PRP, microagulhamento, mesoterapia e exossomos capilares — protocolos com mecanismos biológicos complementares, indicados com base em exames e etiologia da queda.
O tratamento médico da queda capilar envolve protocolos que atuam por mecanismos biológicos distintos e complementares. O PRP (plasma rico em plaquetas) é processado a partir de sangue autólogo e concentrado em fatores de crescimento — VEGF, PDGF, IGF-1 — que estimulam o folículo em fase de repouso (telógena) a entrar na fase de crescimento (anágena) e aumentam a vascularização perifolicular. A eficácia documentada em estudos controlados é maior em alopecia androgênica e eflúvio telógeno moderado do que em alopecia cicatricial, onde o folículo já foi destruído.
Os exossomos capilares — vesículas extracelulares derivadas de células-tronco mesenquimais — ampliam o sinal regenerativo por um mecanismo anti-inflamatório e pró-regenerativo mais abrangente que o PRP isolado, com modulação de citocinas pró-inflamatórias que contribuem para a miniaturização folicular. O microagulhamento capilar (dermaroller ou dermapen 1,5 mm) cria microcanais no couro cabeludo que potencializam a absorção tópica de minoxidil e geram microinflamação controlada — estímulo mecânico da β-catenina e da fibronectina, proteínas envolvidas na ativação folicular. A mesoterapia capilar combina vitaminas (biotina, tocoferol, niacinamida), aminoácidos e vasodilatadores aplicados por microinjeção intradérmica no couro cabeludo, com melhora de microcirculação e suprimento nutricional do folículo.
A indicação de protocolo começa pelos exames: hemograma completo, ferritina sérica, TSH, T4 livre e perfil hormonal. A etiologia da queda — androgênica, por deficiência de ferro, por hipotireoidismo, por estresse oxidativo ou por inflamação crônica — determina qual protocolo é primário, qual é adjuvante e por quantas sessões. O tratamento sintomático sem investigar a causa pode resultar em resposta parcial e recidiva precoce. A avaliação presencial com tricoscopia complementa os exames para mapear o padrão de queda e a densidade folicular residual.
Todos realizados na clínica INTI, Lago Sul, Brasília. Indicação após avaliação presencial e análise de exames laboratoriais.
Sem identificar a causa da queda, o protocolo trata sintoma, não etiologia. A avaliação presencial com tricoscopia e análise laboratorial define o plano correto para cada caso.
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