Preenchimento corporal

Preenchimento para hip dips: como corrigir a depressão lateral do quadril

A depressão lateral do quadril — conhecida como hip dips — é uma variação anatômica normal, não um defeito. Quando incomoda, existe correção não-cirúrgica por injeção de ácido hialurônico corporal de alto G', que preenche a concavidade e devolve continuidade à curva. Nem todo caso corrige 100% — a leitura anatômica define o que é possível.

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Preenchimento hip dips em Brasília — Dr. Thiago Perfeito, CRM-DF 23199

Hip dips tem solução sem cirurgia: o que o preenchimento pode fazer

Hip dips são a depressão lateral visível entre a crista ilíaca e o trocânter maior do fêmur — a chamada depressão trocantérica. Vale desfazer um mal-entendido comum: não se trata de gordura sobrando nem de flacidez. É uma característica anatômica e estrutural, definida pela proporção óssea da pelve, pela posição em que os músculos glúteo médio e mínimo se inserem sobre o trocânter e pela espessura da gordura subcutânea nessa faixa. Em algumas pelves, esse encaixe cria uma concavidade que interrompe a curva contínua entre quadril e coxa; em outras, ela é imperceptível. Emagrecimento acentua, mas não cria: a estrutura óssea e muscular por baixo permanece a mesma.

Na prática, o que faço não é "remover" a depressão — é preencher a concavidade com um material que devolva continuidade à linha. O produto correto para isso é o ácido hialurônico corporal de alto G' (UPmax ou Sofiderm), um HA denso e coeso, formulado para as regiões corporais de maior demanda mecânica. Ele entrega volume imediato e sustenta a projeção, e a própria distensão do tecido ainda induz alguma produção de colágeno com o tempo. É um ácido hialurônico — não um bioestimulador de colágeno, categoria à qual pertencem Radiesse e Sculptra, com indicação distinta. Deposito o HA em plano subcutâneo profundo, técnica descrita na literatura para contorno da região glútea e trocantérica.3

A aplicação é feita com cânula de grande calibre, não agulha, o que reduz o risco de trauma vascular e permite distribuir o produto em leque, respeitando os vetores de curvatura do quadril. Evito o plano superficial — que criaria irregularidades e ondulações visíveis — e trabalho sempre com marcação prévia, assepsia rigorosa e conhecimento do trajeto dos vasos da região. Segurança vascular e técnica estéril não são detalhe: são o que separa um bom resultado de uma complicação. As revisões de aumento corporal minimamente invasivo com HA mostram que complicações graves são raras quando técnica e assepsia são adequadas — mas possíveis, e é por isso que a escolha de quem aplica pesa mais que a do produto.2

Uma coisa que digo em toda avaliação: nem todo hip dip corrige 100%. Quando a depressão é sobretudo óssea — pelve larga, trocânter proeminente —, o preenchimento suaviza e disfarça, mas não apaga a concavidade, porque não se muda osso com injeção. Quando há um componente maior de perda de volume de tecido mole, a resposta é mais completa. Prefiro alinhar isso antes de começar: o objetivo é uma curva mais contínua e harmônica, não uma transformação de perfil impossível. Expectativa realista é parte do resultado.

Sobre o custo, sou transparente: preenchimento corporal usa muito mais produto que procedimento facial, e é isso que define o valor. Revisões sistemáticas de aumento glúteo com ácido hialurônico relatam média em torno de 207 ml de HA por protocolo e descrevem o método como previsível.1 A correção de hip dips é mais localizada e costuma usar menos que um aumento glúteo completo, mas ainda em volume muito superior ao facial. Em Brasília, o protocolo corporal de HA de alto G' — no qual entra a correção de hip dips — tem faixa de referência de R$ 18.000 a R$ 45.000 por ciclo, em geral distribuído em mais de uma sessão e podendo abranger áreas associadas do quadril e do glúteo. O plano de sessões e o orçamento individualizado são definidos na avaliação presencial.

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Quem se beneficia mais: do perfil anatômico ao pós-emagrecimento

O perfil de pacientes que procuram correção de hip dips é amplo e vai além do estereótipo jovem de redes sociais. Existem dois padrões clínicos distintos.

