Bioestimuladores

HarmonyCa ou Radiesse: qual escolher para flacidez facial?

Os dois compartilham a hidroxiapatita de cálcio, mas não são a mesma categoria de produto: o Radiesse é bioestimulador puro e o HarmonyCa é um híbrido que soma preenchimento imediato ao bioestímulo. A escolha correta depende da área, da camada tecidual e do objetivo clínico — não da marca.

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Dr. Thiago Perfeito — comparativo clínico entre HarmonyCa (Allergan) e Radiesse (Merz Aesthetics)

HarmonyCa e Radiesse: composição, mecanismo e o que os diferencia na prática

Radiesse e HarmonyCa compartilham a hidroxiapatita de cálcio (CaHA), mas não pertencem à mesma categoria de produto — e é essa a diferença que decide a escolha. O Radiesse é bioestimulador de colágeno puro: microesferas de CaHA (cerca de 30% do volume) suspensas em gel carreador de carboximetilcelulose, fabricado pela Merz Aesthetics. O HarmonyCa é um híbrido: as mesmas microesferas de CaHA, porém dispersas em gel de ácido hialurônico reticulado com lidocaína, em seringa única, da Allergan Aesthetics/AbbVie. Chamar o HarmonyCa de "bioestimulador" sem qualificação é impreciso — ele é preenchedor e bioestimulador ao mesmo tempo, e o componente de HA responde por uma parte do resultado que o Radiesse simplesmente não entrega.

O mecanismo da CaHA é sequencial. No curto prazo, as microesferas funcionam como arcabouço de sustentação — ocupam volume e criam estrutura mecânica no plano em que foram depositadas. No médio prazo, estimulam fibroblastos dérmicos à síntese de colágeno e elastina, o que constitui o bioestímulo propriamente dito e persiste além da reabsorção do gel carreador.

Esse mecanismo tem lastro histológico, com ressalvas de desenho que precisam ser ditas. Um ensaio randomizado split-face, publicado no Journal of Drugs in Dermatology em 2014, injetou Radiesse (CaHA pura) de um lado e um preenchedor de ácido hialurônico da família Juvéderm do outro, em plano supraperiosteal na região retroauricular de 24 mulheres de 35 a 45 anos, e analisou biópsias aos 4 e aos 9 meses. Aos 4 meses, o colágeno tipo III foi maior com a CaHA; aos 9 meses, o colágeno tipo I foi maior com a CaHA e o tipo III, menor — padrão que os autores interpretam como remodelação gradual, com o tipo I substituindo o tipo III —, e a elastina foi maior com a CaHA nos dois tempos.5 É um estudo de Radiesse, não de HarmonyCa, e feito atrás da orelha, não no rosto. O consenso global de Goldie e colaboradores, de 2018, reuniu recomendações de diluição, plano de aplicação e indicação da CaHA diluída (1:1) e hiperdiluída (a partir de 1:2) para flacidez de face e corpo — uso que o próprio consenso classifica como off-label, com diretrizes declaradas como preliminares.1

Sobre a lógica do híbrido existe evidência específica, e vale ler com atenção ao que ela de fato mede. Uma série retrospectiva de 41 pacientes tratadas com uma mistura pré-fabricada de CaHA e HA em bochechas e mandíbula registrou melhora de pelo menos um ponto na escala clínica de mandíbula em 100% das pacientes aos três meses e em 85% aos doze meses — resultado que sustenta o potencial volumizador e de lift da combinação, e não uma promessa de hidratação ou de brilho de pele. É um estudo de nível de evidência IV, sem grupo controle, cujos dois autores declaram ser consultores da Merz Pharma; além disso, o híbrido avaliado não é o HarmonyCa, e sim uma combinação de CaHA com HA de matriz policondensada, de outro fabricante. Nenhum evento adverso foi registrado nos prontuários revisados.2 Ou seja: a evidência apoia o conceito de híbrido CaHA+HA, com a ressalva de que não foi produzida com o produto específico discutido aqui.

