Botox para rosácea e flushing facial
A toxina botulínica injetada na derme, em microgotas, reduz o eritema persistente e o flushing da rosácea eritematotelangiectásica: é o que mostram ensaios randomizados com lado controle de soro fisiológico e duas meta-análises recentes. O alvo não é o músculo, e sim a pele da bochecha, onde a acetilcolina também conversa com vasos e mastócitos. O ganho aparece em semanas e acompanha a duração da toxina; a telangiectasia já formada continua sendo assunto de luz e laser. Rosácea e flushing ficam fora do texto aprovado das bulas americanas de Botox Cosmetic, Dysport e Xeomin: o uso é off-label, e o protocolo sai dos ensaios.
Por que uma toxina de músculo mexe com a vermelhidão
A toxina botulínica corta a SNAP-25 e impede que a vesícula de acetilcolina se funda à membrana. Na placa motora, isso relaxa o músculo. Mas a acetilcolina não é exclusividade do nervo motor: fibras autonômicas que chegam aos vasos da derme e células da própria pele usam a mesma maquinaria de liberação. Na rosácea, o rubor súbito e o eritema que não sai são, em boa parte, um fenômeno neurovascular e inflamatório — e é nesse circuito que a toxina intradérmica age.
Choi e colaboradores (2019, J Dermatol Sci) mostraram uma peça desse mecanismo em laboratório. As toxinas botulínicas A e B inibiram a degranulação de mastócitos humanos e murinos; no modelo de rosácea em camundongo, induzido por catelicidina LL-37 intradérmica, o pré-tratamento com onabotulinumtoxinA reduziu de forma significativa o eritema, a degranulação de mastócitos e a expressão de biomarcadores de rosácea. Os autores sugerem que a toxina reduz a inflamação associada à rosácea inibindo diretamente a degranulação dos mastócitos.

O paciente certo
A indicação que os ensaios sustentam é estreita e bem desenhada: rosácea eritematotelangiectásica com eritema persistente e flushing que não cederam ao tratamento convencional. É o paciente que já usou a medicação tópica e oral de primeira linha, que continua vermelho e que descreve os episódios de rubor como o que mais pesa no dia a dia.
- Flushing sem diagnóstico não entra. Rubor episódico pode ser rosácea, mas também pode vir de medicamento, de menopausa ou de doença sistêmica. A toxina trata o sintoma na pele; quem ainda não tem a causa definida vai primeiro para a investigação clínica.
- Telangiectasia como queixa principal pede outra ferramenta. No ensaio de Nguyen e colaboradores (2026, Indian J Dermatol), a toxina melhorou eritema e flushing, mas o grau de telangiectasia não mudou de forma significativa. Vaso já formado e visível é alvo de luz pulsada ou laser vascular.
- Pápulas e pústulas ativas pedem o tratamento da inflamação. No mesmo ensaio, a toxina entrou como complemento da doxiciclina oral, não no lugar dela.
- As contraindicações são as da toxina. Infecção no local da injeção é contraindicação nas três bulas americanas; doença neuromuscular, gestação e amamentação seguem o que está em contraindicações da toxina botulínica.
Antes de aplicar, fotografe o rosto em repouso sob a mesma luz que será usada no retorno. Eritema se avalia por comparação, e a lembrança do paciente sobre quanto estava vermelho é um mau instrumento de medida.
O que os estudos mediram
Os ensaios usam escalas próprias da rosácea — a avaliação de eritema pelo clínico (CEA), o escore de flushing, a medida instrumental do eritema com mexâmetro e índices de qualidade de vida — e quase todos comparam com o próprio paciente: metade do rosto com toxina, metade com soro.
- Dağtaş e colaboradores (2025, Dermatol Surg). Ensaio randomizado, duplo-cego e de hemiface com 30 pacientes: um lado recebeu 15 U de toxina botulínica A reconstituídas em 10 mL de soro; o outro, soro fisiológico. Um mês depois, só o lado da toxina teve queda significativa do escore clínico de eritema, do índice de eritema medido por mexâmetro e do eritema de fundo na dermatoscopia; a videocapilaroscopia mostrou resposta significativa na densidade vascular. A autoavaliação do paciente melhorou dos dois lados. O resumo não informa a marca.
