XERF em Brasília: radiofrequência monopolar de dupla frequência
O XERF é uma radiofrequência monopolar que entrega duas frequências — 6,78 MHz e 2 MHz — em sequência no mesmo disparo, para tratar flacidez leve a moderada de rosto, pescoço e corpo sem cirurgia e, na maioria dos casos, sem anestesia. Na clínica, em Brasília, a sessão fica entre R$ 2.900 e R$ 12.000, conforme o tamanho da área: pálpebras perto do piso, face completa ou abdome perto do teto. O número de sessões é definido na avaliação; no principal estudo clínico do aparelho foram duas, com quatro semanas de intervalo.
Plataforma sul-coreana da Cynosure Lutronic, com cadastro na Anvisa e resfriamento por criogênio. Disponível na clínica INTI, no Lago Sul, ao lado do Oligio X — a escolha entre os dois é clínica.
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O que é o XERF e como funcionam as duas frequências
Radiofrequência monopolar é a modalidade em que a corrente sai de uma ponteira ativa, atravessa os tecidos e volta por uma placa de retorno posicionada no corpo do paciente. Como o circuito é longo, o aquecimento é volumétrico: a energia se distribui por um volume de tecido, em vez de ficar presa entre dois eletrodos próximos, como na radiofrequência bipolar. É a mesma família do Thermage, do Oligio X, do Volnewmer e do Coolfase. O calor contrai as fibras de colágeno já existentes e provoca uma resposta de remodelação que se organiza nas semanas seguintes — mecanismo descrito em estudo histológico e ultraestrutural de radiofrequência não ablativa, com contração imediata das fibrilas e aumento do RNA mensageiro do colágeno tipo I (Zelickson et al., 2004, estudo-piloto com a primeira geração do Thermage).
O que diferencia o XERF dos outros aparelhos da categoria é a segunda frequência. Os aparelhos com que ele costuma ser comparado — Oligio X, Volnewmer, Coolfase e Thermage FLX — trabalham com uma frequência única, 6,78 MHz. O XERF acrescenta 2 MHz. Um artigo publicado em 2026 descreve a entrega como sequencial, 6,78 MHz e depois 2 MHz, dentro de um único pulso (Erlich et al., 2026) — e não simultânea, como aparece em parte dos textos de clínicas e blogs. Num modelo computacional, a frequência de 2 MHz aqueceu camadas mais profundas e mais amplas no tecido gorduroso, enquanto a de 6,78 MHz se concentrou ao longo dos septos fibrosos; combinadas, produziram reação térmica marcada na junção entre derme e subcutâneo. Na pele de porco tratada com as duas frequências, a histologia mostrou remodelação de colágeno e elastina, sem sinal de morte programada de células de gordura (Ko et al., 2025). É estudo de simulação e em animal, com autores ligados ao fabricante: explica o racional do aparelho, não mede resultado no rosto.
Do lado do equipamento, o fabricante descreve um sistema integrado de liberação de criogênio, três ajustes de profundidade combinados a dez níveis de energia, monitoramento de impedância para ajustar a entrega ao contato com a pele e doze tipos de ponteira compatíveis, entre elas ponteiras pequenas para a região dos olhos. Pela documentação enviada ao FDA, o aparelho chega a 400 W em 6,78 MHz e 300 W em 2 MHz.
Quanto custa o XERF em Brasília e o que define o valor da sessão
Em radiofrequência monopolar, o que carrega a energia até o tecido é o disparo, e cada área pede uma quantidade de disparos para ser coberta. Duas sessões com o mesmo tempo de sala podem entregar quantidades de energia muito diferentes. Por isso, ao comparar orçamentos, a pergunta útil não é quanto dura a sessão, e sim quantos disparos estão previstos para cada área, com que ponteira e em que profundidade. Um valor muito abaixo da faixa para face completa costuma significar cobertura menor, não preço melhor.
