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Microfat ou nanofat: qual dos dois o seu caso pede

Microfat e nanofat saem da mesma colheita da sua própria gordura: o microfat repõe volume em sulcos e áreas que esvaziaram, e o nanofat devolve qualidade à pele — textura, viço, olheira escura e rugas finas. Veja qual a sua queixa pede e quando os dois entram juntos, no protocolo Lipocube em Brasília.

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Microfat e nanofat: mesma gordura, dois resultados

Microfat e nanofat são dois preparos da mesma gordura do próprio paciente, colhida por uma pequena lipoaspiração. O microfat preserva a célula de gordura e repõe volume; o nanofat é emulsificado e filtrado até virar uma suspensão fina, rica em células regenerativas, que trata a qualidade da pele. No consultório, os dois são preparados no protocolo Lipocube, com faixa de R$ 30.000 a R$ 50.000 por protocolo.

A gordura colhida do próprio paciente pode virar produtos diferentes conforme o processamento aplicado depois da colheita. Uma revisão publicada em Aesthetic Surgery Journal por Cohen et al. (2017) organiza os enxertos de gordura em três categorias por tamanho de parcela e grau de emulsificação: millifat, microfat e nanofat — este último na faixa de 400 a 600 micrômetros. Cada categoria tem a sua capacidade de injeção e o seu conteúdo de células da fração estromal vascular (SVF), a fração de células regenerativas do tecido adiposo.

O trabalho que descreveu tecnicamente o nanofat, de Tonnard et al. (2013) em Plastic and Reconstructive Surgery, detalha o processo: o lipoaspirado é colhido como microfat, com uma cânula de múltiplos orifícios pequenos, e depois passa por emulsificação e filtragem para virar nanofat — fino o bastante para ser injetado com agulhas de até 27G. É essa etapa extra que separa os dois produtos e permite tratar regiões delicadas, como a pálpebra inferior, com precisão.

Menkes et al. (2020), em Plastic and Reconstructive Surgery Global Open, descrevem a mesma sequência numa série de 50 pacientes: gordura aspirada da coxa medial, da face interna do joelho ou do abdome inferior, lavada para virar microfat e então emulsificada em suspensão de nanofat, injetada com cânula 25G no plano subcutâneo da face.

Por ser a gordura da própria pessoa, os dois preparos são 100% autólogos: não há produto industrializado nem material estranho ao organismo. E como saem da mesma coleta, um único procedimento pode tratar volume e pele ao mesmo tempo.

Dr. Thiago Perfeito explica o Lipocube no rosto: a gordura do próprio paciente usada para regenerar a pele.

Microfat: volume com a sua própria gordura

Microfat é a gordura preparada sem a etapa de emulsificação do nanofat — por isso mantém a estrutura da célula de gordura e repõe volume em sulcos, têmporas, bochechas e áreas que esvaziaram com o tempo.

Na descrição de Menkes et al. (2020), o microfat é obtido logo após a aspiração e a lavagem com solução salina. Na classificação de Cohen et al. (2017), millifat e microfat são as categorias de parcela maior, e a mesma revisão destaca a enxertia em compartimento de gordura profundo e a enxertia de gordura superficial entre os componentes que vêm ganhando importância no rejuvenescimento facial contemporâneo.

Como chega à área receptora como tecido adiposo estruturalmente intacto, o microfat se comporta como um enxerto de gordura: ocupa espaço e devolve o contorno que a face perdeu. É a lógica de reposição de volume detalhada na página sobre enxertia de gordura no rosto.

Essa reposição tem base anatômica. Rohrich e Pessa (2007), em dissecções de 30 hemifaces publicadas em Plastic and Reconstructive Surgery, mostraram que a gordura subcutânea da face é organizada em compartimentos independentes, e que o envelhecimento facial é, em parte, a mudança desses compartimentos ao longo do tempo. Por isso o microfat é planejado por compartimento — devolvendo volume exatamente onde ele sumiu, com resultado natural.

É também um procedimento seguro. Uma revisão sistemática publicada em JPRAS Open por Gornitsky et al. (2019), com 43 estudos e 4.577 pacientes tratados com enxertia de gordura autóloga na face, registrou complicações em apenas 2,27% dos casos — a mais comum, assimetria, ajustável no planejamento.

Antes e depois de Lipocube no rosto em Brasília: bochechas e contorno mais cheios, pele mais luminosa — Dr. Thiago Perfeito
Cada caso é individual e os resultados variam de pessoa para pessoa.

