Cabelo · Regenerativos

PRP Capilar em Brasília: plasma rico em plaquetas

Tratamento regenerativo autólogo que reativa folículos pilosos com os próprios fatores de crescimento do paciente. Sem cirurgia, sem downtime significativo, protocolo individualizado por tipo de alopecia e fase da queda.

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PRP Capilar em Brasília — Dr. Thiago Perfeito, CRM-DF 23199

O PRP capilar é um tratamento injetável autólogo em que o plasma rico em plaquetas do próprio paciente é aplicado no couro cabeludo para reduzir a queda e estimular folículos ainda viáveis. Não existe protocolo padronizado: nos estudos revisados, os esquemas variaram de 1 a 6 sessões, com intervalos de 2 semanas a 3 meses, e um esquema proposto na literatura é de 3 sessões mensais seguidas de sessões a cada 3 a 6 meses5; nos ensaios, o ganho de densidade é medido aos 3 e aos 6 meses1. A evidência em alopecia androgenética mostra ganho real de densidade, mas foi classificada como de baixa qualidade nas meta-análises, com estudos heterogêneos — em boa parte porque o preparo do plasma não é padronizado2. Não é indicado em alopecia cicatricial nem em área já calva com fibrose folicular, porque nesses casos não há folículo para reativar. No consultório do Dr. Thiago Perfeito (CRM-DF 23199), em Brasília, o investimento é definido em avaliação presencial com tricoscopia, já que depende do número de sessões que o caso exige — e o preço isolado não informa a concentração de plaquetas que o sistema de preparo entrega, variável que a literatura aponta como uma das principais limitações da evidência.

Definição: o que é plasma rico em plaquetas (PRP) capilar

Plasma rico em plaquetas (PRP) é a fração do sangue obtida por centrifugação na qual a concentração de plaquetas fica acima da do sangue circulante. Quando esse concentrado é injetado no couro cabeludo, chama-se PRP capilar: com a ativação plaquetária, são liberados fatores de crescimento — entre eles PDGF, VEGF e IGF-1 — que atuam sobre a papila dérmica e sobre a vascularização perifolicular. Por ser preparado a partir do sangue do próprio paciente, é um material autólogo, sem produto de origem externa e sem reação de rejeição.

Dr. Thiago Perfeito — PRP para produção de colágeno: alternativa ao bioestimulador em áreas delicadas.

O que é o PRP Capilar e como funciona o mecanismo regenerativo

O PRP capilar (Plasma Rico em Plaquetas) é um tratamento regenerativo autólogo que concentra fatores de crescimento do próprio sangue do paciente e os injeta no couro cabeludo para reduzir a queda ativa e recuperar densidade nos folículos que ainda respondem. Não existe reação de rejeição porque o material biológico é do próprio organismo. O que a literatura sustenta com mais firmeza é o ganho de densidade na área tratada — não o nascimento de fios onde o folículo já se perdeu.

O processo começa com a coleta de 10 a 20 ml de sangue periférico — quantidade comparável a um exame de rotina. Esse volume é submetido a centrifugação em rotações específicas (em um ou dois estágios, conforme o sistema; a revisão de Stevens e Khetarpal sugere centrifugação única para obter PRP puro com 3 a 6 vezes a concentração plaquetária do sangue5) para separar as frações sanguíneas: hemácias no fundo, plasma pobre em plaquetas no topo e, na camada intermediária, o plasma rico em plaquetas — a fração terapêutica.

A ativação plaquetária libera um conjunto de fatores de crescimento que explicam a ação clínica do PRP. Os principais são o PDGF (fator de crescimento derivado de plaquetas), responsável por estimular a proliferação celular folicular; o VEGF (fator de crescimento endotelial vascular), que aumenta a vascularização do couro cabeludo e melhora o aporte nutritivo dos folículos; e o IGF-1 (fator de crescimento semelhante à insulina), que prolonga a fase anágena — a fase ativa de crescimento do fio. Uma revisão sistemática com meta-análise de nove ensaios clínicos randomizados, reunindo 238 pacientes e publicada em 2023 no Journal of Cutaneous Medicine and Surgery, demonstrou aumento estatisticamente significativo da densidade capilar aos 3 e aos 6 meses em comparação ao placebo, sem relato de eventos adversos graves1.

