HIFU: complicações e como evitar
As complicações do HIFU (ultrassom microfocado) se dividem em dois grupos: as esperadas — vermelhidão, edema, dor durante a sessão, sensibilidade e equimose — e as raras, que quase sempre têm a mesma origem: o ponto de coagulação caiu numa camada que não era o alvo. Queimadura de superfície, paresia de ramo do nervo facial, afundamento por perda de gordura, lesão ocular e, em relato isolado, lesão vascular no pescoço são os eventos graves descritos. Esta página reúne o que foi publicado sobre cada um, com a incidência que os próprios trabalhos trazem, e transforma isso em rotina de prevenção. A escolha de cartucho por profundidade está no guia de profundidades dos cartuchos; o gesto do disparo, em cartuchos e técnica do Ultraformer MPT.
Esperado, incômodo ou complicação
A meta-análise de Amiri e colaboradores (2025, Aesthet Surg J), que incluiu 42 estudos de ultrassom microfocado com visualização, encontrou nota média de dor de 4,85, classificada como moderada, e listou como eventos comuns eritema, edema, inchaço, equimose e sensibilidade, em geral leves a moderados. O trabalho foi financiado pela Merz North America, e parte dos autores presta consultoria à Merz. Uma revisão mais antiga, de Hitchcock e Dobke (2014, J Cosmet Dermatol), assinada por autor vinculado à Ulthera, separou o que é típico (sensibilidade, vermelhidão, edema discreto) do que é raro (equimose, vergões e efeitos ligados a nervo, como parestesia e paresia) e registrou efeitos térmicos na superfície em casos de técnica inadequada.
| Evento | Onde o calor foi parar | O que previne |
|---|---|---|
| Eritema, edema, sensibilidade | Na camada certa; é a resposta inflamatória esperada | Orientação prévia; não é complicação |
| Vergões, bolha, queimadura | Mais raso que o planejado, na derme ou na epiderme | Contato completo, gel, transdutor perpendicular, sem empilhar linhas |
| Parestesia, paresia | Mais fundo que o planejado, perto de ramo nervoso | Mapa dos trajetos nervosos e cartucho escolhido pela espessura real |
| Afundamento, atrofia | Gordura subcutânea fina recebendo energia demais | Poupar regiões já esvaziadas; densidade conservadora |
| Lesão ocular | Feixe alcançando o globo através da pálpebra | Protetor ocular e só cartucho raso na região periocular |
Quanto acontece: os números que existem
Humphrey e colaboradores (2025, Dermatol Surg) fizeram uma revisão sistemática motivada por uma pergunta dos cirurgiões plásticos — se o ultrassom microfocado consome gordura facial e atrapalha um lifting futuro. Nos 19 artigos, com dados de 506 pacientes, predominaram edema, eritema e dor transitórios, e a literatura trazia um único caso de atrofia subcutânea. Na base americana de notificações de dispositivos (MAUDE), os autores encontraram 106 registros com a marca Ulthera; ali, os eventos mais notificados foram lipoatrofia, sequelas neurológicas (lesão de nervo, dormência focal, disestesia e ptose) e cicatriz, além de 1 relato de lifting prejudicado. Sobre o impacto num lifting posterior, os autores concluem que existem só relatos anedóticos, em grande parte não verificados. Notificação mostra que o evento existe; não mostra com que frequência ele acontece.
Para a frequência, dois trabalhos ajudam. A revisão sistemática de Kumar e colaboradores (2026, Aesthet Surg J Open Forum) sobre a região periorbital reuniu 10 estudos, de 10 a 191 participantes, com desenhos não randomizados e heterogêneos: os eventos foram leves e transitórios, e as complicações raras ficaram abaixo de 1%, sem sequela permanente. E Suh e colaboradores (2025, Arch Dermatol Res) revisaram 18 anos de prontuários de duas clínicas coreanas, 1.040 pacientes tratados com ultrassom microfocado ou radiofrequência monopolar combinados a injetáveis; o resumo não nomeia os aparelhos. Entre os que receberam também toxina, houve 3 casos de ptose palpebral (0,4%) e 1 de abaulamento paradoxal (0,1%); com ácido hialurônico, 2 casos de irregularidade de superfície (1,1%); com ácido poli-L-láctico, 1 caso de assimetria da bochecha (1,7%). Não houve queimadura, necrose, infecção nem migração de preenchedor. A ptose desse grupo pede a leitura de ptose palpebral após toxina antes de ser atribuída ao aparelho.

