo de resultado: "Pele Perfeita", "Rejuvenescimento Garantido", "exclusivo" ou "método [SOBRENOME]" ficam fora. Nome publicado que cite sistema orgânico, órgão ou doença específica passa também pelo inciso I, regra sobre a divulgação, não sobre quem realiza o cuidado. Na dúvida, verifique junto ao CRM da sua jurisdição.
A porta de entrada é fixa: o protocolo não é vendido antes da avaliação. A recepção informa que a clínica trabalha com protocolos e agenda a consulta; quem decide se o paciente entra é o médico, registrando a decisão no prontuário. Quem não se encaixa na indicação recebe um plano individual.
A ficha em branco
- Nome: indicação e formato ("Protocolo de [INDICAÇÃO] em [N] etapas"), com versão, data e médico responsável pela ficha.
- Para quem é indicado e para quem não é: indicação: [critério clínico definido pelo médico responsável]. Não indicado: [critério clínico de exclusão definido pelo médico responsável]. A régua é a decisão do médico na avaliação, registrada no prontuário.
- Etapas com intervalos definidos pelo médico: Etapa 1: [conteúdo definido pelo médico responsável]; intervalo até a etapa 2: [intervalo definido pelo médico responsável]; e assim até a última. Cada etapa traz a sua parte do valor do protocolo, em percentual; as partes somam 100%.
- O que está incluso: as etapas, as reavaliações, a reavaliação de retomada, o documento e o canal de dúvidas entre etapas ([CANAL], [HORÁRIO], [FUNÇÃO] que responde).
- O que não está incluso: [itens definidos pelo médico responsável, como exames, medicação ou procedimento fora das etapas] e etapa ou custo acrescentado por ajuste.
- Pontos de reavaliação: em que etapa o médico reavalia e o que registra: [ponto e registro definidos pelo médico responsável].
- Critério de ajuste do plano: ajuste clínico, pela regra [critério clínico de ajuste definido pelo médico responsável]: gera versão nova do documento; se acrescenta etapa ou custo, novo orçamento aceito antes de executar; se retira etapa, a parte dela sai do valor do protocolo: deixa de ser cobrada nas parcelas a vencer (parcelas cobradas pela própria clínica) e, se o valor pago passar do novo valor, a diferença é devolvida. Adiantar etapa: só com decisão do médico registrada no prontuário; a recepção não antecipa. Atraso: remarca dentro de [janela definida pelo médico responsável]; passada a janela, o próximo encontro é reavaliação de retomada, sem multa e sem perda da etapa; sem remarcação até [prazo definido pela clínica, escrito no documento] depois da janela, a clínica registra a interrupção no prontuário, avisa o paciente por escrito e aplica a conta de saída. Se o paciente voltar depois da interrupção, entra pela avaliação, como na primeira vez. Saída no meio: valor pago menos a soma das partes das etapas realizadas; resultado positivo ou zero, a clínica devolve a diferença e as parcelas a vencer se cancelam; negativo, o paciente paga a diferença: as parcelas seguintes vencem até cobri-la, a última só pelo que falta, e as demais se cancelam.
- Documento que o paciente recebe: modelo estrutural para o assessor jurídico revisar, com estes blocos: identificação (paciente, nome e versão do protocolo, médico e CRM); linha registrando que a informação clínica foi dada em consulta; etapas e reavaliações; incluso e não incluso; valor do protocolo, forma de pagamento e parte de cada etapa; o campo 7 por inteiro; canal de dúvidas; aceite com data.
O documento registra processo, não substitui a consulta. O Código de Ética Médica, no capítulo aberto por "É vedado ao médico:", traz no art. 34: "Deixar de informar ao paciente o diagnóstico, o prognóstico, os riscos e os objetivos do tratamento, salvo quando a comunicação direta possa lhe provocar dano, devendo, nesse caso, fazer a comunicação a seu representante legal".