Nanofat: pele mais firme, uniforme e com viço

Nanofat é a mesma gordura emulsificada e filtrada até virar uma suspensão rica em células-tronco derivadas do tecido adiposo. O alvo dele é a qualidade da pele: textura, viço, olheira escura, rugas finas e cicatrizes — com melhora percebida a partir de duas a quatro semanas.

No estudo laboratorial de Tonnard et al. (2013), três amostras da mesma gordura foram comparadas — lipoaspirado clássico, microfat e nanofat. As células-tronco derivadas do tecido adiposo seguiram ricamente presentes no nanofat, com capacidade de proliferação e diferenciação equivalente à das outras duas amostras. A emulsificação desfaz as células de gordura maduras e preserva o potencial regenerativo — é isso que dá ao nanofat o seu papel próprio na pele. Nos 67 casos tratados pelo grupo (rugas superficiais, cicatrizes e pálpebra inferior escura), os autores registraram melhora marcante da qualidade da pele aos seis meses, sem infecção, cisto de gordura ou granuloma.

A série de Menkes et al. (2020), com 50 pacientes tratados com nanofat associado a 20% de plasma rico em plaquetas (PRP), mostrou resultado aparente entre 2 e 4 semanas e melhora contínua até o 6º mês. Todos os pacientes confirmaram melhora da qualidade da pele, e os autores descrevem também um efeito de sustentação ("lifting") da face nas fotos de antes e depois. Biópsias de pele feitas antes e depois da injeção de nanofat mostraram aumento da celularidade da derme, da densidade vascular e das fibras elásticas e de colágeno — a base biológica da pele mais firme e com mais viço.

O conjunto da literatura confirma esses achados. Uma revisão sistemática de Tran et al. (2024), em Plastic and Reconstructive Surgery, reuniu 12 estudos de nanofat usado isoladamente: seis estudos, com 253 pacientes, mostraram melhora significativa das cicatrizes, quatro descreveram benefício no rejuvenescimento da pele — rugas, linhas finas, pigmentação e manchas —, e a histologia mostrou aumento da espessura da pele, do colágeno e das fibras elásticas. Nenhuma complicação grave foi relatada, e os autores concluem que o nanofat é um procedimento prático e seguro.

A explicação completa do nanofat — origem, indicações e resultados — está na página Nanofat: o que é, para que serve e o que esperar. Aqui o foco é escolher o preparo certo para a sua queixa.

Antes e depois de Lipocube no rosto em Brasília: pele menos avermelhada e contorno mais definido — Dr. Thiago Perfeito
Cada caso é individual e os resultados variam de pessoa para pessoa.

Tabela: qual escolher por queixa

A tabela resume o que cada queixa costuma pedir. A combinação final é definida no exame presencial.

QueixaPreparo indicadoPor quê
Sulco ou depressão por perda de volume (ex.: sulco nasolabial, têmpora vazia)MicrofatPreserva a célula de gordura e repõe o volume perdido no compartimento
Bochecha e maçã do rosto que esvaziaramMicrofatDevolve contorno e projeção com a própria gordura
Rugas superficiaisNanofatIndicação tratada na série de 67 casos de Tonnard et al. (2013)
Cicatriz com pele de textura irregularNanofatCicatriz está entre as indicações tratadas por Tonnard et al. (2013)
Olheira escura sem sulco (coloração ou pele fina)NanofatA pálpebra inferior escura é indicação do artigo original; a agulha fina alcança essa região delicada
Olheira com sulco na transição pálpebra-bochechaMicrofat (+ nanofat se houver escurecimento)O microfat repõe o volume do sulco; o nanofat trata a pele fina por cima
Pele opaca, sem viço, com poros aparentesNanofatMelhora da qualidade da pele relatada por todos os 50 pacientes de Menkes et al. (2020)
Sulco raso com textura comprometida na mesma áreaOs dois, em planos diferentesVolume e qualidade de pele tratados no mesmo procedimento

Microfat e nanofat na mesma sessão

Quando a avaliação encontra as duas necessidades — falta de volume num plano e pele comprometida no plano mais superficial —, microfat e nanofat são aplicados no mesmo procedimento, cada um na camada em que entrega mais. É a grande vantagem do Lipocube: uma única coleta, dois tratamentos.