- Tong e colaboradores (2022, Dermatol Ther). Em 22 pacientes, as duas bochechas receberam três sessões de luz de banda larga (BBL), com intervalo de 1 mês; na primeira sessão, um lado recebeu toxina intradérmica e o outro o mesmo volume de soro. O lado com toxina teve melhores escore de flushing, valor de vermelho na análise de imagem, índice de eritema, perda transepidérmica de água, oleosidade e hidratação. Aos 6 meses, a oleosidade voltou ao nível de antes; os demais índices se mantiveram no nível do terceiro mês.
- Nguyen e colaboradores (2026, Indian J Dermatol). Ensaio randomizado com 46 pacientes com rosácea moderada a grave: doxiciclina oral com toxina intradérmica contra doxiciclina com soro, por 3 meses. A combinação reduziu mais o eritema, o flushing e o escore global, e a qualidade de vida melhorou mais nesse grupo. Os autores declaram não ter conflitos de interesse.
- Park e colaboradores (2018, Ann Dermatol). Estudo piloto, sem grupo controle, com 20 pacientes coreanos com rosácea eritematotelangiectásica refratária e uma única sessão de toxina intradérmica. Dos 17 que completaram as 8 semanas, houve redução significativa da gravidade do eritema e do índice de eritema. Três pacientes abandonaram o estudo pelo incômodo da fraqueza da musculatura facial.
- Bańka-Wrona e colaboradores (2026, Toxins). Piloto com 11 pacientes refratários e uma sessão de letibotulinumtoxinA intradérmica, 20 U no total. Duas semanas depois, 73% melhoraram no escore clínico de eritema e todos relataram menos flushing. Um dos autores é sócio de uma empresa que colabora com a indústria farmacêutica; o estudo foi custeado pelos próprios autores.
- Dicker e colaboradores (2025, Cureus). Treze pacientes tratados com incobotulinumtoxinA na diluição usada para rugas, 100 U em 2 mL, com melhora significativa da qualidade de vida específica da rosácea aos 15 dias e aos 3 meses. Dois autores são palestrantes da Merz, fabricante do Xeomin, e a redação médica foi custeada pela Merz.
Duas meta-análises somam esses dados. Vincent e colaboradores (2024, Dermatol Surg) reuniram 9 estudos e 132 pacientes com flushing — 2 ensaios randomizados e 7 não randomizados — e encontraram queda de 1,25 ponto no escore clínico de flushing 1 mês depois da toxina; a melhora média de 9,02 pontos no índice de qualidade de vida teve intervalo de confiança que cruzou o zero. Yeh e colaboradores (2025, Indian J Dermatol Venereol Leprol) reuniram 7 estudos e 167 pacientes com rosácea: os dois ensaios randomizados mostraram melhora do eritema no terceiro mês, e os estudos de braço único mostraram melhora no primeiro, no segundo e no terceiro mês. A revisão sistemática de Marrar e colaboradores (2026, Cureus), restrita a ensaios randomizados na forma eritematotelangiectásica, encontrou três que preencheram os critérios — com redução do eritema e do flushing e eventos adversos leves, transitórios e autolimitados.

Técnica: a derme, não o músculo
Tudo o que a técnica pede decorre de uma ideia: a toxina tem de ficar na derme e não descer até os músculos que levantam o lábio e o canto da boca. Os estudos diferem em marca, diluição e número de pontos, mas convergem nos princípios.
- Mapeie a área vermelha. Com o paciente sentado e sob boa luz, delimite o eritema persistente — em geral malar e bochecha. Os ensaios trataram as bochechas; a dose acompanha a área, não um número fixo de pontos.
- Escolha a diluição sabendo o que ela muda. Dağtaş usou 15 U em 10 mL por hemiface, uma diluição alta; Dicker usou a diluição de rotina das rugas, 100 U em 2 mL. Diluir mais permite cobrir a área com mais pontos sem aumentar a dose total, e cada estudo vale para o produto e a diluição que testou.
