Ellansé: técnica e duração declarada pelo fabricante
Bioestimuladores de colágeno

Ellansé: técnica e duração declarada pelo fabricante

Ellansé costuma ser vendido por uma frase — “o bioestimulador que mais dura” — e aplicado com a lógica de outro produto. As duas coisas cobram caro. A duração que a Sinclair declara tem condição escrita no rodapé, e o material que entrega essa duração não responde à hialuronidase: técnica de ácido hialurônico, com policaprolactona na seringa, é aposta sem rede.

Ellansé é um bioestimulador de colágeno feito de microesferas de policaprolactona (PCL) suspensas num gel de carboximetilcelulose, da Sinclair, e o fabricante declara duas durações: 18 meses para a versão S e 24 meses para a versão M, com uma única sessão. A técnica que acompanha esse número é a de um material que a hialuronidase não desfaz: depósito subcutâneo ou supraperiosteal, retroinjeção linear ou em leque, bolus pequenos em baixa pressão e nenhuma sobrecorreção. Abaixo, separado em três camadas: o que o fabricante declara, o que os estudos mediram e o que fica na mão de quem injeta.

Um gel que entrega volume e um polímero que fica

A composição explica o comportamento. Cerca de 70% do produto é gel carreador de carboximetilcelulose (CMC) e 30% são as microesferas de PCL, que o guia do profissional da Sinclair descreve com 25 a 50 µm, formato esférico e superfície lisa. O nome engana com frequência: Ellansé não é ácido hialurônico, não é hidroxiapatita de cálcio como o Radiesse e não é ácido poli-L-láctico como o Sculptra. A comparação entre as classes está em Sculptra, Radiesse ou HarmonyCa; aqui interessa o que é próprio da PCL.

São duas fases no mesmo produto. O gel carreador dá o volume que o paciente vê na maca e vai sendo absorvido; as microesferas permanecem e servem de arcabouço para o colágeno novo. A revisão de Christen e Vercesi (2020, Clin Cosmet Investig Dermatol) resume assim o mecanismo: efeito volumizador imediato e sustentado, com as microesferas e as fibras de colágeno produzidas formando uma estrutura tridimensional. Os dois autores declaram consultoria para a Sinclair.

A neocolagênese foi vista em tecido humano. Kim e Van Abel (2015, J Cosmet Laser Ther) injetaram o produto na derme de dois pacientes que já iam fazer lifting temporal e fizeram a biópsia 13 meses depois: havia colágeno novo ao redor das partículas de PCL, e as partículas continuavam no estado original. Num modelo de coelho acompanhado por dois anos com microscopia de segunda harmônica, Shu Jiang e colaboradores (2026, Aesthet Surg J) usaram PCL — o resumo cita a versão S do Ellansé — e mediram aumento de 79,2% na densidade da rede de colágeno aos 12 meses, com queda a partir daí; a organização do colágeno formado não diferiu da do tecido nativo.

Fibroblasto produzindo colágeno ao redor de bioestimulador — Dr. Thiago Perfeito
Um fibroblasto no centro de uma rede de fibras de colágeno recém-formadas, em destaque sobre o tecido em volta. É a célula que responde às microesferas de PCL: o volume que sobra depois que o gel carreador é absorvido é colágeno do próprio paciente organizado em torno do material.

A duração que o fabricante declara

O guia do profissional da Sinclair apresenta hoje duas versões, S e M, com resultado de 18 e de 24 meses, respectivamente, e diz que elas se distinguem apenas pelo comprimento inicial da cadeia do polímero. A nota de rodapé do próprio documento qualifica o número: a duração varia com a versão usada, com a técnica do injetor, com o estilo de vida e com o metabolismo do paciente.

O folheto ao paciente acrescenta duas informações que o injetor precisa saber ler. A primeira é o número de sessões: uma, segundo o fabricante. A segunda é a tabela comparativa que o próprio folheto traz, em que o Sculptra aparece com 25 meses — mas com a ressalva de que essa duração supõe pelo menos três sessões, enquanto a do Ellansé se refere a uma sessão só. Portanto, “o bioestimulador que mais dura” só é frase honesta com o qualificador: maior duração declarada por sessão única. O mesmo folheto estima a aplicação em cerca de 30 minutos, conforme as áreas tratadas.