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Quando usar HarmonyCa e quando usar Radiesse — indicação por área e perfil de paciente

A escolha entre os dois produtos não é aleatória. Cada um tem janela de indicação específica baseada na área tratada, na profundidade de aplicação e no objetivo clínico predominante.

CritérioHarmonyCaRadiesse
ComposiçãoCaHA + ácido hialurônicoCaHA puro
Plano de aplicaçãoSubcutâneo, com cânula, em pontos laterais da face definidos pela linha dos ligamentos e pelo arco zigomático7,8Puro: plano profundo (supraperiosteal); diluído ou hiperdiluído: subdérmico1,4
Área mais indicadaTerço médio e inferior, lateral, com flacidez e perda leve a moderada de volume e contorno8Puro: estrutura de malar e mandíbula, dorso das mãos; diluído: flacidez difusa de face, pescoço, colo e corpo1
Objetivo principalLift imediato + volume leve + estímulo de colágenoContorno estrutural (puro) ou firmeza difusa de pele (diluído)
Duração estimadaDuração total sem medida independente; o seguimento mais longo citado aqui é de 9 meses312 a 18 meses (faixa da CaHA em revisão sistemática)6
Custo médio em BrasíliaR$ 2.900 a R$ 3.900 por sessãoR$ 2.900 a R$ 3.900 por seringa
Risco de nóduloSem estudo comparativo direto; recomendação de cânula, pequenos volumes e áreas menos móveis8Sem estudo comparativo direto; mais eventos adversos com injeção superficial de produto pouco diluído, sobretudo em pele fina ou escura1

Diante de pele sem firmeza, com leve deflação difusa e sem necessidade de reestruturação anatômica marcada, o híbrido tende a ser a escolha de primeiro acesso pela ação combinada de volume imediato e ganho de firmeza. Um estudo retrospectivo italiano de vida real acompanhou 129 pacientes tratadas com sessão única de HarmonyCa — com envelhecimento e condições de pele como acne, rosácea e cicatrizes — e avaliou os desfechos aos nove meses por escala global de melhora estética (que incluía efeito de lift imediato, firmeza e elasticidade): pela avaliação médica, todas tiveram melhora, e os eventos adversos foram apenas leves e de resolução espontânea.3 Vale dizer que é um desenho retrospectivo, sem grupo controle e sem randomização — descreve o que aconteceu na prática, não prova superioridade sobre alternativa. As recomendações globais de 2026 para o híbrido vão na mesma direção: indicam o produto para flacidez com perda leve a moderada de volume e contorno, com injeção nas áreas laterais e menos móveis da face, por cânula, em pequenos volumes, e retratamento só se a flacidez voltar. Esse documento foi redigido por um painel de oito consultores que declaram ser líderes de opinião da Allergan, fabricante do HarmonyCa, e assinado também por um funcionário da AbbVie — é recomendação de prática, não ensaio clínico.8 Para perda volumétrica estrutural com busca de suporte de contorno, o Radiesse puro em plano profundo é a opção estrutural da dupla: foi esse o uso no estudo brasileiro da técnica de vetores, com CaHA concentrada nos planos profundos e CaHA diluída no subcutâneo superficial.4

Os dois produtos também podem ser usados de forma combinada ou em sequência com outros procedimentos. Nesse mesmo estudo de 129 pacientes, o tratamento se mostrou compatível com outros procedimentos estéticos e com as medicações em uso pelas participantes.3