A Ficha de Protocolo: 8 campos, nesta ordem
- 1Nome: indicação e formato, com versão, data e médico responsável
- 2Para quem é indicado e para quem não é: critério do médico, registrado no prontuário
- 3Etapas com intervalos definidos pelo médico, cada uma com a sua parte do valor
- 4O que está incluso
- 5O que não está incluso
- 6Pontos de reavaliação
- 7Critério de ajuste do plano: ajuste clínico, adiantar, atraso e saída no meio
- 8Documento que o paciente recebe
- Escolher uma indicação. Comece com um protocolo só, para a indicação que a agenda mais recebe, e nomeie o médico responsável pela ficha. Pronto quando os dois estão escritos.
- Preencher os 8 campos. O médico responsável escreve o conteúdo clínico; processo e preço podem vir da gestão, conferidos por ele. Pronto quando nenhum campo está vazio.
- Revisar com quem vai aplicar. O responsável e cada médico que vai aplicar o protocolo leem a ficha e assinam; divergência clínica é decidida pelo responsável e entra na versão. Pronto quando a ficha tem todas as assinaturas.
- Implantar pelo checklist. Tabela, recepção, prontuário e orçamento; sem ficha escrita e assinada, o protocolo não entra na tabela. Pronto quando os quatro blocos estão marcados.
- Versionar a cada mudança. Mudou um campo, sai versão nova com data; o paciente em curso segue a versão que aceitou, salvo ajuste clínico pelo campo 7. Pronto quando versão e data aparecem no documento entregue.
Ficha preenchida 1, fictícia: clínica de procedimentos eletivos
- Nome: Protocolo de flacidez facial em 4 etapas — versão [N], [DATA], [MÉDICO RESPONSÁVEL].
- Para quem é indicado e para quem não é: [critérios clínicos de indicação e de exclusão definidos pelo médico responsável].
- Etapas com intervalos definidos pelo médico: Etapa 1, avaliação de planejamento e [procedimento definido pelo médico responsável], parte de 40%; Etapas 2 e 3, [procedimento definido pelo médico responsável], 20% cada; Etapa 4, reavaliação e [conduta definida pelo médico responsável], 20%. Intervalos: [intervalo definido pelo médico responsável] entre cada etapa.
- O que está incluso: as 4 etapas, as reavaliações do campo 6, a reavaliação de retomada, o documento e o canal de dúvidas ([CANAL], [HORÁRIO], [FUNÇÃO]).
- O que não está incluso: [produtos de uso domiciliar indicados pelo médico] e qualquer etapa acrescentada por ajuste.
- Pontos de reavaliação: ao fim da etapa 1 e na etapa 4: [registro definido pelo médico responsável].
- Critério de ajuste do plano: campo 7 da ficha em branco, com [janela e critério clínico de ajuste definidos pelo médico responsável] e [prazo definido pela clínica].
- Documento que o paciente recebe: os blocos do campo 8, com as partes 40/20/20/20.
Ficha preenchida 2, fictícia: endocrinologia
- Nome: Protocolo de acompanhamento de diabetes tipo 2 recém-diagnosticado em 4 etapas — versão [N], [DATA], [MÉDICO RESPONSÁVEL].
- Para quem é indicado e para quem não é: [critérios clínicos de indicação e de exclusão definidos pelo médico responsável].
- Etapas com intervalos definidos pelo médico: Etapa 1, consulta de início e [exames solicitados pelo médico]; Etapas 2 e 3, consultas de ajuste; Etapa 4, consulta de fechamento do ciclo. Parte de 25% cada. Intervalos: [intervalo definido pelo médico responsável].
- O que está incluso: as 4 consultas, a reavaliação de retomada, o documento e o canal de dúvidas ([CANAL], [HORÁRIO], [FUNÇÃO]).
- O que não está incluso: exames laboratoriais, medicação e [outros itens definidos pelo médico responsável].
- Pontos de reavaliação: nas etapas 2 e 4: [registro definido pelo médico responsável].
- Critério de ajuste do plano: campo 7 da ficha em branco, com [janela e critério clínico de ajuste definidos pelo médico responsável] e [prazo definido pela clínica].
- Documento que o paciente recebe: os blocos do campo 8, com as partes 25/25/25/25.