Queimadura e lesão de superfície
A série de Friedmann e colaboradores (2018, Lasers Surg Med) é a descrição mais detalhada do que acontece quando o ponto sobe: 5 pacientes tratados com Ultherapy, cada um em sessão única, evoluíram com bolha, erosão ou úlcera, edema da pele ou do subcutâneo seguido de atrofia e, em alguns casos, necrose cutânea. Os autores acham provável que esses eventos sejam subnotificados.
O mecanismo prático é quase sempre de contato. Transdutor com uma borda levantada, gel insuficiente, pressão irregular sobre proeminência óssea ou linha disparada sobre outra linha na mesma faixa mudam a distância real entre o foco e a superfície — e o ponto que deveria nascer na gordura nasce na derme. Vergões que reproduzem o desenho das linhas, no fim da sessão, sugerem energia mais rasa que a planejada e merecem foto e reavaliação.
Nervo: ramo temporal e ramo marginal da mandíbula
Os dois ramos do nervo facial que mais preocupam no ultrassom microfocado são os que correm rasos em algum trecho. O ramo temporal (frontal) cruza o arco zigomático numa camada superficial e segue para a fronte; lesado, a paciente perde a elevação da sobrancelha daquele lado. O ramo marginal da mandíbula acompanha a borda inferior da mandíbula, sob o platisma, e fica mais exposto perto da incisura antegonial, onde cruza os vasos faciais; lesado, o lábio inferior perde a depressão e o sorriso fica assimétrico.
Sathaworawong e Wanitphakdeedecha (2018, J Cosmet Dermatol) relataram lesão do nervo facial numa mulher de 33 anos depois de um tratamento de flacidez com ultrassom focalizado. Mais útil do que o caso é o estudo de Kwon e colaboradores (2022, Dermatol Surg), que mediu ao ultrassom a espessura da pele, da gordura superficial e do SMAS do terço inferior em 200 pacientes. Os autores lembram que a lesão térmica no SMAS ou abaixo dele pode atingir o nervo e seus ramos, e mostram por que a mesma profundidade de cartucho não significa a mesma camada em pessoas diferentes: a gordura superficial afinou com a idade, sobretudo na região pré-auricular, na bochecha inferior e no jowl, e as margens do SMAS ficaram mais superficiais em pacientes mais velhos, homens e de face magra do que em pacientes jovens, mulheres e de face cheia.
A tradução clínica é direta: no rosto magro e envelhecido, o cartucho profundo chega mais perto do nervo. É nesse paciente que a espessura medida — ou ao menos estimada com honestidade — decide se o cartucho mais profundo entra naquela faixa ou se a região recebe só o raso.

Perda de gordura e afundamento
É a complicação que mais gera discussão e a que menos aparece nos ensaios. Na revisão de Humphrey, a literatura trazia um caso de atrofia subcutânea, mas a lipoatrofia liderava as notificações espontâneas; na série de Friedmann, parte dos pacientes evoluiu com edema seguido de atrofia. O mecanismo proposto é o calor profundo sobre uma camada de gordura que já é pouca.
Cho e colaboradores (2026, Clin Cosmet Investig Dermatol) revisaram os aparelhos de energia no paciente que emagreceu com agonistas de GLP-1, como tirzepatida e semaglutida, e lembram que, em estudos pré-clínicos de contorno corporal, o aquecimento sustentado do subcutâneo por volta de 43 a 45 °C se associou a lesão ou apoptose de adipócitos. Os autores apresentam como hipótese de pesquisa — e não como recomendação — controlar a profundidade de forma conservadora e evitar energia profunda desnecessária em regiões que já perderam volume. Na direção oposta, Byun e colaboradores (2024, Int J Mol Sci), num modelo com 2 porcos, aplicaram ultrassom focalizado em um lado da face e mediram, à ressonância, aumento da espessura e do volume de gordura facial, mais evidente sobre o arco zigomático; a primeira autoria declara bolsa de pesquisa e vínculo de emprego com a LIBON. Os dois achados convivem: o efeito sobre a gordura parece depender de dose, profundidade e de quanto tecido existe.

Na prática, o paciente de risco é reconhecível antes da sessão: face magra, perda de peso recente, têmporas e região submalar já côncavas. Nele, a camada de gordura é tratada com densidade menor ou fica fora do mapa, e o objetivo da sessão é a derme e a sustentação, não a redução de volume. A distribuição dos compartimentos que costumam esvaziar está em compartimentos de gordura da face.