A decisão entre um e outro raramente começa pela marca — começa pela pergunta do que aquele rosto precisa primeiro. Quando o objetivo é volume imediato com sustentação e efeito de lift perceptível cedo, o híbrido tende a ser o caminho: num estudo prospectivo brasileiro com escaneamento 3D, o ganho de volume e o deslocamento de tecido já apareciam logo após a aplicação7 enquanto a CaHA constrói colágeno por baixo, o que atende bem quem precisa enxergar mudança cedo sem abrir mão da firmeza que vem depois. Quando a queixa é de pele que perdeu densidade de forma difusa, sem deflação anatômica marcada, e a prioridade é bioestímulo distribuído e qualidade de derme ao longo dos meses, a CaHA pura diluída ou hiperdiluída é mais coerente com o objetivo. Pele fina e reativa pesa a favor de abordagem mais conservadora e mais diluída; região de muito movimento em plano superficial é justamente onde qualquer CaHA exige maior cautela. A pergunta útil, portanto, não é "qual é melhor", e sim qual resolve a queixa específica daquela pessoa, naquela região, naquele plano — o que exige exame presencial de deflação, espessura de pele e expectativa declarada.

Antes e depois de HarmonyCa vs Radiesse em Brasília — Dr. Thiago Perfeito
Cada caso é individual e os resultados variam de pessoa para pessoa.

Risco de nódulos, durabilidade real e o que esperar nos primeiros 30 dias

A questão mais frequente em consulta sobre bioestimuladores à base de CaHA é o risco de formação de nódulos. Esse risco é real, mas diretamente relacionado à técnica e ao plano de aplicação — não à qualidade intrínseca do produto.

Nódulos ocorrem principalmente quando o produto é aplicado superficialmente demais, em áreas de alta mobilidade com produto concentrado em bolus, ou em pacientes com histórico de procedimentos anteriores mal documentados na mesma área. Com cânula romba, diluição adequada e plano de aplicação correto, o evento é descrito como incomum — mas a literatura disponível é majoritariamente composta por séries retrospectivas e consensos de painéis médicos, e não por ensaios desenhados para medir incidência, de modo que qualquer percentual único citado como se fosse consolidado deve ser lido com reserva. Uma revisão sistemática de 2026 sobre CaHA e PLLA em face descreve os efeitos adversos frequentes como leves — dor e edema no local da injeção — e registra um caso grave de necrose por compressão associado à CaHA nos 14 estudos incluídos.6 O consenso de 2018 lista como eventos ligados à injeção hematoma, edema, dor leve e endurecimento, e alerta que, em pele mais fina e mais escura, a injeção superficial demais de CaHA pouco diluída leva a mais eventos adversos.1

Sobre a diferença entre os dois no risco de nódulo: não há estudo que compare diretamente a taxa de nódulo de Radiesse e de HarmonyCa, e afirmar que um é mais "tolerante" que o outro é extrapolação. O que a literatura sustenta é o peso da técnica — diluição e profundidade no caso da CaHA pura1; cânula, pequenos volumes e pontos laterais no caso do híbrido8. Aplicada superficialmente, a CaHA pode ficar visível como área esbranquiçada ou palpável como nódulo, e a parcela de ácido hialurônico do híbrido não o isenta do problema.

No pós-procedimento, hematoma, edema, dor leve e endurecimento no local são os eventos esperados1; a duração varia com volume, diluição e área, e nenhuma das referências citadas aqui fixa esse prazo em horas ou dias. Sobre o tempo de resultado, o que a evidência mostra é isto: no estudo prospectivo brasileiro com HarmonyCa — 8 mulheres, sem grupo controle, análise por escaneamento facial 3D —, volume e deslocamento de tecido já eram maiores que o basal logo após a aplicação e seguiam maiores aos 30 e aos 90 dias7; no estudo histológico da CaHA pura, a troca do colágeno tipo III pelo tipo I aparece entre os 4 e os 9 meses5. Os estudos de CaHA em face citados aqui avaliam o desfecho em 90 dias ou mais. Um deles, um estudo piloto brasileiro com Radiesse em 36 participantes (33 mulheres e 3 homens) de 37 a 68 anos, documentou elevação dos terços superior e médio da face e melhora do sulco infraorbitário 90 dias após sessão única; trata-se de nível de evidência IV, sem grupo controle, e dois autores declaram vínculo com fabricantes do setor — um como consultor da Allergan e da Merz (fabricante do Radiesse) e participante de ensaios da Allergan e da Galderma, outra como consultora e palestrante da Merz.4

