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Morpheus8: como funciona, anestesia, recuperação e valores

Dr. Thiago Perfeito · CRM-DF 23199 · publicado em · 10 min 57 s

Sobre este vídeo

O Dr. Thiago explica como o Morpheus8 combina microagulhas e radiofrequência para remodelar o colágeno e, no corpo, também a gordura superficial, com ponteiras e profundidades diferentes para rosto e corpo. Ele detalha como controla a dor — anestesia tópica, gelo, anestesia local e, conforme o caso, sedação — e percorre as áreas que trata, do terço médio do rosto, contorno e papada até braços, abdome, glúteo, culote, coxas e joelhos. Fala ainda do número de sessões, da manutenção anual e dos cuidados de recuperação, incluindo o risco de hiperpigmentação.

Transcrição

O Morpheus8 é uma das tecnologias mais completas e procuradas para rejuvenescimento, tanto facial como corporal. Eu vou te mostrar como ele funciona e por que ele é tão procurado. Ele tem dois modos: o Morpheus Face e o Morpheus Body.

No Morpheus Face, a ponteira são agulhas, no caso 24 agulhas, banhadas a ouro para não oxidar. Elas entram na pele e a gente dá um disparo de radiofrequência muito potente, que vai desde 5 joules até 60 joules. Para o corporal, ele também tem uma ponteira um pouco maior, com 40 agulhas, que a gente chama de Body tip, para a gente poder fazer a parte corporal, além de outras novas ponteiras que têm sido lançadas, como a Morpheus 3D.

Elas também são banhadas a ouro, e a ideia é que, quando ele entra na pele, a gente consegue dar um disparo muito forte de radiofrequência. Isso incentiva o corpo a fazer uma remodelação das fibras de colágeno — não só das fibras de colágeno, como também da gordura superficial, quando a gente faz Morpheus8 corporal.

No Morpheus8 facial, a gente tende a fazer profundidades só até 4 milímetros, que é a profundidade da pele. A gente consegue fazer 2, 3 e 4 milímetros. Mas no Morpheus8 corporal a gente pode chegar até 7 milímetros de radiofrequência corporal, por exemplo, em regiões que têm, além do excesso de flacidez, um pouco de gordura localizada também.

Muitas vezes me perguntam também sobre a durabilidade do resultado do Morpheus8. Assim como qualquer procedimento em que a gente estimula a produção de colágeno, a gente tem uma durabilidade mínima e média de dois anos. Mas às vezes a gente pode chegar a três anos, quatro anos — depende muito do procedimento que a gente está fazendo, da extensão —, e a gente só não tem resultado para sempre porque a gente continua envelhecendo e perdendo colágeno.

Então, o que eu geralmente oriento para o paciente? A gente faz de uma a três sessões; geralmente o mais indicado é fazer as três sessões, para a gente poder ter o melhor resultado possível. E depois a gente pode fazer uma sessão de manutenção anual, só para a gente poder manter aqueles resultados que a gente conseguiu, que geralmente são muito bons, só para a gente não perder e voltar para a estaca zero. Mas, se a gente não fizer nada, ele dura em média dois, três, até mais anos de produção de colágeno e de firmeza da pele naquela região em que foi feito o Morpheus8.

Fala-se muito da questão da dor do Morpheus8. Realmente, se não for feita uma anestesia adequada, é um procedimento que dói, porque a potência que a gente utiliza nele é muito alta — por isso que a gente tem resultados tão bons. Então, como a gente faz no dia do procedimento? Eu peço para o paciente chegar, em média, 15 a 30 minutos antes.

Dependendo de cada caso, e se tiver indicação para aquele caso, eu faço até uma sedação leve oral. A gente pode fazer sem também. Além disso, a gente tem uma sedação um pouco mais rápida e segura, que é o óxido nitroso em consultório, mas em alguns casos selecionados a gente pode até fazer a sedação com anestesista em bloco cirúrgico.

