Ellansé em Brasília: quanto custa e quanto dura
Em Brasília, o Ellansé custa de R$ 2.900 a R$ 3.900 por seringa. É um bioestimulador de policaprolactona que combina volume imediato com neocolagênese progressiva, e a durabilidade vai de 1 a 4 anos conforme a variante — S, M, L ou E.
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Quanto custa o Ellansé em Brasília e quanto tempo dura
O Ellansé em Brasília custa entre R$ 2.900 e R$ 3.900 por seringa. O custo total depende do número de seringas definido na avaliação clínica — que considera volume de perda, áreas a tratar e objetivo terapêutico. Não há protocolo fixo de seringas por área: a individualização é parte da leitura clínica, não uma tabela. A durabilidade, por sua vez, depende diretamente da variante escolhida: a série S dura aproximadamente 1 ano, a M aproximadamente 2 anos, a L aproximadamente 3 anos e a E aproximadamente 4 anos. A variante M, com duração em torno de 2 anos, é a mais utilizada no tratamento facial.2
O Ellansé é fabricado pela Sinclair Pharma e tem composição distinta dos demais bioestimuladores disponíveis no mercado. Sua fórmula combina gel de carboximetilcelulose (CMC), que representa cerca de 70% do volume da seringa, com microesferas de policaprolactona (PCL) nos 30% restantes. O gel de CMC oferece preenchimento imediato e visível logo após a aplicação. Esse gel é reabsorvido nas primeiras semanas, e o volume resultante passa a ser sustentado pela neocolagênese induzida pelas microesferas de PCL — polímero reabsorvível que estimula a produção de colágeno por reação tecidual progressiva.1
O efeito, portanto, tem duas fases distintas: uma imediata, pelo preenchimento do gel, e uma gradual, pela formação de colágeno próprio ao longo de semanas. Esse comportamento é diferente do ácido hialurônico, que age exclusivamente pelo volume físico da molécula, e diferente do PLLA (Sculptra), que não oferece volume imediato. A PCL do Ellansé é bioreabsorvível — degradada enzimaticamente pelo organismo ao longo do tempo — e não deixa resíduo permanente na derme.
Quantas seringas o seu caso pede — e o que faz o preço variar
A pergunta chega pronta na consulta: quanto custa o Ellansé. A resposta honesta separa duas coisas que costumam ser confundidas — o preço da seringa e o custo do protocolo. A seringa tem faixa definida, de R$ 2.900 a R$ 3.900. O protocolo depende de quantas seringas o rosto pede, e isso não se estima por telefone.
O que define esse número é a leitura da perda volumétrica por compartimento, não a área que a paciente aponta no espelho. Reposição de têmpora costuma consumir volume por lado; região malar e contorno mandibular pedem mais, porque são superfícies maiores e exigem sustentação em plano profundo. Dois casos podem chegar com o mesmo diagnóstico verbal — "quero o rosto mais firme" — e terminar com custo final bem diferente, porque um é perda de face média isolada e o outro é terço inferior com flacidez associada. É por isso que a avaliação presencial com fotodocumentação vem antes do orçamento, e não depois: orçar sem ver o rosto é chutar quantidade, e chutar quantidade é onde nasce tanto o resultado insuficiente quanto o gasto desnecessário.
Vale dizer também o que o preço não é. Ellansé muito barato é o sinal de alerta mais confiável desse mercado, e costuma apontar para uma de três coisas: produto de procedência incerta, fracionamento da seringa (meia seringa vendida como sessão completa) ou aplicação por quem não tem formação médica para o plano em que esse material precisa ser depositado. Diferente do ácido hialurônico, a policaprolactona não é dissolvida por hialuronidase — quando um nódulo se forma por técnica ou plano inadequados, o manejo é longo e depende de recursos que nem toda estrutura domina.4 Economizar na seringa para depois conviver com uma intercorrência por dois anos é o pior negócio possível. Antes da aplicação, peça para ver a caixa lacrada do produto e verifique o CRM ativo do profissional em cfm.org.br.
