Preenchimento para hip dips: como corrigir a depressão lateral do quadril
A depressão lateral do quadril — conhecida como hip dips — é uma variação anatômica normal, não um defeito. Existe correção não-cirúrgica por injeção de bioestimulador e ácido hialurônico corporal de alta densidade, com resultado imediato e progressivo.
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Hip dips tem solução sem cirurgia: o que o preenchimento pode fazer
Hip dips são a depressão lateral visível entre a crista ilíaca e o trocânter maior do fêmur. Não se trata de excesso de gordura nem de flacidez — é uma característica anatômica determinada pela proporção óssea de cada pessoa, pela inserção dos músculos glúteo médio e mínimo sobre o trocânter e pela distribuição de gordura subcutânea nessa região. Em algumas pessoas, esse encaixe cria uma concavidade lateral que interrompe a curva contínua entre quadril e coxa.
A correção não-cirúrgica existe e está bem estabelecida na medicina estética corporal. O protocolo combina dois recursos injetáveis: um bioestimulador de colágeno (Radiesse em formulação hiperdiluída ou Sculptra com poli-L-ácido lático) para estimular a produção de colágeno e elastina na hipoderme da região, e um ácido hialurônico corporal de alta densidade — produtos como Sofiderm Body ou UPmax, desenvolvidos especificamente para regiões corporais com maior demanda mecânica — para volumização imediata e suporte estrutural.
Ambos os componentes são injetados via cânula de grande calibre em planos profundos, respeitando os vetores de curvatura do quadril. A técnica evita aplicação superficial — que criaria irregularidades visíveis — e distribui o volume de forma que mimetiza a curva contínua natural. O volume médio é de 4 a 8 ampolas por lado, dependendo da profundidade da depressão e do protocolo de produto escolhido. A avaliação clínica presencial define o plano com precisão.
Em relação ao custo: o preenchimento corporal de hip dips envolve maior volume de produto que procedimentos faciais. Em Brasília, a faixa de referência para esse protocolo está em R$ 10.000 a R$ 20.000 por sessão, dependendo do volume de ácido hialurônico corporal e do bioestimulador utilizados. Bioestimulador isolado, sem HA, varia de R$ 2.900 a R$ 3.900 por ampola — e o protocolo completo envolve múltiplas ampolas. O plano de sessões e o orçamento individualizado são definidos na avaliação clínica.
Quem se beneficia mais: do perfil anatômico ao pós-emagrecimento
O perfil de pacientes que procuram correção de hip dips é amplo e vai além do estereótipo jovem de redes sociais. Existem dois padrões clínicos distintos.
O primeiro é o padrão anatômico constitucional — presente desde a adolescência, com depressão lateral marcada independente de peso ou composição corporal. Ocorre em pelves com crista ilíaca proeminente e inserção muscular posicionada acima da metade da extensão trocantérica. Pacientes nesse perfil frequentemente têm glúteo desenvolvido mas depressão lateral que 'quebra' a curva desejada. A faixa etária costuma ser 25 a 40 anos, mais jovem que o ICP habitual da clínica, mas tecnicamente elegível para preenchimento.
O segundo padrão, mais prevalente em pacientes acima de 45 anos, é a perda de volume lateral pós-emagrecimento ou pós-GLP-1. Com o emagrecimento acelerado promovido por semaglutida (Ozempic, Wegovy) ou tirzepatida (Mounjaro), a gordura subcutânea periférica é mobilizada de forma não-seletiva — e a região lateral do quadril, com baixa densidade de receptores beta-adrenérgicos, perde volume antes de outras áreas. O resultado é uma depressão lateral que antes era imperceptível e passa a ser evidente. Esse perfil frequentemente combina hip dips com perda de volume glúteo global, e o plano de tratamento costuma ser mais extenso.
Para pacientes nessa faixa — mulher entre 45 e 60 anos, pós-emagrecimento ou em emagrecimento ativo por GLP-1 — a recomendação clínica é aguardar estabilização de peso por 3 a 6 meses antes de iniciar o preenchimento corporal. Emagrecimento contínuo compromete a longevidade do resultado e pode criar assimetrias. A consulta define o momento ideal.
Contraindicações absolutas:
- Gestação e lactação
- Infecção ativa ou processo inflamatório na região
- Doenças autoimunes em fase ativa
- Histórico de reação a qualquer componente dos produtos propostos
- PMMA, silicone líquido, biopolímero ou qualquer produto permanente aplicado anteriormente na região — contraindicam preenchimento adicional na maioria dos casos e exigem avaliação especializada antes de qualquer intervenção
Lipoenxertia e gluteoplastia são procedimentos cirúrgicos distintos — não são alternativas ao preenchimento, são outra categoria técnica, com anestesia geral, centro cirúrgico e recuperação prolongada. Para quem é candidato à cirurgia e busca resultado mais permanente, a discussão acontece em consulta separada.