O primeiro é o padrão anatômico constitucional — presente desde a adolescência, com depressão lateral marcada independente de peso ou composição corporal. Ocorre em pelves com crista ilíaca proeminente e inserção muscular posicionada acima da metade da extensão trocantérica. Pacientes nesse perfil frequentemente têm glúteo desenvolvido mas depressão lateral que 'quebra' a curva desejada. A faixa etária costuma ser 25 a 40 anos, mais jovem que o ICP habitual da clínica, mas tecnicamente elegível para preenchimento.

O segundo padrão, mais prevalente em pacientes acima de 45 anos, é a perda de volume lateral pós-emagrecimento ou pós-GLP-1. Com o emagrecimento acelerado promovido por semaglutida (Ozempic, Wegovy) ou tirzepatida (Mounjaro), a gordura subcutânea periférica é mobilizada de forma não-seletiva — e a região lateral do quadril, com baixa densidade de receptores beta-adrenérgicos, perde volume antes de outras áreas. O resultado é uma depressão lateral que antes era imperceptível e passa a ser evidente. Esse perfil frequentemente combina hip dips com perda de volume glúteo global, e o plano de tratamento costuma ser mais extenso.

Para pacientes nessa faixa — mulher entre 45 e 60 anos, pós-emagrecimento ou em emagrecimento ativo por GLP-1 — a recomendação clínica é aguardar estabilização de peso por 3 a 6 meses antes de iniciar o preenchimento corporal. Emagrecimento contínuo compromete a longevidade do resultado e pode criar assimetrias. A consulta define o momento ideal.

Contraindicações absolutas:

  • Gestação e lactação
  • Infecção ativa ou processo inflamatório na região
  • Doenças autoimunes em fase ativa
  • Histórico de reação a qualquer componente dos produtos propostos
  • PMMA, silicone líquido, biopolímero ou qualquer produto permanente aplicado anteriormente na região — contraindicam preenchimento adicional na maioria dos casos e exigem avaliação médica criteriosa antes de qualquer intervenção

Lipoenxertia e gluteoplastia são procedimentos cirúrgicos distintos — não são alternativas ao preenchimento, são outra categoria técnica, com anestesia geral, centro cirúrgico e recuperação prolongada. Para quem é candidato à cirurgia e busca resultado mais permanente, a discussão acontece em consulta separada.

Antes e depois de Preenchimento hip dips em Brasília — Dr. Thiago Perfeito
Cada caso é individual e os resultados variam de pessoa para pessoa.

Recuperação, duração e manutenção do resultado

O pós-procedimento imediato inclui edema regional moderado nas primeiras 48 a 72 horas, sensação de pressão local e hematoma eventual nos pontos de entrada da cânula. Esses sinais são esperados e cedem espontaneamente. A região pode apresentar endurecimento transitório por 7 a 14 dias enquanto o ácido hialurônico se acomoda no tecido — o que é normal e não indica complicação.

Cuidados nas primeiras 72 horas:

  • Evitar pressão direta sobre a área tratada (dormir em decúbito lateral sobre o lado tratado não é recomendado nas primeiras noites)
  • Evitar exercício físico de alta intensidade, especialmente agachamento profundo, por 7 dias
  • Evitar banho muito quente, sauna e exposição solar direta na região por 48 horas
  • Não massagear a área — ao contrário do preenchimento facial, a região corporal dispensa automasagem nos primeiros dias
  • Uso de meia ou cinta modeladora compressiva pode ser indicado conforme o volume aplicado

O resultado do ácido hialurônico corporal é imediato e se estabiliza em 14 a 21 dias, à medida que o produto se acomoda e o edema inicial cede. Não há aqui a espera de meses típica dos bioestimuladores de colágeno: o que se vê já na primeira semana é próximo do resultado final, com pequeno ajuste conforme o inchaço regride.

Em termos de duração: o ácido hialurônico corporal de alto G' dura, em média, cerca de 16 meses na região glútea e trocantérica, conforme revisões sistemáticas, e algumas formulações corporais de alta densidade — como a linha Sofiderm corporal — têm durabilidade citada de até cerca de 24 meses.1 A reabsorção é gradual; o reforço costuma ser feito antes da perda completa do volume, em geral com quantidade menor que a da sessão inicial.