A injeção é feita com microinjetor ou dermojet diretamente na derme e hipoderme do couro cabeludo, nas regiões de queda ativa. A distribuição segue o mapeamento clínico da área afetada, realizado antes da sessão. O procedimento dura de 30 a 45 minutos, incluindo coleta, centrifugação, ativação e aplicação.

A alopecia androgenética se torna mais frequente com a idade — aos 60 anos, segundo a revisão de Stevens e Khetarpal, atinge 45% dos homens e 35% das mulheres5. Nesse contexto, o PRP atua sobre o microambiente folicular e pode contrabalançar parcialmente a miniaturização progressiva, mas não suprime o componente hormonal da doença — razão pela qual a mesma revisão o posiciona como tratamento coadjuvante, com manutenção das terapias tópicas e orais. Não é tratamento único para alopecia avançada; é componente de protocolos combinados e de manutenção.

O PRP raramente entrega seu melhor resultado isolado — ele rende mais como peça de um protocolo de manutenção, encaixado entre a estabilização farmacológica da queda e o acompanhamento da densidade ao longo do ano. O paciente que enxerga o PRP como um ciclo, e não como uma sessão avulsa, é o que percebe a diferença real na linha do cabelo seis meses depois.

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Quem se beneficia do PRP Capilar e quando o tratamento não é indicado

A seleção criteriosa do candidato é o que determina o resultado clínico. Na alopecia androgenética, uma meta-análise brasileira de treze ensaios clínicos randomizados encontrou ganho médio de cerca de 28 fios por centímetro quadrado a favor do PRP, sem diferença estatisticamente significativa no diâmetro do fio, e classificou a evidência como de baixa qualidade, com estudos muito heterogêneos entre si e viés de publicação evidente2. Isso não invalida o tratamento — situa o que se pode esperar dele: um ganho real de densidade em quem ainda tem folículo, e não uma solução para alopecia avançada com perda folicular irreversível.

Perfil de candidato com melhor resposta clínica:

  • Alopecia androgenética masculina ou feminina em estágios iniciais a moderados (Norwood I–III no homem; Ludwig I–II na mulher)
  • Eflúvio telógeno agudo ou crônico com folículos ainda viáveis
  • Alopecia difusa pós-estresse, pós-parto ou pós-emagrecimento rápido
  • Manutenção após transplante capilar para preservar folículos nativos
  • Pacientes em uso de minoxidil ou finasterida que buscam potencializar o protocolo medicamentoso
  • Mulheres com queda difusa ou de padrão feminino e folículos viáveis — inclusive na transição da perimenopausa, quando a queda costuma se intensificar

Quando o PRP não é a indicação principal:

  • Alopecia areata — resposta incerta: em meta-análise de 27 ensaios controlados, não ficou claro se o PRP supera a infiltração de triancinolona, com evidência de qualidade muito baixa6; exige avaliação específica e geralmente outras linhas de tratamento
  • Alopecia cicatricial (líquen plano pilar, lúpus discoide) — folículos destruídos não respondem a estimulação regenerativa
  • Alopecia androgenética avançada com couro cabeludo com brilho (sinal de fibrose folicular) — candidato melhor ao transplante
  • Doenças sistêmicas em atividade: coagulopatias, trombocitopenia, uso de anticoagulante oral em dose terapêutica
  • Infecção ativa no couro cabeludo
  • Neoplasia ativa ou histórico recente de câncer hematológico

A expectativa mal calibrada é o principal motivo de frustração com o tratamento. PRP não faz brotar cabelo em área completamente calva: onde a tricoscopia mostra couro cabeludo brilhante e ausência de óstios foliculares, não há alvo biológico para o estímulo, e a conduta correta é dizer isso e discutir transplante capilar, que é a indicação apropriada nesse cenário.

