Blefaroplastia em Brasília: como funciona e quando é indicada
Blefaroplastia é a cirurgia que remove o excesso de pele e as bolsas de gordura das pálpebras, devolvendo clareza ao olhar sem alterar a identidade. A incisão superior segue o sulco natural e, depois de cicatrizada, costuma ficar escondida na dobra da pálpebra. A abordagem inferior pode ser feita por dentro da pálpebra, sem nenhuma cicatriz externa.
Agendar ConsultaO que é blefaroplastia e como a cirurgia é realizada
Blefaroplastia é a cirurgia de pálpebras que remove excesso de pele e, quando indicado, reposiciona ou reduz bolsas de gordura herniada na pálpebra superior e inferior. É um dos procedimentos cirúrgicos mais realizados em medicina estética no mundo, com indicação tanto estética — olhar cansado ou envelhecido — quanto funcional, quando o excesso cutâneo compromete o campo visual superior.
A anatomia da pálpebra superior permite uma abordagem tecnicamente elegante: a incisão é feita exatamente no sulco palpebral natural, a dobra que já existe na pele. O resultado, depois de cicatrizado, é uma linha que se confunde com a anatomia própria e, em geral, fica escondida na dobra com os olhos abertos. A gordura orbital, quando herniada, é reposicionada ou ressecada em quantidade calibrada — o excesso produz bolsa, a falta produz olheira côncava. O equilíbrio é cirúrgico.
A pálpebra inferior tem duas abordagens principais. Quando o problema é bolsa de gordura sem excesso de pele significativo — cenário mais comum em pacientes mais jovens — a técnica transconjuntival acessa os compartimentos de gordura pela face interna da pálpebra, sem nenhuma incisão cutânea externa e sem cicatriz visível. Quando há excesso de pele associado, usa-se a incisão subciliar, logo abaixo dos cílios, em linha que mimetiza o relevo natural da pálpebra. Ambas são realizadas em regime ambulatorial; o tipo de anestesia é definido na avaliação pré-operatória (em geral, local com sedação), e a duração depende da extensão do que é feito. Como referência publicada, em série retrospectiva de 386 blefaroplastias superiores de um hospital universitário na Finlândia, o tempo operatório médio foi de cerca de 60 minutos quando se retirou só pele e de cerca de 72 minutos quando músculo orbicular e bolsas de gordura também foram ressecados.9
A avaliação clínica pré-operatória é o determinante mais importante do resultado. Artigo de revisão publicado em 2025 na Clinics in Plastic Surgery por Lara, Janssen e Sinclair (Cleveland Clinic) propõe uma abordagem sistemática para avaliar o candidato à blefaroplastia superior e inferior, com o objetivo declarado de otimizar o resultado e reduzir complicações.1 Na prática, esse exame passa pela função do músculo elevador da pálpebra superior, pela posição da margem palpebral e do globo ocular, pelo histórico de olho seco e pela documentação fotográfica padronizada. É essa avaliação que permite antecipar riscos como ptose pós-operatória ou ectrópio (eversão da pálpebra inferior), em vez de descobri-los depois.
Há um detalhe técnico que separa o resultado bom do resultado sofrível e quase nunca aparece na conversa com o paciente: o quanto se remove de músculo, e não de pele. A retirada conjunta de pele e de uma faixa do músculo orbicular parece produzir uma pálpebra mais "limpa" na mesa, mas metanálise de 2025 reunindo 12 ensaios clínicos randomizados e 450 pacientes encontrou incidência maior de lagoftalmo — dificuldade de fechar completamente o olho — quando o orbicular é ressecado junto (razão de chances 7,98, com intervalo de confiança largo, de 1,41 a 45,21), sem diferença de satisfação nem de incidência de olho seco entre as duas técnicas.2 A mesma metanálise mostrou que a blefaroplastia superior, bem indicada, reduz sintomas de olho seco em vez de criá-los. A leitura prática é direta: técnica poupadora de músculo é o padrão defensável, e proposta que promete remover "tudo o que sobra" merece uma segunda opinião.
