Posso mandar mensagem para meus pacientes? O consentimento de contato e o texto que registra
A agenda de dezembro abriu e a recepção monta a lista de transmissão com todos os números que já passaram pelo consultório, sem saber quem aceitou receber o quê. Um paciente pergunta "quem te deu meu número?"; outro bloqueia o contato, e o lembrete da consulta dele deixa de chegar.
A resposta direta: depende da hipótese legal em que a clínica, com o assessor jurídico, enquadra o contato: a LGPD lista o consentimento como uma das hipóteses de tratamento, não a única. Este modelo vale quando a base escolhida é o consentimento; se uma finalidade for enquadrada em outra hipótese legal, é outro modelo. No Consentimento por Finalidade, recebe mensagem quem aceitou aquele tipo de mensagem, enquanto não pedir para parar: a clínica pede em separado duas finalidades (lembrete de atendimento; conteúdo e novidades da clínica), registra uma linha por finalidade com data, canal, finalidade, resposta e quem respondeu, e registra o pedido de parar no dia em que chega. Numa ação de reativação entra quem passa nos quatro critérios do checklist, o primeiro deles SIM na linha mais recente da finalidade da ação.
Em que estágio da clínica este tema pesa
- 0Improvisar
- 1Monetizar
- 2Atrair
- 3Estabilizar
- 4Priorizar
- 5Produtizar
- 6Otimizar
- 7Organizar
- 8Especializar
- 9Capitalizar
Estágio 2 · Atrair
Há meses cheios e meses vazios. Você posta, atende, responde WhatsApp e cobra, tudo ao mesmo tempo.
- Seu papel
- Executor
- Equipe
- Você + ajuda por hora
- O gargalo
- Paciente novo chega de forma irregular
- Você sai quando
- Um canal traz paciente novo todo mês, previsível
Por que a lista com todo mundo é o problema
A lista montada com a agenda inteira falha em três pontos. Não há registro para mostrar a quem pergunta de onde veio o contato. O aceite único, "autorizo contato da clínica", mistura lembrete e novidade, e quem recusa a novidade perde o lembrete. Falta rota de saída: o paciente bloqueia o número, e o bloqueio corta também a remarcação.
O mecanismo: o que a lei diz quando a base é o consentimento
O art. 7º da LGPD abre com "O tratamento de dados pessoais somente poderá ser realizado nas seguintes hipóteses:", e o consentimento é o inciso I, "mediante o fornecimento de consentimento pelo titular". Qual hipótese sustenta cada mensagem da sua clínica é pergunta para o assessor jurídico; esta página trata do caso em que a resposta foi o consentimento.
Para esse caso, três parágrafos do art. 8º, que trata do consentimento do art. 7º, I, balizam o desenho: "Cabe ao controlador o ônus da prova de que o consentimento foi obtido em conformidade com o disposto nesta Lei" (§ 2º); "O consentimento deverá referir-se a finalidades determinadas, e as autorizações genéricas para o tratamento de dados pessoais serão nulas" (§ 4º); e "O consentimento pode ser revogado a qualquer momento mediante manifestação expressa do titular, por procedimento gratuito e facilitado, ratificados os tratamentos realizados sob amparo do consentimento anteriormente manifestado enquanto não houver requerimento de eliminação, nos termos do inciso VI do caput do art. 18 desta Lei" (§ 5º).
Parte do desenho é escolha do modelo, não da lei. A lei não nomeia "lembrete" nem "novidade": dividir em duas finalidades é decisão de organização, para o paciente sair de uma sem perder a outra. O § 5º não define o formato da saída: aceitar o pedido de parar com qualquer palavra e por qualquer canal é escolha deste modelo. Parar de receber, por sua vez, não é apagar: o requerimento de eliminação do § 5º é outro pedido, com procedimento próprio na clínica.