Para quem o Ellansé é indicado e quem não deve fazer
O Ellansé tem indicação principal em adultos com perda volumétrica facial que buscam bioestimulação de colágeno com durabilidade superior ao ácido hialurônico. Áreas de uso mais comuns:
- Têmporas — reposição de volume lateral que determina o contorno do terço médio-superior
- Malar e maçãs do rosto — restauração da projeção perdida com o envelhecimento
- Sulcos nasogenianos e sulco lacrimal — preenchimento com estímulo simultâneo de colágeno
- Contorno mandibular e região pré-auricular — remodelação sem cirurgia
- Região do pescoço e colo — quando há indicação de bioestimulação fora do rosto
O produto não é indicado para lábios, região periorbital próxima ao globo ocular ou planos muito superficiais da derme. A aplicação exige treinamento específico, pois o material não é reversível com hialuronidase — diferente do ácido hialurônico. Contraindicações relevantes incluem doenças autoimunes em atividade, gravidez e lactação, infecção ativa na área a tratar, e histórico de hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula.
Para pacientes mulheres entre 45 e 60 anos com demanda de rejuvenescimento facial volumétrico, o Ellansé representa uma alternativa de longa duração e baixa frequência de manutenção. Nessa faixa etária, a perda de colágeno já ultrapassou o patamar em que hidratantes e ativos tópicos conseguem repor de forma significativa — e a bioestimulação com PCL age no plano profundo onde essa perda é mais expressiva. A variante M, com aproximadamente 2 anos de duração, costuma ser a escolha mais frequente nesse perfil: uma a duas seringas por sessão, com reavaliação de manutenção sem a urgência dos produtos de 9 a 12 meses.
Pacientes com procedimentos irreversíveis prévios na área — PMMA, silicone líquido, biopolímeros — contraindicam a aplicação. A avaliação clínica deve levantar esse histórico antes de qualquer decisão.
Ellansé S, M, L e E: como escolher a variante
A letra do Ellansé indica a durabilidade prevista, não a intensidade do resultado: S dura em torno de 1 ano, M em torno de 2, L em torno de 3 e E em torno de 4. A composição é a mesma nas quatro apresentações — microesferas de policaprolactona em gel de carboximetilcelulose. O que muda é o peso molecular da PCL, que determina a velocidade de reabsorção do polímero e, por consequência, por quanto tempo o estímulo de colágeno permanece ativo no tecido.1
| Variante | Durabilidade prevista | Perfil em que costumo indicar |
|---|---|---|
| Ellansé S | Cerca de 1 ano | Primeiro contato com bioestimulador, ou paciente que quer testar a resposta antes de assumir durabilidade maior |
| Ellansé M | Cerca de 2 anos | A escolha mais frequente na face — face média, contorno mandibular e têmporas em paciente sem histórico prévio de PCL |
| Ellansé L | Cerca de 3 anos | Paciente já tratada com policaprolactona, com resposta tecidual conhecida e boa tolerância |
| Ellansé E | Cerca de 4 anos | Indicação restrita e criteriosa, em casos selecionados com avaliação de risco explícita |
Na prática, a conversa quase nunca é sobre a letra. É sobre quanto tempo a paciente quer ficar sem voltar e quanta previsibilidade ela já tem. Para quem nunca usou policaprolactona, prefiro começar pela M: dois anos são tempo suficiente para o resultado se expressar por inteiro e para eu conhecer como aquele tecido responde ao material, sem comprometer a paciente com um polímero de reabsorção muito mais longa antes de essa informação existir. Quando já tratei a mesma pessoa com PCL e sei como ela responde, a L passa a fazer sentido — especialmente entre 45 e 60 anos, faixa em que o incômodo relatado costuma ser a frequência da manutenção, mais até do que o valor de cada sessão.
