Cirurgia do corpo · Guia do paciente

Mommy makeover em Brasília: o que é e o que saber sobre cirurgias combinadas

Mommy makeover combina cirurgias de mama e abdome, às vezes com lipoaspiração, e a pergunta central é a segurança de combinar. Veja o que os estudos dizem, inclusive onde eles divergem, e o que o tratamento não cirúrgico faz na clínica INTI.

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O que é mommy makeover e por que a segurança é a pergunta central?

Mommy makeover é o nome popular da combinação de cirurgias de mama e de abdome, às vezes com lipoaspiração, feita no mesmo ato cirúrgico em mulheres depois da gestação. A pergunta que mais pesa não é qual cirurgia escolher, e sim se é seguro combiná-las: grandes bancos de dados chegaram a respostas diferentes, e esta página mostra os dois lados.

O Dr. Thiago Perfeito (CRM-DF 23199, clínica INTI, Lago Sul, Brasília) não realiza cirurgia do corpo. Ele avalia o caso e, quando a indicação é cirúrgica, indica um colega cirurgião plástico. Quando a queixa é flacidez de pele do abdome depois da gestação, sem pele pendente nem separação importante dos músculos, o tratamento não cirúrgico da clínica pode ser o caminho; a seção sobre esse assunto, mais abaixo, mostra o que ele consegue e o que não consegue.

Segundo a Mayo Clinic, a abdominoplastia pode ser feita junto com cirurgias de mama e com a retirada de pele de braços e coxas. Segundo a ASPS, a Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos, o resultado final de um mommy makeover leva de seis meses a um ano. Os pontos que seguem tratam do que se combina, de quem deve esperar, da duração, da recuperação e dos riscos.

Cirurgia do corpo · indicação do Dr. Thiago

O Dr. Thiago Perfeito não realiza mommy makeover (cirurgias combinadas de mama e abdome). Para essa cirurgia, ele indica o colega Dr. Alberto Benedik, cirurgião plástico, em Brasília. A mensagem abaixo já avisa que você chegou por indicação dele.

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Sala de espera da clínica INTI, no Lago Sul, em Brasília
Clínica INTI, Lago Sul, Brasília.

O que costuma compor um mommy makeover, e o que ele não resolve

Mommy makeover não é o nome técnico de uma operação única: é um nome popular para um conjunto de cirurgias combinadas. Os componentes mais comuns, e o que as fontes dizem de cada um:

ComponenteO que fazFonte
AbdominoplastiaRemove excesso de gordura e pele e, na maioria dos casos, restaura músculos enfraquecidos ou separados. Não corrige estrias.Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
MiniabdominoplastiaRetira menos pele da parte baixa do abdome; o umbigo em geral não é reposicionado e a separação dos músculos não é reparada.BAAPS, associação britânica de cirurgia plástica
Cirurgia de mamaAumento com prótese, mastopexia ou redução, conforme o caso. Veja prótese de silicone e mastopexia.Mayo Clinic (combinação com abdominoplastia)
LipoaspiraçãoRetira gordura; não é método de emagrecimento e não trata celulite nem estrias. Veja lipoaspiração.Mayo Clinic

Pela abdominoplastia, a Mayo Clinic diz que a cirurgia repara a diástase dos retos (a separação dos músculos do abdome). A BAAPS avisa que não há garantia de “barriga plana”: o resultado depende do tônus muscular e da gordura dentro do abdome. A cirurgia também não corrige estrias, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, embora elas possam sair ou melhorar quando estão na pele que é retirada.

Quem pode fazer e quem deve esperar

Os critérios abaixo vêm de um texto do blog institucional da ASPS, que é informativo e não uma diretriz, e de páginas de outras instituições, sempre atribuídas:

  • Não logo depois do parto: a ASPS diz que é preciso dar tempo à pele, ao útero e às mamas. Nenhuma das fontes usadas aqui fixa um número de meses depois do parto nem trata da amamentação; quando operar é decisão do cirurgião, caso a caso.
  • Peso: a ASPS cita índice de massa corporal (IMC) abaixo de 30. A Mayo Clinic pede cautela na abdominoplastia com IMC de 30 ou mais.
  • Planos de nova gestação: a ASPS diz que quem pretende ter mais filhos não deve fazer um mommy makeover; a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica aconselha adiar a abdominoplastia a mulheres que consideram futuras gestações.
  • Fumo: a ASPS orienta parar de fumar pelo menos um mês antes e por cerca de seis semanas depois; a Mayo Clinic cita o fumo como fator que aumenta a lesão de tecido.
  • Coágulos e doenças: a Mayo Clinic pede cautela com alto risco de coágulos, uso de anticoagulante e doença crônica grave, como cardíaca ou diabetes.

