Face · Preenchimento · Volumização

Preenchimento facial com ácido hialurônico em Brasília

Restauração de volume, redefinição de contorno e suavização de sulcos com ácido hialurônico de alta performance — técnica MD Codes®, marcas Juvéderm®, Restylane® e Belotero®. Resultado visível imediatamente, com duração de 12 a 24 meses.

Agendar Consulta

O preenchimento facial com ácido hialurônico em Brasília custa de R$ 1.900 a R$ 2.800 por seringa e dura de 12 a 24 meses conforme a região tratada. É um preenchedor — repõe volume imediatamente e é reabsorvido pelo organismo — e não um bioestimulador de colágeno, que age de forma progressiva e não entrega volume no dia. O resultado aparece ao sair do consultório e se estabiliza em cerca de 14 dias, quando o edema regride.

O procedimento é realizado pelo Dr. Thiago Perfeito (CRM-DF 23199), médico com mais de 10 anos de prática em medicina estética e regenerativa na clínica INTI, Lago Sul, Brasília. O planejamento é feito por compartimento anatômico — não por ruga visível — com produto selecionado região a região conforme as propriedades reológicas do gel, e com plano escrito de regiões, produtos e número de seringas entregue antes de qualquer aplicação.

O que define o resultado no preenchimento facial:

  • Onde se injeta, não quanto se injeta — a volumização vai para os pontos de suporte estrutural que sustentam o terço médio, e não para dentro do sulco que incomoda
  • Produto certo por região — géis de alta coesividade estruturam mandíbula e malar; géis fluidos servem a sulcos superficiais e à área periorbital. Não existe seringa única que sirva a tudo
  • Reversibilidade real — o ácido hialurônico é dissolvido com hialuronidase em poucas horas, enzima mantida disponível no consultório durante toda a aplicação
  • Formação e infraestrutura — formação internacional (Harvard Medical School, Mayo Clinic), Mestrado em Medicina Estética (2024), atendimento bilíngue PT/EN no Lago Sul, Brasília
Dr. Thiago Perfeito explica preenchimento facial — indicações, técnica e resultados.

O que é o preenchimento com ácido hialurônico e como ele restaura o volume facial

Definição: o que é preenchimento facial

Preenchimento facial é o procedimento médico em que um gel de ácido hialurônico reticulado é injetado em compartimentos e planos profundos da face para repor volume perdido, redefinir contorno e suavizar sulcos. O efeito é imediato e mecânico — o gel ocupa espaço no tecido — e distingue-se do bioestimulador de colágeno, que não entrega volume no dia da aplicação e age de forma progressiva. O produto é reabsorvido pelo organismo em 12 a 24 meses conforme a região tratada, e pode ser dissolvido antes disso com hialuronidase.

Diagrama dos compartimentos faciais tratados com preenchimento de ácido hialurônico
Compartimentos gordurosos faciais e regiões de volumização — base anatômica para planejamento do preenchimento.

O ácido hialurônico (HA) é uma molécula naturalmente presente no tecido conjuntivo, derme e líquido sinovial — um polissacarídeo capaz de reter até 1.000 vezes seu peso em água. O HA injetável utilizado em medicina estética é produzido por biotecnologia (fermentação bacteriana), submetido a processo de reticulação química que transforma a molécula natural de degradação rápida em gel estável e coeso com duração de meses. A reticulação — o grau de ligação cruzada entre as cadeias de HA — determina a consistência do produto: géis de alta coesividade e alta reticulação são usados para estruturar mandíbula e projetar malar; géis mais fluidos e de baixa reticulação são usados para sulcos superficiais e hidratação dérmica.

O envelhecimento facial não é um fenômeno apenas de pele — é um processo que afeta osso, gordura e tecidos moles em camadas simultâneas. A gordura da face não é um manto único: ela se organiza em compartimentos anatômicos discretos, separados por septos, que perdem volume em ritmos diferentes uns dos outros1. É essa perda desigual — malar anterior, malar médio, malar lateral, temporal, orbitário inferior — que cria as formas características do rosto envelhecido: sulcos nasolabiais aprofundados, bochechas que descem, mandíbula que perde definição, têmporas que ficam côncavas. O preenchedor com HA atua repondo esse volume nos compartimentos corretos — não na superfície da ruga, mas no substrato anatômico que a gera.

