O procedimento que a Virginia Fonseca fez no bumbum — entenda a técnica
Virginia Fonseca comentou o procedimento em entrevista, despertando interesse amplo pela técnica. O que existe clinicamente é uma associação de bioestimulador e ácido hialurônico de alta densidade — com mecanismo de ação e indicação bem definidos.
Agendar ConsultaO que Virginia Fonseca disse — e o que a técnica realmente envolve
Em entrevistas veiculadas em 2023 e 2024, Virginia Fonseca mencionou publicamente ter feito preenchimento de glúteo com bioestimulador — descrevendo o procedimento como parte de sua rotina estética e atribuindo a ele mudança visível na forma da região. A repercussão foi significativa: buscas pelo procedimento aumentaram de maneira expressiva no Brasil, e a associação entre o nome da influenciadora e a técnica passou a ser um dos principais gatilhos de consulta no segmento. O volume financeiro envolvido — valores que a imprensa especulou em diferentes faixas, sem confirmação pública da própria — não é o ponto central desta página. O que importa aqui é entender o que o procedimento é de fato, como funciona e para quem faz sentido clinicamente.
O que Virginia descreveu corresponde a uma categoria técnica real: a associação de bioestimulador de colágeno com ácido hialurônico de alta densidade aplicados no tecido subcutâneo gluteal. Não é silicone, não é PMMA, não é biopolímero. São produtos com registro regulatório, mecanismo de ação documentado e perfil de segurança estabelecido quando aplicados por médico habilitado com técnica correta. A partir daqui, esta página abandona o gancho editorial e entra na explicação clínica — que é o que de fato interessa à paciente que está considerando o procedimento.
A técnica clínica: bioestimulador + ácido hialurônico no glúteo
O protocolo que combina bioestimulador e ácido hialurônico de alta densidade no glúteo trabalha em dois mecanismos complementares:
- Bioestimulador (Radiesse, Sculptra ou Sofiderm): as micropartículas injetadas no subcutâneo profundo desencadeiam resposta inflamatória controlada que recruta fibroblastos e estimula síntese de colágeno tipo I e III. O volume não é imediato — emerge ao longo de quatro a doze semanas conforme a neocolagênese progride. O resultado é tecido novo, não produto depositado. Radiesse (hidroxiapatita de cálcio) age mais rapidamente; Sculptra (ácido poli-L-láctico) tem duração mais longa; Sofiderm (ácido hialurônico de alta viscosidade) combina preenchimento imediato com estimulação secundária.
- Ácido hialurônico de alta densidade (UPmax, Juvéderm Voluma, Belotero Volume): promove volumização direta e imediata, complementando o ganho progressivo do bioestimulador. A combinação produz resultado que tem textura próxima ao tecido natural — não o aspecto de gel superficial ou rigidez de implante.
A aplicação é realizada via cânula romba, com anestesia tumescente local, em plano subcutâneo profundo. A cânula distribui o produto de forma mais homogênea e reduz o risco de injeção intravascular — o principal evento adverso grave descrito com a técnica injetável no glúteo. A marcação anatômica prévia define os pontos de deposição conforme o déficit volumétrico de cada paciente: projeção central, contorno lateral, sulco gluteal.
Revisão da literatura publicada pela International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) em seu relatório de tendências documentou crescimento significativo nos procedimentos não cirúrgicos de contorno corporal no Brasil, com destaque para bioestimuladores gluteais como alternativa crescente ao implante. O protocolo com Radiesse hiperdiluído no glúteo é discutido em séries de casos publicadas em periódicos de cirurgia estética, com perfil de segurança favorável em pacientes adequadamente selecionados e sem histórico de preenchimento não reabsorvível na área.
Para mulheres entre 45 e 60 anos: a perda volumétrica gluteal após essa faixa etária é uma combinação de redução da gordura subcutânea e queda de colágeno dérmico, agravada em casos de emagrecimento associado ao uso de GLP-1 (Ozempic, Mounjaro). O protocolo de bioestimulação gluteal responde especificamente a esse padrão — restaura a forma que a idade e o emagrecimento comprometeram, sem a recuperação de uma cirurgia de implante e com resultado que não gera dissonância visual com o restante do corpo.
Faixa de custo, quem é candidato e o que o consultório premium não faz
O custo do protocolo de preenchimento gluteal com bioestimulador associado a ácido hialurônico varia conforme o volume de produto utilizado, o tipo de bioestimulador escolhido e o número de sessões do protocolo. Em Brasília, o investimento para um protocolo completo — que pode incluir uma a três sessões, dependendo do déficit volumétrico inicial — situa-se entre R$ 18.000 e R$ 40.000. Procedimentos com volumes maiores, como os descritos pela imprensa em referência a casos de celebridades com alta demanda volumétrica, tendem ao extremo superior ou além dessa faixa — o que explica parte da discrepância entre valores divulgados e a expectativa do público em geral. Para a maioria das pacientes com déficit moderado, o protocolo inicial fica na faixa inferior, com manutenção anual em dose menor.