Uma correção comum de expectativa: a variante mais longa não entrega mais volume nem resultado melhor. Entrega o mesmo resultado por mais tempo. Quem escolhe E imaginando efeito mais forte está lendo a escala errada — e assumindo, sem necessidade, um material que vai permanecer no tecido por quatro anos. A faixa praticada em Brasília, de R$ 2.900 a R$ 3.900 por seringa, vale para as quatro variantes; o que muda é o intervalo até a próxima sessão. É por aí que a variante entra no cálculo de custo: uma M de dois anos e duas manutenções de um produto de doze meses ocupam patamares de investimento distintos ao longo do mesmo período, ainda que o valor da seringa isolada seja parecido.2
Ellansé, Sculptra ou Radiesse: como escolher por durabilidade e perfil clínico
A comparação entre os três principais bioestimuladores disponíveis no Brasil é uma das perguntas mais frequentes em avaliação. O critério de decisão não é hierárquico — não há um produto superior. É uma escolha clínica baseada em perfil do paciente, objetivo terapêutico, tolerância à variação de efeito e frequência de manutenção aceitável.
Sculptra (PLLA): ácido poli-L-lático em pó liofilizado reconstituído em solução aquosa. Não oferece volume imediato — o resultado é construído ao longo de 2 a 3 sessões, com intervalo de 4 a 6 semanas entre elas, e o efeito pleno aparece em 3 a 6 meses. Duração média em torno de 2 anos após o protocolo completo. Indicado para pacientes com perda de volume difusa que preferem resultado gradual e aceitam a necessidade de múltiplas sessões.
Radiesse (CaHA): microesferas de hidroxiapatita de cálcio em gel de carboximetilcelulose. Oferece volume imediato, assim como o Ellansé. Duração estimada de 12 a 18 meses — patamar compatível com o que revisões sistemáticas de eficácia e durabilidade de bioestimuladores de PLLA e CaHA na face descrevem para esses dois materiais.3 É um dos bioestimuladores com indicação para uso diluído em planos mais superficiais da face e para bioestimulação no corpo (pescoço, decote, mãos). Para pacientes que buscam ciclo de manutenção anual, é uma escolha clinicamente sólida.
Ellansé (PCL): diferencia-se dos outros dois pela combinação de volume imediato com durabilidade superior em sessão única. A variante M dura aproximadamente 2 anos em uma única aplicação — sem necessidade do protocolo multissessão do Sculptra. Para pacientes que valorizam baixa frequência de retorno e resultado de longa duração, isso tem relevância prática: menos sessões, menos custo acumulado ao longo de 2 anos quando comparado ao protocolo completo de Sculptra ou a duas manutenções de Radiesse.
A decisão entre os três deve considerar também o histórico de procedimentos do paciente, a preferência por resultado imediato ou gradual, e a presença de contraindicações específicas. Em muitos casos, os produtos se complementam — Radiesse no corpo e Ellansé ou Sculptra na face, por exemplo — e a avaliação clínica define a combinação mais adequada ao objetivo individual.
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Dr. Thiago Perfeito
CRM-DF 23199 · Medicina Estética e Regenerativa
Médico com mais de 10 anos de prática em medicina estética e regenerativa. Mestre em Medicina Estética (2024). Formação internacional em Harvard Medical School e Mayo Clinic. Membro da ASLMS, A4M, AMS e NYAS. Atendimento em Brasília, Lago Sul.
Conheça o Dr. Thiago →Perguntas frequentes sobre Ellansé (PCL)
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O que é Ellansé?
Ellansé é um bioestimulador de colágeno composto por microesferas de policaprolactona (PCL) em gel de carboximetilcelulose (CMC), fabricado pela Sinclair Pharma. Oferece preenchimento imediato pelo gel e neocolagênese progressiva pela PCL reabsorvível. Não é ácido hialurônico, não é hidroxiapatita de cálcio e não é PLLA — tem composição e mecanismo próprios.