Quem é candidato — e quando a blefaroplastia não resolve sozinha
É candidato à blefaroplastia quem tem excesso de pele na pálpebra superior, bolsa de gordura na inferior ou campo visual reduzido pela pálpebra; olheira pigmentada, olheira vascular, perda de volume e sobrancelha caída não se resolvem só com ela.
A indicação clínica correta começa com um diagnóstico diferencial rigoroso. O olhar cansado ou triste tem pelo menos quatro causas estruturais distintas, e cada uma tem tratamento específico.
Quem se beneficia da blefaroplastia:
- Dermatocálase — pele frouxa na pálpebra superior, que pesa sobre o sulco e encobre parcialmente a íris. É a indicação mais clássica e progride com a idade.
- Bolsas palpebrais inferiores — herniação da gordura orbital inferior, criando proeminências sob os olhos. Pode aparecer mesmo em pacientes jovens por predisposição anatômica.
- Olhar persistentemente cansado ou triste por excesso cutâneo, sem resposta adequada a bioestimuladores ou preenchimento periorbitário.
- Indicação funcional — campo visual superior obstruído pelo excesso de pele. Existe critério objetivo para isso, e ele é medido, não estimado: o relatório da American Academy of Ophthalmology sobre indicações funcionais adota como referência a distância margem-reflexo de 2 mm ou menos e a perda de pelo menos 12 graus ou 24% do campo visual superior, além de sinais como a inclinação da cabeça para trás (queixo para cima) para compensar a obstrução do eixo visual e a dificuldade de leitura com o olhar para baixo — parâmetros que o relatório aponta como preditores de melhora funcional após a cirurgia.3 Nesse cenário, a cirurgia pode ser analisada para cobertura de plano de saúde mediante laudo oftalmológico.
Quando a blefaroplastia isolada não é suficiente ou não é indicada:
- Ptose verdadeira de sobrancelha — quando a sobrancelha está descida pelo envelhecimento do terço superior da face, ela empurra a pele para baixo. Blefaroplastia superior isolada não corrige a causa raiz; o resultado tende a ser incompleto. O correto é lifting de fronte ou lifting endoscópico associado.
- Olheira pigmentada — coloração escura por depósito de melanina na pele periorbicular. Não é gordura, não é volume. Blefaroplastia não trata pigmento. O tratamento inclui inibidores de melanogênese tópicos, peelings calibrados e eventualmente laser.
- Olheira vascular — tonalidade azulada por transparência da pele fina sobre a vasculatura periorbicular. Também não é gordura. Preenchimento com ácido hialurônico de baixa viscoelasticidade ou PDRN estão entre as opções consideradas.
- Olheira côncava por perda de volume — sulco palpebrojugal profundo em paciente sem excesso de pele. Cirurgia de remoção agravaria o problema. Indicação de preenchimento ou enxertia de gordura.
Com o envelhecimento, é frequente haver mais de uma dessas condições ao mesmo tempo. A avaliação clínica identifica a combinação e planeja o tratamento integrado — cirúrgico e não cirúrgico — na sequência correta.
Recuperação, resultado e protocolos combinados
A recuperação da blefaroplastia é progressiva: edema e roxo são maiores nos primeiros dias, o primeiro retorno é em torno de 7 dias e o resultado final só é avaliado depois de meses, com a cicatriz madura.
A blefaroplastia é cirurgia ambulatorial: o paciente vai para casa no mesmo dia. O pós-operatório imediato inclui edema e equimose periorbitários — esperados, proporcionais à extensão do procedimento e à predisposição individual. Os cuidados principais nos primeiros dias são compressas frias intermitentes, elevação da cabeceira durante o sono e proteção solar rigorosa desde o primeiro dia. A compressa fria é medida de conforto, não de prazo: em ensaio randomizado com 38 pacientes, em que uma pálpebra foi resfriada com bolsa de gelo e a outra não, o resfriamento reduziu pouco a dor no dia seguinte (dor já baixa nos dois lados) e não mudou edema, vermelhidão nem hematoma em nenhum dos momentos avaliados, de 1 hora a 2 meses.7 Exercício físico, lente de contato e maquiagem nos olhos voltam conforme a liberação feita no retorno, de acordo com a cicatrização.