O art. 5º, II põe o "dado referente à saúde" na definição de dado pessoal sensível, e o art. 11 diz que o tratamento desses dados "somente poderá ocorrer nas seguintes hipóteses: I - quando o titular ou seu responsável legal consentir, de forma específica e destacada, para finalidades específicas; II - sem fornecimento de consentimento do titular, nas hipóteses em que for indispensável para:", seguido de alíneas. O § 1º do mesmo artigo: "Aplica-se o disposto neste artigo a qualquer tratamento de dados pessoais que revele dados pessoais sensíveis e que possa causar dano ao titular, ressalvado o disposto em legislação específica". Valide com o assessor jurídico se as mensagens da sua clínica são tratamento que revela dado sensível e se a redação dos Textos 1 e 2 atende ao "de forma específica e destacada" do inciso I.
- Fixar as duas finalidades. Finalidade 1, lembrete de atendimento; finalidade 2, conteúdo e novidades da clínica. Pronto quando a definição de cada uma é idêntica, palavra por palavra, nos Textos 1 e 2.
- Pedir em separado. O Texto 1 vai na ficha do atendimento; o Texto 2, no WhatsApp, no fim de uma conversa que o paciente começou, e não por lista de transmissão. Pede-se a quem não tem linha em alguma finalidade, é menor com linha respondida por ele mesmo, ou pediu para receber. Para paciente menor de idade, só pelo Texto 1, respondido pelo responsável; os Textos 2 e 3 são para o paciente adulto que conversa pelo próprio número. Nenhuma opção vem marcada. Texto 2, redação-base para o assessor jurídico revisar: "Olá, [NOME DO PACIENTE]. Aqui é [NOME DE QUEM ATENDE], da [NOME DA CLÍNICA]. Para enviarmos só o que você quer receber: 1 — Lembrete de atendimento: confirmação, lembrete e remarcação de consulta ou procedimento agendado, e aviso de retorno, exame ou reavaliação indicados pelo médico. 2 — Conteúdo e novidades da clínica: conteúdo, novidades, agenda aberta e convites. Responda com o que você quer receber: 1, 2, 1 e 2, ou NÃO. Você pode mudar a resposta quando quiser, com uma mensagem por aqui."
- Registrar uma linha por finalidade, com os cinco campos da linha do registro, seguindo a tabela de respostas. Vale a linha mais recente de cada finalidade; linha antiga não se apaga.
- Confirmar e atender o pedido de parar. Resposta ao Texto 2 dentro das quatro opções recebe o Texto 3. Pedido de parar, com qualquer palavra e por qualquer canal, vira SAIU no dia em que chega, antes de qualquer outro envio, e é respondido com o Texto 4, no canal em que chegou.
- Filtrar antes de cada ação de reativação. Ação de reativação cuja mensagem é aviso de retorno, exame ou reavaliação indicados pelo médico usa a finalidade 1; qualquer outra, a finalidade 2. No dia da ação, entra quem passa nos quatro critérios do checklist: SIM na finalidade da ação; motivo anotado, em ação de finalidade 1; responsável nomeado, para paciente menor de idade; nenhum pedido de exclusão aberto.
Consentimento por Finalidade: duas finalidades, uma linha para cada
Finalidade 1 — Lembrete de atendimento
- Confirmação, lembrete e remarcação de consulta ou procedimento agendado
- Aviso de retorno, exame ou reavaliação indicados pelo médico
Finalidade 2 — Conteúdo e novidades da clínica
- Conteúdo
- Novidades
- Agenda aberta
- Convites
Os quatro textos, a linha do registro e o checklist
Texto 1 — consentimento na ficha. Redação-base para o assessor jurídico revisar, não texto pronto para assinar:
"CONTATO DA [NOME DA CLÍNICA]. Seus dados de contato podem ser usados para duas finalidades. Marque SIM ou NÃO em cada uma. Você pode mudar qualquer resposta quando quiser, com uma mensagem para [CANAL DA CLÍNICA].
1 — Lembrete de atendimento: confirmação, lembrete e remarcação de consulta ou procedimento agendado, e aviso de retorno, exame ou reavaliação indicados pelo médico. ( ) SIM ( ) NÃO
2 — Conteúdo e novidades da clínica: conteúdo, novidades, agenda aberta e convites. ( ) SIM ( ) NÃO
Respondido por: ( ) o próprio paciente ( ) responsável: [NOME DO RESPONSÁVEL]. Data: [DATA DA RESPOSTA]. [FORMA DE ASSINATURA INDICADA PELO ASSESSOR JURÍDICO]"
Texto 2 — consentimento no WhatsApp: está no passo 2 do modelo.