Dois limites do que a Sinclair publica orientam o planejamento. Ellansé não tem aprovação da FDA, de modo que não existe bula americana; o teto documental são os materiais globais do fabricante. E os materiais públicos do fabricante não fixam volume máximo por sessão nem intervalo de retratamento. Quem encontrar esses números em tabela de terceiros está lendo protocolo de autor, não declaração da Sinclair.

O que os estudos mediram

A maior parte dos ensaios controlados com PCL foi feita no sulco nasogeniano, a área-padrão de estudo de preenchedor.

Gráfico da escala de rugas do sulco nasogeniano com PCL e PLLA ao longo de 12 meses — Dr. Thiago Perfeito
Escore da escala de gravidade de rugas do sulco nasogeniano no início e aos 3, 6 e 12 meses: barras azuis para o grupo tratado com PCL e roxas para o grupo com PLLA; os asteriscos marcam as diferenças estatísticas entre os grupos. Figure 1 de Hu K et al., J Cosmet Dermatol 2025 (PMID 40874404), reproduzida sob licença CC BY.

Lida em conjunto, a série mostra o desenho do efeito: resposta presente desde os primeiros meses, curva que se sustenta ao longo do primeiro ano e declina depois, com a versão de cadeia mais longa durando mais. É o que o fabricante traduz em 18 e 24 meses.

Onde aplicar e quem não tratar

O guia do profissional lista as áreas por terço: testa, têmporas e região da sobrancelha no superior; remodelação do nariz, projeção malar e sulco nasogeniano no médio; comissuras, linhas de marionete, mento e linha mandibular no inferior. O consenso internacional de de Melo e colaboradores (2017, Clin Cosmet Investig Dermatol), que reuniu cirurgiões plásticos e médicos de pele de vários países, registra que o produto não é indicado para lábios, glabela nem pálpebras. Oito dos dez autores declararam vínculo com a Sinclair.

O mesmo consenso lista quem não tratar: doença autoimune, gestação, amamentação, uso de corticoide em dose alta, diabetes descompensado, síndrome metabólica, infecção na área, herpes ativo e distúrbio de coagulação. Recomenda também subcorrigir nas áreas de cobertura fina — nariz, linhas de marionete e sulco pré-jowl — até o injetor ganhar experiência com o produto, e trata o nariz já operado como terreno de quem sabe conduzir complicação. Na discussão, os autores vão além: como a curva de aprendizado da PCL é mais longa que a do ácido hialurônico, consideram que ela não é produto para o injetor sem experiência, a quem o ácido hialurônico oferece vantagem. As regras gerais de quando adiar qualquer injetável estão em quando não aplicar injetável.

Uma regra do Dr. Thiago Perfeito se soma a essas: bioestimulador não é indicado nos 6 meses que antecedem cirurgia plástica facial, porque a fibrose pode interferir no descolamento e na cicatrização cirúrgica. O uso no pós-operatório, ao contrário, é prática antiga dos cirurgiões plásticos.

Técnica: plano, instrumento e depósito

Plano. O consenso de 2017 recomenda, na face, depósito subcutâneo ou mais profundo, supraperiosteal. O plano superficial é o erro: na sobrancelha lateral, por exemplo, os autores avisam que a injeção rasa tende a deixar aspecto irregular e indicam o plano supraperiosteal.

Depósito de bioestimulador em plano profundo da face — Dr. Thiago Perfeito
Bloco de tecido em camadas, da pele ao plano junto ao osso, com o depósito do produto destacado no plano profundo. É o lugar que o consenso indica para a PCL na face, longe da derme, onde o material ficaria palpável.

Forma do depósito. No subcutâneo, retroinjeção linear, leque ou grade cruzada; quando o bolus for usado, que seja pequeno e injetado com baixa pressão. A área recebe massagem leve logo em seguida, para distribuir o produto por igual. Como o colágeno ainda vai se formar, o consenso dispensa a sobrecorreção. Os casos do guia do profissional, todos com a versão M, mostram o mesmo padrão: bolus na fossa piriforme, no ângulo mandibular e no mento; retroinjeção em leque no zigoma, no malar, no jowl, no sulco nasogeniano, nas linhas de marionete e na linha mandibular. São casos ilustrados, não posologia: nos próprios exemplos, o volume de cada região muda de paciente para paciente. As técnicas estão detalhadas em bolus, retroinjeção, leque e linear.

