Qual o melhor tratamento para queixo retraído?
Para queixo retraído por deficiência do tecido mole, o preenchedor de ácido hialurônico de alta sustentação oferece projeção imediata, reversível e com leitura integrada do perfil. Retração óssea importante tem caminho cirúrgico como solução definitiva.
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Queixo retraído por tecido mole: o papel do ácido hialurônico de alta sustentação
Para queixo retraído causado por deficiência de projeção do tecido mole — a causa mais comum —, o tratamento mais direto, reversível e de resultado imediato é a aplicação de ácido hialurônico de alta sustentação no mento. O produto preenche o volume ausente, projeta o mento anteriormente e reequilibra o terço inferior do rosto em uma única sessão. A leitura do perfil lateral confirma o alinhamento mento–nariz–lábios antes e após a aplicação.
O que distingue essa indicação de um preenchimento convencional é a rheologia do produto: o mento exige ácido hialurônico com módulo elástico elevado (G' alto), capaz de sustentar volume e resistir à pressão muscular dos depressores do lábio inferior e do mentalis sem migrar. Produtos com G' baixo — desenvolvidos para lábios ou sulcos superficiais — perdem forma nessa região. A escolha do produto é, portanto, decisão clínica, não preferência estética.
A técnica combina técnica supraperiostal profunda no corpo do mento com eventual refinamento em plano superficial para contorno. A avaliação em frente e perfil define quão lateral a projeção deve se estender — um mento simétrico em frente pode ter déficit assimétrico em três quartos, exigindo depósitos calibrados por lado. A referência publicada de Sattler e Carruthers na Dermatol Surg documenta que a aplicação profunda no pogônio produz resultados mais estáveis e com menor risco de nódulo palpável quando comparada à técnica superficial. O procedimento é ambulatorial, realizado em 20 a 40 minutos, sem necessidade de anestesia regional.
Quando o preenchedor tem limite — e quando o caminho é cirúrgico
O preenchedor de ácido hialurônico projeta tecido mole — não reposiciona estrutura óssea. Essa distinção é clinicamente importante:
- Retrogenia tecidual (tecido mole recuado sobre base óssea adequada): candidato direto ao preenchedor. Responde bem, projeção estável, resultado natural.
- Retrogenia óssea leve a moderada: o preenchedor camufla e melhora visualmente o perfil — o resultado pode ser satisfatório, mas o médico injetor precisa ser honesto sobre o que está sendo corrigido e sobre o limite da camuflagem.
- Classe II esquelética significativa (retrognatia verdadeira, discrepância ântero-posterior de base óssea): o caminho definitivo é cirúrgico — mentoplastia com implante ou avanço ósseo (genioplastia), ou ortognática quando a relação oclusal está comprometida. Esses procedimentos são realizados por cirurgião bucomaxilofacial ou cirurgião plástico treinado — profissionais de terceira parte.
- Histórico de PMMA, silicone líquido ou biopolímero na região: contraindicação absoluta ao preenchedor adicional. Esses materiais não são reabsorvíveis, reagem ao ácido hialurônico e aumentam risco de nódulo e infecção tardia.
- Infecção ativa, doença autoimune em atividade, gestação e lactação: contraindicações gerais a qualquer procedimento injetável.
A avaliação clínica começa sempre pela causa da retração. Antes de qualquer aplicação, a relação oclusal, a posição dos dentes e a análise do perfil esquelético orientam se o caso cabe em preenchedor ou precisa de abordagem estrutural.
Resultado, duração e o que avaliar antes de decidir
O resultado é visível na saída do consultório. Edema discreto nas primeiras 48 horas pode superestimar o volume — o resultado real é avaliado em 14 dias, quando o produto se integra ao tecido e o edema some. A duração esperada com produtos de alta sustentação, como as linhas volumizadoras das famílias Juvéderm (Volux XC) e Restylane (Defyne, Lyft), fica entre 12 e 18 meses. Manutenções periódicas preservam o equilíbrio — e, ao longo do tempo, tendem a exigir volumes menores de reposição.
A avaliação clínica antes do procedimento cobre três pontos:
- Análise do perfil em repouso e com leve contração do mentalis — confirma se a retração é estrutural ou funcional (hiperatividade muscular que empurra o tecido para cima, cambiável com toxina botulínica no mentalis).