Texto 3 — confirmação do consentimento. "Registrado em [DATA DA RESPOSTA], [NOME DO PACIENTE]. Lembrete de atendimento: [SITUAÇÃO DO LEMBRETE]. Conteúdo e novidades da clínica: [SITUAÇÃO DO CONTEÚDO]. Para mudar ou parar, é só nos avisar por aqui."
Cada situação sai da linha mais recente da finalidade: SIM vira "você recebe"; NÃO vira "você não recebe".
Texto 4 — resposta a quem pede para parar.
Versão A, o paciente nomeou uma só finalidade: "Pronto, [NOME DE QUEM PEDIU]. Registramos em [DATA DO PEDIDO] que você não recebe mais [FINALIDADE QUE PAROU]. Sobre [A OUTRA FINALIDADE], nada muda; para mudar, é só nos avisar."
Versão B, o paciente pediu para parar tudo ou não disse o quê: "Pronto, [NOME DE QUEM PEDIU]. Registramos em [DATA DO PEDIDO] que você não recebe mais mensagens da clínica: nem lembrete de atendimento, nem conteúdo e novidades da clínica. Se quiser voltar a receber, é só nos avisar."
Os dois colchetes de finalidade da versão A recebem "lembrete de atendimento" ou "conteúdo e novidades da clínica"; [NOME DE QUEM PEDIU] é o paciente ou o responsável.
Linha do registro. Fica no cadastro de cada paciente, uma linha por finalidade: DATA | CANAL | FINALIDADE | RESPOSTA | QUEM RESPONDEU.
- Data: o dia da resposta ou do pedido de parar.
- Canal: ficha, WhatsApp, balcão, telefone ou outro, pelo nome. SIM e NÃO entram por ficha ou WhatsApp; SAIU, por qualquer canal.
- Finalidade: 1 ou 2.
- Resposta: SIM, NÃO ou SAIU. SAIU é a retirada: o pedido de parar.
- Quem respondeu: o próprio paciente, ou o responsável, pelo nome. Na resposta ao Texto 2, o próprio paciente; no SAIU, quem pediu.
Checklist de quem entra numa ação de reativação. Com a finalidade da ação definida pelo passo 5 do modelo, entra quem passa nos quatro critérios:
- SIM na finalidade da ação. A linha mais recente dessa finalidade diz SIM. Sem linha, NÃO ou SAIU: fora.
- Motivo anotado (só em ação de finalidade 1). O prontuário traz o retorno, exame ou reavaliação indicado pelo médico. Sem anotação: fora desta ação.
- Responsável nomeado (só para paciente menor de idade). O campo "quem respondeu" dessa linha traz o responsável, pelo nome. Respondido pelo próprio menor: fora.
- Nenhum pedido de exclusão aberto. Pedido de exclusão de dados em aberto no procedimento próprio da clínica: fora.
Quem ficou fora por não ter linha ou pelo critério 3 volta ao passo 2 do modelo. O critério 3 e o Texto 1 como única via para o menor são escolha deste modelo: valide com o assessor jurídico quem responde pelo paciente menor de idade na sua clínica.
Números fictícios. Uma clínica fictícia tem 600 pacientes no cadastro e prepara uma ação de aviso de retorno, que usa a finalidade 1. Linha mais recente da finalidade 1: SIM = 410, NÃO = 20, SAIU = 30; sem linha = 600 − 410 − 20 − 30 = 140 (critério 1). Dos 410, 95 têm o retorno anotado no prontuário (critério 2); os outros 410 − 95 = 315 ficam fora desta ação. Dos 95, 3 são menores de idade com a linha respondida pelo próprio paciente (critério 3) e 1, outro paciente, tem pedido de exclusão aberto (critério 4). Entram 95 − 3 − 1 = 91; ficam fora 600 − 91 = 509 = 140 + 20 + 30 + 315 + 3 + 1. Refaça a conta com os totais do seu cadastro.