Têmpora. A entrada é pela linha do cabelo ou pela crista temporal. A abordagem por baixo, sobre o arco zigomático, fica de fora: ali o ramo frontal do nervo facial se torna superficial e corre a veia sentinela. O consenso descreve dois caminhos — cânula romba no plano entre a fáscia temporal superficial e a lâmina superficial da fáscia temporal profunda, ou bolus profundo, junto ao periósteo, em baixa pressão, que exige mais produto para o mesmo resultado.

Nariz. Só no plano supraperiosteal ou suprapericondral, perto da linha média, longe das artérias dorsal e lateral do nariz. A anatomia de risco do nariz está em rinomodelação: pontos, planos e zonas de risco.

Agulha ou cânula. O consenso aceita as duas: cânula romba para cobrir áreas amplas a partir de poucos pontos de entrada, agulha quando se quer precisão num ponto. Na rotina do Dr. Thiago com os bioestimuladores que ele usa — Sculptra, Radiesse e HarmonyCa —, cerca de 80% das aplicações são feitas com cânula de 22G, e ele aspira sempre antes de injetar, inclusive com cânula.

Agulha com bisel e cânula de ponta romba diante de um vaso — Dr. Thiago Perfeito
Dois instrumentos diante do mesmo vaso: à esquerda, a agulha de bisel, que entra cortando; à direita, a cânula de ponta romba, que desvia o vaso e libera o produto por uma abertura lateral, um pouco antes da ponta. Com um material que nenhuma enzima desfaz, essa diferença mecânica pesa ainda mais.

Anestesia. O consenso admite creme anestésico, infiltração local e lidocaína misturada ao produto. De Melo e Marijnissen-Hofsté (2012, Dermatol Ther (Heidelb)) testaram a mistura: com 15 movimentos de mistura a lidocaína fica homogênea, viscosidade e elasticidade caem conforme aumenta o volume de anestésico, mas continuam suficientes para manter as microesferas em suspensão, sem entupir a agulha e sem alterar o pH.

Segurança: o que aparece e o que a enzima não desfaz

O maior registro de vida real é o de Lin e Christen (2020, J Cosmet Dermatol): 1.111 tratamentos em 780 pacientes, com 5.595 seringas, entre 2015 e 2018. Houve edema por mais de 2 semanas em 4,5% dos tratamentos, roxo em 2,7%, edema malar em 0,72%, caroço palpável temporário em 0,45% e alteração de cor em 0,18%. Nenhum caso de injeção intravascular, de nódulo ou granuloma, nem de infecção. O edema prolongado se associou a volumes maiores, e o edema malar, à compressão linfática — argumento para dosar volume com parcimônia, sobretudo no terço médio. Lin declarou não ter conflito de interesse; a coautora, Christen, é consultora da Sinclair, conforme a revisão de 2020 citada acima.

O granuloma é raro, mas existe. Habibi e colaboradores (2026, Aesthet Surg J Open Forum) descreveram quatro casos de reação granulomatosa à PCL — nódulos firmes, indolores, subcutâneos — e o aspecto ao ultrassom: lesões hipoecoicas com focos ecogênicos na superfície e artefato em cauda de cometa. A investigação de nódulo por tipo está em nódulos após preenchimento.

O ponto que muda a conduta é a reversão. Nem a PCL nem a carboximetilcelulose são substrato da hialuronidase. Em 2026, de Melo e colaboradores publicaram, na Aesthet Surg J Open Forum, um consenso Delphi sobre oclusão vascular com Ellansé, com um painel de sete médicos de vários países: em bancada, diluir o produto 1:5 reduziu sua viscosidade cerca de 80 vezes, quase ao nível da água, e a solução de hialuronidase não acrescentou nada ao soro fisiológico sozinho. O algoritmo atribui a obstrução sobretudo ao gel carreador e coloca como primeira linha a lavagem com grande volume de soro e a dispersão mecânica, com a hialuronidase em papel de apoio. É um consenso de nível 5, que os próprios autores pedem para validar em estudo prospectivo; de Melo e Vercesi declararam consultoria para a Sinclair em publicações anteriores. Para nódulo tardio de Ellansé, um autor descreveu a dissolução com mistura de colagenase em dez nódulos de três pacientes, com experimento de bancada em paralelo (Wu, 2025, J Cosmet Dermatol) — técnica de um autor, a ser lida como relato. O reconhecimento da isquemia é o mesmo de qualquer injetável e está em sinais de alerta de oclusão; o trajeto das artérias, em anatomia vascular da face.