Esses critérios são o ponto de partida da avaliação, e não uma lista de permissões. Quem tem dúvida sobre o momento depois do parto deve levar a pergunta à consulta com o cirurgião.

Como é a cirurgia: duração, anestesia e internação

Segundo a ASPS, a cirurgia combinada dura em geral de 3 a 5 horas. Para a abdominoplastia isolada, o NHS, o serviço público de saúde do Reino Unido, fala em 2 a 5 horas, a Mayo Clinic diz que muitas vezes leva menos de 4 horas e a Cleveland Clinic cita de 1 a 5 horas, com anestesia geral como a usual. A Cleveland Clinic acrescenta que pode haver internação de uma noite quando há mais de uma cirurgia combinada; o NHS diz que, na abdominoplastia, a maioria das pessoas fica internada por algumas noites.

Existe um limite de horas para combinar cirurgias? Nas fontes institucionais usadas nesta página não há um limite de horas para cirurgia combinada, e por isso nenhum é citado aqui. Números de horas que circulam em sites de clínicas não foram confirmados em fonte institucional.

Há uma norma do Conselho Federal de Medicina, a Resolução CFM 1.711/2003, que trata de lipoaspiração. O artigo 10 diz que a associação com outros procedimentos cirúrgicos deve ser evitada quando a relação entre o volume e a área corporal estiver próxima do máximo admitido. A norma vale para a lipoaspiração, não para o mommy makeover como um todo, e não há, nas fontes lidas, norma específica sobre mommy makeover. Em setembro de 2026 o CFM promoveu um fórum para discutir a atualização dessa resolução; confira a versão vigente antes de tomar a norma como referência.

Recepção da clínica INTI, no Lago Sul, em Brasília
Clínica INTI, Lago Sul, Brasília.

Recuperação: prazos realistas

Os prazos vêm de fontes diferentes e variam: o texto do blog da ASPS fala do mommy makeover; as demais linhas são da abdominoplastia isolada, e a recuperação de uma cirurgia combinada não é a soma delas.

EtapaPrazoFonte
Afastamento do trabalho (mommy makeover)Duas semanas é o padrãoASPS (blog)
CaminharLogo; levantar e andar é muito importanteASPS (blog); Mayo Clinic (caminhar no primeiro dia reduz o risco de coágulo)
Academia ou esforçoPelo menos 4 a 6 semanasASPS (blog)
Atividades normaisPor volta de três mesesASPS (blog)
Resultado finalDe seis meses a um anoASPS (blog)
Abdominoplastia isolada: trabalhoDe pelo menos 1 semana a 4 a 6 semanas, conforme a fonte e o tipo de trabalhoCleveland Clinic; Mayo Clinic (2 a 4 semanas); NHS (4 a 6 semanas)
Abdominoplastia isolada: cinta ou faixaCerca de 6 semanas, ou de 6 a 8 semanasNHS; Mayo Clinic
Cicatrizes do abdomeDevem clarear em 12 a 18 mesesNHS

A faixa de afastamento do trabalho é larga porque as fontes e os tipos de trabalho diferem. O cirurgião que executa a cirurgia dá o prazo do seu caso.

Riscos: combinar cirurgias aumenta a complicação?

Instituições listam, para a abdominoplastia, seroma, hematoma, infecção, sangramento, má cicatrização, alteração de sensibilidade, cicatriz desfavorável, trombose venosa e complicações cardíacas e pulmonares (NHS, Mayo Clinic e ASPS). A pergunta específica do mommy makeover é se combinar aumenta o risco, e os dados divergem.

Combinar aumenta o risco? Dois estudos, duas respostas

Uma coorte retrospectiva de um grande banco de dados de cirurgias estéticas (o CosmetAssure) analisou cerca de 25 mil abdominoplastias feitas entre 2008 e 2013, 8.975 isoladas e 16.503 com procedimento adicional. A complicação maior foi de 4,0%, contra 1,4% em outras cirurgias estéticas. Por combinação: abdominoplastia isolada, 3,1%; com lipoaspiração, 3,8%; com procedimento de mama, 4,3%; lipoaspiração mais mama, 4,6%; com outro contorno corporal, 6,8%; lipoaspiração mais contorno corporal, 10,4%. Fazer múltiplos procedimentos teve risco relativo de 1,5. Os autores concluem que a combinação deve ser considerada com cuidado em pacientes de maior risco1. O resumo não define o critério de “complicação maior” do banco.