Linha de tempo esperada:
- Primeiros dias — fase de maior edema, especialmente pela manhã, e de equimose mais evidente. A visão pode parecer embaçada pelo inchaço e pela pomada. Dor intensa, pressão crescente atrás do olho, olho muito saltado ou queda de visão nas primeiras horas não são esperados: são sinal de alerta para contato imediato com a equipe (ver riscos, abaixo).
- Em torno de 7 dias — primeiro retorno, com avaliação da cicatrização e remoção dos pontos da pálpebra superior quando aplicável — em ensaio sobre cicatriz de blefaroplastia superior com 37 pacientes, os pontos foram retirados no 7º dia.10 O edema já está em regressão; o retorno social com maquiagem leve depende do quanto ainda há de inchaço e roxo, o que varia de pessoa para pessoa. O roxo não some em uma semana: em ensaio randomizado com 325 pacientes de blefaroplastia superior, a equimose do grupo que não recebeu medicação antissangramento, graduada em fotografia por avaliadores numa escala de 0 a 10, tinha nota média de 5,8 no 8º dia, e a tabela do estudo mostra notas em torno de 4 ainda entre o 13º e o 18º dia.8 Na série finlandesa citada acima, entre os pacientes que trabalhavam, a volta ao trabalho levou em média 8 dias quando se retirou só pele e 11 dias quando músculo e gordura também foram ressecados.9
- Semanas seguintes — cicatriz ainda rosada no sulco superior, já em boa parte coberta pela dobra palpebral. O resultado preliminar fica visível; nova avaliação em torno de 30 dias.
- Meses seguintes — a cicatriz amadurece e clareia, e o edema residual termina de assentar. O resultado final é avaliado na revisão de 6 meses. A aparência da primeira semana não é a definitiva: em ensaio com 50 pacientes operados dos dois lados, a vantagem que um dos avaliadores via no 7º dia para uma das técnicas de sutura desapareceu aos 6 meses, quando as duas cicatrizes ficaram comparáveis.11
O planejamento para eventos importantes — compromisso social, viagem, gravação — deve deixar folga de algumas semanas depois da cirurgia; o prazo individual é combinado na consulta, conforme a extensão do que será feito.
Protocolos combinados no pré e pós-operatório:
A blefaroplastia não é um procedimento isolado no plano terapêutico. No pré-operatório, Fotona ou Morpheus8 periorbitário podem ser usados para trabalhar a qualidade da pele — textura e flacidez fina, que a cirurgia por si só não trata. Bioestimulador de colágeno, ao contrário, não é indicado nos 6 meses que antecedem a cirurgia facial: a fibrose que ele induz pode interferir no descolamento e na cicatrização. No pós-operatório, depois da estabilização completa da cicatriz, bioestimuladores de colágeno no tecido periorbitário complementam o resultado cirúrgico com regeneração volumétrica e qualidade de pele. Toxina botulínica no pé de galinha e nas linhas do canto externo completa o conjunto do olhar.
A combinação inteligente entre cirurgia e medicina estética minimamente invasiva é o que distingue um resultado natural de um resultado que "parece que foi feito". A régua não é o quanto foi removido — é o quanto o olhar parece descansado e coerente com o rosto inteiro.
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Dr. Thiago Perfeito
CRM-DF 23199 · Medicina Estética e Regenerativa
Médico com mais de 10 anos de prática em medicina estética e regenerativa. Mestre em Medicina Estética (2024). Formação internacional em Harvard Medical School e Mayo Clinic. Membro da ASLMS, A4M, AMS e NYAS. Atendimento em Brasília, Lago Sul.