O Dr. Thiago não tem relação comercial com nenhum fabricante. O que está acima é declaração do fabricante e dado de literatura, não recomendação de marca.

Onde a PCL entra na formação

O comparativo entre PLLA, hidroxiapatita, PCL e o híbrido de ácido hialurônico com hidroxiapatita é conteúdo do módulo B2 — Colágeno, Qualidade de Pele e Tecnologias da Pós Prática, junto com planos indicados, planos a evitar e a prevenção de nódulos. O módulo combina pré-work gravado obrigatório com um sábado presencial na clínica INTI, no Lago Sul, em Brasília: na parte teórica, demonstração comentada; na prática, cada médico executa a aplicação em paciente modelo, supervisionado, numa turma de no máximo oito alunos. O docente é o Dr. Thiago Perfeito, médico, CRM-DF 23199, com atuação em Medicina Estética e Regenerativa. Os quatro módulos estão em /cursos/, e os outros textos técnicos, na Biblioteca.

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura o Ellansé?

O fabricante declara 18 meses para a versão S e 24 meses para a versão M, com uma única sessão, e avisa no rodapé que a duração varia com a versão, a técnica do injetor, o estilo de vida e o metabolismo do paciente. No estudo multicêntrico de Moers-Carpi e colaboradores (2021), com injeção única no sulco nasogeniano, 84% dos pacientes mantinham melhora no 12º mês e 64% no 18º.

Qual a diferença entre Ellansé S e Ellansé M?

Segundo o guia do profissional da Sinclair, as duas versões se distinguem apenas pelo comprimento inicial da cadeia de policaprolactona. A versão M tem a duração declarada maior: 24 meses, contra 18 da versão S.

A hialuronidase dissolve o Ellansé?

Não. Nem a policaprolactona nem o gel de carboximetilcelulose são substrato da enzima. O consenso Delphi de de Melo e colaboradores (2026) para oclusão vascular com Ellansé coloca como primeira linha a lavagem com grande volume de soro fisiológico e a dispersão mecânica, com a hialuronidase em papel de apoio — algoritmo que os autores ainda pedem para validar em estudo prospectivo.

Ellansé é a mesma coisa que Radiesse?

Não. Ellansé é policaprolactona (PCL) em gel de carboximetilcelulose, da Sinclair; Radiesse é hidroxiapatita de cálcio (CaHA), da Merz. Os dois são bioestimuladores de colágeno e os nomes soam parecidos, mas são moléculas diferentes, com duração e conduta de complicação diferentes.

Em que plano se aplica Ellansé na face?

O consenso internacional de 2017 recomenda o plano subcutâneo ou o supraperiosteal, nunca a derme superficial, onde o produto tende a ficar irregular e palpável. O mesmo consenso registra que o produto não é indicado para lábios, glabela nem pálpebras.

Ellansé se aplica com cânula ou com agulha?

O consenso de 2017 aceita as duas: cânula romba para áreas amplas a partir de poucos pontos de entrada, agulha quando se quer precisão num ponto. Na rotina do Dr. Thiago Perfeito com os bioestimuladores que ele usa (Sculptra, Radiesse e HarmonyCa), cerca de 80% das aplicações são feitas com cânula de 22G, sempre com aspiração antes de injetar.

Precisa massagear depois do Ellansé?

O consenso de 2017 orienta massagem leve na área logo depois da injeção, para distribuir o produto por igual. É uma etapa feita pelo injetor ao fim da aplicação, junto com a regra de não sobrecorrigir, já que o colágeno ainda vai se formar.