Alinhar a expectativa de tempo antes de decidir o produto evita a maior parte das frustrações. Com o híbrido, algo já é visível cedo: o ganho de volume aparece logo após a aplicação7 e ameniza a sensação de "não mudou nada" enquanto o colágeno ainda está sendo construído por baixo. Com a CaHA pura, o efeito imediato é de estrutura e sustentação, e o ganho de qualidade de derme aparece de forma mais gradual ao longo das semanas. Em ambos, o que importa clinicamente não é a foto da primeira semana e sim o marco de 90 dias ou mais em que os estudos avaliam o desfecho — e a remodelação do colágeno segue em curso depois disso5, porque parte do resultado é colágeno próprio, não material injetado. Quem entende isso desde o início avalia o resultado no tempo certo e não pede reforço cedo demais, um erro comum que leva à sobrecorreção; as recomendações para o híbrido orientam retratar só se a flacidez voltar.8

Na perda de firmeza e na opacidade que acompanham a queda estrogênica do climatério, esses dois produtos são ferramentas clinicamente relevantes. A escolha entre eles depende da avaliação da perda óssea orbital, do grau de deflação malar e da qualidade atual da derme.

Quem não é candidato e o que precisa ser dito na consulta: a CaHA não é indicada em vigência de infecção ativa na área a tratar, em quem tem hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da formulação e em quem tem expectativa de resultado incompatível com o que um injetável entrega — flacidez de grau avançado, com excesso real de pele, é território de tratamento cirúrgico, e insistir em bioestimulador nesse cenário produz gasto sem desfecho. Histórico de procedimento anterior na mesma área, especialmente quando o produto aplicado não está documentado, muda a conduta e precisa ser relatado. Cirurgia facial programada não tem uma janela de bloqueio única e definida na literatura: o que existe é a necessidade de o cirurgião saber o que foi aplicado, onde e quando, para planejar a técnica — informação que o paciente deve levar à consulta em vez de assumir um prazo fixo colhido na internet. Na maior série publicada com o híbrido, o tratamento se mostrou compatível com outros procedimentos estéticos realizados pelas pacientes.3 A decisão é individual e cabe ao médico que examina o caso.

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Dr. Thiago Perfeito — médico responsável

Dr. Thiago Perfeito

CRM-DF 23199 · Medicina Estética e Regenerativa

Médico com mais de 10 anos de prática em medicina estética e regenerativa. Mestre em Medicina Estética (2024). Formação internacional em Harvard Medical School e Mayo Clinic. Membro da ASLMS, A4M, AMS e NYAS. Atendimento em Brasília, Lago Sul.

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Perguntas frequentes sobre HarmonyCa vs Radiesse

  • Qual a diferença de composição entre HarmonyCa e Radiesse?

    Radiesse (Merz Aesthetics) é composto exclusivamente por microesferas de hidroxiapatita de cálcio (CaHA) em gel carreador de carboximetilcelulose. HarmonyCa (Allergan Aesthetics/AbbVie) combina as mesmas microesferas de CaHA com ácido hialurônico reticulado e lidocaína na mesma seringa. O bioestimulador é o mesmo nos dois; o que muda é o veículo, e é o veículo que define o comportamento clínico do produto.

  • HarmonyCa é bioestimulador ou preenchimento?

    Os dois ao mesmo tempo — é um produto híbrido, e chamá-lo apenas de bioestimulador é impreciso. A hidroxiapatita de cálcio estimula a produção de colágeno de forma progressiva, como qualquer bioestimulador; o ácido hialurônico do veículo entrega volume imediato, como qualquer preenchedor. O Radiesse, por comparação, é bioestimulador puro: não tem componente de ácido hialurônico. Essa é a diferença de categoria que decide qual dos dois faz sentido para cada queixa.