Preenchedor de ácido hialurônico não é bioestimulador de colágeno

São duas classes distintas de injetável, e a confusão entre elas é a origem da maior parte das expectativas frustradas que recebo em consulta. O preenchedor de ácido hialurônico é um gel: ele ocupa espaço, devolve volume no mesmo dia e é reabsorvido pelo organismo dentro de 12 a 24 meses. O bioestimulador de colágeno — hidroxiapatita de cálcio, ácido poli-L-láctico ou policaprolactona — não entrega volume no dia da aplicação; ele provoca uma resposta do tecido que produz colágeno ao longo de semanas a meses, com efeito progressivo e mais difuso.

A consequência prática é direta. Quem tem uma demanda de forma — mandíbula sem contorno, mento recuado, malar sem projeção, sulco marcado — precisa de preenchedor: nenhum bioestimulador projeta um ângulo mandibular. Quem tem uma demanda de qualidade de tecido — pele frouxa, textura, sustentação difusa — não resolve com HA, e o excesso de seringas nessa tentativa é exatamente o que produz o rosto pesado que ninguém queria. Boa parte das combinações que faço usa as duas classes com papéis separados: o HA estrutura, o bioestimulador melhora o substrato. O que não funciona é usar uma esperando o efeito da outra. Vale a mesma distinção para produtos cujo nome comercial sugere uma classe e a molécula é outra — nome de marca não define classe, molécula define.

Marcas utilizadas e por que a escolha do produto importa

A linha de produtos utilizados nesta clínica inclui as marcas Juvéderm® (Allergan Aesthetics), Restylane® (Galderma) e Belotero® (Merz Aesthetics) — todas ácido hialurônico reticulado, com registro ANVISA. Cada uma tem características reológicas diferentes — elasticidade (G′), viscosidade e coesividade — e essas propriedades biofísicas são justamente o que determina o comportamento do gel dentro do tecido e, portanto, a região em que ele funciona bem2. Não existe produto único que funcione igualmente bem em mandíbula, sulco nasolabial e periorbital; o planejamento inclui a seleção do produto por região conforme essas propriedades.

Na prática, um gel de G′ alto colocado sob a pele fina da região periorbital não dá suporte: dá contorno visível e irregularidade palpável. O inverso — gel fluido usado para projetar ângulo mandibular — não sustenta a forma e some em poucos meses, e o paciente conclui que "preenchimento não durou", quando o que houve foi escolha errada de produto. A decisão entre um Juvéderm® Voluma e um Restylane® Lyft para estruturação malar, por exemplo, leva em conta não apenas a região mas o biotipo do paciente, a espessura de tecido disponível, o histórico de tratamentos anteriores e o efeito desejado. Essa decisão é parte do planejamento clínico — não do catálogo do consultório.

Técnica MD Codes® — planejamento por vetores anatômicos

A metodologia MD Codes®, desenvolvida pelo Dr. Mauricio de Maio, define pontos de injeção específicos da face por coordenadas anatômicas — não por localização de rugas. A lógica é diferente: em vez de injetar onde a ruga está visível, o sistema direciona o preenchedor para os pontos de suporte estrutural que, quando volumizados, corrigem múltiplas manifestações do envelhecimento simultaneamente. O ponto MD05, por exemplo, na região do sulco pré-zigomático, quando corretamente volumizado, melhora simultaneamente a sombra de olheira, a profundidade do sulco nasolabial e a projeção malar — sem tocar diretamente em nenhum dos três.

Esse raciocínio tridimensional é o que diferencia o resultado de "cara de preenchido" do resultado de "a pessoa ficou mais descansada e jovem". O primeiro resulta de injeção direta em rugas sem planejamento estrutural; o segundo, de volumização nos pontos de suporte corretos conforme a anatomia individual.