Olhos e pescoço: as zonas de cautela
Os relatos oculares são poucos e graves. Marafon e colaboradores (2023, BMC Ophthalmol), de Porto Alegre, descreveram uma mulher de 47 anos que, depois de uma única aplicação na pálpebra superior, chegou à emergência com dor, hiperemia e fotofobia: infiltrados na córnea com edema e uveíte anterior grave. Tratada com corticoide tópico, ficou com opacidade corneana residual, atrofia de íris e catarata periférica aos 6 meses, embora com visão final de 20/20. Liu e colaboradores (2025, J Cosmet Dermatol) relataram uma mulher de 32 anos que sentiu dor no olho e queda de acuidade durante o tratamento da pele periocular; a iridociclite regrediu, mas um leucoma corneano permaneceu. Nos dois trabalhos, os autores pedem limiar de intensidade bem definido para a região periocular e uso correto de protetor ocular.
No pescoço, Du e colaboradores (2022, Front Cardiovasc Med) relataram uma dissecção traumática da artéria carótida interna numa mulher de 41 anos, com quadro de infarto cerebral, depois de ultrassom focalizado para linhas do pescoço com o aparelho chamado 7D no relato; ela precisou de ressecção da dissecção e enxerto venoso. Os autores atribuem o evento, como hipótese, ao calor de um foco em profundidade inadequada e defendem visualização melhor e treino mais rigoroso do operador. É um caso isolado, mas ensina que, no pescoço, o foco profundo exige saber exatamente o que está embaixo dele.
Dor: sinal, além de desconforto
Faria e Chaves (2026, Aesthetic Plast Surg), numa análise narrativa, lembram que pele, SMAS e periósteo são densamente inervados, enquanto a gordura subcutânea tem poucas fibras nociceptivas — por isso o disparo no subdérmico ou no SMAS dói mais do que o disparo restrito à gordura. Os autores propõem, como hipótese, que um desconforto moderado possa indicar energia chegando ao plano certo. A leitura inversa também vale: dor súbita e desproporcional numa linha específica pede pausa para rever contato, ângulo, cartucho e o que há embaixo, antes de continuar.
Prevenção em sete passos
Modelo · Checklist de segurança do HIFU
- Espessura antes do cartucho. Medida ao ultrassom diagnóstico quando houver; estimada por idade, sexo e biotipo quando não houver.
- Zonas de cautela desenhadas na pele. Ramo temporal sobre o arco zigomático, ramo marginal ao longo da borda da mandíbula e da incisura antegonial, região periorbital, eixo vascular e cartilagem tireoide no pescoço.
- Cartucho pela camada que o paciente tem. Em face magra, o profundo sai das faixas próximas aos trajetos nervosos.
- Contato e linhas. Gel suficiente, transdutor perpendicular e apoiado por inteiro, linhas paralelas sem sobreposição.
- Olhos protegidos. Protetor ocular e só cartucho raso na pele periocular, com o feixe nunca apontado para o globo.
- Histórico. Emagrecimento recente, pele com ferida ou erosão no campo, preenchedor ou bioestimulador recentes.
- Retorno com olhar treinado. Foto padronizada e exame dirigido: vergão, bolha, área endurecida ou pálida, assimetria de movimento, depressão nova.

O passo 6 tem regra própria na rotina do Dr. Thiago Perfeito: entre bioestimulador ou preenchedor e uma sessão de aparelho de energia, ele espera de 2 a 4 semanas. É um prazo diferente do intervalo entre duas sessões do mesmo aparelho. Na clínica INTI, os dois ultrassons focalizados em uso são o Ultraformer MPT e o Linear Z; o checklist vale igual para os dois.
Quando a complicação aparece
Superfície. Para bolha, erosão e edema com risco de atrofia, Friedmann descreve como conduta inicial cuidado local da ferida, tranquilização do paciente e corticoide tópico, com ou sem laser de corante pulsado para conter a inflamação; tratamentos estéticos ou cirúrgicos ficam para quando o conservador falha.
Nervo. Documentar com foto e vídeo da mímica, explicar ao paciente o que aconteceu e acompanhar a recuperação em retornos programados. Na revisão de Hitchcock, quando o aparelho foi usado corretamente, os eventos relatados tenderam a ser transitórios e a se resolver sem sequela.
