Xerf dói? Como é a sensação e a recuperação depois da sessão
O XERF é uma radiofrequência monopolar que firma a pele com calor breve, resfriamento integrado e intensidade ajustada durante a sessão. Veja como é a sensação, o que se faz pelo conforto e quando a rotina volta, na clínica INTI, no Lago Sul.
Agendar ConsultaResposta curta: o Xerf dói?
O XERF causa um calor intenso e breve a cada disparo, com picos em alguns pontos, enquanto a superfície da pele é resfriada ao mesmo tempo. A intensidade é ajustada durante a aplicação, região por região. No estudo de Erlich e colegas com o aparelho, a dor média relatada foi de 4,3 numa escala de 0 a 10, e 4 das 16 pacientes usaram anestésico tópico. A rotina volta no mesmo dia. Na clínica INTI, no Lago Sul, em Brasília, o Dr. Thiago Perfeito (CRM-DF 23199) aplica o XERF no protocolo de 1 sessão a cada 6 meses, com sessão de R$ 2.900 a R$ 12.000 conforme o tamanho da área.
Quem pesquisa se o Xerf dói quase sempre já ouviu falar de radiofrequência que "queima". Segundo o fabricante, o XERF foi desenhado para mudar essa experiência: é uma radiofrequência monopolar da Cynosure Lutronic que entrega duas frequências, 6,78 MHz e 2 MHz, em sequência dentro do mesmo disparo, com resfriamento por criogênio integrado à ponteira. O calor chega às camadas que sustentam a pele, enquanto a superfície fica protegida.
O resultado que se busca é pele mais firme e contorno mais definido no rosto, na papada, no pescoço e também em áreas do corpo, como o abdome, sem agulha e sem corte. A página completa do aparelho, com indicações e estudos, é a do XERF em Brasília; aqui o assunto é a sessão vista de dentro: o que se sente, o que se faz pelo conforto e como fica a pele depois.
Antes e depois de XERF no rosto
As fotos desta página são de pacientes tratados com XERF no rosto. O que muda é a firmeza: o contorno da mandíbula fica mais nítido, a pele do pescoço e da papada se assenta melhor e o perfil ganha definição, sem alterar as feições e sem cara de procedimento.
Essa melhora é progressiva. O calor contrai o colágeno que já existe e estimula a produção de colágeno novo, que se organiza nas semanas e nos meses seguintes. Por isso a comparação justa é feita meses depois da sessão, com a mesma luz e o mesmo ângulo. No estudo de Erlich e colegas, publicado em 2026 na Lasers in Medical Science, 16 mulheres receberam uma única sessão de XERF e foram reavaliadas com 1 e 3 meses: houve melhora de rugas, textura, poros e oleosidade, elevação progressiva de sobrancelhas e pálpebras superiores e melhor avaliação das próprias pacientes no questionário FACE-Q.
Na consulta, vale pedir para ver casos parecidos com o seu, no grau de flacidez, na idade e no tipo de pele. É a melhor forma de calibrar a expectativa antes de marcar a sessão.
Como é a sensação durante a sessão
A sensação mais relatada é de calor que sobe rápido e some em seguida, disparo a disparo, com picos em alguns pontos. Não é uma dor contínua: entre um disparo e outro a pele descansa, e o resfriamento por criogênio atua junto com a energia.
Na radiofrequência monopolar, a corrente sai da ponteira, atravessa o tecido e volta por uma placa de retorno colocada no corpo. O calor nasce da resistência do próprio tecido, em profundidade. É por isso que o paciente sente calor, e não picada ou corte: não há agulha, não há ferida e a pele não é perfurada.
A percepção desse calor muda de pessoa para pessoa, e até entre regiões do mesmo rosto. Num estudo publicado em 2026 por Wang e colegas, com outra plataforma de radiofrequência monopolar facial, 46 pacientes tratados nos dois lados da face pelo mesmo médico perceberam o lado esquerdo como mais desconfortável que o direito, qualquer que fosse o lado tratado primeiro, e quem tinha até 42 anos relatou mais desconforto que os pacientes mais velhos. Por isso a energia não é aplicada num número fixo para o rosto inteiro: ela é ajustada durante a sessão, área por área, conforme a tolerância de cada pessoa.
No estudo de Erlich e colegas com o XERF, a energia foi ajustada à tolerância de cada paciente, e a dor média relatada foi de 4,3 numa escala de 0 a 10. Na região ao redor dos olhos, o XERF usa ponteiras pequenas.
O que se faz para o conforto
O conforto no XERF vem de três recursos que trabalham juntos: o resfriamento da pele a cada disparo, o controle da profundidade e da energia durante a sessão e a conversa contínua com o médico.
- Resfriamento integrado. O aparelho libera criogênio na ponteira, protegendo a superfície enquanto as camadas de baixo aquecem.
- Intensidade ajustável. Segundo o fabricante, o XERF tem 3 configurações de profundidade e 10 níveis de intensidade. A escolha é feita região por região e pode ser revista a qualquer momento da sessão, conforme a sua tolerância.
- Leitura da pele em tempo real. O fabricante descreve um sistema de leitura da impedância do tecido, que ajusta o pulso à resistência da pele em cada ponto.
- Diálogo durante a aplicação. O paciente avisa quando o calor fica forte, e a energia é regulada ali mesmo. A meta é um calor bem tolerado, não um teste de resistência.