Tirar dúvidas pelo WhatsApp →

Áreas tratadas, indicações e quem é candidato ao preenchimento facial

Seringa de ácido hialurônico Juvéderm ou Restylane utilizada no preenchimento facial
Ácido hialurônico reticulado — gel de alta coesividade para volumização estrutural facial.

Comparativo por área facial: objetivo, densidade do gel, volume, duração e preço

O preenchimento facial em Brasília é indicado por região, não por rosto inteiro: cada área tem um objetivo clínico próprio, pede uma densidade diferente de ácido hialurônico e tem volume típico, duração e faixa de preço distintos. A tabela abaixo resume as seis regiões faciais mais tratadas. A comparação é por indicação clínica — não existe um produto único que sirva melhor a todas as regiões, e a seleção do gel é feita região a região no planejamento.

Área facialObjetivo clínicoDensidade de HA indicadaVolume típicoDuração médiaFaixa de preço em Brasília
Malar / zigomático (maçãs do rosto)Projeção do terço médio e suporte estrutural que reduz o sulco nasogeniano indiretamenteAlta reticulação e alta coesividade (G′ alto)1 a 2 seringas por lado (1 a 2 ml por lado)18 a 24 mesesR$ 3.800 a R$ 5.600 (2 seringas)
Sulco nasogeniano (bigode chinês)Refino do sulco após reposição do volume malar que o geraReticulação média a baixa, gel de menor viscosidade0,5 a 1 ml por lado12 a 18 mesesR$ 1.900 a R$ 2.800 por seringa
Mento (queixo)Projeção ou alongamento do mento para reequilibrar a proporção entre terço médio e terço inferiorAlta reticulação, gel estruturante1 a 2 ml18 a 24 mesesR$ 1.900 a R$ 2.800 por seringa
Contorno mandibular (ângulo, corpo e jowl)Definição do ângulo e da linha mandibular, com suporte lateral sobre a ptose do jowlAlta reticulação e alta coesividade (G′ alto)1 a 5 seringas (1 a 5 ml) conforme a anatomia de base18 a 24 mesesR$ 1.900 a R$ 10.000 (1 a 5 seringas)
Olheira / região infraorbitalCorreção do sulco orbitário inferior e da sombra por perda de volume (olheira de volume)Baixa reticulação, gel fluido de G′ baixo — gel de G′ alto sob pele fina gera contorno visível0,3 a 0,7 ml por lado, aplicados com cânula12 a 18 mesesR$ 1.900 a R$ 2.800 por seringa
TêmporaReposição da concavidade temporal, que abre o terço superior e descomprime visualmente a sobrancelhaReticulação média a alta, aplicação profunda0,5 a 1 ml por lado18 a 24 mesesR$ 1.900 a R$ 2.800 por seringa

Como ler a tabela: o ácido hialurônico facial é fornecido em seringas de 1 ml, e frações da mesma seringa podem ser distribuídas entre regiões na mesma sessão — por isso o volume aparece em mililitros e o preço, por seringa. A faixa de referência por seringa em Brasília é de R$ 1.900 a R$ 2.800; malar e contorno mandibular aparecem com a faixa do conjunto porque envolvem número previsível de seringas. A duração segue o princípio descrito nas perguntas frequentes desta página: dentro da faixa de 12 a 24 meses, regiões de menor mobilidade muscular tendem ao limite superior e regiões de maior mobilidade, ao limite inferior. Volume e número de seringas de cada caso são definidos no plano escrito entregue após a avaliação presencial, e o investimento final é apresentado nesse plano.