Na queda feminina, uma revisão sistemática de vinte e um ensaios randomizados, com 628 participantes, descreveu aumento de densidade e de espessura do fio com PRP, menos fios no teste de tração e efeitos adversos em geral leves e transitórios — registrando que a resposta varia conforme a dose, a duração do esquema de aplicações e a etnia, o que reforça o dimensionamento individual do protocolo em vez de um pacote fechado4.

Homens com queda ativa em fase inicial que ainda não iniciaram terapia medicamentosa costumam usar o PRP como camada adicional, não como substituto da prescrição. A meta-análise de cinco ensaios randomizados que comparou PRP associado ao minoxidil tópico contra minoxidil tópico isolado encontrou densidade capilar maior no grupo combinado em um, três e cinco a seis meses de seguimento, com risco de eventos adversos semelhante entre os grupos — ressalvando que três dos cinco ensaios tinham alto risco de viés, que a certeza da evidência foi julgada baixa a muito baixa e que os métodos de preparo do PRP variavam de estudo para estudo3. Finasterida e dutasterida não entraram nessa comparação: têm indicação, contraindicação e avaliação de risco próprias, definidas em consulta.

Como é o protocolo na prática: sessões, intervalo e ciclo anual

Não há protocolo único validado para o PRP capilar: a revisão de Stevens e Khetarpal encontrou esquemas de 1 a 6 sessões, com intervalos de 2 semanas a 3 meses, e melhora relatada com mais frequência a partir do terceiro mês5; a meta-análise de 27 ensaios controlados do Centro Nacional de Sangue da Itália também registrou heterogeneidade nos tipos de PRP e nos esquemas de administração6. O esquema proposto por Stevens e Khetarpal, com base na revisão e na experiência clínica dos autores, começa com 3 sessões mensais; o número total é ajustado pela resposta medida na reavaliação.

Estrutura de protocolo mais frequente:

  • Fase de indução: 3 sessões mensais (meses 1, 2 e 3)
  • Avaliação clínica com tricoscopia no mês 4
  • Sessão de reforço no mês 6 se houver resposta parcial
  • Manutenção: sessões espaçadas — na proposta de Stevens e Khetarpal, a cada 3 meses no primeiro ano ou a cada 6 meses após a indução —, com a frequência definida pela reavaliação

O ciclo de manutenção é relevante porque o PRP não elimina a causa da alopecia androgenética — a sensibilidade folicular ao DHT permanece. O que o protocolo faz é manter o microambiente folicular favorável ao crescimento, retardar a miniaturização e preservar os folículos que responderam à fase de indução. Sem manutenção, a perda tende a retomar. A maioria dos estudos não acompanhou os pacientes além de 6 meses, mas os que acompanharam por mais tempo registraram declínio: em uma série, 4 de 20 homens tiveram perda progressiva, mais evidente aos 16 meses; em outra, a densidade caiu aos 6 e aos 12 meses após a última sessão, enquanto um terceiro estudo descreveu densidade mantida acima do basal — dados reunidos na revisão de Stevens e Khetarpal5.

A sessão em si tem pouco tempo de recuperação: o paciente pode retornar às atividades habituais no mesmo dia. Nos estudos revisados, o efeito adverso mais comum foi dor transitória no local da injeção, sem efeitos adversos maiores relatados5. Os cuidados pós-sessão — quando lavar o cabelo e por quanto tempo evitar produtos com álcool, sol direto e exercício intenso — são de curta duração e entregues por escrito na prescrição individual; a literatura citada nesta página não padroniza prazos para esses cuidados.

Para pacientes que chegam após um período de queda intensa — como pode ocorrer na transição menopausal ou após emagrecimento rápido com tirzepatida (Mounjaro) ou semaglutida (Ozempic) —, o intervalo das primeiras sessões pode ser encurtado, conforme avaliação clínica; os estudos revisados usaram intervalos a partir de 2 semanas.