Referências

  1. Christen MO, Vercesi F. Polycaprolactone: How a Well-Known and Futuristic Polymer Has Become an Innovative Collagen-Stimulator in Esthetics. Clin Cosmet Investig Dermatol. 2020;13:31-48. · PMID 32161484 · DOI 10.2147/CCID.S229054
  2. Kim JA, Van Abel D. Neocollagenesis in human tissue injected with a polycaprolactone-based dermal filler. J Cosmet Laser Ther. 2015;17(2):99-101. · PMID 25260139 · DOI 10.3109/14764172.2014.968586
  3. Shu Jiang Z, Xiao W, Li X, et al. Long-Term Biostimulatory Efficacy of Polycaprolactone Facial Fillers: A Two-Year Quantitative Assessment of Neocollagenesis Using Second-Harmonic Generation Microscopy. Aesthet Surg J. 2026; online ahead of print (sjag208). · PMID 42767651 · DOI 10.1093/asj/sjag208
  4. Moers-Carpi MM, Sherwood S. Polycaprolactone for the correction of nasolabial folds: a 24-month, prospective, randomized, controlled clinical trial. Dermatol Surg. 2013;39(3 Pt 1):457-463. · PMID 23350617 · DOI 10.1111/dsu.12054
  5. Moers-Carpi M, Christen MO, Delmar H, et al. European Multicenter Prospective Study Evaluating Long-Term Safety and Efficacy of the Polycaprolactone-Based Dermal Filler in Nasolabial Fold Correction. Dermatol Surg. 2021;47(7):960-965. · PMID 33731572 · DOI 10.1097/DSS.0000000000002978
  6. Galadari H, van Abel D, Al Nuami K, et al. A randomized, prospective, blinded, split-face, single-center study comparing polycaprolactone to hyaluronic acid for treatment of nasolabial folds. J Cosmet Dermatol. 2015;14(1):27-32. · PMID 25564797 · DOI 10.1111/jocd.12126
  7. Hu K, Wang S. Comparing the Safety and Effectiveness of PCL and PLLA Injections for Nasolabial Fold Correction. J Cosmet Dermatol. 2025;24(9):e70414. · PMID 40874404 · DOI 10.1111/jocd.70414
  8. de Melo F, Nicolau P, Piovano L, et al. Recommendations for volume augmentation and rejuvenation of the face and hands with the new generation polycaprolactone-based collagen stimulator (Ellansé). Clin Cosmet Investig Dermatol. 2017;10:431-440. · PMID 29184426 · DOI 10.2147/CCID.S145195
  9. de Melo F, Marijnissen-Hofsté J. Investigation of physical properties of a polycaprolactone dermal filler when mixed with lidocaine and lidocaine/epinephrine. Dermatol Ther (Heidelb). 2012;2(1):13. · PMID 23205335 · DOI 10.1007/s13555-012-0013-7
  10. Lin SL, Christen MO. Polycaprolactone-based dermal filler complications: A retrospective study of 1111 treatments. J Cosmet Dermatol. 2020;19(8):1907-1914. · PMID 32485052 · DOI 10.1111/jocd.13518
  11. Habibi S, Khorasanizadeh F, Etesami I, et al. Ultrasonographic Features of Polycaprolactone Granulomatous Reactions: Case Series and a Literature Review. Aesthet Surg J Open Forum. 2026;8:ojag116. · PMID 42488346 · DOI 10.1093/asjof/ojag116
  12. de Melo F, Lin SL, Vercesi F, et al. Staged Management of Vascular Occlusion With Ellansé (Polycaprolactone): A Modified Delphi Expert Consensus. Aesthet Surg J Open Forum. 2026;8:ojag167. · PMID 42819331 · DOI 10.1093/asjof/ojag167
  13. Wu L. iCare Technique of Dissolving Ellanse M Nodules Using Collagenase: A Case Series and Experimental Study. J Cosmet Dermatol. 2025;24(5):e70201. · PMID 40296530 · DOI 10.1111/jocd.70201
Dr. Thiago Perfeito, CRM-DF 23199
Dr. Thiago Perfeito · CRM-DF 23199
Medicina estética e regenerativa, Brasília–DF. Anatomia aplicada, complicações em injetáveis e medicina regenerativa.

Pós Prática em Medicina Estética Avançada

Formação médico-exclusiva: anatomia, ultrassom, complicações e prática supervisionada — sem atalhos.

Conhecer a formação →