O estudo de Erlich e colegas com o XERF mostra como isso funciona na prática: o tratamento foi bem tolerado, o anestésico tópico foi aplicado em 4 das 16 pacientes, a pedido delas, e a vermelhidão ou o inchaço que apareceram passaram em 1 a 2 dias, sem nenhum caso de queimadura.
Logo depois da sessão: como fica a pele
Logo depois do XERF, a pele fica avermelhada e levemente inchada, e isso costuma passar em algumas horas; em poucos casos, dura de 1 a 2 dias. Não há ferida, casca nem curativo.
O que é esperado nas primeiras horas:
- Vermelhidão na área tratada, que cede em horas.
- Inchaço leve, que também some no mesmo dia na maioria dos casos.
Os cuidados são simples: protetor solar nas áreas tratadas e evitar calor excessivo, como sauna, nas primeiras 24 horas. A pele não precisa de pomada especial nem de afastamento.
Antes da sessão, a pele é limpa e fica sem creme. Algumas situações são avaliadas na consulta e podem impedir o tratamento: marca-passo, desfibrilador ou outro implante eletrônico ativo, gestação, infecção ou lesão inflamatória na área, implante metálico na região tratada e doença em tratamento que comprometa a cicatrização.
Quando volta à rotina
A rotina volta no mesmo dia. O XERF não exige afastamento do trabalho nem das atividades sociais; o paciente sai do consultório e segue o dia com a pele um pouco avermelhada, que se normaliza em horas.
Esse é um dos motivos por que a radiofrequência monopolar é escolhida por quem tem agenda cheia: firmeza na pele sem semana de recuperação.
O resultado, por outro lado, não é imediato por inteiro. Parte da firmeza aparece logo, pela contração do colágeno que já existe; o restante se constrói ao longo de semanas a meses, à medida que o colágeno novo se organiza. Na clínica, o protocolo é de 1 sessão a cada 6 meses, com reavaliação a cada retorno. O número de sessões e quanto tempo o efeito dura estão em Xerf: quantas sessões e quanto dura.
Sobre o valor: na INTI, a sessão de XERF fica entre R$ 2.900 e R$ 12.000. Áreas pequenas, como as pálpebras, ficam perto do piso; face completa ou abdome, perto do teto. O XERF tem cadastro na Anvisa sob o número 80102519322. Para conferir o médico, consulte o CRM em cfm.org.br, na busca por médicos.
Perguntas frequentes sobre a sessão de Xerf
O Xerf dói?
É um calor intenso e breve a cada disparo, mais forte em alguns pontos, com resfriamento da pele ao mesmo tempo. No estudo de Erlich e colegas com o XERF, a dor média foi de 4,3 numa escala de 0 a 10, e a intensidade é ajustada durante a sessão conforme a sua tolerância.
Precisa de anestesia para fazer Xerf?
No estudo de Erlich e colegas com o XERF, 4 das 16 pacientes usaram anestésico tópico, a pedido delas; as demais fizeram a sessão com o resfriamento integrado e o ajuste de energia. Se o calor for uma preocupação para você, diga isso na avaliação.
O desconforto do Xerf é igual no rosto todo?
Não. A percepção do calor varia de pessoa para pessoa e até entre os dois lados do rosto. Por isso a energia é escolhida região por região, e não num valor único para o rosto todo.
Quanto tempo dura a vermelhidão depois do Xerf?
A vermelhidão e o inchaço leve costumam passar em algumas horas; em poucos casos, duram de 1 a 2 dias. Não há ferida, casca nem curativo.
Posso trabalhar no mesmo dia do Xerf?
Sim. A rotina é retomada no mesmo dia. Nas primeiras 24 horas, use protetor solar nas áreas tratadas e evite calor excessivo, como sauna.
O Xerf queima a pele?
O XERF aquece as camadas profundas enquanto o criogênio resfria a superfície, e, segundo o fabricante, o aparelho lê a resistência do tecido para ajustar o pulso. A energia é regulada durante a sessão, e no estudo do aparelho a vermelhidão ou o inchaço passaram em 1 a 2 dias, sem nenhum caso de queimadura.
Quantas sessões de Xerf são feitas e quanto custa?
Na clínica INTI, o protocolo é de 1 sessão a cada 6 meses, com reavaliação a cada retorno. A sessão custa de R$ 2.900 a R$ 12.000, conforme o tamanho da área.
Quem não pode fazer Xerf?
A avaliação confere marca-passo ou outro implante eletrônico ativo, gestação, infecção ou lesão inflamatória na área, implante metálico na região e doença em tratamento que comprometa a cicatrização.
Referências bibliográficas
- Erlich G, Dahan E, Wolf Y. Objective and subjective retrospective evaluation of XERF, a novel single-shot dual-frequency non-invasive monopolar radiofrequency. Lasers Med Sci. 2026;41(1). PMID: 42611100 · doi:10.1007/s10103-026-04996-0
- Wang Y, Bai H, Shi C et al. Evaluation of the Effect of Laterality and Age on Pain Perception in Monopolar Radiofrequency Facial Therapy. Clin Cosmet Investig Dermatol. 2026;19:577283. PMID: 41924292 · doi:10.2147/CCID.S577283
Conteúdo revisado por Dr. Thiago Perfeito — Medicina Estética e Regenerativa, CRM-DF 23199. Revisado em . Atualizado em .
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A área, a energia e o plano são definidos na avaliação presencial, de acordo com a sua pele e a sua tolerância. O Dr. Thiago Perfeito atende na clínica INTI, no Lago Sul, em Brasília.