Cada resposta do paciente: o que registra e o que envia
A tabela se lê de cima para baixo, e vale a primeira linha em que a resposta cabe.
| O que o paciente respondeu | O que entra no registro | O que a clínica envia |
|---|---|---|
| Marcou SIM ou NÃO num item do Texto 1 | Uma linha na finalidade do item, com o que foi marcado | Nenhuma mensagem |
| Respondeu ao Texto 2 com "1", "2", "1 e 2" ou "NÃO" | SIM em cada finalidade citada e NÃO em cada uma não citada; "NÃO" grava NÃO nas duas | Texto 3 |
| Pediu para parar e nomeou uma só finalidade | SAIU nessa finalidade; a outra fica como está | Texto 4, versão A |
| Pediu para parar tudo, ou nomeou as duas finalidades | SAIU nas duas finalidades | Texto 4, versão B |
| Pediu para parar sem dizer o quê ("parar", "sair", "chega") | SAIU nas duas finalidades | Texto 4, versão B |
| Pediu para receber ou voltar a receber, sem ter recebido o Texto 2 nesta conversa | Nenhuma linha até a resposta ao Texto 1 ou ao Texto 2 | Texto 2, se é paciente adulto e pediu pelo WhatsApp, do próprio número; nos demais casos, Texto 1 no próximo atendimento |
| Deu qualquer outra resposta ao Texto 2 ("sim", "ok", figurinha) | Nenhuma linha | Texto 2 de novo, uma vez na conversa; depois, nenhuma mensagem |
| Deixou um item do Texto 1 em branco, ou não respondeu ao Texto 2 | Nenhuma linha | Nenhuma mensagem |
Dois cuidados de preenchimento mudam com a especialidade. Em pediatria, um número pode servir a mais de um paciente, e o registro é por paciente, não por número: o SAIU pedido por esse número vai ao cadastro de cada paciente ligado a ele. Onde o nome do procedimento revela o motivo da consulta, valide com o assessor jurídico se o lembrete da sua clínica deve citar o procedimento.
A mensagem de retorno e o filtro clínico de quem chamar estão em como reativar pacientes inativos. O momento da conversa em que o Texto 2 entra está no script de atendimento no WhatsApp da clínica.
Perguntas frequentes
Clínica pode mandar mensagem para paciente sem consentimento, pela LGPD?
A LGPD não faz do consentimento a única hipótese. O art. 7º abre com "O tratamento de dados pessoais somente poderá ser realizado nas seguintes hipóteses:", e o consentimento é o inciso I. Para dado pessoal sensível, o art. 11 diz que o tratamento "somente poderá ocorrer nas seguintes hipóteses: I - quando o titular ou seu responsável legal consentir, de forma específica e destacada, para finalidades específicas; II - sem fornecimento de consentimento do titular, nas hipóteses em que for indispensável para:", seguido de alíneas. Qual hipótese sustenta cada mensagem da sua clínica é pergunta para o assessor jurídico. O modelo desta página vale quando a base escolhida é o consentimento; outra hipótese legal é outro modelo.
Como pedir o consentimento do paciente pelo WhatsApp?
Com o Texto 2, para o paciente adulto que conversa pelo próprio número, enviado no fim de uma conversa que ele começou, e não por lista de transmissão. Ele apresenta as duas finalidades, lembrete de atendimento e conteúdo e novidades da clínica, com a mesma definição da ficha, e pede a resposta 1, 2, 1 e 2, ou NÃO. A resposta grava SIM em cada finalidade citada e NÃO em cada uma não citada, e recebe o Texto 3, a confirmação. Qualquer outra resposta, como sim ou ok, não gera linha: a clínica envia o Texto 2 de novo, uma vez na conversa, e depois nenhuma mensagem. O texto é redação-base para o assessor jurídico revisar.
O que responder quando o paciente pede para parar de receber mensagens da clínica?
O pedido de parar, com qualquer palavra e por qualquer canal, vira SAIU no registro no dia em que chega, antes de qualquer outro envio, e é respondido com o Texto 4, no canal em que chegou. Se o paciente nomeou uma só finalidade, vai a versão A: SAIU nessa finalidade, e a outra fica como está. Se pediu para parar tudo, nomeou as duas finalidades ou não disse o quê, vai a versão B: SAIU nas duas finalidades. A versão B termina dizendo que, se quiser voltar a receber, é só avisar; o paciente adulto que pede para voltar pelo WhatsApp, do próprio número, recebe o Texto 2; nos demais casos, vai o Texto 1 no próximo atendimento. Até responder, o paciente fica sem linha nova.