Uma análise mais recente do mesmo banco, com cerca de 56 mil abdominoplastias feitas entre 2015 e 2022, registrou complicação maior global de 2,1%. Cerca de 27% dos casos (mais de 15 mil) tinham procedimento concomitante de mama, de outro contorno, de lipoaspiração ou de face, e no modelo de regressão não houve risco adicional significativo de complicação maior ao combinar2. Os resumos não explicam por que os dois resultados divergem. Para quem busca “abdominoplastia e mamoplastia juntas” ou “lipo e abdominoplastia juntas”, o que se pode dizer com honestidade é que os dois estudos não concordam.

Tromboembolismo venoso

No primeiro estudo, 20,2% das complicações maiores da abdominoplastia foram tromboembolismo venoso suspeito ou confirmado. Uma análise de quase 19.300 cirurgias plásticas e reparadoras sob anestesia geral, no banco NSQIP, encontrou tromboembolismo em 0,36% dos casos; quanto mais a cirurgia ultrapassava a duração média do seu tipo, maior o risco (razão de chances de 1,77 por unidade de escore Z)3. O resumo não define um limite em horas. Já um estudo de centros ambulatoriais acreditados encontrou tromboembolismo em 0,02% de todos os casos estéticos, e 58% dos eventos ocorreram em abdominoplastia; idade acima de 40 anos e IMC acima de 25 foram preditores; duração da anestesia, tipo de anestesia, procedimento adicional e número de procedimentos não influenciaram o risco nessa análise4. Os dois resultados discordam sobre a duração; por isso não há um limite de horas que se possa afirmar.

O que pesa

Pelos trechos acima, pesam: combinar procedimentos (com resultados divergentes), idade de 55 anos ou mais e IMC de 30 ou mais no primeiro estudo, idade acima de 40 e IMC acima de 25 para trombose no segundo, fumo e risco de coágulos. A Mayo Clinic diz que caminhar já no primeiro dia reduz o risco de coágulos e que um anticoagulante por poucos dias pode ser prescrito. Nada disso é motivo de alarme em si, nem de minimização: é o motivo de a avaliação ser feita caso a caso.

O que o tratamento não cirúrgico consegue, e o que não consegue

Depois da gestação, nem todo caso é cirúrgico. O Dr. Thiago Perfeito atende na clínica INTI a flacidez de pele do abdome sem avental e sem diástase importante. A BAAPS diz que, nos casos de excesso leve de pele, certos tratamentos de firmeza da pele podem trazer algum benefício. Na clínica, as opções são:

  • Radiofrequência: XERF (radiofrequência monopolar de dupla frequência; protocolo declarado de 1 sessão a cada 6 meses, aplicada também no abdome) e Morpheus8 (radiofrequência microagulhada); o Oligio X também é radiofrequência monopolar.
  • Ultrassom focalizado: Linear Z (LinearZ, da Jeisys Medical) e Ultraformer MPT. Para o Linear Z, a eficácia no corpo não tem estudo concluído, e o protocolo é definido na avaliação.
  • Bioestimuladores: Sculptra, Radiesse e HarmonyCa.

O que esses métodos não fazem: não corrigem a diástase (a separação dos músculos do abdome) nem levantam a mama. Quando a queixa é essa, ou quando há pele pendente em avental, o caminho é a avaliação para cirurgia. O Dr. Thiago Perfeito não tem relação comercial com fabricantes de equipamentos; as marcas aparecem porque são as plataformas disponíveis na clínica.

Para cada queixa, veja flacidez do abdome depois do parto, tratamento da flacidez abdominal, flacidez corporal e tecnologias para o abdome. A visão geral das áreas do corpo está em procedimentos corporais.

Como escolher o cirurgião e o que perguntar na consulta

Antes de marcar, confira o CRM do cirurgião no site do CFM (cfm.org.br, busca por médicos), onde o registro aparece como ativo ou não. O valor é definido pelo cirurgião que executa, depois da avaliação. Perguntas para levar à consulta:

  1. O que exatamente será combinado no meu caso, e por quê? Seria mais prudente operar em mais de um tempo?
  2. Quanto tempo deve durar a cirurgia, e o que o senhor faz para reduzir o risco de trombose?
  3. Onde a cirurgia será feita, com qual anestesia e quem anestesia?
  4. Qual o momento certo depois do meu parto e da amamentação, e meu peso está adequado?
  5. Haverá internação, de quantas noites, e quem me acompanha em casa?
  6. Qual o plano se houver complicação, e o que o termo de consentimento lista para o meu caso?

Cirurgia do corpo · indicação do Dr. Thiago

O Dr. Thiago Perfeito não realiza mommy makeover (cirurgias combinadas de mama e abdome). Para essa cirurgia, ele indica o colega Dr. Alberto Benedik, cirurgião plástico, em Brasília. A mensagem abaixo já avisa que você chegou por indicação dele.