O que mais determina o resultado não é a sessão em si — é a adesão ao ciclo. O paciente que faz a indução completa e depois interrompe o acompanhamento tende a perder parte do que ganhou, como mostram os estudos com seguimento mais longo; o que retorna para uma ou duas sessões anuais, mantendo a base medicamentosa, preserva o que ganhou. Por isso a tricoscopia do mês 4 é um momento de decisão real, e não um item de rotina: a densidade é medida em pontos fixos do couro cabeludo e comparada com o registro da primeira consulta, e é essa leitura objetiva que define se o caso pede reforço, manutenção mais espaçada ou associação com outra terapia. Prometer densidade sem esse acompanhamento seria vender expectativa, não tratamento.

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Infográfico das etapas do tratamento PRP Capilar — protocolo Dr. Thiago Perfeito, CRM-DF 23199, Brasília.
Ilustração esquemática de caráter didático. Resultados clínicos variam conforme a anatomia individual de cada paciente.
Dr. Thiago Perfeito — médico responsável

Dr. Thiago Perfeito

CRM-DF 23199 · Medicina Estética e Regenerativa

Médico com mais de 10 anos de prática em medicina estética e regenerativa. Mestre em Medicina Estética (2024). Formação internacional em Harvard Medical School e Mayo Clinic. Membro da ASLMS, A4M, AMS e NYAS. Atendimento em Brasília, Lago Sul.

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O que muda o desfecho: preparo do plasma, expectativa e o que de fato se mede

Dois pacientes com o mesmo diagnóstico e o mesmo número de sessões podem sair com resultados diferentes — e a variável mais subestimada é o preparo do plasma. "PRP" não é um produto padronizado: é o nome de um preparo. Rotação, número de estágios de centrifugação, uso ou não de ativador e volume final de plasma mudam a concentração plaquetária entregue ao couro cabeludo, e essa variação atravessa a própria literatura. Duas das meta-análises citadas nesta página registram explicitamente a heterogeneidade dos métodos de preparo como limitação central da evidência disponível — uma delas analisando separadamente o tipo de ativador e o método de centrifugação empregados em cada ensaio23. É por isso que comparar orçamentos apenas pelo preço da sessão engana: parte da diferença de valor entre um serviço e outro está exatamente no sistema de centrifugação e no protocolo de preparo, que não aparecem no orçamento.

A segunda variável é a expectativa, e ela precisa ser dita com precisão. Existe diferença clínica entre estabilizar a queda e densificar. A meta-análise de nove ensaios randomizados publicada em 2023 é ilustrativa: encontrou aumento estatisticamente significativo da densidade capilar aos 3 e aos 6 meses em relação ao placebo, mas, para contagem total de fios e diâmetro do fio, a diferença em relação ao placebo não alcançou significância estatística1. Traduzindo para a consulta: o que o PRP tende a entregar é área tratada mais cheia e queda mais controlada, não um cabelo novo onde o folículo já se perdeu. Quem procura o tratamento esperando reverter uma entrada consolidada está buscando a indicação errada.

A terceira é medir, e medir do mesmo jeito. Sem tricoscopia com pontos de referência fixos e fotografia padronizada — mesma distância, mesmo enquadramento, mesma iluminação, cabelo seco e partido na mesma linha —, a avaliação de resposta vira impressão pessoal, do paciente e do médico. Erro comum: comparar foto de celular tirada em casa, com o cabelo molhado, contra foto de consultório com cabelo seco. O molhado sempre parece mais ralo, e a comparação produz uma conclusão falsa em qualquer direção. Um segundo erro frequente é abandonar a base medicamentosa ao iniciar o PRP, tratando as duas coisas como alternativas: o tratamento de consultório não interrompe a sensibilidade folicular ao DHT, e retirar a prescrição costuma anular o que o protocolo ganhou.

Por fim, o tempo. Os desfechos de densidade nos ensaios são lidos, em regra, entre o terceiro e o sexto mês — o mesmo horizonte da avaliação clínica proposta aqui. Julgar o tratamento na semana seguinte à primeira sessão, ou pela quantidade de fios no ralo depois de trinta dias, avalia ruído, não efeito: a própria queda tem variação sazonal e o ciclo do fio leva meses para responder a qualquer estímulo.

