Menopausa & Pele

Anvisa aprovou remédio não hormonal para os fogachos da menopausa. E a pele, o que fazer nessa fase?

Em 22/06/2026 a Anvisa aprovou o Veoza (fezolinetanto), primeiro medicamento não hormonal para fogachos moderados a intensos. É uma notícia sobre o sintoma vasomotor — não sobre a pele. Entenda o que muda, o que não muda, e o que uma avaliação estética observa nessa fase.

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Cuidados de pele na menopausa em Brasília — Dr. Thiago Perfeito

Em 22/06/2026 a Anvisa aprovou o Veoza (fezolinetanto), o primeiro medicamento não hormonal para fogachos e suores noturnos moderados a intensos da menopausa — ele bloqueia um sinal específico no hipotálamo, sem passar por hormônio. Essa decisão é sempre do médico que acompanha a paciente na menopausa, não da medicina estética. Em paralelo, e independentemente de qual caminho for escolhido para o fogacho, a pele segue perdendo colágeno e espessura nessa fase — e essa frente tem avaliação e cuidado próprios.

A aprovação foi divulgada pela própria fabricante, a Astellas, e repercutiu na imprensa médica brasileira, incluindo Medway e Portal Afya. É uma notícia real e relevante — mas sobre um medicamento sistêmico, não sobre um procedimento estético. Vale entender os dois lados com clareza, sem misturar as duas decisões.

O que é o Veoza (fezolinetanto) e por que é notícia

Veoza é o nome comercial do fezolinetanto, aprovado pela Anvisa em 22 de junho de 2026. A indicação é específica: sintomas vasomotores — os fogachos, popularmente chamados de ondas de calor, e os suores noturnos associados — de intensidade moderada a intensa na menopausa. Até essa aprovação, as opções mais eficazes para controlar esse sintoma passavam quase sempre pela terapia hormonal, que nem toda paciente pode ou deseja usar por diversos motivos clínicos e pessoais.

O que torna o Veoza uma notícia relevante para o campo da saúde da mulher é justamente isso: é o primeiro medicamento não hormonal aprovado no Brasil especificamente para esse sintoma, com mecanismo de ação completamente diferente dos tratamentos hormonais tradicionais. Para uma parcela de mulheres que não pode ou não quer fazer reposição hormonal, isso amplia o leque de opções — uma decisão que cabe inteiramente ao médico que acompanha cada caso.

É importante fixar o que essa notícia é e o que ela não é. Ela é sobre controle de um sintoma vasomotor específico. Ela não é sobre "tratar a menopausa" como um todo, e muito menos sobre os efeitos da queda hormonal na pele — que seguem seu próprio curso, tratados ou não os fogachos.

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Como o fezolinetanto age no corpo

O mecanismo do fezolinetanto é o que diferencia essa medicação das opções anteriores. Ele age bloqueando a ligação da neurocinina B (NKB) — uma molécula de sinalização do sistema nervoso — a receptores localizados no hipotálamo, a região do cérebro que funciona, entre outras funções, como o termostato central do corpo, regulando a temperatura interna.

Na menopausa, a queda dos níveis de estrogênio interfere no funcionamento normal desse "termostato" hipotalâmico. Um dos mecanismos propostos é o aumento da atividade de neurônios que sinalizam via NKB nessa região, o que dispara episódios de calor intenso, sudorese e rubor — os fogachos — mesmo sem uma variação real de temperatura ambiente que os justifique. Ao bloquear esse receptor específico, o fezolinetanto atua diretamente nessa via de sinalização, ajudando a restaurar um controle de temperatura mais estável — sem precisar repor hormônio para isso.

Essa base foi construída a partir de um programa de estudos clínicos de fase 3 conhecido como BRIGHT SKY, que reuniu mais de 3.000 participantes em centros de pesquisa da Europa, Estados Unidos e Canadá. Os dados relatados por esse programa indicam que o efeito sobre a frequência e a intensidade dos fogachos pode ser percebido já no início do tratamento — mas, novamente, a leitura desses dados, a indicação da dose e o acompanhamento da resposta individual são atribuições do médico responsável pelo tratamento, não desta página.

Para quem é essa medicação — e quem decide isso

A indicação aprovada é para fogachos e suores noturnos moderados a intensos associados à menopausa. Dentro disso, existe uma variação individual enorme: histórico de saúde, outras medicações em uso, comorbidades, função hepática e uma série de outros fatores entram na avaliação de quem pode se beneficiar do fezolinetanto, em que dose, e com quais cuidados de acompanhamento.

Essa avaliação — se o Veoza está indicado para uma paciente específica, se é a melhor opção frente a outras alternativas (incluindo a própria terapia hormonal), e como conduzir o uso — é sempre do médico que acompanha a paciente nessa fase da vida: tipicamente o ginecologista ou o ginecologista-endocrinologista. Esse texto é informativo, não uma recomendação de uso, dose ou conduta sobre a medicação.

