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Harmonização glútea: o que é e como funciona sem prótese?

Dr. Thiago Perfeito · CRM-DF 23199 · publicado em · 6 min 08 s

Sobre este vídeo

O Dr. Thiago explica a harmonização glútea como alternativa à prótese, combinando bioestimuladores de colágeno, ácido hialurônico de alta densidade e enxerto de gordura conforme a anatomia e o objetivo de cada paciente. Ele diferencia o tempo de resposta de cada produto, lista situações que exigem avaliação específica ou em que a cirurgia pode ser mais indicada e comenta os efeitos mais comuns e o cuidado com a segurança vascular.

Transcrição

Uma mudança importante está acontecendo na estética corporal. Durante muitos anos, o principal símbolo de aumento de glúteo foi a prótese. Mas hoje muitos pacientes começaram a buscar outra coisa: mais naturalidade, mais qualidade de pele, mais firmeza, mais regeneração tecidual. E, principalmente, menos tempo de recuperação e menos aspecto artificial, que a prótese costuma causar.

A harmonização glútea combina diferentes agentes injetáveis, que são aplicados na região glútea para melhorar volume, sustentação, contorno e qualidade de pele sem necessidade da cirurgia tradicional. Entre os principais produtos utilizados estão os bioestimuladores de colágeno, como Sculptra, Radiesse e Elleva. Também podemos utilizar ácido hialurônico de alta densidade e gordura autóloga, através do fat grafting.

Existe também um detalhe importante aqui. Cada produto possui um mecanismo completamente diferente um do outro. Alguns entregam volumização imediata, outros atuam progressivamente e outros funcionam como enxerto biológico regenerativo. Por isso, o tratamento não é padronizado para cada paciente. A combinação depende da anatomia, da qualidade tecidual e do objetivo de cada paciente.

Hoje, a gluteoplastia não cirúrgica está entre os procedimentos corporais que mais cresceram no mundo nos últimos anos, principalmente porque os pacientes começaram a buscar resultados mais naturais e regenerativos. [trecho inaudível]

Alguns pacientes precisam de mais sustentação, outros precisam de mais projeção e outros apresentam perda importante de firmeza depois de emagrecimento ou uso de GLP-1. Existem também pacientes que não precisam necessariamente de volume: precisam melhorar a qualidade da pele e o contorno corporal. Depois dessa análise, a gente define a combinação ideal de produtos, volume e técnica de aplicação.

Quando utilizamos bioestimuladores, o resultado acontece de forma progressiva ao longo de 2 a 4 meses, através da produção natural de colágeno pelo corpo. Com ácido hialurônico, o efeito volumizador costuma ser imediato. E, no fat grafting, a gordura enxertada se integra progressivamente ao tecido, funcionando também como uma ferramenta regenerativa do local. E esse é um ponto importante: hoje, os melhores resultados da estética corporal normalmente não dependem apenas do volume que a gente coloca. [trecho inaudível]

Em relação às contraindicações, pacientes com coagulopatia, gravidez ou histórico de reação grave a produtos injetáveis precisam de avaliação específica. Pacientes que realizaram aplicação recente de bioestimuladores também precisam ser avaliados individualmente. Além disso, em caso de excesso importante de pele ou necessidade de grande ganho de volume, a abordagem cirúrgica pode ser mais indicada. Por isso a consulta é tão importante. O objetivo é criar harmonia corporal e resultado proporcional ao restante da silhueta.

Em relação à durabilidade, os bioestimuladores costumam durar entre 18 e 24 meses. Já o fat grafting pode oferecer resultados ainda mais longos, porque parte da gordura vai se integrando de forma permanente ao tecido receptor. Então, sessões de manutenção anuais ajudam a prolongar os resultados sem necessidade de reabordagem completa.

E existe também uma mudança interessante acontecendo atualmente. Os pacientes estão começando a valorizar menos o exagero estético e mais a qualidade corporal e a naturalidade. Isso mudou completamente a forma como a gente planeja procedimentos nos glúteos hoje.

Como qualquer procedimento injetável, a harmonização glútea também exige conhecimento anatômico e protocolos rigorosos de segurança. Os efeitos mais comuns incluem edema leve, hematoma pequeno, que é o roxo, e pequeno nódulo, que é transitório. Complicações graves são raras, mas a oclusão vascular é considerada o evento adverso mais importante em todos os procedimentos injetáveis corporais. Por isso, a técnica, a anatomia e a escolha adequada das camadas fazem tanta diferença no resultado. Hoje a gente trabalha com protocolos de segurança vascular e mantém recursos específicos para intercorrências disponíveis em consultório.

A recuperação costuma ser relativamente tranquila. Na maioria dos casos, o paciente retorna rapidamente à rotina, com poucos dias de restrição física. O investimento varia conforme a técnica escolhida, a quantidade de produto utilizada e as áreas tratadas. [trecho sobre valores omitido na transcrição: os valores vigentes são informados na avaliação]

Para finalizar, a harmonização glútea representa uma mudança importante na estética corporal moderna. Não é apenas sobre aumentar volume: é sobre regenerar tecido, melhorar a sustentação, recuperar firmeza e preservar a naturalidade. Os bons resultados da estética corporal normalmente não parecem artificiais. Parecem harmonia, qualidade tecidual, proporção corporal natural.

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