Botox pode ajudar no tratamento da depressão?
Sobre este vídeo
O Dr. Thiago explica que a toxina botulínica vem sendo estudada como possível abordagem para a depressão, principalmente nos casos difíceis de tratar, e que isso não é motivo para aplicar sem indicação. Ele apresenta três hipóteses: o feedback facial, a modulação da amígdala e um efeito neuroquímico e neurotrófico. Reforça que o uso seria como coadjuvante, junto com o psiquiatra e sem suspender os remédios.
- Hipótese do feedback facial: bloquear a musculatura da glabela reduz sinais associados a emoções negativas.
- Hipótese da amígdala: a aplicação na glabela diminuiria a atividade dessa região ligada ao processamento emocional.
- Hipótese neuroquímica e neurotrófica: possível influência sobre neurotransmissores como a serotonina.
- O papel descrito é de coadjuvante, junto ao psiquiatra e sem suspender os medicamentos.
Transcrição
[trecho inaudível] 25 anos, como muitas influenciadoras recomendam, vai além da prevenção do envelhecimento. A toxina botulínica também interfere no humor. Isso parece exagero, mas existe ciência por trás. Nos últimos anos, a toxina botulínica começou a ser estudada não só como tratamento estético, mas como uma possível abordagem para melhorar a depressão, principalmente nos casos mais difíceis de tratar.
Não é o Botox curando a depressão e também não é motivo para sair aplicando por aí. E a pergunta que fica é: como a aplicação no rosto pode influenciar o cérebro? Hoje existem três principais hipóteses que ajudam a explicar como isso acontece.
A primeira hipótese é a do feedback facial. As expressões do rosto, além de refletirem emoções, também alimentam o cérebro. Então, quando a pessoa franze a testa repetidamente nessa região da glabela, o músculo envia um sinal para o cérebro que reforça a emoção de estresse, raiva, tristeza. Quando você bloqueia essa musculatura com a toxina botulínica, o cérebro deixa de receber esses estímulos periféricos associados às emoções negativas.
A segunda hipótese envolve a modulação da amígdala. A primeira imagem mostra que a aplicação da toxina botulínica na glabela diminui a atividade da amígdala, que tem a ver com o processamento da ansiedade, depressão e ansiedade. A ativação dessa região da amígdala tem uma melhor regulação emocional e redução da ruminação negativa.
A terceira hipótese é neuroquímica e neurotrófica. Estudos sugerem que a toxina botulínica pode influenciar vias centrais relacionadas à liberação dos neurotransmissores que ela fala no vídeo, como a serotonina, além de aumentar a expressão de outros fatores que têm a ver com o hipocampo, a atividade cerebral e a atividade cerebral.
Resumindo todo esse linguajar técnico: a toxina botulínica, não é mais a questão se ela trata ansiedade e depressão. Ela trata, já tem vários estudos comprovando. Agora os estudos são de quais doses a gente usa, quais regiões a gente trata, por quanto tempo, e como ela consegue atuar e melhorar todos os tratamentos que já vão ser feitos junto com o psiquiatra e junto com os remédios, que a gente não pode suspender também. Mas ela vai entrar como coadjuvante para poder melhorar.
[trecho inaudível] toxina botulínica, que é para melhorar também o seu humor.
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