- Proporção do terço inferior — relação mento/nariz/lábios. Um preenchimento de mento pode ou não ser combinado com harmonização labial ou jawline, dependendo do objetivo.
- Histórico da região — cirurgia prévia, implante, produto não reabsorvível. Nenhuma dessas informações é menor: todas mudam o plano.
Para o paciente masculino — que busca este procedimento com frequência crescente —, o mento projetado e definido é componente central da jawline. A combinação de projeção de mento com contorno mandibular e eventual toxina no masseter é um dos protocolos de harmonização masculina mais solicitados. O alinhamento esperado: ângulo do queixo mais definido, perfil em harmonia com o nariz, sem aspecto artificial.
Para pacientes femininas entre 45 e 60 anos, a retração de mento tende a se acentuar com a reabsorção óssea fisiológica do envelhecimento e com a perda de suporte de tecido mole. Nessa faixa etária, o preenchimento de mento pode ser parte de um protocolo de rejuvenescimento do terço inferior — combinando jawline, sulco labiomentoniano e eventualmente biostimulador de colágeno para qualidade geral do tecido.
Dr. Thiago Perfeito
CRM-DF 23199 · Medicina Estética e Regenerativa
Médico com mais de 10 anos de prática em medicina estética e regenerativa. Mestre em Medicina Estética (2024). Formação internacional em Harvard Medical School e Mayo Clinic. Membro da ASLMS, A4M, AMS e NYAS. Atendimento em Brasília, Lago Sul.
Conheça o Dr. Thiago →Perguntas frequentes sobre Projeção de mento
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O que causa o queixo retraído?
As causas mais comuns são deficiência de projeção do tecido mole sobre base óssea adequada, retrogenia óssea (mento estruturalmente menor ou recuado), e acentuação do recuo com o envelhecimento — que combina reabsorção óssea leve com perda de suporte de tecido mole. A análise clínica distingue entre as causas e define o tratamento adequado: preenchedor, toxina botulínica no mentalis, ou avaliação cirúrgica quando a base óssea é o problema principal.
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Toxina, preenchimento ou tecnologia: qual a diferença no tratamento do queixo?
Toxina botulínica no mentalis trata hiperatividade muscular que comprime o queixo — indicada quando há aspecto de “queixo caroço” ou mento que sobe em contração. Preenchedor de ácido hialurônico de alta sustentação projeta volume ausente e é a principal indicação para queixo pequeno ou recuado. Tecnologias como ultrassom microfocado e radiofrequência atuam na qualidade do tecido, não na projeção — não substituem o preenchedor em casos de déficit volumétrico real.
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O resultado da projeção de mento com preenchedor fica natural?
Quando a indicação é correta e a técnica respeita o equilíbrio com o nariz, os lábios e a jawline, o resultado é proporcional e não revelado. O principal erro que gera aspecto artificial é tratar o queixo de forma isolada sem leitura do conjunto do terço inferior. A aplicação deve ser precedida de análise de perfil e frente, com volume calibrado ao déficit real — não ao máximo possível.
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Quanto dura a projeção de mento com ácido hialurônico?
Com produtos de alta sustentação (G' elevado) como as linhas volumizadoras Juvéderm Volux XC e Restylane Lyft, a duração estimada é de 12 a 18 meses. O metabolismo individual, o volume aplicado e a frequência de expressão da musculatura local influenciam o intervalo. Manutenções periódicas tendem a exigir volume menor de reposição ao longo do tempo.
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Qual o custo médio do preenchimento de queixo em Brasília?
O preenchimento de mento utiliza ácido hialurônico facial na faixa de R$ 1.900 a R$ 2.800 por seringa em Brasília. O protocolo para projeção de mento geralmente envolve uma a duas seringas dependendo do déficit, o que situa o investimento entre R$ 1.900 e R$ 5.600. O plano exato — número de seringas, produto indicado e eventual combinação com outros procedimentos — é definido na avaliação clínica. Valores significativamente abaixo dessa faixa merecem atenção: o custo do insumo importado de qualidade já compromete parte relevante do valor final.
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Análise de perfil, terço inferior e indicação individualizada. Nenhuma aplicação sem avaliação clínica completa — Dr. Thiago Perfeito, CRM-DF 23199.