Além disso, para a anestesia, a gente faz anestesia tópica: passa o anestésico tópico mais forte, espera em média 30 a 45 minutos, e a gente também usa gelo e anestesia local. Isso é um grande diferencial, porque eu já vi muitos profissionais em outros lugares, até em outros países, fazendo sem anestesia local, e eu acho que isso limita muito a questão da potência que a gente consegue utilizar no Morpheus8.

E também limita pela dor do paciente, porque a gente não consegue aumentar tanto a potência e fica um procedimento doloroso. Mas com a anestesia local ele fica muito tranquilo: a gente consegue fazer sem o paciente sentir dor, eu consigo aumentar a potência e ter resultados excelentes. O Morpheus8 dura em média, dentro da sala do consultório, seja a nível ambulatorial ou em bloco cirúrgico, 45, 60 minutos, duas horas, dependendo da quantidade de áreas que a gente faz para o mesmo paciente.

Quais regiões o Morpheus8 consegue tratar? Se a gente for de cima para baixo, ele trata todas as regiões faciais, ou seja, a gente consegue fazer elevação de sobrancelha e tratar, às vezes, aquela flacidez ou excesso de pele na pálpebra superior. A gente consegue trabalhar aquelas linhas finas ou excesso de flacidez na pálpebra inferior.

O terço médio da face, que é uma região que, com o tempo, vai perdendo volume, ganhando flacidez, vai caindo e formando o bigode chinês. A gente consegue trabalhar muito bem o terço inferior do rosto, que é esse contorno, onde com o passar do tempo a gente também perde volume, tanto ósseo como de gordura, e passa a ter uma flacidez, que é uma queixa muito comum das pacientes: aquela região do buldogue, que a gente chama de jowl.

Essa região do jowl nada mais é do que um acúmulo de flacidez dos vetores de queda facial, que vai caindo para essa região e tende a ser segurado pelo ligamento mandibular, mais anterior, aqui próximo do queixo, e pelos ligamentos retentores da face, que passam desde a adesão orbitária, lá em cima na têmpora, passam aqui pela adesão orbitária, vêm pela parte média do rosto e vêm até o ligamento mandibular. Tudo que está daqui para trás, quando a gente trabalha essa região, a gente consegue ter um efeito lifting.

É onde, na cirurgia plástica, é feito o corte e o descolamento; na cirurgia plástica mais antiga, eram puxados os tecidos mais superficiais. Hoje em dia, com as técnicas mais modernas e a evolução da anatomia facial, os cirurgiões plásticos têm essa tendência também de fazer o deep plane, que é abordar também os planos profundos, e não só os planos mais superficiais, quando vão fazer o levantamento da face. Isso o Morpheus8 consegue fazer também.

Claro que não é igual a uma cirurgia plástica, mas a gente consegue fazer um efeito lift muito bom, e ele também, inclusive, é muito usado de forma concomitante com a cirurgia plástica — durante o lifting, ou já com o paciente sedado, a gente pode fazer, no corporal, tanto o Morpheus8 quanto o BodyTite, e na região facial não é diferente.

Uma outra região que a gente trata muito bem com Morpheus8 é a região da papada, quando tem aquele excesso de flacidez. Se esse paciente é jovem, tem 30, 35, 40 ou 45 anos e não quer fazer um lifting de pescoço, a gente consegue resultados muito bons com o Morpheus8, que é um dos melhores aparelhos que tem para trabalhar aquela flacidez do pescoço — a gente consegue trabalhar todo o terço inferior, papada, pescoço.

E das regiões corporais, quais são as mais comuns que eu já tratei? A gente pode tratar várias regiões do corpo, mas as mais comuns são a região do colo, onde é muito comum ter aquelas linhas verticais por causa de dormir de lado; às vezes o envelhecimento vai perdendo colágeno nessa região e começa a formar umas linhas que dão aspecto de envelhecimento.