  • Cada produto é mais indicado para qual área do rosto?

    Pelas recomendações publicadas para o híbrido, o HarmonyCa é indicado para flacidez com perda leve a moderada de volume e contorno, aplicado no subcutâneo, com cânula, em pontos laterais da face definidos pela linha dos ligamentos e pelo arco zigomático — recomendações redigidas por um painel de líderes de opinião da Allergan, fabricante do produto. O Radiesse tem dois usos: puro, em plano profundo, para estrutura de malar e mandíbula e para o dorso das mãos; diluído ou hiperdiluído, no subdérmico, para flacidez difusa de face, pescoço, colo e corpo — este último, segundo o consenso de 2018, é uso off-label.

  • Quanto tempo dura o efeito de cada um?

    Para a hidroxiapatita de cálcio, uma revisão sistemática de 2026 com catorze estudos em face situa a duração dos resultados na faixa de 12 a 18 meses6 — dado que se aplica ao Radiesse. Para o HarmonyCa, essa faixa não foi medida: o seguimento mais longo entre os estudos do produto citados aqui é de 9 meses3, e a durabilidade da parcela de ácido hialurônico do híbrido não foi medida separadamente. Por isso, transferir os 12 a 18 meses da CaHA para o híbrido é extrapolação. Números mais precisos por marca são estimativas de fabricante, não desfecho medido em estudo independente.

  • O risco de nódulo é diferente entre os dois produtos?

    Não há estudo que compare diretamente a taxa de nódulo entre os dois. O que a literatura mostra é o peso da técnica: injeção superficial demais de CaHA pouco diluída, sobretudo em pele fina ou escura, aumenta eventos adversos, e as recomendações para o híbrido pedem cânula, pequenos volumes e pontos laterais, menos móveis. Em ambos, o determinante é a técnica, não a marca. A literatura disponível é feita sobretudo de séries retrospectivas e consensos, não de ensaios desenhados para medir incidência — por isso qualquer percentual exato divulgado como consolidado deve ser lido com reserva.

  • Qual o custo de HarmonyCa e Radiesse em Brasília?

    Em Brasília, a sessão de HarmonyCa fica na faixa de R$ 2.900 a R$ 3.900, e a seringa de Radiesse, na mesma faixa de R$ 2.900 a R$ 3.900. O protocolo pode envolver mais de uma sessão ou seringa, dependendo do grau de flacidez e das áreas tratadas. Preço muito abaixo dessa faixa merece pergunta direta sobre o produto usado, a diluição e quem aplica. O valor exato é definido na avaliação clínica conforme volume necessário e áreas de interesse.