Recuperação, duração e manutenção do resultado
O pós-procedimento imediato inclui edema regional moderado nas primeiras 48 a 72 horas, sensação de pressão local e hematoma eventual nos pontos de entrada da cânula. Esses sinais são esperados e cedem espontaneamente. A região pode apresentar endurecimento transitório por 7 a 14 dias enquanto o bioestimulador se distribui no tecido — o que é normal e não indica complicação.
Cuidados nas primeiras 72 horas:
- Evitar pressão direta sobre a área tratada (dormir em decúbito lateral sobre o lado tratado não é recomendado nas primeiras noites)
- Evitar exercício físico de alta intensidade, especialmente agachamento profundo, por 7 dias
- Evitar banho muito quente, sauna e exposição solar direta na região por 48 horas
- Não massagear a área — ao contrário do preenchimento facial, a região corporal dispensa automasagem nos primeiros dias
- Uso de meia ou cinta modeladora compressiva pode ser indicado conforme o volume aplicado
O resultado do ácido hialurônico corporal é imediato e se estabiliza em 14 a 21 dias com a acomodação do produto. A ação do bioestimulador é progressiva: a neocolagênese se manifesta entre 30 e 90 dias, e o resultado completo é avaliado na consulta de reavaliação. A literatura clínica atual confirma esse perfil de ação — uma revisão narrativa publicada no Aesthetic Surgery Journal (Aguilera et al., 2023) documentou que a hidroxiapatita de cálcio promove síntese de colágeno, elastina e proteoglicanas via interação célula-biomaterial, com efeito regenerativo progressivo e manutenção volumétrica simultânea.
Em termos de duração: o ácido hialurônico corporal de alta densidade dura em média 12 a 18 meses; o bioestimulador, 18 a 24 meses com manutenção. Pacientes em protocolo combinado geralmente fazem reforço entre 12 e 18 meses — com volume menor que a sessão inicial, já que parte da estrutura de colágeno estimulada permanece após a reabsorção do produto em si.
Dr. Thiago Perfeito
CRM-DF 23199 · Medicina Estética e Regenerativa
Médico com mais de 10 anos de prática em medicina estética e regenerativa. Mestre em Medicina Estética (2024). Formação internacional em Harvard Medical School e Mayo Clinic. Membro da ASLMS, A4M, AMS e NYAS. Atendimento em Brasília, Lago Sul.
Conheça o Dr. Thiago →Perguntas frequentes sobre Preenchimento hip dips
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O que é hip dips?
Hip dips é a depressão lateral visível entre a crista ilíaca e o trocânter maior do fêmur. É uma variação anatômica normal — determinada pela proporção óssea, pela inserção dos músculos glúteo médio e mínimo e pela distribuição de gordura subcutânea nessa região. Não indica excesso de peso nem flacidez. Em algumas pessoas é mais marcada; em outras, imperceptível. Pode se tornar mais evidente após emagrecimento.
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Hip dips tem solução sem cirurgia?
Sim. O preenchimento não-cirúrgico por injeção combina bioestimulador de colágeno (Radiesse ou Sculptra) e ácido hialurônico corporal de alta densidade (Sofiderm Body, UPmax) para volumizar a depressão lateral e suavizar a curva do quadril. O resultado é imediato para o componente de HA e progressivo para o bioestimulador. Não substitui lipoenxertia ou gluteoplastia cirúrgica, que são procedimentos de outra categoria — mas para quem não tem indicação ou interesse cirúrgico, é uma alternativa clinicamente válida.
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Quanto custa o preenchimento do hip dips?
Em Brasília, a faixa de referência para o protocolo completo de preenchimento de hip dips fica entre R$ 10.000 e R$ 20.000 por sessão, dependendo do volume de produto utilizado por lado e da combinação de ácido hialurônico corporal com bioestimulador. O custo é maior que procedimentos faciais porque o volume de produto é significativamente maior — 4 a 8 ampolas por lado é o padrão clínico. O orçamento individualizado é definido na avaliação presencial.
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Quanto volume é necessário para corrigir hip dips?
O volume médio é de 4 a 8 ampolas por lado, variando conforme a profundidade da depressão, o produto escolhido e a anatomia individual. Depressões leves podem ser corrigidas com menos volume; casos com perda volumétrica por pós-emagrecimento tendem a exigir volume maior. A marcação anatômica feita na avaliação clínica define o plano com precisão.
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Quanto tempo dura o resultado do preenchimento de hip dips?
O ácido hialurônico corporal de alta densidade dura em média 12 a 18 meses. O bioestimulador de colágeno (Radiesse ou Sculptra) tem duração de 18 a 24 meses, com manutenção programada. Em protocolos combinados, a manutenção costuma ser feita entre 12 e 18 meses após a sessão inicial, geralmente com volume menor — parte da estrutura de colágeno estimulada persiste após a reabsorção do produto.
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Leitura anatômica individualizada do contorno do quadril. Protocolo definido em avaliação clínica presencial — sem volume padrão, sem resultado de prateleira.