A clínica opera duas plataformas de radiofrequência monopolar: o XERF e o Oligio X, cuja sessão fica entre R$ 1.900 e R$ 9.000. O XERF é a plataforma mais recente, com a segunda frequência, e por isso tem faixa superior. Não há hierarquia de resultado demonstrada entre os dois: não há estudo que compare os aparelhos diretamente, e a escolha é clínica, feita na avaliação conforme a área, a espessura da pele e o plano do ano. Quando o XERF entra combinado com bioestimulador ou outra tecnologia, o investimento é calculado por protocolo, não pela soma de tabelas.
XERF, Oligio X, Volnewmer, Coolfase e Thermage: o que muda entre eles
| Aparelho | Fabricante | Frequência | Resfriamento | Potência máxima declarada ao FDA | Na clínica |
|---|---|---|---|---|---|
| XERF | Cynosure Lutronic (Coreia do Sul) | 6,78 MHz + 2 MHz, em sequência no mesmo disparo | Criogênio integrado | 400 W | Disponível |
| Oligio X | Wontech (Coreia do Sul) | 6,78 MHz | Spray de criogênio em ciclos, com detecção de pressão e impedância | 140 W | Disponível |
| Volnewmer | Classys (Coreia do Sul) | 6,78 MHz | Água, por contato contínuo | 115 W | Não disponível |
| Coolfase | Asterasys (Coreia do Sul) | 6,78 MHz | Contato direto na ponteira, sem gás | 140 W | Não disponível |
| Thermage FLX | Solta Medical (EUA) | 6,78 MHz | Criogênio, com vibração | 400 W | Não disponível |
Fontes da tabela: documentos 510(k) de cada aparelho no FDA e páginas oficiais dos fabricantes, consultados em setembro de 2026. Potência máxima é dado de engenharia; não indica que um aparelho funcione melhor que outro. Declaração: o Dr. Thiago Perfeito não tem relação comercial com nenhum dos fabricantes citados nesta página.
A pergunta que mais chega é qual deles é melhor. A resposta honesta é que nenhum estudo publicado até setembro de 2026 comparou esses aparelhos entre si. O que existe são estudos separados, em geral pequenos e sem grupo controle; os do XERF têm vínculo com o fabricante, e o Oligio X e o Coolfase não têm estudo clínico com o próprio nome no PubMed. O que decide o resultado dentro da categoria é a seleção do caso, a energia efetivamente entregue e a cobertura da área. As diferenças aparelho a aparelho estão detalhadas nos comparativos XERF ou Oligio X, XERF ou Volnewmer e XERF ou Coolfase.
Uma confusão comum: o XERF não é laser. Laser entrega luz absorvida por um alvo da pele, como água ou melanina. Radiofrequência entrega corrente elétrica, e o calor nasce da resistência do tecido. Como não depende da melanina, a radiofrequência não carrega o mesmo risco de mancha que os aparelhos de luz trazem para peles mais pigmentadas.
O XERF tem cadastro na Anvisa e liberação do FDA?
Nos Estados Unidos, o XERF recebeu em agosto de 2025 a liberação 510(k) K251327. Liberação 510(k) não é o mesmo que aprovação: ela reconhece que o aparelho é substancialmente equivalente a outro já no mercado — no caso, o Thermage FLX. E a indicação liberada é genérica, para procedimentos de eletrocoagulação e hemostasia, e não para flacidez ou rugas. O mesmo vale para o Oligio X, o Volnewmer e o Coolfase; dos cinco aparelhos comparados nesta página, só o Thermage FLX tem indicação para rugas no próprio documento do FDA.
Isso não quer dizer que o aparelho não funcione para firmeza de pele — quer dizer que falar em aprovação do FDA para flacidez, como é comum em divulgação, não corresponde ao documento. A informação serve para calibrar expectativa e para avaliar com cuidado quem promete demais.
Quem é candidato ao XERF — no rosto e no corpo — e quem não deve fazer
A seleção do caso pesa mais que a plataforma. O XERF responde a pele que perdeu tensão; não repõe volume perdido e não retira pele sobrando. Quando o aspecto de flacidez vem, na verdade, de perda de volume dos compartimentos de gordura, o caminho é reposição volumétrica ou bioestimulador. Quando há excesso real de pele e queda dos tecidos, a indicação passa a ser sustentação ou cirurgia — como o mini lifting ou a blefaroplastia, no caso das pálpebras.