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Perguntas frequentes sobre mommy makeover

  • O que é mommy makeover?

    É o nome popular da combinação de cirurgias de mama e de abdome, às vezes com lipoaspiração, feita no mesmo ato cirúrgico depois da gestação. A Mayo Clinic diz que a abdominoplastia pode ser feita junto com cirurgias de mama e com a retirada de pele de braços e coxas.

  • Fazer abdominoplastia e mamoplastia juntas é seguro?

    Os dados divergem. Uma coorte de cerca de 25 mil abdominoplastias de um grande banco de dados encontrou 3,1% de complicação maior na abdominoplastia isolada e 4,3% com procedimento de mama. Uma análise mais recente do mesmo banco, com cerca de 56 mil casos, não encontrou risco adicional significativo ao combinar, depois do ajuste. A segurança do seu caso depende de idade, peso, fumo, doenças prévias e de quais cirurgias seriam combinadas.

  • Quanto tempo dura a cirurgia combinada?

    Segundo a ASPS, em geral de 3 a 5 horas, em um texto de blog institucional. Para a abdominoplastia isolada, as fontes falam em 1 a 5 horas. As fontes institucionais usadas aqui não trazem um limite de horas para cirurgia combinada, e esta página não afirma nenhum.

  • Quanto tempo de recuperação?

    Segundo o blog da ASPS, duas semanas de afastamento do trabalho são o padrão, 4 a 6 semanas sem esforço na academia, cerca de três meses para as atividades normais e de seis meses a um ano para o resultado final. Para a abdominoplastia isolada, o retorno ao trabalho vai de pelo menos 1 semana a 4 a 6 semanas, conforme a fonte.

  • Quanto tempo depois do parto posso fazer a plástica?

    A ASPS diz que não se deve operar logo depois do parto, para dar tempo à pele, ao útero e às mamas. As fontes usadas nesta página não fixam um número de meses nem tratam da amamentação; o momento é definido pelo cirurgião. A ASPS diz que quem planeja ter mais filhos não deve fazer o mommy makeover.

  • Lipoaspiração e abdominoplastia juntas aumentam o risco?

    No banco de cerca de 25 mil abdominoplastias, a complicação maior foi de 3,8% com lipoaspiração, contra 3,1% na abdominoplastia isolada. A análise mais recente do mesmo banco não encontrou risco adicional ao combinar. A norma do CFM sobre lipoaspiração, de 2003, manda evitar associar outros procedimentos quando a relação entre o volume e a área corporal está próxima do máximo admitido.

  • O Dr. Thiago Perfeito faz mommy makeover?

    Não. Ele não realiza cirurgia do corpo; avalia o caso e indica um colega cirurgião plástico. Na clínica ele realiza o tratamento não cirúrgico da flacidez de pele do abdome depois da gestação e as cirurgias da face.

  • A flacidez do abdome depois da gestação sempre pede cirurgia?

    Não. A BAAPS diz que, no excesso leve de pele, certos tratamentos de firmeza da pele podem ter algum benefício. Se há pele pendente em avental ou separação importante dos músculos, a avaliação aponta para cirurgia. A clínica INTI avalia e define o caminho no exame presencial.

Referências bibliográficas

  1. Winocour J, Gupta V, Ramirez JR et al. Abdominoplasty: Risk Factors, Complication Rates, and Safety of Combined Procedures. Plast Reconstr Surg. 2015;136(5):597e-606e. PMID: 26505716 · doi:10.1097/PRS.0000000000001700
  2. Chaker SC, Hung YC, Saad M et al. Complications and Risks Associated With the Different Types of Abdominoplasties: An Analysis of 55,956 Patients. Aesthet Surg J. 2024;44(9):965-975. PMID: 38494872 · doi:10.1093/asj/sjae060
  3. Mlodinow AS, Khavanin N, Ver Halen JP et al. Increased anaesthesia duration increases venous thromboembolism risk in plastic surgery: A 6-year analysis of over 19,000 cases using the NSQIP dataset. J Plast Surg Hand Surg. 2015;49(4):191-7. PMID: 25423609 · doi:10.3109/2000656X.2014.981267
  4. Keyes GR, Singer R, Iverson RE et al. Incidence and Predictors of Venous Thromboembolism in Abdominoplasty. Aesthet Surg J. 2018;38(2):162-173. PMID: 29117339 · doi:10.1093/asj/sjx154

Conteúdo revisado por Dr. Thiago Perfeito — Medicina Estética e Regenerativa, CRM-DF 23199. Revisado em . Atualizado em .

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