Números fictícios, em percentual do valor do protocolo; conta do campo 7: valor pago − soma das partes das etapas realizadas. Ficha 2, pago à vista, sai depois de 2 etapas: 100% − (25% + 25%) = 50% a devolver. Ficha 1, pago à vista, sai depois de 2 etapas: 100% − (40% + 20%) = 40% a devolver. Qualquer ficha, pago à vista, sai antes da etapa 1: 100% − 0% = 100% a devolver. Ficha 2 parcelada em 4 parcelas de 25%, 1 parcela paga, sai depois de 2 etapas: 25% − 50% = −25%, nada a devolver; 1 parcela vence para cobrir a diferença e as outras 2 se cancelam (1 paga + 1 devida + 2 canceladas = 4). Ficha 1 parcelada em 4 parcelas de 25%, 1 parcela paga, sai depois da etapa 1: 25% − 40% = −15%; a 2ª parcela vence só por 15% e as outras 2 se cancelam (25% + 15% = 40%).
Checklist de implantação: tabela, recepção, prontuário, orçamento
- Tabela: o protocolo entra com o nome do campo 1, o valor do protocolo e a parte de cada etapa, só depois de a ficha estar assinada.
- Recepção: a fala para quem pergunta pelo protocolo é "A clínica trabalha com protocolos, e quem indica é o médico, na consulta de avaliação. Posso agendar a sua com [NOME DO MÉDICO] em [DATA E HORÁRIO]?". A recepção não informa indicação, etapa ou intervalo, não antecipa etapa e, passada a janela de remarcação, agenda a reavaliação de retomada e, vencido o prazo, registra a interrupção.
- Prontuário: registra a decisão de entrar ou não no protocolo, a versão da ficha, cada etapa realizada com data, cada reavaliação, ajuste, antecipação e interrupção — é daqui que sai a conta de saída.
- Orçamento: é o documento do campo 8, aceito antes da etapa 1. Ajuste que acrescenta etapa ou custo gera orçamento novo, aceito antes de executar.
Aplicação prática: o protocolo de cabeça e o campo da ficha
| Especialidade | Protocolo de cabeça | Pela ficha |
|---|---|---|
| Estética e procedimentos eletivos | "Fazemos umas sessões e vemos." | Campo 3: "Etapa 1: [conteúdo definido pelo médico responsável]; intervalo até a etapa 2: [intervalo definido pelo médico responsável]; parte de 40%." |
| Endocrinologia | "Volta quando der, a gente ajusta." | Campo 6: "Reavaliação nas etapas 2 e 4: [registro definido pelo médico responsável]." |
| Ortopedia | "Se melhorar antes, a gente para." | Campo 7: "Ajuste clínico gera versão nova do documento; a parte da etapa retirada sai do valor do protocolo: deixa de ser cobrada nas parcelas a vencer e, se o valor pago passar do novo valor, a diferença é devolvida." |
| Ginecologia | "Os exames a gente vê depois." | Campo 5: "Não incluso: [exames solicitados pelo médico], cobrados à parte." |
A especialidade muda o peso dos campos: em procedimento eletivo, o campo 3 pode ter parte desigual quando a etapa 1 concentra planejamento: a parte de cada etapa acompanha o que a etapa entrega, e é declarada antes da venda. Em acompanhamento clínico, o campo 5 separa exame e medicação do valor do protocolo. O número de etapas e as partes das duas fichas são dados do exemplo, não número clínico da indicação.
Por que empacotar em vez de vender encontro a encontro está em pacote de tratamento ou sessão avulsa; o que oferecer quando o protocolo termina, em plano de manutenção e receita recorrente.
Perguntas frequentes
Como criar um protocolo de tratamento próprio na clínica?
Comece com um protocolo só, para a indicação que a agenda mais recebe, e nomeie o médico responsável pela ficha. O conteúdo clínico dos 8 campos é dele; processo e preço podem vir da gestão, conferidos por ele. Os campos: nome, para quem é indicado e para quem não é, etapas com intervalos definidos pelo médico, o que está incluso, o que não está incluso, pontos de reavaliação, critério de ajuste do plano e documento que o paciente recebe. O responsável e cada médico que vai aplicar o protocolo leem e assinam. Depois, implante pelo checklist: tabela, recepção, prontuário e orçamento. Sem ficha escrita e assinada, o protocolo não entra na tabela. Mudou um campo, sai versão nova com data.
Posso dar qualquer nome ao protocolo da clínica?