Regiões tratadas e o que muda em cada uma

  • Região malar (maçãs do rosto): a perda de volume malar é o sinal mais precoce do envelhecimento facial estrutural. O preenchedor com HA de alta viscosidade repõe o compartimento malar anterior, reposicionando indiretamente a bochecha que desceu e reduzindo a profundidade do sulco nasolabial por suporte estrutural — não por injeção direta no sulco. Geralmente 1 a 2 seringas por lado (R$ 3.800–5.600 o par).
  • Sulco nasolabial e bigode chinês: ruga de expressão que aprofunda com a perda de volume malar e o peso do tecido que desce. O tratamento correto aborda primeiro o substrato — repondo volume malar — e usa HA de menor viscosidade diretamente no sulco para refinar o resultado. Abordagem isolada do sulco sem restauração malar produz resultado de curta duração.
  • Contorno mandibular: mandíbula bem definida requer planejamento do ângulo mandibular, do corpo da mandíbula e da região do mento. Pode ser necessário de 1 a 5 seringas conforme a anatomia de base (R$ 1.900–10.000). Inclui tratamento do "jowl" — ptose da gordura sobre o ângulo mandibular — por suporte estrutural lateral.
  • Têmporas: têmporas côncavas envelhecem o terço superior do rosto e comprimem visualmente as sobrancelhas. Reposição com HA ou bioestimulador abre o terço superior e rejuvenesce sem tocar em outras regiões. Tecnicamente delicada pela proximidade de estruturas vasculares temporais.
  • Mento (queixo): mento recuado reduz proporção facial e prejudica a definição do pescoço. Projeção ou alongamento do mento com HA estruturante reequilibra a proporção terço médio/terço inferior da face.
  • Periorbital (região dos olhos): sulcos orbitários inferiores e hollow periorbital criam a "olheira de volume" — perda de gordura retrosseptal que afunda o olho. O preenchimento nessa região exige técnica precisa com cânula e produto de alta hidrofilia para evitar efeito Tyndall (coloração azulada visível sob pele fina).

Quem é candidato ao preenchimento facial

Pacientes entre 25 e 70 anos com qualquer das seguintes demandas são habituais:

  • Perda de volume facial percebida como "rosto mais fundido", "bochechas que desceram" ou "falta de sustentação"
  • Sulcos nasolabiais ou bigode chinês que incomodam em expressões ou em repouso
  • Mandíbula sem definição ou com "papo" na região do jowl
  • Assimetrias faciais estruturais — malar mais alto de um lado, mento desviado, têmporas com volume desigual
  • Resultado de harmonização facial prévia que precisa de manutenção ou refinamento

Contraindicações

  • Gestação e amamentação — contraindicação absoluta
  • Infecção ativa na área a ser tratada
  • Histórico de reação grave a ácido hialurônico ou a qualquer componente do produto
  • Doenças autoimunes em atividade — avaliação individualizada
  • Uso de anticoagulantes que não possam ser suspensos temporariamente
  • Procedimento cirúrgico facial programado nos próximos 6 meses (contraindicação aplicável principalmente a bioestimuladores frequentemente associados ao HA)

Como é o procedimento, recuperação e custo do preenchimento facial em Brasília

Resultado típico de preenchimento facial com ácido hialurônico — antes e depois
Cada caso é individual e os resultados variam de pessoa para pessoa.

Antes do procedimento

A consulta de avaliação inclui análise facial em múltiplos planos com iluminação padronizada e fotografia frontal, perfil e oblíqua. São mapeados os compartimentos com déficit de volume, a dinâmica de expressão (para integrar o planejamento de toxina botulínica quando necessária), o grau de ptose por região e o histórico de tratamentos anteriores — especialmente outros preenchedores que ainda podem estar presentes no tecido.

O plano com as regiões a serem tratadas, os produtos selecionados, o número estimado de seringas e o orçamento é apresentado por escrito antes de qualquer aplicação. Não há aplicação no mesmo dia da consulta de planejamento.

Nos 3 a 7 dias anteriores à aplicação: suspender anticoagulantes e anti-inflamatórios não esteroidais com autorização do médico prescritor, evitar suplementos com ação antiagregante (ômega-3, vitamina E) e álcool. Comparecer com a pele limpa, sem maquiagem.

O procedimento em si

Anestesia tópica é aplicada 20 a 30 minutos antes. A técnica combina agulha e cânula conforme a região: agulha para profundidade exata em pontos de suporte estrutural (malar, mandíbula, têmpora); cânula para regiões com maior risco vascular (periorbital, sulco nasolabial) — a cânula empurra os vasos ao invés de perfurá-los, reduzindo significativamente o risco de oclusão vascular. A hialuronidase fica disponível no consultório durante toda aplicação para reversão imediata em caso de intercorrência.

