Laser Q-Plus: como trata manchas, melasma e tatuagem
Sobre este vídeo
O Dr. Thiago explica como o laser Q-Plus, um Q-Switched de pulsos em nanossegundos, fragmenta o pigmento por efeito fotoacústico sem aquecer em excesso a pele ao redor. Ele mostra quais manchas costumam responder bem, por que nenhum laser cura o melasma e como funcionam a sessão, o pós-procedimento e o número de sessões.
- O Q-Plus quebra o pigmento em micropartículas, eliminadas aos poucos pelo organismo.
- É um laser não ablativo: trata o pigmento de forma seletiva, com recuperação rápida.
- Manchas solares, lentigos e sardas costumam responder muito bem.
- No melasma, o laser não cura e, usado sem critério, pode causar rebote.
- Os parâmetros são individuais, conforme o fototipo e a profundidade do pigmento.
Transcrição
Quando falamos em tratamento de manchas, melasma ou remoção de tatuagens, um dos maiores erros é achar que todo laser funciona da mesma forma. Não funciona. Cada tipo de mancha tem uma profundidade diferente, cada pigmento reage de um jeito. E o tipo de tecnologia que a gente escolhe muda completamente o resultado, e o risco também.
Hoje eu vou te explicar, de forma técnica e objetiva, o que é o laser Q-Plus, para quem ele é indicado, quais são as limitações e por que ele precisa ser usado com critério médico para garantir o melhor resultado com segurança.
O laser Q-Plus é uma plataforma de laser Q-Switched de alta potência, desenvolvida pela Quanta System, na Itália, e utilizada pelos centros médicos que são referência no mundo todo. Ele trabalha com pulsos ultracurtos, na escala de nanossegundos. Isso significa que a energia é entregue muito rápido: ela não fica muito tempo na pele. Na prática, isso gera um efeito chamado fotoacústico, ou seja, o laser fragmenta o pigmento sem aquecer excessivamente a pele em volta.
[trecho inaudível] Dependendo da configuração, o Q-Plus pode trabalhar com diferentes comprimentos de onda, como o Nd:YAG com 1064 nm, 532 nm e o rubi com 694 nm. Cada comprimento de onda tem afinidade por um tipo de pigmento, e isso permite tratar diferentes condições com maior precisão.
Do ponto de vista médico, o mecanismo de ação é relativamente simples de entender. O laser atinge a melanina ou a tinta da tatuagem. Esse pigmento é quebrado em micropartículas, e essas partículas passam a ser eliminadas gradualmente pelo próprio organismo, principalmente pelo sistema imunológico.
É muito diferente dos lasers ablativos, que removem camada de pele. Aqui o objetivo não é descamar, é tratar o pigmento de forma seletiva. Por isso o Q-Plus é considerado um laser não ablativo, com recuperação rápida e baixo downtime, quando bem indicado. Ou seja, o paciente não fica muito tempo sem poder fazer as atividades dele.
Agora vamos falar das indicações reais desse laser. [trecho inaudível] Manchas solares, lentigos e sardas costumam responder muito bem. São pigmentos mais superficiais e bem delimitados.
Pigmentação pós-inflamatória, como manchas de acne, também pode ser tratada. Aqui o cuidado precisa ser maior, principalmente em peles morenas e negras. Controle de inflamação e fotoproteção são fundamentais quando a gente quer fazer esse tipo de tratamento.
E o melasma merece uma atenção especial. Melasma é uma condição crônica, multifatorial, recidivante. Então nenhum laser vai curar o melasma. O laser Q-Plus pode ser usado com protocolos específicos, com baixa fluência do Nd:YAG, mas o objetivo não é apagar o melasma. Quando o laser é usado sem critério, o risco de rebote e piora existe. Por isso o melasma tem que ter uma estratégia médica, e não é uma solução rápida.
Na remoção de tatuagem, o Q-Plus é uma tecnologia clássica. A resposta depende de vários fatores: a cor da tinta, o tipo de pigmento, a profundidade da tatuagem, [trecho inaudível]
Em muitos casos, preparar a pele antes do laser, por exemplo com peeling, é o mais necessário. A sessão em si é rápida: dura de 10 a 30 minutos, dependendo do tamanho da área. O paciente geralmente vai utilizar óculos de proteção, dependendo do laser que a gente estiver utilizando. E os parâmetros são ajustados de forma individual, de acordo com o fototipo e a profundidade do pigmento.
A sensação costuma ser descrita como ardor leve ou pequenos estalos na pele, porque o laser faz um barulhinho. Em áreas mais sensíveis, pode ser usado anestésico tópico. [trecho inaudível] reaplicação correta e evitar sol direto nos primeiros dias, [trecho inaudível]. Especialmente no melasma, o pós-procedimento define até o sucesso do tratamento.
O número de sessões varia bastante de paciente para paciente. Para rejuvenescimento e uniformização, geralmente de uma a três sessões costumam ser suficientes. Para manchas mais profundas, como as de tatuagem, o tratamento é progressivo e pode exigir, normalmente, várias sessões. Perceber melhora na primeira sessão não significa que o tratamento terminou; geralmente significa que a pele respondeu.
Para finalizar: o laser é uma tecnologia segura, inclusive para peles mais escuras, quando utilizado por um profissional experiente e com os parâmetros corretos. O risco não está no laser, está no uso inadequado.
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