A ficha nomeia o protocolo pela indicação e pelo formato, no molde Protocolo de [INDICAÇÃO] em [N] etapas, com versão, data e médico responsável. Nomes que prometem resultado ou conferem qualidade privilegiada, como Pele Perfeita, Rejuvenescimento Garantido, exclusivo ou método com sobrenome, ficam fora. Quando o nome aparece ao público, em site, redes ou material divulgado, entra no objeto da Resolução CFM 2.336/2023. O art. 11 veda ao médico e, naquilo que couber, às pessoas jurídicas garantir, prometer ou insinuar bons resultados do tratamento (inciso XII) e, quando não especialista, divulgar que trata de sistemas orgânicos, órgãos ou doenças específicas (inciso I), regra sobre a divulgação, não sobre quem realiza o cuidado. Na dúvida sobre um nome, verifique junto ao CRM da sua jurisdição.
Paciente desistiu do protocolo no meio: quanto a clínica devolve?
A conta vem escrita no campo 7 e no documento aceito antes da etapa 1: valor pago menos a soma das partes das etapas realizadas. Cada etapa tem a sua parte do valor do protocolo, em percentual, e as partes somam 100%. Resultado positivo ou zero, a clínica devolve a diferença e as parcelas a vencer se cancelam. Resultado negativo, o paciente paga a diferença: as parcelas seguintes (parcelas cobradas pela própria clínica) vencem até cobri-la, a última só pelo que falta, e as demais se cancelam. Exemplo fictício: 4 etapas de 25%, pago à vista, saída depois de 2 etapas, devolução de 50% do valor do protocolo. O documento entra como modelo estrutural para o assessor jurídico revisar.
O que fazer quando o paciente falta ou quer adiantar uma etapa do protocolo?
As duas situações estão no campo 7. Atraso: o paciente remarca dentro da janela definida pelo médico responsável; passada a janela, o próximo encontro é reavaliação de retomada, incluída no protocolo, sem multa e sem perda da etapa; sem remarcação até o prazo definido pela clínica e escrito no documento, contado depois da janela, a clínica registra a interrupção no prontuário, avisa o paciente por escrito e aplica a conta de saída. Se o paciente voltar depois da interrupção, entra pela avaliação, como na primeira vez. Adiantar etapa: só com decisão do médico registrada no prontuário, e a recepção não antecipa por conta própria. O prontuário registra cada etapa realizada com data, cada reavaliação, ajuste, antecipação e interrupção, e é de lá que sai a conta de saída.
A recepção pode vender o protocolo antes da consulta?
Não no desenho da ficha: o protocolo não é vendido antes da avaliação, e quem decide se o paciente entra é o médico, registrando a decisão no prontuário. A fala da recepção para quem pergunta é: A clínica trabalha com protocolos, e quem indica é o médico, na consulta de avaliação. Posso agendar a sua com [NOME DO MÉDICO] em [DATA E HORÁRIO]? A recepção não informa indicação, etapa ou intervalo e não antecipa etapa. Quem não se encaixa na indicação recebe um plano individual.
Quem define etapas, intervalos e ajustes de um protocolo clínico?
O médico responsável pela ficha. Indicação, critério de exclusão, conteúdo das etapas, intervalos, pontos de reavaliação e critério clínico de ajuste são campos entre colchetes que só ele preenche; a divergência entre os médicos que vão aplicar é decidida por ele e entra na versão. Ajuste clínico no meio gera versão nova do documento: se acrescenta etapa ou custo, novo orçamento aceito antes de executar; se retira etapa, a parte dela sai do valor do protocolo: deixa de ser cobrada nas parcelas a vencer e, se o valor pago passar do novo valor, a diferença é devolvida. Fora disso, o paciente em curso segue a versão que aceitou.
Referências
- Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 2.336/2023, art. 1º (objeto: comunicação ao público) e art. 11, caput, incisos I, XII e XVI e § 3º — sustenta a régua do campo 1 para o nome publicado.
- Conselho Federal de Medicina. Código de Ética Médica (2019), art. 34, com a ressalva do representante legal — sustenta que o documento do campo 8 não substitui a informação clínica da consulta.
Conteúdo educacional de gestão para médicos. Não substitui orientação jurídica, contábil ou a consulta ao CRM da sua jurisdição.
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