Olho. Dor ocular, fotofobia ou baixa de visão depois de tratamento periocular é encaminhamento oftalmológico no mesmo dia; nos relatos, a conduta foi feita por oftalmologistas, com corticoide e anti-inflamatório.
Afundamento. Esperar o fim do edema, documentar e só então decidir correção de volume, com o paciente informado do mecanismo.
Onde isso entra na formação
Na Pós Prática do Dr. Thiago Perfeito, organizada em quatro módulos independentes de um sábado presencial, com pré-work gravado obrigatório e no máximo 8 médicos por turma, complicação não é capítulo separado: cada módulo trata as do próprio tema. O ultrassom microfocado tem lugar no bloco de tecnologias do Módulo B2, que passa pelas tecnologias da clínica — em que camada cada uma age, quando entra no plano e o que fazer sem ela — e volta em bloco breve no Módulo A1, onde também está a tabela de intervalos entre modalidades. A física dos planos vem no material gravado; no sábado, a parte teórica é demonstração comentada e a parte prática, execução supervisionada em paciente modelo. Os critérios para comparar cursos de aparelho estão no guia de cursos de tecnologias, e o caminho para aprender a ler espessura e estruturas ao ultrassom, em curso de ultrassom em estética. Os módulos estão em /cursos/.
Declaração de ausência de relação comercial: o Dr. Thiago Perfeito não tem vínculo comercial com nenhum fabricante de aparelho ou de produto citado nesta página.
Perguntas frequentes
Quais são as complicações mais comuns do HIFU?
As esperadas são eritema, edema, dor durante a sessão, sensibilidade e equimose, em geral leves a moderadas e passageiras; na meta-análise de Amiri (2025), a dor média foi de 4,85, classificada como moderada. As complicações raras incluem queimadura de superfície, paresia de nervo, atrofia de gordura e lesão ocular.
O HIFU pode lesar o nervo facial?
Pode, embora seja raro. Há relato de lesão do nervo facial depois de tratamento de flacidez, e as notificações espontâneas incluem dormência, disestesia e paresia. Os ramos de maior cuidado são o temporal, sobre o arco zigomático, e o marginal da mandíbula, junto à borda da mandíbula. Em face magra e envelhecida, o SMAS fica mais superficial, e o cartucho profundo chega mais perto deles.
HIFU causa perda de gordura no rosto?
É o evento mais discutido. A literatura publicada traz poucos casos de atrofia subcutânea, mas a lipoatrofia lidera as notificações espontâneas nos Estados Unidos. O risco se concentra em quem já tem pouca gordura: face magra, emagrecimento recente, têmporas e região submalar côncavas. Nesses pacientes, a camada de gordura recebe densidade menor ou fica fora do mapa.
Pode aplicar HIFU perto dos olhos?
A região periorbital é tratada em vários estudos, com eventos em geral leves; numa revisão de 10 estudos, as complicações raras ficaram abaixo de 1%. Os relatos de lesão de córnea, íris e cristalino mostram o que acontece quando o feixe alcança o globo: por isso, protetor ocular e apenas cartucho raso na pele periocular.
Com que frequência acontece complicação grave no HIFU?
Os números publicados são baixos. Numa revisão de 18 anos de prontuários com 1.040 pacientes tratados com ultrassom microfocado ou radiofrequência monopolar associados a injetáveis, não houve queimadura, necrose nem infecção. As notificações espontâneas mostram que os eventos graves existem, mas não permitem calcular taxa.
O que fazer diante de bolha ou queimadura depois do HIFU?
Fotografar, orientar o paciente e iniciar cuidado local da ferida. Na série de Friedmann (2018), a conduta inicial incluiu corticoide tópico, com ou sem laser de corante pulsado para conter a inflamação; tratamentos estéticos ou cirúrgicos ficaram para quando o conservador não resolveu.
Preenchimento recente aumenta o risco do HIFU?
O cuidado é de sequência. A conduta do Dr. Thiago Perfeito é deixar de 2 a 4 semanas entre bioestimulador ou preenchedor e a sessão de aparelho de energia. No estudo de Suh (2025), a associação de energia com ácido hialurônico teve 2 casos de irregularidade de superfície entre os pacientes revisados.