O enquadramento sanitário do preparo: o que a norma exige de quem produz o plasma

Do ponto de vista regulatório brasileiro, o PRP não é um produto de prateleira: é um produto de origem sanguínea para uso não transfusional, obtido por manipulação mínima do sangue periférico do próprio paciente — coleta na presença de anticoagulante, centrifugação, separação física das frações e concentração de plaquetas acima dos níveis basais, que a nota técnica da Anvisa situa, citando a definição corrente na literatura, entre 150 mil e 350 mil plaquetas por microlitro. A Nota Técnica nº 29/2024 da Anvisa, cujo objeto declarado é a produção e o uso terapêutico do PRP e de suas variantes/frações, registra dois pontos que mudam a leitura do assunto: o PRP não está sujeito a registro sanitário na Anvisa enquanto se limita à manipulação mínima e à função homóloga das plaquetas; e a própria agência declara não ter competência legal para reconhecer o uso clínico e as indicações de terapias desse tipo — o reconhecimento de indicação terapêutica recai, segundo a nota, sobre os conselhos profissionais e o Ministério da Saúde. O que a nota técnica disciplina, portanto, é o processo: onde, como, com quais insumos e com qual rastreabilidade o plasma é preparado.

Os requisitos a seguir são os que a nota técnica estabelece para a produção do PRP; a coluna da direita traduz cada um para o que se pode conferir antes de iniciar um protocolo.

O que a Nota Técnica nº 29/2024 estabeleceO que isso significa na prática
Produção em estabelecimento de saúde regularizado, com licenciamento sanitário vigente, pessoal qualificado e processos validados, documentados e registradosO preparo é etapa de serviço de saúde, com infraestrutura compatível com manipulação de material biológico — não de ambiente improvisado
Materiais em contato direto com o sangue regularizados junto à Anvisa; com kit comercial, seguem-se as instruções do fabricante. O sistema aberto pode ser excepcionalmente necessário em locais com restrições de insumos e dispositivos específicosTubo e kit que entram em contato com o sangue têm regularização sanitária própria; o sistema fechado é o que impede o contato da amostra com o ambiente durante o processamento
Manipulação e processamento exclusivos para cada paciente, com uma amostra por vezO material é autólogo do começo ao fim: volta apenas para quem doou o sangue, sem dois pacientes processados em paralelo
Coleta precedida de avaliação clínica e laboratorial — a nota cita, entre os exemplos, contagem de plaquetas e testagem para marcadores de agentes infecciososA avaliação que precede cada coleta tem função técnica, e não protocolar: a contagem de plaquetas condiciona o próprio produto que se vai obter
Termo de consentimento livre e esclarecido assinado antes do procedimento, com esclarecimento de riscos, possíveis eventos adversos e eficáciaO consentimento é por escrito, incluindo o que o tratamento não entrega — e é onde as dúvidas devem ter sido respondidas
Protocolo escrito de preparo (volume coletado, etapas e tempo de centrifugação, métodos de ativação, concentração especificada no produto final) e registro de todas as etapas para rastreabilidade, com monitoramento de eventos adversosO “como se prepara” é documentado e verificável — exatamente a variável que separa dois serviços que cobram valores parecidos

Esses itens raramente aparecem num orçamento, e é por isso que duas propostas de valor semelhante podem ser coisas diferentes. Vale ainda uma distinção de nomenclatura que confunde a busca: “plasma rico em plaquetas” também nomeia um produto intermediário da produção de hemocomponentes em serviço de hemoterapia, para uso transfusional, regulado por norma própria (RDC nº 34/2014) — mesma sigla, outro objeto e outra finalidade. A nota técnica da Anvisa é explícita ao não tratar daquele processo, e é do preparo para uso autólogo que ela se ocupa.