- Microgota pequena. A meta-análise de Yeh observou paralisia muscular facial em diferentes concentrações, mas não quando o volume ficou abaixo de 0,02 mL por ponto. É o número de segurança que a literatura oferece para a técnica, e ele aponta o volume por ponto como a variável a controlar.
- Plano intradérmico. A injeção forma uma pápula pequena e esbranquiçada; se a pápula não aparece, a agulha está funda. O Dr. Thiago injeta toxina sempre com agulha fina, de 30 a 32 G, em microbolus e sem aspirar (com toxina, aspirar não é necessário); microcânula não serve para essa técnica. Como referência de plano, a bula americana do Botox terapêutico descreve a injeção intradérmica da hiperidrose axilar: agulha de 30 G, cerca de 2 mm de profundidade, 45° e bisel para cima, para manter a injeção na derme.
- Distribua de forma regular. Pontos espaçados com regularidade evitam ilhas sem efeito e concentração de dose num mesmo lugar.
- Documente e agende o retorno. Anote produto, lote, diluição, área, número de pontos e unidades, com foto padronizada. A revisão da toxina acontece entre 15 e 30 dias, e é nela que se compara a foto e se pergunta sobre os episódios de flushing.
Os detalhes de ângulo, bisel e profundidade por tipo de injeção estão em técnica de injeção perpendicular, angulada e superficial, e a técnica intradérmica para poros e oleosidade, em microbotox.

Marca, bula e conversão
Nenhuma indicação de rosácea ou de flushing aparece nas bulas americanas de Botox Cosmetic, Dysport e Xeomin. O texto do Dysport vai além: declara que ele é aprovado só para injeção intramuscular e que a possibilidade de reação imune com injeção intradérmica é desconhecida. É um dado que pesa na escolha do produto para uma técnica que é, por definição, intradérmica.
Entre os estudos em pacientes, os que informam a marca no resumo usaram incobotulinumtoxinA (Xeomin) e letibotulinumtoxinA (Letybo); nos demais, o resumo não diz qual produto foi usado. O estudo de laboratório de Choi usou onabotulinumtoxinA. Segundo as bulas, a unidade de cada marca vale só para aquele produto e aquele método de ensaio, e não pode ser trocada pela de outra. No consultório, o que os alunos do Dr. Thiago aprendem é uma conversão de referência — 1 U de Botox para 2,5 U de Dysport, e 1 para 1 com Xeomin, Nabota e Letybo —, começando na dose equivalente ou um pouco abaixo e ajustando pela resposta na revisão. A comparação entre as marcas está em Botox ou Xeomin.
O que pode dar errado
- Sorriso fraco ou assimétrico. É o evento que mais pesa e o que tira paciente do tratamento: no piloto de Park, 3 dos 20 saíram do estudo pela fraqueza facial. No ensaio de Tong, um paciente teve leve limitação para elevar o canto da boca 10 dias depois e se recuperou em 1 mês, sem tratamento. A prevenção é a técnica: volume pequeno por ponto, pápula superficial e cuidado redobrado na bochecha medial e baixa, sobre os elevadores do lábio.
- Peso e ressecamento na bochecha. No piloto de Bańka-Wrona, três pacientes relataram sensação leve e transitória de peso na bochecha e pele seca.
- Púrpura, dor e edema no local. São os eventos mais citados nos estudos e nas meta-análises. Pele com rosácea é reativa, e o paciente precisa saber que o rosto pode ficar mais vermelho nas primeiras horas.
- Expectativa mal calibrada. O paciente que espera ver os vasos sumirem vai se decepcionar. Explicar antes que o alvo é o rubor e o fundo vermelho, e não a telangiectasia, evita boa parte das queixas.