Dr. Thiago Perfeito — médico responsável

Dr. Thiago Perfeito

CRM-DF 23199 · Medicina Estética e Regenerativa

Médico com mais de 10 anos de prática em medicina estética e regenerativa. Mestre em Medicina Estética (2024). Formação internacional em Harvard Medical School e Mayo Clinic. Membro da ASLMS, A4M, AMS e NYAS. Atendimento em Brasília, Lago Sul.

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Perguntas frequentes sobre Preenchimento hip dips

  • O que é hip dips?

    Hip dips é a depressão lateral visível entre a crista ilíaca e o trocânter maior do fêmur. É uma variação anatômica normal — determinada pela proporção óssea, pela inserção dos músculos glúteo médio e mínimo e pela distribuição de gordura subcutânea nessa região. Não indica excesso de peso nem flacidez. Em algumas pessoas é mais marcada; em outras, imperceptível. Pode se tornar mais evidente após emagrecimento.

  • Hip dips tem solução sem cirurgia?

    Sim. O preenchimento não-cirúrgico usa ácido hialurônico corporal de alto G' (UPmax ou Sofiderm) — um HA denso, formulado para regiões corporais — injetado em plano subcutâneo profundo para preencher a depressão lateral e devolver continuidade à curva do quadril. O resultado volumétrico é imediato e se acomoda em duas a três semanas. Não substitui lipoenxertia nem gluteoplastia cirúrgica, que são de outra categoria — mas, para quem não tem indicação ou interesse cirúrgico, é uma alternativa clinicamente válida. Nem todo caso corrige 100%: a leitura anatômica define o quanto é possível suavizar.

  • Quanto custa o preenchimento do hip dips?

    Em Brasília, o protocolo corporal de ácido hialurônico de alto G' — no qual entra a correção de hip dips — tem faixa de referência de R$ 18.000 a R$ 45.000 por ciclo, em geral distribuído em mais de uma sessão e podendo abranger áreas associadas do quadril e do glúteo. O custo é maior que o de procedimentos faciais porque o volume de HA corporal é muito superior. O orçamento individualizado é definido na avaliação presencial.

  • Quanto volume é necessário para corrigir hip dips?

    Protocolos de ácido hialurônico corporal para a região glútea e trocantérica trabalham com volumes na casa das centenas de mililitros — revisões sistemáticas de aumento glúteo com HA relatam média em torno de 207 ml por protocolo. A correção de hip dips é mais localizada e costuma usar menos que isso, mas ainda em volume muito acima do facial. A quantidade exata depende da profundidade da depressão e da anatomia individual; a marcação feita na avaliação clínica define o plano com precisão.

  • Quanto tempo dura o resultado do preenchimento de hip dips?

    O ácido hialurônico corporal de alto G' dura, em média, cerca de 16 meses na região glútea e trocantérica, conforme revisões sistemáticas; algumas formulações corporais de alta densidade, como a linha Sofiderm corporal, têm durabilidade citada de até cerca de 24 meses. A reabsorção é gradual, e a manutenção costuma ser feita antes da perda completa do volume, em geral com quantidade menor que a da sessão inicial.

Referências bibliográficas

  1. Mortada H, Alwadai A, Bamakhrama B, et al. Effectiveness and Role of Using Hyaluronic Acid Injections for Gluteal Augmentation: A Comprehensive Systematic Review. Aesthetic Plast Surg. 2023;47(6):2719-2733. PMID: 37407710. DOI: 10.1007/s00266-023-03458-0
  2. Atiyeh B, Emsieh S, Hakim C, et al. Non-surgical Nonautologous Gluteal Augmentation... Safety. Aesthetic Plast Surg. 2023;47(1):245-259. PMID: 35999464. DOI: 10.1007/s00266-022-03049-5
  3. Lourenço LM, Sanniec K, et al. Gluteal contouring with hyaluronic acid. J Cosmet Dermatol. 2022;21(5):1967-1972. PMID: 35049130. DOI: 10.1111/jocd.14763

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Leitura anatômica individualizada do contorno do quadril. Protocolo definido em avaliação clínica presencial — sem volume padrão, sem resultado de prateleira.