Duração: 30 a 60 minutos por sessão conforme o número de regiões tratadas. O resultado é visível imediatamente ao sair do consultório, com melhora progressiva nos 14 dias seguintes à medida que o edema regride e o gel se integra ao tecido.

Recuperação

Edema leve e eventual hematoma nos pontos de aplicação são esperados e resolvem-se em 5 a 7 dias. Orientações pós-procedimento: evitar massagens e compressão facial nas primeiras 24 horas; não se expor a sol intenso, calor, sauna ou exercícios físicos intensos nas primeiras 48 horas; manter pele hidratada e usar protetor solar FPS 50+ de uso contínuo. A maioria dos pacientes retorna às atividades normais no dia seguinte.

Etapas do protocolo de preenchimento facial — avaliação, aplicação e acompanhamento
Protocolo em 3 etapas: avaliação e mapeamento, aplicação precisa com cânula e retorno para checagem de resultado.

Custo do preenchimento facial em Brasília

A faixa de referência para preenchimento com ácido hialurônico em Brasília é de R$ 1.900 a R$ 2.800 por seringa. O custo total depende do número de seringas e das regiões tratadas:

  • Preenchimento malar (2 seringas): R$ 3.800 a R$ 5.600
  • Contorno mandibular completo (1 a 5 seringas): R$ 1.900 a R$ 10.000
  • Dissolução com hialuronidase (quando indicada): R$ 1.500 a R$ 2.500 por sessão

Valores muito abaixo dessa faixa costumam indicar produtos de segunda linha sem equivalência técnica às marcas regulamentadas, diluição do gel além do recomendado pelo fabricante, ou aplicação sem planejamento anatômico estruturado — o que aumenta o risco de resultado artificial, migração e necessidade de dissolução precoce.

Diferença em relação ao preenchimento labial: o preenchimento labial é uma sub-ficha específica para lábios — técnica, produto e cuidados pós-procedimento são distintos do preenchimento estrutural de face. Pacientes que buscam exclusivamente aumento ou definição de lábios podem consultar a página dedicada.

— informativo, não substitui avaliação médica presencial.

Dr. Thiago Perfeito — médico responsável

Dr. Thiago Perfeito

CRM-DF 23199 · Medicina Estética e Regenerativa

Médico com mais de 10 anos de prática em medicina estética e regenerativa. Mestre em Medicina Estética (2024). Formação internacional em Harvard Medical School e Mayo Clinic. Membro da ASLMS, A4M, AMS e NYAS. Atendimento em Brasília, Lago Sul.

Conheça o Dr. Thiago →

Riscos, segurança e reversibilidade do preenchimento com ácido hialurônico

O preenchimento com ácido hialurônico tem perfil de segurança bem documentado, com eventos graves raros quando realizado por médico habilitado, com produto regulamentado pela ANVISA e com conhecimento anatômico do território vascular da face. Consensos internacionais dedicados especificamente a preenchedores de HA sistematizam tanto as manobras de prevenção quanto o manejo das intercorrências3. Ainda assim, como qualquer procedimento que envolve injeção, existem riscos que o paciente precisa conhecer antes de decidir — e o paciente costuma chegar preocupado com o risco errado. A pergunta que ouço é sobre "ficar com o rosto estranho"; a que deveria ser feita é sobre o que o consultório faz nos primeiros minutos se algo der errado no vaso.

Eventos esperados e transitórios

  • Edema: presente em graus variáveis nas primeiras 24 a 72 horas, pode persistir de forma suave por até 7 dias em regiões periorbital ou labial
  • Hematoma: frequência moderada, especialmente com uso de agulha; resolve-se espontaneamente em 5 a 10 dias
  • Nodulações transitórias: sensação de irregularidade palpável nos primeiros dias, usualmente resolve com massagem suave indicada pelo médico; raramente persiste além de 2 semanas
  • Assimetria transitória: edema assimétrico cria a percepção de assimetria na primeira semana; o resultado definitivo é avaliado após 14 dias