Não devem fazer, ou precisam de avaliação específica:
- Portadores de marca-passo, desfibrilador ou outro implante eletrônico ativo
- Gestantes
- Pessoas com infecção ativa ou lesão inflamatória na área a tratar
- Pacientes com implante metálico na região tratada (avaliado caso a caso)
- Doença em tratamento que comprometa a cicatrização, a critério do médico assistente
- Quem espera resultado de lifting cirúrgico de um procedimento de aquecimento dérmico
Como é a sessão, a recuperação e quantas sessões são necessárias
Antes de começar, a área é limpa e a placa de retorno é posicionada no corpo. A ponteira é aplicada disparo a disparo sobre a pele, com a profundidade e o nível de energia escolhidos para cada região; o resfriamento por criogênio integrado mantém a temperatura da superfície durante a aplicação. A sensação relatada é de calor intenso e breve. A tolerância varia entre pessoas e áreas, e o ajuste de energia é feito durante a sessão. Vale saber que há estudo da categoria com analgesia prévia — num ensaio com radiofrequência monopolar de face e pescoço, os pacientes receberam anti-inflamatório injetável antes do tratamento (Angra et al., 2021).
Depois da sessão:
- Vermelhidão e leve inchaço, que costumam passar em horas
- Protetor solar nas áreas tratadas
- Evitar calor excessivo, como sauna, nas primeiras 24 horas
- Retorno às atividades no mesmo dia
Sobre o número de sessões: o fabricante não publica um protocolo fixo. No principal estudo clínico do XERF, os pacientes fizeram duas sessões com quatro semanas de intervalo (Weiss et al., 2026); outro estudo avaliou sessão única (Erlich et al., 2026). Na prática, o plano é definido na avaliação, conforme o grau de flacidez e a área. A resposta se constrói ao longo de semanas a meses, porque depende da formação de colágeno novo, e fotografar o resultado logo depois da sessão subestima o que ainda vai acontecer.
O que os estudos mostram sobre o XERF — e o que ainda não mostram
O estudo mais robusto até agora é multicêntrico, feito em quatro centros nos Estados Unidos: 39 pacientes fizeram duas sessões com quatro semanas de intervalo, aplicadas em três profundidades. Pela escala de melhora estética avaliada pelos investigadores, 84,6% estavam melhores aos 30 dias e 92,3% aos 90 dias; a satisfação foi alta, e não houve evento adverso duradouro (Weiss et al., 2026). Os limites precisam ser ditos: não houve grupo controle, o seguimento foi de três meses e o fabricante forneceu o aparelho, os consumíveis e uma verba de pesquisa.
Um estudo retrospectivo com 16 mulheres, após sessão única, usou fotogrametria tridimensional e encontrou redistribuição de volume — ganho lateral e redução medial —, elevação progressiva de sobrancelhas e pálpebras superiores e melhora de rugas, uniformidade da pele, poros e oleosidade em até 3 meses, com eventos adversos leves e passageiros (Erlich et al., 2026). Os próprios autores classificam os achados como preliminares, e o primeiro autor atua como treinador do fabricante.
Para a categoria como um todo, há mais tempo de uso: num ensaio aberto com 40 pacientes com flacidez leve a moderada de face e pescoço, 73% foram classificados como melhorados aos 6 meses (Angra et al., 2021); numa coorte com 30 pacientes asiáticos, uma sessão única produziu melhora progressiva até 6 meses, avaliada por dois médicos cegos (Wanitphakdeedecha et al., 2022). O que ainda não existe é estudo comparando o XERF com outros aparelhos, nem seguimento longo do XERF. A leitura correta, hoje, é de uma tecnologia com racional técnico consistente e resultados iniciais favoráveis — não de superioridade demonstrada.
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Dr. Thiago Perfeito
CRM-DF 23199 · Medicina Estética e Regenerativa
Médico com mais de 10 anos de prática em medicina estética e regenerativa. Mestre em Medicina Estética (2024). Formação internacional em Harvard Medical School e Mayo Clinic. Membro da ASLMS, A4M, AMS e NYAS. Atendimento em Brasília, Lago Sul.
Conheça o Dr. Thiago →Perguntas frequentes sobre XERF
O que é o XERF?