Conheça o Dr. Thiago →Blefaroplastia no Distrito Federal: custo, plano de saúde e risco real
No Distrito Federal, a faixa de referência de mercado para blefaroplastia é de R$ 15.000 a R$ 50.000 por cirurgia bilateral — superior dos dois olhos ou inferior dos dois olhos —, e só o caso de indicação funcional pode ser analisado para cobertura de plano de saúde. Os dois assuntos costumam ser tratados como detalhe administrativo, mas são exatamente o que define se a cirurgia sai do papel.
Quanto custa — e por que o número varia tanto
A amplitude da faixa não é imprecisão de pesquisa: o valor apresentado ao paciente no DF soma três cobranças distintas — honorário cirúrgico, centro cirúrgico e equipe de anestesia. Um caso de pálpebra superior isolada, feito em sala ambulatorial com anestesia local e sedação leve, tende a ficar na parte baixa da faixa. Superior e inferior na mesma cirurgia, com reposicionamento de gordura e sedação em centro cirúrgico credenciado, somam duas abordagens e são orçadas na avaliação. Orçamento que apresenta só o honorário e omite sala e anestesia não é mais barato — é incompleto, e a diferença aparece na véspera. A pergunta útil na consulta é "este valor inclui sala e anestesista?", não "quanto custa a blefaroplastia".
Blefaroplastia pelo plano de saúde: a fronteira é documental
A separação entre cirurgia estética e cirurgia funcional não é retórica nem depende de como o pedido é redigido — ela é medida. O caso funcional é aquele em que o excesso de pele da pálpebra superior invade o campo visual, e a comprovação exige exame oftalmológico: campo visual computadorizado com e sem elevação manual da pele, medida da distância margem-reflexo e documentação fotográfica padronizada. Os parâmetros de referência do relatório da American Academy of Ophthalmology — margem-reflexo de 2 mm ou menos, perda de 12 graus ou 24% do campo superior — são o que dá objetividade ao laudo.3 A decisão final é da operadora, e o mesmo paciente pode ter a pálpebra superior enquadrada como funcional e a inferior não: bolsa de gordura inferior é queixa estética, não obstrui visão. Quem chega à consulta já com campo visual em mãos encurta o processo.
O risco que quase ninguém menciona antes de marcar
A conversa sobre blefaroplastia costuma girar em torno de cicatriz, e o desconforto mais provável é outro. Série retrospectiva de 892 blefaroplastias de um único cirurgião, com sintomas medidos por questionário autorrelatado, registrou olho seco em 26,5% dos casos e quemose — edema da conjuntiva, que deixa o branco do olho com aspecto gelatinoso — em 26,3%, com incidência significativamente maior quando pálpebra superior e inferior foram operadas na mesma sessão e quando se usou retalho de pele com músculo; cantopexia durante a cirurgia e lagoftalmo no pós-operatório também aumentaram o risco.4 Não é complicação rara: foi relatado por cerca de um a cada quatro pacientes, e precisa estar dito antes e não depois. Histórico prévio de olho seco, frouxidão palpebral, exposição escleral e terapia hormonal em uso se associaram a mais olho seco ou quemose no mesmo estudo4 — são justamente itens que a avaliação pré-operatória sistematizada procura.1 As complicações estruturais que exigem reoperação são bem mais raras. A retração da pálpebra inferior é descrita como risco associado à via transcutânea (subciliar), e evitá-la é o argumento que revisão de técnica usa para preferir a transconjuntival quando não há excesso de pele6 — um dos motivos pelos quais a escolha da via não é preferência de estilo.