É muito comum também a gente tratar o braço, até por causa do emagrecimento, que começa a dar aquela flacidez tanto anterior do braço como posterior. Então a gente consegue diminuir tanto a flacidez como a gordura. A gente pode trabalhar perto do cotovelo até o antebraço — já tive vários pacientes em que a gente fez antebraço para trabalhar aquela pele muito fina por causa do emagrecimento, desde a época do Saxenda, depois do Ozempic e, por último, agora o Mounjaro, que é a tirzepatida.

A gente consegue trabalhar também um lifting, às vezes, de seios, e melhorar um pouquinho estrias que às vezes o paciente pode ter tido no crescimento. A região abdominal é, da parte corporal, uma das mais procuradas, até aquela questão do umbigo triste: a gente consegue trabalhar tanto a região supraumbilical, que é acima do umbigo, para poder fazer esse lifting da região do abdômen, como a parte abaixo do umbigo, onde a gente consegue trabalhar também muito bem tanto estria como flacidez.

Na região do abdômen, a gente tem abordagem cirúrgica, como, por exemplo, a abdominoplastia, para melhorar a região abaixo do umbigo, ou a mini ou a abdominoplastia reversa, em que o corte é mais superior e puxa a pele para cima. Mas quando o paciente não quer ir para uma cirurgia, ou quer tratar da melhor forma possível, ou já fez outras abordagens e não teve resultado tão bom, na minha opinião a melhor abordagem é o Morpheus8, que pode ser feito sem a cirurgia ou com a cirurgia também. Mas, sem a cirurgia, ele já consegue dar um resultado muito bom de melhora de [trecho inaudível] ou gordura localizada nessa região.

Além do abdômen, a gente pode trabalhar também os flancos, que é uma região que às vezes incomoda o paciente pela flacidez ou pela gordura localizada. Se a gente for continuar descendo um pouco, a gente consegue trabalhar muito bem, e tem resultados excelentes, para celulite e estria — e, além disso, flacidez também. Em quais regiões? Do culote e do glúteo, que são regiões muito comuns.

A gente tem muita estria, muita flacidez, muita celulite, que são aqueles buraquinhos que ficam na pele, um sombreado. A gente consegue trabalhar de outras formas também, além do Morpheus8, mas quando são áreas muito extensas, o Morpheus8 é um dos melhores tratamentos para poder rejuvenescer a pele, tanto do glúteo como do culote e também, por exemplo, da parte interna da coxa.

Por último, outras regiões que têm muita busca: a região anterior da coxa, às vezes aquela flacidez da pele que incomoda a paciente dependendo da roupa que ela utiliza, e também a região do joelho. É uma região que a gente trata muito, porque, com o passar do tempo, a perda de peso e a flacidez, às vezes, geram aquele acúmulo de pele acima do joelho. A gente consegue trabalhar também com o Morpheus8, além de outras opções que a gente pode associar com o Morpheus8, que são os bioestimuladores.

A recuperação é relativamente tranquila. Eu peço ao paciente para evitar sol de 7 a 15 dias. Eu explico para o paciente que é comum ficar um pouco machucado na região, como se fossem umas casquinhas, crostinhas ou uns arranhadinhos. E eu peço para passar algum cuidado multirreparador calmante — Cicaplast, Cicabio ou Cicalfate, ou até, às vezes, Aquaphor, dependendo, nas primeiras 24 horas — para poder ajudar nessa reparação tecidual da pele nos primeiros 7 dias.

Depois desse período, a gente pode entrar com algum manipulado ou algum clareador para a pele poder ficar bem clarinha e evitar um dos maiores riscos, que é a hiperpigmentação pós-Morpheus8, que às vezes acontece em alguns pacientes, mas é de fácil tratamento. A gente consegue usar algum clareador [trecho inaudível] risco e poder otimizar e ainda melhorar os resultados.

E de valores do Morpheus8, que também é [trecho inaudível] comum: depende muito da quantidade de áreas que a gente vai fazer, se a gente vai fazer com sedação ou não, se vai ser consciente ou não. [trecho sobre valores omitido na transcrição: os valores vigentes são informados na avaliação] Espero que vocês tenham gostado do vídeo. Até a próxima.

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