Com a idade, perda de volume e pele mais fina costumam aparecer juntas: o rosto esvazia ao mesmo tempo em que a pele perde viço e firmeza. Tratar só uma das duas queixas deixa o resultado pela metade. Na revisão de Cohen et al. (2017), a enxertia em compartimento de gordura profundo, a enxertia de gordura superficial, o nanofat e a SVF aparecem lado a lado entre os componentes que vêm ganhando importância no rejuvenescimento facial contemporâneo — a mesma revisão apresenta os conceitos de "biofilling" e "biocontouring", que unem volume e regeneração.

Na prática, a gordura colhida é dividida: parte vira microfat para devolver contorno às têmporas, bochechas e sulcos; parte vira nanofat para a pele da face, das olheiras e das áreas com textura irregular. A proporção entre os dois é definida na avaliação, a partir do mapa de queixas de cada rosto.

Antes e depois de lipoenxertia facial em Brasília: bochecha e olheira mais preenchidas — Dr. Thiago Perfeito
Cada caso é individual e os resultados variam de pessoa para pessoa.

Como é o procedimento e a recuperação

Microfat e nanofat são feitos no consultório, com anestesia local: coleta de gordura de uma área doadora, processamento e aplicação na face no mesmo dia, com volta ao trabalho em 48 a 72 horas.

  • Coleta: no Lipocube, a gordura é colhida de uma área doadora, numa coleta de até cerca de 250 mL — mais próxima de uma mini-lipoaspiração do que de uma lipoaspiração tradicional.
  • Anestesia: local. Sedação com anestesista é opcional, só quando o paciente prefere.
  • Processamento: a gordura é preparada como microfat para o volume e como nanofat para a pele.
  • Aplicação: com agulha ou cânula fina, nas áreas e camadas definidas na avaliação.
  • Preparo: anticoagulante é suspenso 10 dias antes, com orientação médica; exames pré-operatórios não são rotina.
  • Recuperação: volta ao trabalho em 48 a 72 horas; exercício intenso a partir de 3 a 4 semanas; retornos em 2 semanas e 3 meses.

Efeitos esperados nos primeiros dias, segundo a série de Menkes et al. (2020):

  • vermelhidão e inchaço por 2 a 4 dias;
  • pequenos hematomas;
  • dor leve na área doadora;
  • nódulo na pálpebra inferior em 1 de 50 pacientes, que regrediu sozinho em um mês.
Antes e depois de Lipocube no rosto em Brasília: contorno e bochechas mais cheios e definidos — Dr. Thiago Perfeito
Cada caso é individual e os resultados variam de pessoa para pessoa.

Quanto custa microfat e nanofat

No consultório, microfat e nanofat são feitos dentro do protocolo Lipocube, com faixa de R$ 30.000 a R$ 50.000 por protocolo; uma área única fica em torno de R$ 30.000 a R$ 35.000.

O protocolo inclui a coleta e o processamento da gordura em microfat e nanofat, e o valor final depende das áreas tratadas. Tudo é definido na avaliação, com registro fotográfico padronizado. Sedação com anestesista é opcional e não está incluída nem é necessária.

A avaliação com o Dr. Thiago Perfeito, em Brasília (Lago Sul), mapeia o que é volume e o que é pele no seu rosto e monta o plano de microfat e nanofat.

Perguntas frequentes sobre microfat e nanofat

  • Microfat ou nanofat: qual é melhor?

    Depende da queixa. O microfat é o melhor para repor volume — sulcos, têmporas, bochechas e áreas que esvaziaram. O nanofat é o melhor para qualidade de pele — textura, viço, olheira escura, rugas finas e cicatrizes. Quando as duas queixas aparecem juntas, os dois são aplicados no mesmo procedimento, a partir da mesma coleta de gordura.

  • Qual a diferença entre microfat e nanofat?

    Os dois vêm da mesma gordura do próprio paciente. O microfat preserva a célula de gordura e repõe volume. O nanofat passa por uma etapa extra de emulsificação e filtragem, vira uma suspensão fina rica em células regenerativas e trata a qualidade da pele. O nanofat é a parcela mais fina da escala, de 400 a 600 μm.

  • Quanto custa microfat e nanofat?

    No consultório, microfat e nanofat são feitos dentro do protocolo Lipocube, com faixa de R$ 30.000 a R$ 50.000 por protocolo; uma área única fica em torno de R$ 30.000 a R$ 35.000. O valor final é definido na avaliação, conforme as áreas tratadas.

  • Microfat e nanofat funcionam?