É uma plataforma de radiofrequência monopolar da Cynosure Lutronic que entrega duas frequências, 6,78 MHz e 2 MHz, em sequência no mesmo disparo, para aquecer mais de uma profundidade e tratar flacidez de pele sem agulha e sem cirurgia.
Quanto custa o XERF em Brasília?
A sessão fica entre R$ 2.900 e R$ 12.000, conforme o tamanho da área: regiões pequenas, como as pálpebras, perto do piso; face completa ou abdome, perto do teto. O orçamento fechado sai na avaliação presencial.
XERF é laser?
Não. O XERF é radiofrequência: entrega corrente elétrica, e o calor vem da resistência do tecido. Laser entrega luz absorvida por um alvo da pele. Por não depender da melanina, a radiofrequência pode ser usada em peles mais pigmentadas com menor risco de mancha.
XERF dói? Precisa de anestesia?
Na maioria dos casos, não é usada anestesia. A sensação é de calor intenso e breve a cada disparo, aliviada pelo resfriamento com criogênio. A tolerância varia entre pessoas e áreas, e a energia é ajustada durante a sessão.
Quantas sessões de XERF são necessárias?
O fabricante não publica um protocolo fixo. No principal estudo clínico, foram duas sessões com quatro semanas de intervalo. O número é definido na avaliação, conforme o grau de flacidez e a área tratada.
XERF ou Oligio X: qual é melhor?
Não existe estudo comparando os dois. O XERF usa duas frequências e o Oligio X uma; a clínica tem os dois aparelhos, e a escolha é clínica, feita na avaliação conforme a área, a pele e o plano de tratamento.
O XERF tem cadastro na Anvisa e liberação do FDA?
O XERF tem cadastro na Anvisa (80102519322) e liberação 510(k) do FDA (K251327). A liberação do FDA é para eletrocoagulação e hemostasia, por equivalência a outro aparelho, e não uma aprovação específica para flacidez.
XERF serve para o corpo?
Pode ser usado. Além de rosto, pescoço e região dos olhos, a clínica aplica o XERF em áreas corporais com flacidez de pele, como o abdome. Os estudos publicados do aparelho avaliaram só o rosto, por isso a indicação no corpo é decidida caso a caso na avaliação.
Referências bibliográficas
- Zelickson BD, Kist D, Bernstein E et al. Histological and ultrastructural evaluation of the effects of a radiofrequency-based nonablative dermal remodeling device: a pilot study. Arch Dermatol. 2004;140(2):204-9. PMID: 14967794 · doi:10.1001/archderm.140.2.204
- Erlich G, Dahan E, Wolf Y. Objective and subjective retrospective evaluation of XERF, a novel single-shot dual-frequency non-invasive monopolar radiofrequency. Lasers Med Sci. 2026;41(1):194. PMID: 42611100 · doi:10.1007/s10103-026-04996-0
- Ko K, Ryu HG, Park J et al. Computational modeling and histologic analysis of 6.78- and 2-MHz monopolar radiofrequency-induced thermal reactions. Lasers Med Sci. 2025;40(1):501. PMID: 41315066 · doi:10.1007/s10103-025-04746-8
- Angra K, Alhaddad M, Boen M et al. Prospective Clinical Trial of the Latest Generation of Noninvasive Monopolar Radiofrequency for the Treatment of Facial and Upper Neck Skin Laxity. Dermatol Surg. 2021;47(6):762-766. PMID: 33899795 · doi:10.1097/DSS.0000000000003005
- Weiss RA, Wang J, DiBernardo B et al. Clinical Outcomes Following Dual-Frequency Noninvasive Monopolar Radiofrequency Treatment for Facial Laxity and Lower Face Lifting: A Prospective Multicenter Study. Cureus. 2026;18(3):e104546. PMID: 41930066 · doi:10.7759/cureus.104546
- Wanitphakdeedecha R, Yogya Y, Yan C et al. Efficacy and Safety of Monopolar Radiofrequency for Treatment of Lower Facial Laxity in Asians. Dermatol Ther (Heidelb). 2022;12(11):2563-2573. PMID: 36166188 · doi:10.1007/s13555-022-00817-8
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