Referências
- Amiri M, Ajasllari G, Llane A, et al. Microfocused Ultrasound With Visualization (MFU-V) Effectiveness and Safety: A Systematic Review and Meta-Analysis. Aesthet Surg J. 2025;45(3):NP86-NP94. · PMID 39540440 · DOI 10.1093/asj/sjae228
- Hitchcock TM, Dobke MK. Review of the safety profile for microfocused ultrasound with visualization. J Cosmet Dermatol. 2014;13(4):329-335. · PMID 25399626 · DOI 10.1111/jocd.12111
- Humphrey VS, Rambhia PH, Gmyrek R, et al. Microfocused Ultrasound With Visualization: A Systematic Review of Adverse Events and Risk of Subsequent Facelift Compromise. Dermatol Surg. 2025;51(4):424-429. · PMID 39625163 · DOI 10.1097/DSS.0000000000004510
- Kumar N, de Almeida GOO, Luthra A, et al. Use of High-Intensity Focused Ultrasound in the Periorbital Rejuvenation: A Systematic Review. Aesthet Surg J Open Forum. 2026;8:ojag099. · PMID 42453157 · DOI 10.1093/asjof/ojag099
- Suh DH, Chen LC, Chung HJ, et al. An 18-year comprehensive safety study on microfocused ultrasound and monopolar radiofrequency combined with cosmetic injectables in 1,040 patients. Arch Dermatol Res. 2025;317(1):251. · PMID 39821337 · DOI 10.1007/s00403-024-03683-w
- Friedmann DP, Bourgeois GP, Chan HHL, et al. Complications from microfocused transcutaneous ultrasound: Case series and review of the literature. Lasers Surg Med. 2018;50(1):13-19. · PMID 29154457 · DOI 10.1002/lsm.22768
- Sathaworawong A, Wanitphakdeedecha R. Nerve injury associated with high-intensity focused ultrasound: A case report. J Cosmet Dermatol. 2018;17(2):162-164. · PMID 29165881 · DOI 10.1111/jocd.12464
- Kwon SH, Ahn GY, Lew BL, et al. Clinical Implication of the Regional Thickness of the Lower Facial Skin, Superficial Fat, and Superficial Musculoaponeurotic System on High-Intensity Focused Ultrasound Treatment. Dermatol Surg. 2022;48(5):527-531. · PMID 35093961 · DOI 10.1097/DSS.0000000000003393
- Cho CH, Koo S, Yoo K. Energy-Based Devices for GLP-1 Receptor Agonist-Associated Facial Aging: A Tissue-Specific Safety Framework. Clin Cosmet Investig Dermatol. 2026;19:628537. · PMID 42893183 · DOI 10.2147/CCID.S628537
- Byun KA, Kim HM, Oh S, et al. High-Intensity Focused Ultrasound Increases Facial Adipogenesis in a Swine Model via Modulation of Adipose-Derived Stem Cell Cilia. Int J Mol Sci. 2024;25(14):7648. · PMID 39062891 · DOI 10.3390/ijms25147648
- Marafon SB, Marinho DR, Kwitko S. Cornea opacity, uveitis with iris atrophy and lens damage following cosmetic high-intensity ultrasound of the eyelid: a case report. BMC Ophthalmol. 2023;23(1):230. · PMID 37217891 · DOI 10.1186/s12886-023-02947-9
- Liu J, Luo H, Li N. Micro-Focused Ultrasound Treatment for Periocular Skin Leading to Corneal Leukoma With Iridocyclitis: A Case Report. J Cosmet Dermatol. 2025;24(12):e70601. · PMID 41367308 · DOI 10.1111/jocd.70601
- Du F, Shao J, Lai Z, et al. Case report: Traumatic carotid artery dissection after 7D High-Intensity Macro- and Micro-Focused Ultrasound treatment for skin laxity of the neck. Front Cardiovasc Med. 2022;9:913754. · PMID 36061559 · DOI 10.3389/fcvm.2022.913754
- Faria GEL, Chaves TP. Demystifying Pain During Microfocused Ultrasound: A Narrative Analysis of Facial Layer Sensitivity and Its Possible Correlation with Treatment Efficacy. Aesthetic Plast Surg. 2026;50(11):4359-4363. · PMID 41803309 · DOI 10.1007/s00266-026-05730-5
Pós Prática em Medicina Estética Avançada
Formação médico-exclusiva: anatomia, ultrassom, complicações e prática supervisionada — sem atalhos.
Conhecer a formação →