Parar de receber mensagens é o mesmo que apagar os dados do paciente?
Não. Para o consentimento do art. 7º, I, o art. 8º, § 5º da LGPD diz: "O consentimento pode ser revogado a qualquer momento mediante manifestação expressa do titular, por procedimento gratuito e facilitado, ratificados os tratamentos realizados sob amparo do consentimento anteriormente manifestado enquanto não houver requerimento de eliminação, nos termos do inciso VI do caput do art. 18 desta Lei". O requerimento de eliminação do § 5º é outro pedido, com procedimento próprio na clínica. Neste modelo, o pedido de parar vira SAIU no registro e a linha antiga não se apaga. No checklist de reativação, quem tem pedido de exclusão de dados em aberto fica fora da ação.
Paciente antigo, sem registro de consentimento, pode entrar numa campanha de reativação?
Neste modelo, não. Entra numa ação de reativação quem passa nos quatro critérios do checklist: SIM na linha mais recente da finalidade da ação; motivo anotado no prontuário, em ação de finalidade 1; responsável nomeado, para paciente menor de idade; e nenhum pedido de exclusão aberto. Sem linha, o paciente fica fora, como quem tem NÃO ou SAIU, e volta ao passo 2 do modelo: Texto 1 na ficha do atendimento, ou, se adulto, Texto 2 no WhatsApp, no fim de uma conversa que ele começou, e não por lista de transmissão. O modelo vale quando a base escolhida é o consentimento; outra hipótese legal, definida com o assessor jurídico, é outro modelo.
Preciso pedir um consentimento para lembrete de consulta e outro para novidades?
A lei não nomeia lembrete nem novidade. Para o consentimento do art. 7º, I, o art. 8º, § 4º da LGPD diz: "O consentimento deverá referir-se a finalidades determinadas, e as autorizações genéricas para o tratamento de dados pessoais serão nulas". Dividir em duas finalidades é decisão de organização deste modelo, para o paciente sair de uma sem perder a outra. Lembrete de atendimento cobre confirmação, lembrete e remarcação de consulta ou procedimento agendado, e aviso de retorno, exame ou reavaliação indicados pelo médico; conteúdo e novidades da clínica cobre conteúdo, novidades, agenda aberta e convites.
O que anotar para provar que o paciente aceitou receber mensagens da clínica?
Para o consentimento do art. 7º, I, o art. 8º, § 2º da LGPD diz: "Cabe ao controlador o ônus da prova de que o consentimento foi obtido em conformidade com o disposto nesta Lei". Neste modelo, o registro tem uma linha por finalidade com cinco campos: data, canal, finalidade, resposta e quem respondeu. O canal é ficha, WhatsApp, balcão, telefone ou outro, pelo nome; SIM e NÃO entram por ficha ou WhatsApp, e SAIU, por qualquer canal. A resposta é SIM, NÃO ou SAIU. Vale a linha mais recente de cada finalidade, e linha antiga não se apaga. Valide com o assessor jurídico se esse registro basta como prova no caso da sua clínica.
Referências
- Brasil. Lei nº 13.709/2018 (LGPD) — art. 7º, caput e I (o consentimento é uma das hipóteses de tratamento); art. 8º, §§ 2º, 4º e 5º (ônus da prova do controlador, "finalidades determinadas" e revogação).
- Brasil. Lei nº 13.709/2018 (LGPD) — art. 5º, II e art. 11, caput, I, II e § 1º (hipóteses de tratamento de dado pessoal sensível e o tratamento que revela dado sensível).
Este material apresenta modelos de comunicação para organização do atendimento e não constitui orientação jurídica. A redação final das mensagens, o registro do contato e a guarda dos dados do paciente devem observar as normas do CFM, as orientações do CRM da sua jurisdição e a LGPD.
O mapa completo para aumentar o faturamento da clínica
Os artigos desta frente organizados em 6 fases — da medição ao escalonamento. Vale para consultório de qualquer especialidade.
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