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Como levantar o rosto sem cirurgia?

Dr. Thiago Perfeito · CRM-DF 23199 · publicado em · 5 min 03 s

Sobre este vídeo

O Dr. Thiago explica que, com os anos, a perda de gordura profunda, de colágeno e de sustentação dos ligamentos faz o rosto cair e apagar a linha da mandíbula. Ele mostra como o lifting facial não cirúrgico associa ácido hialurônico em pontos de sustentação, bioestimuladores de colágeno e tecnologias como Ultraformer MPT, Oligio X, Fotona e radiofrequência microagulhada para reposicionar tecidos, sem mudar o rosto. Também diz para quem ele não é indicado: excesso de pele e flacidez severa, casos em que o lifting cirúrgico é o mais indicado.

Transcrição

Com o passar dos anos, perdemos gordura profunda, perdemos colágeno, e com isso a nossa pele vai dando o aspecto de rosto derretido. A nossa linha da mandíbula vai apagando, vai formando uma região aqui que a gente chama de jowl, que é a perda do contorno inferior, e, com a perda também de sustentação dos ligamentos da face, o nosso rosto tende a cair para essa região.

Hoje, conseguimos tratar tudo isso de forma minimamente invasiva, [trecho inaudível] para um cirúrgico. Lembrando que o lifting facial cirúrgico tem os resultados do lifting facial, que são resultados incríveis, principalmente se for feito por um médico com experiência nessa cirurgia. A gente não está tentando substituir o lifting facial, mas a gente também consegue sustentar e elevar o rosto se a gente faz combinação de técnicas de forma não cirúrgica. E como é que a gente faz isso? Com a associação de injetáveis e tecnologias.

A gente consegue fazer com o ácido hialurônico, para poder repor volume e dar efeito lifting em pontos de sustentação da face, como a região da têmpora, a região zigomática ou malar e a linha da mandíbula. E, repondo essas regiões que são posteriores aos ligamentos retentores da face, a gente consegue uma elevação facial. Se a gente combina isso ainda com os bioestimuladores de colágeno, como, por exemplo, Sculptra, Radiesse, HarmonyCa, Elleva, [trecho inaudível] no mesmo sentido do lifting facial. E a gente combina tudo isso com as tecnologias.

Quais tecnologias conseguem fazer esse efeito de lifting? Uma delas é o Ultraformer MPT, que é um ultrassom micro e macrofocado, com o qual a gente consegue fazer microcoagulações na região onde a nossa pele produz colágeno, e com essas microlesões a nossa pele vai refazer essa região e dar o efeito lifting. Então ele é muito bom para todo o rosto, mas sobretudo e principalmente para essas regiões [trecho inaudível] onde a gente tem um ganho de flacidez e gordura com o passar do tempo, que é, por exemplo, essa região abaixo dos olhos, na pálpebra inferior, essa região do jowl e a papada, mas também o pescoço. Pode ser feito no corporal, em que a gente tem resultados legais também.

A gente associa ele hoje em dia com tecnologias até mais novas, por exemplo, com a radiofrequência monopolar que a gente tem aqui na clínica, o Oligio X, que é a nova geração de radiofrequência monopolar. Ele compete, inclusive, com o Coolfase e o Volnewmer. [trecho inaudível] é a primeira geração de radiofrequência monopolar, e o Oligio X já é a segunda geração de radiofrequência monopolar, com a qual a gente consegue resultados ainda mais expressivos quando quer dar esse efeito de lifting.

Outras técnicas que a gente consegue associar também são o Fotona e o Morpheus8. O Fotona é um laser de dois comprimentos de onda, o Er:YAG e o Nd:YAG, com o qual a gente consegue fazer esse lifting no rosto, que seria o Fotona 4D e o Fotona 5D, para a gente poder ter uma elevação do rosto de forma legal. E a gente consegue também com a radiofrequência microagulhada, com a qual a gente faz um reposicionamento tecidual, tanto de rosto, terço inferior e pescoço.

Então, o objetivo do lifting facial não cirúrgico é reposicionar tecido, ou seja, a gente poder voltar as estruturas do rosto que eram mais superiores ou mais posteriores para a região que a gente quer, porque com o passar do tempo isso vai caindo, vai perdendo sustentação, vai perdendo colágeno, e as estruturas vão caindo. Então, a ideia não é mudar o rosto, a ideia é a gente poder reposicionar.

E quanto tempo a gente gasta, em média, para poder fazer? Cada procedimento desses que eu citei, a gente gasta em média 15 a 30 minutos; alguns são mais rápidos, outros demoram um pouco mais. E, quando a gente faz a associação desses tratamentos em visitas seriadas, a gente consegue resultados muito bons de elevação facial.

Esse tipo de lifting, o facial não cirúrgico, não é indicado para quem tem excesso de pele, muita pele, uma flacidez severa, para quem nunca fez o tratamento e está ali: "depois dos 55, 60, eu tenho excesso de pele". Para esses casos, realmente, o mais indicado é o lifting cirúrgico, que vai te dar os melhores resultados. Talvez o que te pese um pouco mais seja o que a gente chama de downtime, que te tira um pouco das atividades. Você tem que ficar, às vezes, uma, duas, três semanas sem trabalhar, porque fica um pouco inchado, pode ficar um pouco roxo. Mas esse é o mais indicado para você.

Ou então, para quem ele também é indicado: para quem não pode fazer cirurgia ou para quem quer uma melhora global da face porque está muito novo para fazer um lifting facial. Então, às vezes, pacientes antes dos 45 anos, antes dos 50 anos, não querem ainda fazer um lifting, querem adiar para os 55, 60, 65, e a gente tem várias técnicas para poder otimizar os resultados, às vezes 5, 10, 15 ou mais anos antes de você, de fato, partir para um lifting facial com corte cirúrgico. Então, o lifting facial não cirúrgico é o que eu indico se você quer um resultado muito bom, com associação de tratamentos, e ainda não está pronto para partir para o lifting cirúrgico.

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