O Dr. Thiago Perfeito atua em medicina estética e regenerativa — não prescreve, não avalia elegibilidade e não acompanha o tratamento com fezolinetanto ou qualquer outro medicamento sistêmico para sintomas vasomotores. Qualquer dúvida sobre o Veoza deve ser levada diretamente ao médico responsável pelo acompanhamento da menopausa.

O que a menopausa faz com a pele — independentemente do fogacho

Aqui está o ponto que a cobertura sobre o Veoza não aborda, e que é onde a medicina estética entra: o fogacho é apenas um dos efeitos da queda hormonal da menopausa. A pele passa por sua própria transição, em paralelo, resolvido ou não o sintoma vasomotor.

A queda do estrogênio reduz a produção de colágeno e acelera a perda de espessura da derme — um processo mais acentuado nos primeiros anos após a última menstruação e que segue, de forma mais lenta, ao longo dos anos seguintes. Na prática clínica, isso se traduz em pele mais fina, mais seca, com menor elasticidade e firmeza reduzida — com flacidez mais perceptível, sobretudo em face, pescoço e colo. Para quem quer entender esse processo em mais detalhe, vale a leitura sobre perda de colágeno pós-menopausa e sobre flacidez após a menopausa.

Manchas também costumam se tornar mais evidentes nessa fase — em parte pelo efeito acumulado de anos de exposição solar, em parte por mudanças na renovação e na pigmentação da pele associadas à queda hormonal. Esse tema tem uma página própria, com mais detalhe: manchas da menopausa no rosto.

Vale reforçar: tratar o fogacho — com Veoza, com terapia hormonal ou com qualquer outra conduta definida pelo médico responsável — não reverte, por si só, essas mudanças na pele. São processos relacionados à mesma causa hormonal de fundo, mas que pedem avaliação e conduta próprias.

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O que se avalia numa consulta estética nessa fase

Diante de uma paciente na transição menopausal ou já na pós-menopausa, uma avaliação estética individualizada observa um conjunto de fatores — nunca um protocolo padronizado aplicado a todo mundo igual:

  • Grau de flacidez e firmeza: quanto a perda de colágeno já se expressou clinicamente, e em quais áreas — face, pescoço, colo.
  • Espessura e hidratação da pele: a pele pós-menopausa tende a ficar mais fina e mais seca, o que muda a escolha de protocolo e de produto.
  • Padrão de manchas: se há hipercromia relevante que também mereça abordagem, dentro da mesma avaliação.
  • Qualidade do colágeno remanescente: para orientar se o foco deve ser estímulo de produção, sustentação mecânica, ou os dois.

A partir dessa leitura, as frentes possíveis incluem bioestimuladores de colágeno (para estimular produção própria ao longo do tempo — leia mais em qual o melhor bioestimulador de colágeno), tecnologias de firmeza como radiofrequência microagulhada, e protocolos voltados à qualidade geral da pele. Não existe uma resposta única de "o que fazer" — existe indicação caso a caso, sem prometer resultado, e o investimento correspondente é sempre definido na avaliação presencial, nunca de forma genérica num conteúdo como este.

Para quem quer uma visão mais ampla do que a estética oferece nessa fase da vida, vale a leitura sobre estética da mulher na pós-menopausa e, para quem está avaliando também a reposição hormonal como parte do cuidado médico geral, sobre reposição hormonal feminina — sempre uma decisão do médico que acompanha esse lado do tratamento, não da consulta estética.

E, para quem já sente que a pele mudou de forma perceptível nessa fase, a leitura mais direta é sobre tratamento para pele na menopausa em Brasília.

Dr. Thiago Perfeito — médico responsável

Dr. Thiago Perfeito

CRM-DF 23199 · Medicina Estética e Regenerativa

Médico com mais de 10 anos de prática em medicina estética e regenerativa. Mestre em Medicina Estética (2024). Formação internacional em Harvard Medical School e Mayo Clinic. Membro da ASLMS, A4M, AMS e NYAS. Atendimento em Brasília, Lago Sul.

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Duas decisões, dois médicos, sem depender uma da outra

Vale fechar com o ponto que evita confusão: a chegada do Veoza é uma boa notícia para quem sofre com fogachos e busca uma alternativa não hormonal — mas essa é uma conversa a ter com o ginecologista ou ginecologista-endocrinologista que acompanha a menopausa, incluindo se essa medicação é indicada, em que dose, e com que cuidados.

A avaliação sobre o que fazer pela pele nessa fase — perda de colágeno, espessura reduzida, manchas, flacidez — é uma frente separada, que pode acontecer em paralelo, a qualquer momento, independentemente de qual caminho for escolhido para os sintomas vasomotores. Não é preciso esperar uma decisão para tomar a outra.