PRP capilar comparado às outras opções de tratamento capilar da clínica

O PRP é uma das quatro frentes usadas no tratamento da queda de cabelo em Brasília — ao lado dos exossomos capilares, do laser Fotona capilar e da prescrição medicamentosa. Elas não são concorrentes: diferem no mecanismo, no número de sessões e no tempo até a resposta ficar visível, e a combinação é definida na tricoscopia da avaliação presencial.

OpçãoComo ageProtocolo inicialQuando a resposta apareceMelhor indicação
PRP capilar (plasma autólogo)Fatores de crescimento do próprio sangue (PDGF, VEGF, IGF-1) injetados na derme do couro cabeludoSem protocolo padronizado; esquema proposto na literatura: 3 sessões mensais e manutenção a cada 3 a 6 meses5Melhora relatada com mais frequência a partir do 3º mês; densidade medida aos 3 e aos 6 meses nos ensaios1Alopecia androgenética inicial a moderada (Norwood I–III, Ludwig I–II) e eflúvio telógeno com folículo viável
Exossomos capilaresVesículas extracelulares alogênicas, produzidas fora do paciente, que sinalizam à papila dérmica sem depender da contagem plaquetária do pacienteNúmero de sessões e intervalo definidos em avaliação; não há esquema padronizado na literaturaSem prazo padronizado; evidência clínica em alopecia ainda inicial, de estudos pequenosAlternativa quando a qualidade do PRP fica comprometida — plaquetopenia, anemia ou estado inflamatório que comprometem a qualidade do PRP
Fotona capilar (laser Er:YAG 2940 nm + Nd:YAG 1064 nm)Energia depositada no microambiente perifolicular, sem agulha; a microcoluna fracionada também aumenta a penetração do ativo tópico aplicado em seguidaNúmero de sessões e intervalo definidos em avaliaçãoPrazo definido conforme o esquema da avaliação; sem número padronizado citado nesta páginaCamada adjuvante do protocolo — quem quer estímulo sem agulha ou quer potencializar o minoxidil tópico
Prescrição médica (minoxidil; finasterida ou dutasterida quando indicadas)Uso domiciliar contínuo que atua na causa hormonal da miniaturização e no ciclo do fioUso diário contínuo, com reavaliação clínica periódicaResposta avaliada após meses de uso contínuoBase do tratamento da alopecia androgenética — é sobre ela que as terapias de consultório se somam

Nenhuma das quatro substitui as outras, e a escolha não é hierárquica: PRP e exossomos entregam sinalização biológica por injeção, o laser trabalha o terreno perifolicular sem agulha, e a prescrição medicamentosa é o que segura a causa entre uma sessão e outra. O ponto que define todas é o mesmo — a existência de folículo viável, verificada na tricoscopia. O investimento de cada frente é definido em avaliação presencial, conforme o número de sessões que o caso exige.

Perguntas frequentes sobre PRP Capilar

  • Quanto custa o procedimento em Brasília?

    O investimento no PRP capilar não tem preço único: depende de quantas sessões o protocolo exige (o esquema não é padronizado e é ajustado pela resposta), da técnica de centrifugação empregada e da eventual combinação com outras terapias. Por isso o valor por sessão e o investimento total são definidos individualmente, na avaliação clínica presencial com tricoscopia — é quando se estima a resposta esperada e o número real de sessões para o seu caso. Um alerta honesto: o preparo do plasma varia entre sistemas de centrifugação e protocolos, e essa variação é uma das principais limitações apontadas pela literatura — por isso comparar apenas pelo preço da sessão engana.

  • Quanto tempo dura o efeito?

    Os efeitos da fase de indução — redução da queda e aumento de densidade — não são permanentes, porque o PRP não suprime o componente hormonal da alopecia androgenética. A maioria dos estudos não acompanhou os pacientes além de 6 meses; os que acompanharam por mais tempo registraram, em parte dos pacientes, declínio da densidade entre 6 e 16 meses após o tratamento. Por isso a manutenção é feita com sessões espaçadas — a cada 3 a 6 meses no esquema proposto por Stevens e Khetarpal (2019) —, com a frequência ajustada pela reavaliação com tricoscopia e mantendo a base medicamentosa.