Combinar com luz e com medicação
Os dois ensaios de combinação apontam o lugar da toxina no plano: complemento, não substituto. No de Tong, a toxina somada à luz de banda larga deu resultado melhor que a luz sozinha no eritema e no flushing; no de Nguyen, somada à doxiciclina, superou a doxiciclina sozinha. Faz sentido pela divisão de trabalho — luz e laser fecham o vaso visível, o antibiótico oral controla a inflamação, e a toxina age sobre o rubor e o fundo vermelho que persistem. Em Tong, a toxina foi aplicada na mesma sessão da primeira luz. As indicações e cuidados da luz estão em luz pulsada e em laser Nd:YAG.
Duração e repetição
Nos estudos, o efeito sobre o eritema aparece nas primeiras semanas e se mantém pelo menos até o terceiro mês: a meta-análise de Yeh mostrou melhora no primeiro, no segundo e no terceiro mês, e no ensaio de Tong a maior parte dos índices ainda estava no nível do terceiro mês aos 6 meses. Quando o rubor volta, a aplicação pode ser repetida. As bulas americanas pedem no mínimo 3 meses entre aplicações, e reforços em intervalo curto entram como fator de risco de anticorpo neutralizante — o assunto está em resistência à toxina botulínica. Para o paciente de rosácea que também trata rugas, isso significa planejar as duas indicações no mesmo calendário, e não em aplicações soltas.
Nota de transparência: o Dr. Thiago não tem relação comercial com nenhum fabricante de toxina botulínica.
Formação para injetar na derme com segurança
A toxina na rosácea junta duas competências: a farmacologia e a anatomia da toxina, para não alcançar o músculo do sorriso, e a leitura da pele, para saber o que é rubor, o que é vaso e o que é inflamação. A Pós Prática do Dr. Thiago Perfeito se organiza em módulos independentes: o aluno assiste ao pré-work gravado obrigatório e depois passa um sábado presencial em turma de até 8 médicos; a parte teórica é demonstração comentada e a parte prática é execução supervisionada em paciente modelo. Farmacologia, marcas e microbotox estão no módulo de Toxina e Preenchimento; qualidade de pele e as tecnologias da clínica, no módulo de Bioestimuladores e Skin Quality. Os outros módulos estão em /cursos/.
Perguntas frequentes
Botox funciona para rosácea?
Para o eritema persistente e o flushing da rosácea eritematotelangiectásica, sim, segundo ensaios randomizados com lado controle de soro. No de Dağtaş e colaboradores (2025), com 30 pacientes, só o lado da toxina teve queda significativa do eritema em 1 mês. A telangiectasia já formada não responde da mesma forma e continua sendo alvo de luz ou laser.
A toxina na rosácea é aplicada no músculo?
Não. A injeção é intradérmica, em microgotas, formando uma pápula pequena e superficial. O alvo é a pele da bochecha, onde a acetilcolina atua sobre vasos e mastócitos. Se a toxina desce ao músculo, o risco é enfraquecer o sorriso.
Qual o volume por ponto mais seguro?
A meta-análise de Yeh e colaboradores (2025) observou paralisia muscular facial em diferentes concentrações, mas não quando o volume ficou abaixo de 0,02 mL por ponto. Por isso, volume pequeno por ponto e pápula superficial são os dois cuidados da técnica para proteger o sorriso.
Quanto tempo dura o efeito na rosácea?
Nos estudos, a melhora do eritema aparece nas primeiras semanas e se mantém pelo menos até o terceiro mês. No ensaio de Tong e colaboradores (2022), a maior parte dos índices ainda estava no nível do terceiro mês aos 6 meses, e a oleosidade voltou ao nível inicial nessa data.
A bula do Botox, do Dysport ou do Xeomin inclui rosácea?
Não. A rosácea não está entre as indicações das bulas americanas das três marcas, e a do Dysport declara que ele é aprovado só para injeção intramuscular. O uso na rosácea é off-label, com protocolo vindo dos estudos.
Dá para combinar toxina com luz pulsada ou laser?
Os estudos fizeram isso. No ensaio de Tong e colaboradores (2022), a toxina somada à luz de banda larga, aplicada na mesma sessão da primeira luz, reduziu mais o eritema e o flushing do que a luz sozinha. A luz cuida do vaso visível; a toxina, do rubor e do eritema de fundo.