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Quanto custa por seringa?
O Ellansé em Brasília custa entre R$ 2.900 e R$ 3.900 por seringa. O número de seringas necessárias é definido na avaliação clínica, com base nas áreas a tratar e no grau de perda volumétrica. O custo total do protocolo é apresentado durante a consulta, com plano individualizado.
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Ellansé S, M, L ou E: qual variante escolher?
A letra indica a durabilidade prevista: S em torno de 1 ano, M em torno de 2 anos, L em torno de 3 anos e E em torno de 4 anos. A composição é a mesma nas quatro — o que muda é o peso molecular da policaprolactona, que altera o tempo de reabsorção. A M é a mais usada na face: entrega durabilidade real sem comprometer o paciente com um material de reabsorção muito longa antes de saber como ele responde. O preço por seringa é o mesmo dentro da faixa canônica, independentemente da letra.
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Por que o preço do Ellansé varia tanto entre clínicas?
Três variáveis explicam quase toda a diferença: a procedência do produto (importado com registro regular e rastreabilidade custa mais do que material de origem incerta), o volume efetivamente aplicado (meia seringa anunciada como sessão completa reduz o preço e o resultado na mesma proporção) e quem aplica. Orçamento muito abaixo da faixa de mercado costuma esconder uma dessas três. Vale conferir o CRM ativo do profissional em cfm.org.br e pedir para ver a caixa lacrada do produto antes da aplicação.
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Dura mais que Sculptra ou Radiesse?
Em geral, sim — dependendo da variante. A série M dura aproximadamente 2 anos em sessão única, contra 12 a 18 meses do Radiesse e 2 anos do Sculptra após 2 a 3 sessões. A série L dura cerca de 3 anos e a E cerca de 4 anos. A escolha entre os três não é hierárquica: cada produto tem indicação clínica própria e a avaliação define qual se encaixa melhor no perfil do paciente.
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Em que áreas usar?
As áreas mais comuns são têmporas, região malar, sulcos nasogenianos, contorno mandibular e região pré-auricular. Não é indicado para lábios ou região muito superficial da derme. Pode ser usado fora da face em casos selecionados. A indicação precisa é definida na avaliação clínica com análise da perda volumétrica e do objetivo terapêutico.
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Onde fazer em Brasília?
O Ellansé pode ser aplicado por médicos com formação em medicina estética e treinamento no produto. Na INTI, Lago Sul — SHIS QI 11, Deck Brasil, Bloco O, Sala 115 — o Dr. Thiago Perfeito, CRM-DF 23199, realiza avaliação clínica individualizada antes de qualquer aplicação, com fotodocumentação e plano de tratamento personalizado.
Referências bibliográficas
- Chen Q, Wang Y. Ellansé: advanced technology and advantageous selection of new collagen stimulating agents for face rejuvenation. Aesthetic Plastic Surgery. 2024;48(10):1977–84. PMID 38305923.
- Angelo-Khattar M. Objective assessment of the long-term volumizing action of a polycaprolactone-based filler. Clinical, Cosmetic and Investigational Dermatology. 2022;15:2895–901. PMID 36597519.
- Ferreira ACM, Silva LR, Espasandin I, et al. Efficacy, durability, and safety of collagen biostimulators based on poly-L-lactic acid (PLLA) and calcium hydroxyapatite (CaHA) in the face: a systematic review. Aesthetic Plastic Surgery. 2026;50(3):1291–300. PMID 41184662.
- Wu L. iCare technique of dissolving Ellanse M nodules using collagenase: a case series and experimental study. Journal of Cosmetic Dermatology. 2025;24(5):e70201. PMID 40296530.
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Avaliação clínica com fotodocumentação, análise de perda volumétrica e plano individualizado. Dr. Thiago Perfeito, CRM-DF 23199 — INTI, Lago Sul.