"A aprovação do Veoza é uma notícia boa para o arsenal de tratamento dos fogachos — mas é uma decisão que pertence ao médico que acompanha a paciente na menopausa, não à consulta estética. O que cabe à minha avaliação é outra coisa: entender, com critério, o que a queda hormonal fez com o colágeno, com a espessura e com a firmeza da pele — e indicar o que faz sentido a partir disso, sem prometer resultado e sem confundir as duas frentes." — Dr. Thiago Perfeito, CRM-DF 23199

Perguntas frequentes sobre o Veoza e a pele na menopausa

  • O que é o Veoza (fezolinetanto) e por que virou notícia?

    Veoza é o nome comercial do fezolinetanto, aprovado pela Anvisa em 22/06/2026 como o primeiro medicamento não hormonal indicado para tratar os fogachos (ondas de calor) e suores noturnos moderados a intensos da menopausa. É notícia porque, até então, as opções eficazes para esse sintoma eram basicamente a terapia hormonal ou alternativas com eficácia mais limitada — um mecanismo de ação totalmente novo, não hormonal, é uma mudança relevante no arsenal terapêutico.

  • Como o fezolinetanto age no corpo?

    O fezolinetanto bloqueia a ligação da neurocinina B (NKB) a receptores específicos no hipotálamo — a região do cérebro que funciona como termostato do corpo. Na menopausa, a queda de estrogênio desregula esse termostato, e o excesso de sinalização de NKB é apontado como um dos gatilhos dos fogachos. Ao bloquear esse receptor, o medicamento ajuda a restaurar o controle de temperatura corporal sem atuar via hormônios.

  • Em que estudo o Veoza foi baseado?

    No programa de estudos clínicos de fase 3 conhecido como BRIGHT SKY, que reuniu mais de 3.000 participantes em centros da Europa, Estados Unidos e Canadá. Os dados desse programa embasaram a aprovação em diversas agências regulatórias, incluindo a Anvisa.

  • Quem pode tomar Veoza — o Dr. Thiago pode prescrever?

    Não. O Veoza é um medicamento sistêmico para tratar sintomas vasomotores da menopausa, e essa decisão — se está indicado, em que dose, com quais cuidados e interações — é do médico que acompanha cada paciente na transição menopausal, tipicamente o ginecologista ou o ginecologista-endocrinologista. O Dr. Thiago atua em medicina estética e regenerativa; qualquer dúvida sobre elegibilidade, contraindicação ou manejo dessa medicação deve ser levada ao médico responsável por esse acompanhamento.

  • Tratar o fogacho resolve o que acontece com a pele na menopausa?

    Não necessariamente. Fogacho e alterações de pele são dois efeitos distintos da mesma queda hormonal, mas não se resolvem um pelo outro. Mesmo com o sintoma vasomotor controlado, a pele segue passando pela perda de colágeno, redução de espessura e de elasticidade típicas dessa fase — é uma frente de cuidado separada, que continua precisando de atenção própria.

  • O que a menopausa faz com o colágeno e a espessura da pele?

    A queda do estrogênio na menopausa reduz a produção de colágeno e acelera a perda de espessura e de elasticidade da pele — um processo que se acentua nos primeiros anos após a última menstruação e segue de forma mais lenta depois. Isso se traduz clinicamente em pele mais fina, mais seca, com menos firmeza e com flacidez mais perceptível, especialmente na face, no pescoço e no colo.

  • O que uma avaliação estética observa nessa fase, na prática?

    Uma avaliação individualizada olha o grau de flacidez, a espessura e a hidratação da pele, o padrão de manchas e a qualidade do colágeno remanescente, para então indicar o que faz sentido — que pode incluir bioestimuladores de colágeno, tecnologias de firmeza (como radiofrequência microagulhada) ou protocolos voltados à qualidade da pele. Não existe protocolo único para "pele da menopausa" — a indicação é sempre caso a caso, sem prometer resultado, e o investimento é definido nessa avaliação.

  • Preciso esperar decidir sobre o Veoza para cuidar da pele?

    Não. São decisões independentes. A conversa sobre o Veoza (ou qualquer outro tratamento para o fogacho) é com o médico que acompanha a paciente na menopausa; a avaliação estética da pele pode acontecer em paralelo, a qualquer momento, sem depender de qual caminho for escolhido para os sintomas vasomotores.

Quer entender o que a estética pode fazer pela sua pele nessa fase?

Avaliação clínica individualizada, sem promessas — grau de flacidez, colágeno e opções de tratamento. Dr. Thiago Perfeito, CRM-DF 23199, Medicina Estética e Regenerativa — Lago Sul, Brasília.