Eventos menos frequentes e como são manejados

  • Infecção: rara com protocolo de assepsia adequado; tratada com antibióticos e, se necessário, drenagem e hialuronidase
  • Granuloma de corpo estranho: resposta inflamatória tardia ao produto; mais frequente com produtos não certificados ou técnica inadequada; manejado com infiltração de corticoide ou hialuronidase
  • Oclusão vascular: o evento mais sério associado a preenchedores. Ocorre quando o produto é inadvertidamente injetado em vaso ou causa compressão vascular com isquemia tecidual distal4. É prevenido com conhecimento anatômico preciso, uso de cânula em regiões de risco, injeção lenta e fracionada, e aspiração antes de injetar. A hialuronidase precisa estar disponível no consultório imediatamente — dissolve o HA em minutos e restaura o fluxo vascular.

O que muda quando o consultório está preparado

O ponto que faço questão de explicar em consulta é que a diferença entre um susto e uma sequela, numa oclusão vascular, é medida em minutos e depende de três coisas que precisam existir antes da agulha entrar. A primeira é reconhecer o quadro na hora: dor desproporcional ao procedimento, palidez ou livedo com desenho de território vascular. A segunda é ter hialuronidase em quantidade útil na sala — não no fornecedor, não "a gente consegue" — porque o protocolo de resgate consome muito mais enzima do que uma dissolução estética de rotina. A terceira é o médico saber onde infiltrar a enzima, que é ao longo do trajeto do vaso comprometido, e repetir enquanto for necessário.

Prevenção pesa mais que resgate, e por isso a técnica muda por região: cânula onde o território vascular é traiçoeiro (periorbital, sulco nasolabial, glabela, nariz), injeção lenta, volumes pequenos por retorno de êmbolo, aspiração antes de injetar. Nenhuma dessas manobras zera o risco, mas o conjunto é o que a literatura de consenso descreve como padrão de conduta — e é também a razão pela qual não faço aplicação no mesmo dia da consulta de planejamento: uma face que ainda não foi mapeada não é uma face conhecida.

Reversibilidade

A reversibilidade é uma das maiores vantagens do HA em relação a preenchedores permanentes ou semipermanentes. A hialuronidase — enzima que cliva as ligações do gel de HA — dissolve o produto em poucas horas, com resultado visível no dia da aplicação da enzima. A dissolução é indicada tanto em situação de emergência (oclusão vascular) quanto em caso de insatisfação com resultado, nódulo persistente ou correção de assimetria, e as recomendações de consenso para manejo de complicações de preenchedores de ácido hialurônico descrevem justamente essa enzima como conduta de primeira linha nesses cenários3. Não deixa resíduos e não interfere no HA natural produzido pelo organismo após a dissolução.

Resultados — Antes e Depois

Cada caso é individual e os resultados variam de pessoa para pessoa.

Perguntas frequentes sobre preenchimento facial com ácido hialurônico

  • Quanto custa o preenchimento facial em Brasília?

    A faixa de referência para preenchimento facial com ácido hialurônico em Brasília é de R$ 1.900 a R$ 2.800 por seringa. O custo total depende do número de seringas e das regiões abordadas: preenchimento malar geralmente usa 2 seringas (R$ 3.800–5.600); contorno mandibular completo pode usar de 1 a 5 seringas (R$ 1.900–10.000). Valores muito abaixo dessa faixa costumam indicar produtos de segunda linha, diluição além do recomendado pelo fabricante ou aplicação sem planejamento anatômico estruturado. O orçamento final, por região e por produto, é apresentado por escrito após avaliação presencial.

  • Quanto tempo dura o preenchimento com ácido hialurônico?

    De 12 a 24 meses, conforme a área tratada, o produto utilizado e o metabolismo individual. Lábios e sulcos nasolabiais — regiões de maior mobilidade muscular — tendem a metabolizar o produto em 12 a 18 meses. Regiões malar e mandibular, com menor mobilidade, costumam durar de 18 a 24 meses. Pacientes com metabolismo mais acelerado ou praticantes intensos de exercício físico tendem ao limite inferior da faixa. A manutenção antes da metabolização completa — quando ainda há HA residual — geralmente exige quantidade menor de produto do que o procedimento inicial.