O evento grave é raro, mas tem de ser conhecido: o hematoma orbital (retrobulbar), sangramento atrás do olho que comprime o nervo óptico. Levantamento entre membros da sociedade americana de cirurgia plástica oftálmica, reunindo cerca de 269 mil cirurgias estéticas de pálpebra, estimou hemorragia orbital em 0,055% (1 em 2.000) e perda visual permanente em 0,0045% (1 em 22.000); a maioria começou nas primeiras 3 horas, o risco caiu de forma importante depois de 24 horas, e hipertensão, uso de aspirina no perioperatório, vômito e esforço físico apareceram entre as comorbidades frequentes.5 O próprio estudo reconhece viés de memória, por depender de questionário respondido pelos cirurgiões. A consequência prática é objetiva: pressão arterial controlada, revisão das medicações em uso na consulta pré-operatória (a orientação é individual) e repouso nas primeiras horas — e dor forte, olho saltado ou queda de visão após a cirurgia são urgência, não algo para esperar o retorno.
Como avaliar quem vai operar
Vale conferir o registro do médico no CRM ativo, pela consulta pública do cfm.org.br, e observar o que a consulta produz. Avaliação que termina sem documentação fotográfica padronizada, sem teste da função do elevador e sem pergunta sobre olho seco deixou de fora etapas que a literatura de avaliação pré-operatória descreve.1 Também é razoável saber de antemão onde a cirurgia acontece, quem faz a sedação e quantos retornos estão incluídos — o primeiro é em torno de sete dias, o que importa para quem vem do Entorno ou de outro estado e precisa planejar permanência em Brasília.
Resultados — Antes e Depois
Cada caso é individual e os resultados variam de pessoa para pessoa.
Perguntas frequentes sobre Blefaroplastia
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O que é blefaroplastia?
Blefaroplastia é a cirurgia que remove o excesso de pele e reposiciona ou reduz as bolsas de gordura das pálpebras superior e inferior. É indicada para dermatocálase (pele frouxa), bolsas palpebrais e olhar persistentemente cansado ou triste por causa estrutural, não tratável com procedimentos não cirúrgicos.
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Quanto custa a blefaroplastia em Brasília?
A faixa de referência em Brasília é de R$ 15.000 a R$ 50.000 por cirurgia bilateral (blefaroplastia superior dos dois olhos, ou inferior dos dois olhos). Superior e inferior na mesma cirurgia somam duas abordagens e são orçadas na avaliação. O valor varia conforme a extensão do procedimento, a técnica empregada (transconjuntival, subciliar ou combinada), o centro cirúrgico e a anestesia. O planejamento completo é definido em avaliação clínica presencial.
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Quanto tempo dura a recuperação da blefaroplastia?
O retorno social acontece ao longo das primeiras semanas, conforme o edema e a equimose regridem — o ritmo varia com a extensão da cirurgia e com a predisposição individual. Em ensaio randomizado com 325 pacientes de blefaroplastia superior, o roxo do grupo sem medicação antissangramento ainda tinha nota média de 5,8 numa escala de 0 a 10 no 8º dia; em série de 386 pacientes, quem trabalhava voltou ao trabalho em média em 8 a 11 dias, conforme a extensão da cirurgia. O primeiro retorno é em torno de 7 dias, para avaliar a cicatrização e retirar pontos quando aplicável. O resultado final só é avaliado depois de meses, quando a cicatriz do sulco palpebral superior amadurece; o seguimento prevê revisão em 6 meses. Eventos importantes pedem folga de algumas semanas, e o prazo individual é definido na consulta.
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A blefaroplastia usa anestesia local ou geral?
O tipo de anestesia é definido na avaliação pré-operatória, conforme a extensão da cirurgia e o perfil de saúde; nos casos ambulatoriais, em geral é anestesia local com sedação — o paciente fica confortável e não sente dor. A duração também varia com a extensão: em série de 386 blefaroplastias superiores, o tempo operatório médio foi de cerca de 60 minutos quando se retirou só pele e de cerca de 72 minutos quando músculo e gordura também foram ressecados. A cirurgia é ambulatorial, e o paciente vai para casa no mesmo dia.