  • Quem é candidato ideal e quem deve evitar?

    Candidatos ideais: pacientes com alopecia androgenética leve a moderada (Norwood I–III ou Ludwig I–II), eflúvio telógeno com folículos viáveis, queda pós-parto ou pós-emagrecimento, manutenção pós-transplante capilar. Quem deve evitar ou buscar avaliação específica: alopecia cicatricial (folículos destruídos não respondem), alopecia androgenética avançada com couro cabeludo com brilho, coagulopatias, trombocitopenia, anticoagulante oral em dose terapêutica, infecção ativa no couro cabeludo e neoplasia ativa.

  • Como é a recuperação e quanto tempo até voltar à rotina?

    A recuperação é mínima: o paciente retorna às atividades habituais no mesmo dia, sem curativo, sem corte e sem afastamento. O efeito adverso mais comum relatado nos estudos é dor transitória no local da injeção, sem efeitos adversos maiores. Os cuidados pós-sessão — quando lavar o cabelo e por quanto tempo evitar produtos com álcool, sol direto e exercício intenso — são de curta duração e entregues por escrito na prescrição individual.

  • Quantas sessões são necessárias para o resultado completo?

    Não existe número padronizado: nos estudos revisados por Stevens e Khetarpal (2019), os esquemas variaram de 1 a 6 sessões, com intervalos de 2 semanas a 3 meses, e a melhora foi relatada com mais frequência a partir do terceiro mês. O esquema proposto por esses autores começa com 3 sessões mensais, seguidas de sessões a cada 3 a 6 meses. Após a fase de indução, a reavaliação com tricoscopia orienta a necessidade de reforço e o ritmo da manutenção.

Referências bibliográficas

  1. Zhang X, Ji Y, Zhou M, et al. Platelet-Rich Plasma for Androgenetic Alopecia: A Systematic Review and Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials. J Cutan Med Surg. 2023;27(5):504-508. PMID 37533146. DOI: 10.1177/12034754231191461 · PubMed
  2. Kieling L, Konzen AT, Zanella RK, Valente DS. Is autologous platelet-rich plasma capable of increasing hair density in patients with androgenic alopecia? A systematic review and meta-analysis of randomized clinical trials. An Bras Dermatol. 2024;99(6):847-862. PMID 39013743. DOI: 10.1016/j.abd.2024.01.002 · PubMed
  3. Yao J, Zhu L, Pan M, et al. The additive value of platelet-rich plasma to topical Minoxidil in the treatment of androgenetic alopecia: A systematic review and meta-analysis. PLoS One. 2024;19(8):e0308986. PMID 39197003. DOI: 10.1371/journal.pone.0308986 · PubMed
  4. Yuan J, He Y, Wan H, Gao Y. Effectiveness of platelet-rich plasma in treating female hair loss: A systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Skin Res Technol. 2024;30(8):e70004. PMID 39177365. DOI: 10.1111/srt.70004 · PubMed
  5. Stevens J, Khetarpal S. Platelet-rich plasma for androgenetic alopecia: A review of the literature and proposed treatment protocol. Int J Womens Dermatol. 2019;5(1):46-51. PMID 30809579. Revisão narrativa da literatura (9 estudos de PRP em alopecia androgenética) com protocolo proposto pelos autores a partir da revisão e da experiência clínica — não é ensaio clínico. DOI: 10.1016/j.ijwd.2018.08.004 · PubMed
  6. Cruciani M, Masiello F, Pati I, Marano G, Pupella S, De Angelis V. Platelet-rich plasma for the treatment of alopecia: a systematic review and meta-analysis. Blood Transfus. 2023;21(1):24-36. PMID 34967722. Revisão sistemática com meta-análise de 27 ensaios controlados (1.117 participantes; 18 em alopecia androgenética e 9 em alopecia areata); evidência classificada como de baixa qualidade. DOI: 10.2450/2021.0216-21 · PubMed

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