  • O preenchimento facial deixa o rosto artificial?

    Não, quando realizado com planejamento anatômico adequado e quantidade de produto compatível com a morfologia facial. O resultado artificial está associado à injeção de volume excessivo em área errada, sem respeito às proporções faciais. A técnica MD Codes® direciona o preenchedor para pontos de suporte estrutural anatomicamente definidos — o resultado é percebido como "a pessoa ficou mais descansada", não como "a pessoa fez preenchimento". O excesso de volume é o principal fator que produz o efeito artificial — razão pela qual o número de seringas é planejado e discutido antes, não decidido durante a aplicação.

  • Quem pode fazer e quais são as contraindicações?

    Pacientes entre 25 e 70 anos com déficit volumétrico facial, sulcos acentuados, mandíbula sem definição ou assimetrias faciais são candidatos habituais. Contraindicações: gestação e amamentação, infecção ativa na área, histórico de reação grave a ácido hialurônico, doenças autoimunes em atividade (avaliação individualizada) e anticoagulantes que não possam ser suspensos temporariamente. Procedimento cirúrgico facial programado nos próximos 6 meses é contraindicação específica para bioestimuladores frequentemente combinados ao HA — não para o preenchedor isolado, cuja combinação com cirurgia é avaliada caso a caso.

  • Qual a diferença entre preenchimento e bioestimulador de colágeno?

    São classes diferentes de injetável. O preenchedor de ácido hialurônico é um gel que ocupa espaço: devolve volume no mesmo dia da aplicação e é reabsorvido em 12 a 24 meses. O bioestimulador de colágeno — hidroxiapatita de cálcio, ácido poli-L-láctico ou policaprolactona — não entrega volume no dia; provoca uma resposta do tecido que produz colágeno ao longo de semanas a meses, com efeito progressivo e mais difuso. Demanda de forma (mandíbula sem contorno, mento recuado, malar sem projeção) pede preenchedor; demanda de qualidade de tecido (pele frouxa, textura, sustentação difusa) não se resolve com ácido hialurônico. As duas classes são frequentemente combinadas, mas com papéis distintos: o HA estrutura, o bioestimulador melhora o substrato. Nome comercial não define a classe — a molécula define.

  • O preenchimento com ácido hialurônico pode ser desfeito?

    Sim. O ácido hialurônico pode ser dissolvido com hialuronidase — enzima que desfaz as ligações do gel em poucas horas, com resultado visível no mesmo dia da aplicação da enzima. A dissolução é indicada em casos de insatisfação com o resultado, migração do produto, nódulo persistente ou, na situação mais urgente, suspeita de oclusão vascular. A hialuronidase fica disponível no consultório durante toda aplicação para reversão imediata em caso de intercorrência. Não interfere no HA natural do organismo após a dissolução.

Referências bibliográficas

  1. Rohrich RJ, Pessa JE. The fat compartments of the face: anatomy and clinical implications for cosmetic surgery. Plast Reconstr Surg. 2007;119(7):2219–2227. PMID: 17519724
  2. Sundaram H, Cassuto D. Biophysical characteristics of hyaluronic acid soft-tissue fillers and their relevance to aesthetic applications. Plast Reconstr Surg. 2013;132(4 Suppl 2):5S–21S. PMID: 24077013
  3. Signorini M, Liew S, Sundaram H, De Boulle KL, et al. Global Aesthetics Consensus: avoidance and management of complications from hyaluronic acid fillers — evidence- and opinion-based review and consensus recommendations. Plast Reconstr Surg. 2016;137(6):961e–971e. PMID: 27219265
  4. DeLorenzi C. Complications of injectable fillers, part 2: vascular complications. Aesthet Surg J. 2014;34(4):584–600. PMID: 24692598

Avaliação presencial para preenchimento facial em Brasília

O planejamento define as regiões, os produtos e o número de seringas antes de qualquer aplicação. Sem pacotes genéricos, sem aplicação no mesmo dia da consulta de planejamento.