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A blefaroplastia é coberta pelo plano de saúde?
Só o caso funcional pode ser analisado para cobertura — quando o excesso de pele da pálpebra superior obstrui o campo visual. A blefaroplastia puramente estética não é. A distinção é documental: exige exame oftalmológico com campo visual computadorizado, medida da distância margem-reflexo e documentação fotográfica padronizada. O relatório da American Academy of Ophthalmology usa como referência de comprometimento funcional a distância margem-reflexo de 2 mm ou menos e a perda de pelo menos 12 graus ou 24% do campo visual superior. A análise final é da operadora, com base nesse laudo.
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Quais são os riscos e as complicações mais comuns da blefaroplastia?
Os mais frequentes não são os mais graves: em série retrospectiva de 892 blefaroplastias de um único cirurgião, com questionário autorrelatado, sintomas de olho seco apareceram em 26,5% dos casos e quemose (edema da conjuntiva) em 26,3%, com incidência significativamente maior quando pálpebra superior e inferior foram operadas na mesma sessão. Lagoftalmo (dificuldade de fechar o olho por completo) é mais frequente quando se remove músculo junto com a pele. As complicações estruturais que exigem revisão são mais raras — ptose residual, assimetria, retração da pálpebra inferior e ectrópio; a retração é descrita como associada à via transcutânea (subciliar), e é um dos motivos para preferir a transconjuntival quando não há excesso de pele. O evento grave e raro é o hematoma orbital (retrobulbar): em levantamento com cerca de 269 mil cirurgias, a hemorragia orbital ocorreu em 0,055% (1 em 2.000) e a perda visual permanente em 0,0045% (1 em 22.000), na maioria nas primeiras horas após a cirurgia. Histórico prévio de olho seco, frouxidão palpebral, exposição escleral e terapia hormonal em uso aumentam o risco de olho seco e quemose e precisam ser levantados antes da cirurgia.
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Quando a blefaroplastia não resolve — quando é preciso outro procedimento?
Quando a sobrancelha está descida (ptose de sobrancelha), a blefaroplastia superior isolada não é suficiente — o lifting de fronte precisa ser associado. Quando a olheira é pigmentada (melanina) ou vascular (transparência da pele fina), a cirurgia não trata a causa. Nesses casos, as opções passam por preenchimento periorbitário, PDRN ou inibidores de melanogênese, dependendo do diagnóstico. A avaliação diferencial é o primeiro passo.
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A blefaroplastia pode causar perda de visão?
É raro, mas existe. A causa principal é o hematoma orbital (retrobulbar), sangramento atrás do olho. Em levantamento com cerca de 269 mil cirurgias estéticas de pálpebra, a hemorragia orbital ocorreu em 0,055% (1 em 2.000) e a perda visual permanente em 0,0045% (1 em 22.000), na maioria nas primeiras horas após a cirurgia. Pressão arterial controlada e revisão das medicações na consulta pré-operatória reduzem o risco; dor forte, olho saltado ou queda de visão depois da cirurgia exigem contato imediato com a equipe.
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- Vogt AZ, Kivanany PB, De Niear MA, Vrcek IM, Homer NA. The Effect of Intravenous Tranexamic Acid on Postoperative Ecchymoses after Upper Blepharoplasty. Plast Reconstr Surg Glob Open. 2024;12(8):e6089. PMID 39188959. DOI 10.1097/GOX.0000000000006089 (ensaio randomizado, n=325; notas por intervalo de dias na tabela 2 do texto completo, PMC11346880)
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Avalie sua indicação de blefaroplastia em Brasília
O Dr. Thiago Perfeito, CRM-DF 23199, realiza a blefaroplastia na INTI, em Brasília. A avaliação clínica faz o diagnóstico diferencial do olhar cansado — separa o que é excesso de pele do que é olheira pigmentada, vascular ou por perda de volume —, identifica se o caso é cirúrgico e organiza o que pode ser tratado antes ou no lugar da cirurgia.