Quem é candidato ao procedimento:
- Adultos com perda volumétrica gluteal, flacidez moderada ou ptose de tecido mole sem excesso cutâneo volumoso
- Pacientes com emagrecimento recente (inclusive pós-GLP-1) com perda de forma na região
- Quem busca melhora de contorno sem o tempo de recuperação de uma cirurgia de implante
- Pacientes com boa elasticidade cutânea na região e sem histórico de material não reabsorvível na área
Contraindicações absolutas:
- PMMA, silicone líquido ou biopolímero previamente aplicados na área — a presença de material não reabsorvível contraindica qualquer injetável adicional pelo risco de reação granulomatosa e migração
- Infecção ativa na região
- Histórico de trombose venosa profunda sem profilaxia adequada
- Gestação
Um ponto que precisa ser dito com clareza: o objetivo do consultório médico premium não é replicar o volume de uma celebridade. A abordagem clínica correta é outra — é restaurar a forma natural de cada paciente, respeitando sua anatomia, sua proporção corporal e seu objetivo estético individual. Virginia Fonseca, Kylie Jenner e outras figuras com alta visibilidade nas redes operam em um registro de volume que não é universalmente indicado — e que frequentemente não é o que a paciente que chega ao consultório realmente precisa ou quer. Naturalidade refinada significa que o resultado melhora a forma original sem criar dissonância de proporção. Esse é o princípio que orienta cada avaliação aqui.
Dr. Thiago Perfeito
CRM-DF 23199 · Medicina Estética e Regenerativa
Médico com mais de 10 anos de prática em medicina estética e regenerativa. Mestre em Medicina Estética (2024). Formação internacional em Harvard Medical School e Mayo Clinic. Membro da ASLMS, A4M, AMS e NYAS. Atendimento em Brasília, Lago Sul.
Conheça o Dr. Thiago →Perguntas frequentes sobre Preenchimento de glúteo
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O que é o procedimento que a Virginia fez no bumbum?
Virginia Fonseca relatou em entrevistas ter feito preenchimento de glúteo com bioestimulador — uma associação de produto bioestimulador de colágeno (como Radiesse ou Sculptra) com ácido hialurônico de alta densidade, aplicados no subcutâneo gluteal via cânula. O procedimento promove volumização progressiva e melhora de contorno sem cirurgia. Não envolve implante, silicone líquido, PMMA nem biopolímero — esses materiais não reabsorvíveis são contraindicados e apresentam risco grave documentado.
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Quanto custa o procedimento dela?
Os valores divulgados pela imprensa em torno de casos de celebridades variam amplamente e raramente são confirmados pelas próprias. Para fins de referência clínica: um protocolo completo de preenchimento gluteal com bioestimulador associado a ácido hialurônico em consultório premium em Brasília situa-se entre R$ 18.000 e R$ 40.000, conforme o volume de produto utilizado, o tipo de bioestimulador e o número de sessões. Casos com alta demanda volumétrica — como os frequentemente associados a figuras de alta visibilidade midiática — tendem a extrapolar essa faixa. A avaliação clínica presencial é o único caminho para um orçamento individualizado real.
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Dá pra ter o mesmo resultado com volumes menores?
Sim, e na maioria dos casos é o que a indicação clínica exige. O volume reportado em casos de celebridades frequentemente não corresponde à indicação ideal para a anatomia de uma paciente comum. A melhora de contorno, projeção e forma gluteal pode ser alcançada com protocolos de volume moderado — entre dois e seis frascos de produto por sessão — que produzem resultado natural e proporcional ao restante do corpo. A avaliação volumétrica prévia define o volume correto para cada anatomia, não a referência estética de terceiros.
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Quanto tempo dura?
A duração depende do produto utilizado. Radiesse (hidroxiapatita de cálcio) sustenta volumização por doze a dezoito meses. Sculptra (ácido poli-L-láctico) pode sustentar resultado por dois a três anos após protocolo completo, pela neocolagênese acumulada. Ácido hialurônico de alta densidade dura de doze a dezoito meses conforme metabolismo individual. Manutenção anual com dose menor que o protocolo inicial preserva o resultado com custo progressivamente menor.
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É seguro? Quais cuidados?
O procedimento é seguro quando realizado por médico habilitado, com produtos regularizados pela ANVISA e técnica de cânula para evitar injeção intravascular — o principal evento adverso grave da área. A contraindicação mais importante é a presença prévia de PMMA, silicone líquido ou biopolímero na região: nesses casos, qualquer injetável adicional está contraindicado. Evitar anti-inflamatórios e álcool cinco dias antes reduz risco de equimose. O acompanhamento clínico com reavaliação em trinta e noventa dias faz parte do protocolo — não é procedimento único sem seguimento.
Avalie preenchimento de glúteo em Brasília
Avaliação volumétrica completa da região. Protocolo individualizado com produtos regulamentados. Resultado proporcional à sua anatomia — não à anatomia de celebridade.