Qual o efeito adverso mais importante?
A fraqueza da musculatura da bochecha, que pode deixar o sorriso fraco ou assimétrico. No piloto de Park e colaboradores (2018), 3 dos 20 pacientes abandonaram o estudo por isso; no ensaio de Tong, um paciente teve leve limitação do canto da boca que se resolveu em 1 mês. Púrpura, dor e edema no local também são citados.
Referências
- Dağtaş BB, Erdem O, Güneç Tİ, Avcı EB, Manav V, Koku Aksu AE. Effects of Botulinum Toxin Type A Treatment on Clinical and Biophysical Parameters in Patients With Erythematotelangiectatic Rosacea: A Prospective, Randomized, Controlled, Double-Blind Study. Dermatol Surg. 2025;51(5):515-521. · PMID 39679585 · DOI 10.1097/DSS.0000000000004528
- Vincent N, Ravipati A, Reynolds JM, Kaufman J. Efficacy of Botulinum Toxin in the Treatment of Cutaneous Flushing: A Systematic Review and Meta-Analysis. Dermatol Surg. 2024;50(4):354-359. · PMID 38232350 · DOI 10.1097/DSS.0000000000004073
- Yeh MC, Shih YC, Huang YC. Intradermal injection of botulinum toxin for erythema in rosacea: A scoping review and meta-analysis. Indian J Dermatol Venereol Leprol. 2025;91(4):448-454. · PMID 39912154 · DOI 10.25259/IJDVL_274_2024
- Tong Y, Luo W, Gao Y, Liu L, Tang Q, Wa Q. A randomized, controlled, split-face study of botulinum toxin and broadband light for the treatment of erythematotelangiectatic rosacea. Dermatol Ther. 2022;35(5):e15395. · PMID 35187781 · DOI 10.1111/dth.15395
- Nguyen TT, Le DH, Vu HT, Vu LH, Vu MN, Pham PTM. Combination Therapy with Oral Doxycycline and Intradermal Botulinum Toxin Type A for Moderate-to-Severe Rosacea: A Randomized Controlled Trial. Indian J Dermatol. 2026;71(2):135-141. · PMID 41884736 · DOI 10.4103/ijd.ijd_654_24
- Park KY, Kwon HJ, Kim JM, Jeong GJ, Kim BJ, Seo SJ, Kim MN. A Pilot Study to Evaluate the Efficacy and Safety of Treatment with Botulinum Toxin in Patients with Recalcitrant and Persistent Erythematotelangiectatic Rosacea. Ann Dermatol. 2018;30(6):688-693. · PMID 33911508 · DOI 10.5021/ad.2018.30.6.688
- Bańka-Wrona A, Wrona W, Barańska-Rybak W. LetibotulinumtoxinA for Rosacea: A Pilot Study. Toxins (Basel). 2026;18(4):162. · PMID 42043026 · DOI 10.3390/toxins18040162
- Dicker V, Serna Posada MDM, Galeano Piedrahita E, Vasquez Villegas S, Perez Madrid C. Intradermal Microdroplet Injection of Standard-Diluted Incobotulinumtoxin A for the Treatment of Erythematotelangiectatic Rosacea. Cureus. 2025;17(2):e78957. · PMID 40092010 · DOI 10.7759/cureus.78957
- Marrar K, Althiyabi R, Alsannaa M, et al. Therapeutic Efficacy and Safety of Botulinum Toxin Type A in Erythematotelangiectatic Rosacea: A Systematic Review. Cureus. 2026;18(4):e106841. · PMID 42124752 · DOI 10.7759/cureus.106841
- Choi JE, Werbel T, Wang Z, Wu CC, Yaksh TL, Di Nardo A. Botulinum toxin blocks mast cells and prevents rosacea like inflammation. J Dermatol Sci. 2019;93(1):58-64. · PMID 30658871 · DOI 10.1016/j.jdermsci.2018.12.004
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