    Sim. No artigo que descreveu o nanofat, com 67 casos, os autores registraram melhora marcante da qualidade da pele aos seis meses. Numa série de 2020 com 50 pacientes, todos confirmaram melhora da qualidade da pele. Uma revisão sistemática de 2024 encontrou melhora significativa de cicatrizes em seis estudos (253 pacientes) e benefício no rejuvenescimento da pele, sem complicação grave. O microfat repõe volume como enxerto de gordura, planejado por compartimento da face.

  • Dá para fazer microfat e nanofat na mesma sessão?

    Sim. A gordura colhida é dividida: parte vira microfat para o volume e parte vira nanofat para a pele, cada um aplicado na camada em que entrega mais. É a principal vantagem do Lipocube — uma única coleta tratando as duas queixas.

  • Nanofat preenche olheira?

    O nanofat trata a olheira escura e a pele fina da pálpebra inferior — indicação descrita no artigo original da técnica. Quando a olheira também tem sulco por perda de volume, o microfat preparado da mesma gordura repõe esse volume, e os dois são aplicados juntos.

  • Em quanto tempo aparece o resultado?

    O volume do microfat aparece já após o procedimento; parte da gordura enxertada é absorvida nos primeiros meses, e o planejamento já considera essa perda. O contorno final se assenta à medida que o inchaço baixa. Com o nanofat, na série de 2020 com 50 pacientes, a melhora da pele ficou aparente entre 2 e 4 semanas e continuou até o 6º mês.

  • Microfat e nanofat doem?

    O procedimento é feito com anestesia local, na área doadora e na face. Nos primeiros dias, o mais comum é um desconforto leve na área doadora. Sedação com anestesista é opcional, para quem prefere.

  • Quanto tempo de recuperação depois de microfat e nanofat?

    A volta ao trabalho costuma ocorrer em 48 a 72 horas, e o exercício intenso é liberado a partir de 3 a 4 semanas. Inchaço, vermelhidão e pequenos hematomas são esperados nos primeiros dias.

  • Microfat e nanofat são seguros?

    Sim. Uma revisão sistemática com 4.577 pacientes tratados com enxertia de gordura na face registrou complicações em 2,27% dos casos, a mais comum assimetria. A revisão de 2024 sobre nanofat não relatou complicação grave. Como a gordura é do próprio paciente, não há material estranho ao organismo.

  • Microfat e nanofat tratam flacidez?

    Tratam a flacidez ligada a perda de volume e a pele sem firmeza: o microfat devolve a sustentação dos compartimentos que esvaziaram, e o nanofat melhora a qualidade da pele — a série de 2020 descreve também um efeito de sustentação (lifting) da face. Quando há excesso de pele marcado, a avaliação inclui as opções de cirurgia facial.

Referências bibliográficas

  1. Tonnard P, Verpaele A, Peeters G et al. Nanofat grafting: basic research and clinical applications. Plast Reconstr Surg. 2013;132(4):1017-1026. PMID: 23783059 · doi:10.1097/PRS.0b013e31829fe1b0
  2. Cohen SR, Hewett S, Ross L et al. Regenerative Cells For Facial Surgery: Biofilling and Biocontouring. Aesthet Surg J. 2017;37(suppl_3):S16-S32. PMID: 29025218 · doi:10.1093/asj/sjx078
  3. Menkes S, Luca M, Soldati G et al. Subcutaneous Injections of Nanofat Adipose-derived Stem Cell Grafting in Facial Rejuvenation. Plast Reconstr Surg Glob Open. 2020;8(1):e2550. PMID: 32095390 · doi:10.1097/GOX.0000000000002550
  4. Rohrich RJ, Pessa JE. The fat compartments of the face: anatomy and clinical implications for cosmetic surgery. Plast Reconstr Surg. 2007;119(7):2219-2227. PMID: 17519724 · doi:10.1097/01.prs.0000265403.66886.54
  5. Gornitsky J, Viezel-Mathieu A, Alnaif N et al. A systematic review of the effectiveness and complications of fat grafting in the facial region. JPRAS Open. 2019;19:87-97. PMID: 32158860 · doi:10.1016/j.jpra.2018.12.004
  6. Tran VVT, Jin X, Hong KY et al. Effects of Nanofat in Plastic and Reconstructive Surgery: A Systematic Review. Plast Reconstr Surg. 2024;154(3):451e-464e. PMID: 37400953 · doi:10.1097/PRS.0000000000010905

Conteúdo revisado por Dr. Thiago Perfeito — Medicina Estética e Regenerativa, CRM-DF 23199. Revisado em . Atualizado em .

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