Referências bibliográficas

  1. Goldie K, Peeters W, Alghoul M, Butterwick K, et al. Global Consensus Guidelines for the Injection of Diluted and Hyperdiluted Calcium Hydroxylapatite for Skin Tightening. Dermatol Surg. 2018 Nov;44 Suppl 1:S32-S41. Consenso de painel internacional de médicos; uso off-label da CaHA diluída, diretrizes declaradas como preliminares. PMID: 30358631 · doi:10.1097/DSS.0000000000001685
  2. Fakih-Gomez N, Kadouch J. Combining Calcium Hydroxylapatite and Hyaluronic Acid Fillers for Aesthetic Indications: Efficacy of an Innovative Hybrid Filler. Aesthetic Plast Surg. 2022 Feb;46(1):373-381. Série retrospectiva, 41 pacientes, nível de evidência IV; o híbrido avaliado é CaHA com HA de matriz policondensada, não o HarmonyCa. Nenhum evento adverso registrado. Conflito declarado: ambos os autores são consultores da Merz Pharma. PMID: 34341855 · doi:10.1007/s00266-021-02479-x
  3. Proietti I, Spagnoli A, Favaroni A, et al. HArmonyCa hybrid filler to restore connective tissue: An Italian real-life retrospective study. J Cosmet Dermatol. 2024 Dec;23(12):3883-3892. Estudo retrospectivo de vida real, 129 pacientes, sessão única, desfecho por escala global de melhora estética aos 9 meses; sem grupo controle e sem randomização. PMID: 39360597 · doi:10.1111/jocd.16503
  4. Amaral VM, Ramos HHA, Cavallieri FA, Muniz M, et al. An Innovative Treatment Using Calcium Hydroxyapatite for Non-Surgical Facial Rejuvenation: The Vectorial-Lift Technique. Aesthetic Plast Surg. 2024 Sep;48(17):3206-3215. Estudo piloto brasileiro com Radiesse, 36 participantes, sessão única, avaliação fotográfica aos 90 dias, nível de evidência IV. Conflitos declarados: um coautor consultor da Allergan e da Merz e participante de ensaios da Allergan e da Galderma; uma coautora consultora e palestrante da Merz. PMID: 38714538 · doi:10.1007/s00266-024-04071-5
  5. Yutskovskaya Y, Kogan E, Leshunov E. A randomized, split-face, histomorphologic study comparing a volumetric calcium hydroxylapatite and a hyaluronic acid-based dermal filler. J Drugs Dermatol. 2014 Sep;13(9):1047-1052. Ensaio randomizado split-face, 24 mulheres de 35 a 45 anos; Radiesse × preenchedor de ácido hialurônico, injeção supraperiosteal na região retroauricular, biópsias aos 4 e 9 meses. Estudo de Radiesse, não de HarmonyCa. PMID: 25226004
  6. Ferreira ACM, Silva LR, Espasandin I, et al. Efficacy, Durability, and Safety of Collagen Biostimulators Based on Poly-L-Lactic Acid (PLLA) and Calcium Hydroxyapatite (CaHA) in the Face: A Systematic Review. Aesthetic Plast Surg. 2026 Feb;50(3):1291-1300. Revisão sistemática conduzida segundo o protocolo PRISMA 2020, 14 estudos incluídos, nível de evidência I. PMID: 41184662 · doi:10.1007/s00266-025-05412-8
  7. Queiroz TP, Lucatelli SR, Jellmayer JA, Dos Santos PL. Analysis in 3D of Hybrid Injectable Combining Hyaluronic Acid and Calcium Hydroxyapatite: Prospective Study. Aesthetic Plast Surg. 2026 Apr;50(7):2714-2722. Estudo prospectivo com HarmonyCa, 8 mulheres, sem grupo controle; análise por escaneamento facial 3D antes, logo após, aos 30 e aos 90 dias. Autores declaram ausência de conflito de interesse. PMID: 41345305 · doi:10.1007/s00266-025-05467-7
  8. Cavallini M, Braz A, Greiner-Krüger D, Lipko-Godlewska S, et al. Global Recommendations for Facial Rejuvenation Using a Hyaluronic Acid and Calcium Hydroxyapatite Hybrid Injectable. J Cosmet Dermatol. 2026 Jan;25(1):e70608. Recomendações de painel de oito consultores internacionais (recomendação de prática clínica, não ensaio). Conflito declarado: todos os membros do painel são líderes de opinião da Allergan Aesthetics/AbbVie, fabricante do HarmonyCa, e um coautor é funcionário da AbbVie. PMID: 41566538 · doi:10.1111/jocd.70608

Declaração de independência editorial: este conteúdo não tem patrocínio, vínculo comercial nem acordo de qualquer natureza com Merz Aesthetics, Allergan Aesthetics/AbbVie ou qualquer outro fabricante dos produtos citados. A comparação é organizada por indicação clínica, não por marca vencedora, e as marcas aparecem apenas para identificar as formulações disponíveis. Quando uma referência citada tem financiamento ou vínculo de autor com fabricante, isso está declarado acima, dos dois lados.

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